Capítulos 1-5 TMS
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Capítulos 1-5 TMS


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os vários aspectos da empresa. 
 A estrutura de modelagem CIMOSA (também conhecido como Cubo CIMOSA - Figura 2.8) 
consiste de duas partes: 
\u2022 uma arquitetura de referência; e 
\u2022 uma arquitetura particular. 
 A arquitetura particular é um conjunto de modelos documentando o ambiente CIM do usuário, da 
análise de requisitos à implementação. 
 A arquitetura de referência é usada para ajudar os usuários de negócios no processo de construção 
de sua própria arquitetura particular como um conjunto de modelos descrevendo os vários aspectos da 
empresa em diferentes níveis de modelagem. A arquitetura de referência é separada em duas camadas: uma 
camada genérica proporcionando blocos de construção genéricas (isto é, construtores da linguagem de 
modelagem, seus tipos, e regras de instanciação e derivação) e uma camada de modelos parciais 
consistindo de uma biblioteca de modelos parciais classificados e re-usáveis para algum setor da indústria 
(isto é, modelos parcialmente instanciados (ou detalhados) que podem ser adaptados (customizados) às 
necessidades específicas da empresa. O objetivo da estrutura de modelagem é proporcionar unificação 
semântica de conceitos de sistemas de empresas. 
 
 A estrutura de modelagem CIMOSA é baseada em três princípios ortogonais (ver figura 2.8): 
 
1. O princípio de derivação, o qual advoga modelar empresas de acordo com três sucessivos níveis de 
modelagem (iterações entre esses níveis são, é claro, permitidos: 
(a) definição de requisitos para expressar as necessidades do negócio como percebido pelos usuários; 
(b) especificação de projeto para construir um modelo formal, conceitual e executável do sistema da 
empresa (tempo é considerado); 
(c) descrição da implementação para documentar detalhes da implementação, recursos instalados, 
mecanismos de gerenciamento de exceções, e considerar sistemas não deterministas. 
 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 13
2. O princípio de particularização (ou instanciação) baseado em três camadas genéricas: 
(a) uma camada genérica contendo blocos de construção genéricas e tipos de blocos de construção (estruturados 
como taxonomias) como os elementos da linguagem de modelagem (ou construtores da linguagem de 
modelagem) para expressar modelos (parciais ou particulares); 
(b) uma camada parcial contendo uma biblioteca de modelos parciais, classificados por setores da industria para ser 
copiado e usado em modelos particulares; e 
(c) uma camada particular contendo modelos particulares, isto é, modelos específicos de uma dada empresa. 
 
3. O princípio de geração, o qual recomenda modelar empresas de manufatura de acordo com quatro básicos e 
complementares pontos de vista (outras vistas podem ser definidas): 
(a) a vista de função que representa a funcionalidade e comportamento da empresa (isto é, eventos, atividades e 
processos) incluindo aspectos temporais e de gerência de exceções; 
(b) a vista de informação, o qual representa objetos da empresa e seus elementos de informação; 
(c) a vista de recursos, o qual representa meios da empresa, suas capacidades e gerenciamento; 
(d) a vista de organização, o qual representa níveis organizacionais, autoridades , e responsabilidades. 
Vista de Organização
Vista de Recursos
Vista de Informação
Vista de Função
GE
RA
ÇÃ
O
PARTICULARIZAÇÃO
D
ER
IV
A
ÇÃ
O Nível de Modelagem de Definição de Requisitos
Nível de Modelagem 
de Especificação de Projeto
Nível de Modelagem 
de Descrição de Implementação
Arquitetura
de Referência
Arquitetura 
Particular
Blocos de 
Construção 
Genéricos
Modelos 
Parcias
Modelo
Particular
Genérico Parcial Particular
 
Figura 2.8 (a) \u2013 Estrutura de Modelagem de CIMOSA. 
 
