Capítulos 1-5 TMS
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Capítulos 1-5 TMS


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de Empresas, também fazem parte do modelo de empresa, mas podem ser encontrados em 
livros específicos. 
2.7 - LINGUAGEM CIMOSA (Computer Integrated Manufacturing Open Systems Architecture) 
2.7.1 - VISÃO DE MODELAGEM DE EMPRESA 
 Integração de atividades de empresas tem sido confundida com integração de sistemas de 
informações sob a influência do desenvolvimento da ciência de computação. Na realidade, a integração de 
atividades deve dirigir a integração da informação. Em outras palavras, as necessidades de integração 
necessitam ser definidas por usuários de negócios e não por especialistas em computação. 
Um método sistemático e modular considerando os vários pontos de vista de análise necessita ser 
adotado para representar e avaliar o sistema da empresa. Para chegar a isto, é proposto o uso da visão de 
modelagem de empresa CIMOSA, a qual tem grande aceitação na Europa e também em grupos de 
padronização internacionais como ISO (Organização Internacional de Padronização) e CEN (Comitê 
Europeu de Padronização). Esta visão é ilustrada pela figura 2.5 e 2.6. Basicamente assume-se que: (i) a 
empresa é uma federação de agentes chamados entidades funcionais; e (ii) a empresa é uma grande coleção 
de processos de negócios comunicantes, processando vistas de objetos da empresa, sincronizados por 
eventos e mensagens e executados por entidades funcionais. 
Em um nível macro, CIMOSA vê toda a empresa como uma coleção de domínios (DM1, DM2 e 
DM3), definindo áreas funcionais responsáveis por objetivos da empresa. Um domínio é constituído de 
uma coleção de processos centrais (chamados processos de domínios - PD1, PD2 e PD3) e interage com 
outros domínios (RD12, RD13 e RD14) pela troca de requisições (eventos) e objetos (referenciados por 
suas vistas). Cada processo de domínio é uma cadeia completa de atividades da empresa (AEi), disparado 
por eventos, e produzindo um resultado final bem definido. 
No próximo nível de análise, cada processo de domínio de um domínio a ser analisado é definido 
em termos de suas atividades de empresa. Atividades de empresas são passos de processamento dentro de 
um processo transformando objetos e requerendo recursos para sua execução. Atividades podem ser 
agrupadas dentro de um processo de domínio em subprocessos, chamados processos de negócios (PNi). 
Atividades são ligadas por um conjunto de relações causais ou de precedência chamadas regras de 
comportamento (RCi) formando uma rede de atividades. 
Atividades de Empresa possuem entradas e saídas que descrevem os objetos de empresa 
transformados pela atividade, os objetos de controle das atividades e os recursos necessários para a 
atividade na forma de vistas de objetos. Também, cada atividade de empresa pode ser decomposta em 
passos de processamento elementares, chamados operações funcionais (OF) (Figura 2.6). 
 
 
 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 10
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.5 - Visão de Modelagem CIMOSA. 
 
Na especificação detalhada da atividade, requisitos de agentes ou entidades funcionais (EF) 
necessários para sua execução, devem ser expressos. Este é um passo importante porque ele consiste em 
associar as funcionalidades requeridas para realizar atividades com as funcionalidades oferecidas pelas 
entidades funcionais, as quais são na verdade as operações funcionais. O processo de identificação de 
funcionalidades é suportado pelo conceito de capabilidade definindo o que um recurso pode fazer. 
Finalmente, quando as estruturas funcionais, de informação, e de recursos estiverem especificadas, a 
estrutura de organização, necessária para garantir coordenação própria e distribuição de responsabilidades, 
pode ser definida em termos de unidades de organização, células de organização, níveis de decisão, 
autoridades e responsabilidades. 
Em termos da modelagem de empresas, CIMOSA é baseada na visão de modelagem de empresa 
apresentada anteriormente. Esta visão é suportada por um conjunto de construtores de modelagem 
organizados de acordo com a estrutura da Figura 2.7. 
AE3 AE2 AE5 AE4 
AE5 
Entradas/Saídas de Controle 
Entradas/Saídas de Recurso 
Entradas 
de Função 
Saídas 
de Função 
(Resultado A) 
DM2 
DM3 
DM1 
DM - Domínio de Empresa 
PD2.1 
PD2.2 
PD2.3 
PD1.2 
PD3.1 
PD1.1 
PD - Processo de Domínio 
Evento 1 
PD2.3 Evento 2 Resultado A 
Resultado B 
AE1 PN2.3.1 PN2.3.2 
 PN - Processo de Negócios 
AE - Atividade de Empresas 
RD23 
RD12 
RD13 
RD - Relacionamento de Domínios 
AE1 AE4 
AE3 
AE5 
AE2 
Evento 1 
Evento 2 
Resultado A 
Resultado B 
RC 
RC - Regras de Comportamento 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 11
 
 
Resultado BAE3
OF5OF4OF3
OF2OF1
Resultado B
OF1 OF2 OF3 OF4 OF5
EF1
EF3
EF2
X
X
X
X
X X
PD = Processo de Domínio AE = Atividade de Empresa
OF = Operação Funcional EF = Entidade Funcional
AE1 AE4
AE3
AE5
AE2
Evento 1
Evento 2
Resultado A
 
Figura 2.6 - Decomposição de atividades de empresas. 
 
2.7.2 \u2013 CONSTRUTORES DE MODELAGEM CIMOSA 
Construtores são definidos em termos de classes e elementos de objetos. Classes de objetos 
possuem uma estrutura orientada a objetos definida pela classe de objetos CIMOSA, a qual é a mais 
genérica classe de objetos (ou raiz) e define o que uma classe de construtores é, em termos de um conjunto 
de propriedades (ou atributos). Algumas destas propriedades são definidas como elementos, isto é, 
componentes de construtores possuindo uma estrutura especial (sintaxe e semântica) tal como linguagens 
dedicadas ou propriedades compostas. Alguns dos construtores podem ser expressos graficamente, mas 
todos são representados por um gabarito correspondente (ver final dos capítulos 4, 6, 8 e 10). 
 As classes de objetos CIMOSA são organizadas em blocos de construção e tipos de blocos de 
construção. Blocos de construção genéricos definem o conjunto de primitivas básicas (ou classes genéricas) 
da linguagem de modelagem fornecida aos usuários. Tipo de blocos de construção são especializações dos 
blocos de construções, isto é, subclasses mais especificas de primitivas básicas utilizando o princípio de 
herança como qualquer linguagem orientada a objetos. A Figura 2.7 fornece exemplos de classes de objetos 
definidos como blocos de construção genérica (domínio, processo de domínio, atividade de empresa, vista 
de objetos, ou objeto de empresa) e de componentes de construtores de modelagem (regra de 
comportamento, operação funcional, elemento de informação, ou capabilidade). 
Resultado B 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 12
Conceitos de 
Estruturação
CIMOSA
Construtores de Estruturação CIMOSA
Meta Modelo
\u2022Elemento de 
Organização
Classes de
Objetos
Elementos de
Construção
Classe de Objetos
Blocos de Construção Genéricos
\u2022Unidade de Organização
\u2022Célula de Organização
\u2022Elemento de 
Informação
\u2022Relacionamento 
de Objetos
\u2022Domínio
\u2022Atividade de Empresa
\u2022Relacion. de Domínio
\u2022Objetivos
\u2022Restrições
\u2022Operação Funcional
\u2022Vista de Objeto
\u2022Objeto de Empresa
\u2022Processo de Domínio
\u2022Processo de Negócios
\u2022Evento
\u2022Regra de Comportamento
\u2022Comportamento 
de Atividade
\u2022Conjunto de 
Capabilidade
\u2022Recurso
\u2022(Entidade Funcional)
\u2022Capabilidade
\u2022Componente 
de Recurso
Função Comportamento Informação Recursos Organização
Construtores de Modelagem de Negócios CIMOSA
 
Figura 2.7 - Blocos e elementos de Construção CIMOSA. 
 
 
2.7.3 - ESTRUTURA DE MODELAGEM CIMOSA 
 
 CIMOSA promove a modelagem descritiva ao invés da modelagem prescritiva das operações da 
empresa. Ele, então, modela a empresa por meio de um conjunto de blocos de construções consistentes e 
não redundantes para cobrir