 
Figura 2.8 (b) \u2013 Estrutura de Modelagem de CIMOSA. 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 14
 Central a esta estrutura de modelagem, está um método de modelagem baseado em processos e 
dirigidos por eventos, o qual é a base da linguagem de modelagem CIMOSA. Então, além de ver toda a 
empresa como uma federação de agentes comunicantes, CIMOSA também vê as operações como um 
conjunto de processos de negócios executados por agentes os quais necessitam ser apropriadamente 
coordenado. 
 
As observações feitas para a estrutura de modelagem CIMOSA são: 
 
\u2022 o número de vistas não é fixo e pode ser expandido se necessário, mas é deixado em um número 
mínima (atualmente quatro, a vista de controle sendo parte da vista de função); 
\u2022 para uma arquitetura particular, existe um modelo integrado em cada nível de modelagem e não quatro 
submodelos colocados lado a lado. Isto também aplica-se aos modelos parciais considerando as diferentes 
vistas (isto é demonstrado pelas linhas compartilhadas na Figura 2.8); 
\u2022 a camada genérica define os construtores básicos de uma linguagem de modelagem genérica usados em 
três níveis de modelagem. A linguagem fica mais complicada ao longo do eixo de derivação e a sintaxe de 
seus elementos pode mudar de um nível para outro; 
\u2022 O modelo de descrição de implementação é um refinamento do modelo de especificação de projeto, o 
qual é um refinamento do modelo de definição de requisitos, todos expressos em termos de construtores 
básicos da linguagem de modelagem genérica. Quando mudanças são feitas em um modelo, elas precisam 
ser refletidas em modelos equivalentes em outros níveis. Então uma documentação consistente das 
operações e estrutura da empresa pode ser mantido constantemente; 
\u2022 o modelo de descrição de implementação é suposto ser usado no controle da execução de processos 
integrados por meio da infraestrutura de integração. Ele necessita, porém, ser completo e consistente para 
ser transladado em códigos executáveis por computador para \u201cmodel enactment\u201d. 
 
2.7.4 - VANTAGENS E DESVANTAGENS DA LINGUAGEM CIMOSA 
As principais desvantagens de CIMOSA são a sua complexidade e a carência de ferramentas 
computacionais suportando toda a metodologia. 
Comparado com outros métodos/metodologias de modelagem e integração de empresas, as 
principais vantagens são: 
\ufffd cobre adequadamente os aspectos funcionais e comportamentais de sistemas de empresas; 
\ufffd suporta a descrição da especificação de projeto e implementação do sistema de acordo com os requisitos 
de usuários (processo de derivação); 
\ufffd restringe o conjunto de blocos de construções possíveis, forçando vendedores fornecer componentes 
padrões; 
\ufffd ela é em grande parte compatível com os padrões internacionais relacionados a sistemas de empresas; 
\ufffd CIMOSA é o único método de modelagem o qual satisfaz os princípios de separação de domínios de 
uma empresa, generalidade, reusabilidade, decomposição funcional, separação de funcionalidade e 
comportamento, separação de processos e recursos, e conformidade todos juntos (seção 2.2). 
 
 
Nos próximos capítulos serão apresentados em detalhes quais são os aspectos a serem modelados 
em uma empresa e como a linguagem CIMOSA suporta essa modelagem. 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 15
Capítulo 3 - ASPECTOS FUNCIONAIS DE EMPRESAS 
 
3.1 \u2013 PROPÓSITO E ESCOPO 
 
3.1.1 \u2013 PROPÓSITO E DEFINIÇÕES 
 
O objetivo de um método de modelagem funcional é descrever a funcionalidade da empresa e o 
comportamento no nível de detalhe necessário pelo usuário de negócios. A maioria dos métodos de modelagem 
funcional é baseada na decomposição funcional, isto é, funções do sistema modelado são decompostas em 
subfunções, subfunções em sub subfunções, e assim por diante. Funções (isto é, atividades ou processos) podem 
então ser conectados através de relações de precedência para modelar os processos de negócios da empresa. Um 
método completo de modelagem de aspectos funcionais também considera tempo e não-determinismos 
(indeterminismos)