Capítulos 1-5 TMS
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Capítulos 1-5 TMS


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porque empresas são, por natureza, sistemas dinâmicos complexos. 
Definição 3.1 \u2013 Funcionalidade de empresa é relativa às \u201ccoisas a serem feitas\u201d, isto é atividades e operações 
realizadas dentro de uma empresa usando meios e recursos da empresa. A funcionalidade da empresa representa 
ações realizadas na forma de funções transformando entradas em saídas em um período de tempo. 
Definição 3.2 \u2013 Comportamento da empresa é relativo ao fluxo de controle dentro de uma empresa, isto é a 
seqüência na qual as coisas são feitas. Comportamento da empresa governa a maneira a funcionalidade da empresa é 
realizada de acordo com ocorrências do estado da empresa e eventos do mundo real (internos ou externos). 
Funcionalidade de empresa é muito freqüentemente associado com atividades enquanto comportamento de 
empresa é definido através de processos. Isto esta de acordo com o princípio de separação de funcionalidade de 
empresa e comportamento de empresa definido no capítulo 2. Porém, poucos métodos de modelagem fazem uma 
clara distinção entre atividades e processos, e a maioria usa apenas um construtor recursivamente, chamado função 
ou atividade. 
 Definições de atividades, processos, e eventos dados para o propósito deste capítulo seguem: 
Definição 3.3 \u2013 Uma atividade é um conjunto de ações elementares executados para realizar alguma tarefa dentro de 
uma empresa, requerendo tempo e recursos para sua execução, e transformando um estado de entrada em um estado 
de saída. 
A tarefa define o objetivo da atividade. Ações são passos de processamento elementares realizados por 
recursos usados pelas atividades. A realização de uma atividade provoca uma mudança no estado das coisas do 
mundo real, sejam eles físicos ou conceituais. 
 
Definição 3.4 \u2013 Um processo (de negócios) é um conjunto de atividades parcialmente ordenadas executadas para 
realizar uma dada finalidade de ou dentro de uma empresa, isto é atingir um resultado final desejado. 
O resultado final de um processo deve ser observável e quantificável. Ele pode ser feito de objetos material 
(por exemplo peças, componentes ou produtos), ou objetos de informação (por exemplo pedidos, ordens, 
documentos ou dados), ou pode ser definido como um estado designado do sistema (por exemplo, esquentar até uma 
temperatura é atingida). 
 
Definição 3.5 \u2013 Um evento é a manifestação de uma mudança no estado do sistema indicando que algo aconteceu na 
empresa. 
A mudança do sistema pode ser instantânea (tal como a falha de uma máquina) ou contínua (tal como uma 
ação de resfriamento). Ela é extremamente associada à noção de tempo porque ela acontece em um dado tempo ou 
ao longo de um dado período de tempo. 
Em sistemas dinâmicos a eventos discretos, o conceito de evento é geralmente confundido como o conceito de 
atividade. Esta questão pode ser esclarecida através da consideração do início e o fim de uma atividade como dois 
eventos simultâneos distintos, limitando a duração total das atividade. 
 
3.1.2 \u2013 ESCOPO DA MODELAGEM FUNCIONAL 
 
Modelagem funcional em termos de modelagem de empresa é relativa à descrição das várias atividades, 
realizadas tanto por humanos como por máquinas, as quais podem ocorrer nas várias áreas/setores das empresas, 
como a de finanças, produção, planejamento, RH, marketing, etc.. 
 
 
 
 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 16
3.2 \u2013 CONCEITOS BÁSICOS DA MODELAGEM FUNCIONAL 
 
3.2.1 \u2013 DEFINIÇÕES FORMAIS 
 
Qualquer empresa pode ser vista com um sistema dinâmico complexo feito de processos concorrentes e/ou 
cooperativos, onde cada processo é um fluxo de atividades processando objetos e disparados por algum evento ou 
acontecimento do mundo real. 
 
Atividades 
Em essência, uma atividade f realiza algo, geralmente pela transformação de suas entradas em saídas. Então 
elas são equivalentes a uma função matemática. No caso geral, esta transformação pode acontecer apenas se alguma 
condição C é verificada. Dois tipos de atividades foram distinguidos no capítulo 2: atividades estruturadas e 
atividades não estruturadas. Elas podem ser definidas como: 
Definição 3.6 \u2013 Uma atividade é dita ser uma atividade estruturada se ela é computável ou controlável. Senão, ela é 
dita uma atividade não estruturada. 
De acordo com a teoria de controle, uma atividade é controlável se sua saída pode ser controlada (guiada) 
para um estado desejável apenas especificando seu estado de entrada. Uma atividade é computável se sua função de 
transformação f pode ser expressa como um algoritmo computável (processável computacionalmente). 
Exemplo de atividades estruturadas: Atividades de montagem de produtos, definidas pela programação de 
Controladores Lógicos Programáveis (CLPs), e atividades de usinagem de peças e componentes, definidas pelos 
programas de máquinas a controle numérico (CN). 
 
Processos 
Processos são seqüências lógico-temporal de atividades. Eles são formalmente definidos como um conjunto 
de atividades parcialmente ordenadas. 
Definição 3.7 \u2013 Um processo P é uma rede de atividades P = (O, A, E, In, Out, Delta), onde O é o conjunto de 
objetos, A é o conjunto de atividades, E é o conjunto de condições de disparo, In é uma função definindo o uso de 
objetos como entradas de atividades (definida como OxA\ufffd {0,1}), e Out é uma função definida para as saídas das 
atividades (AxO \ufffd {0,1}), e Delta define o fluxo de controle entre atividades do processo (comportamento do 
processo). 
 
Eventos 
Atividades e processos de um sistema precisam ser sincronizados. Este é o papel dos eventos, os quais trazem 
a dimensão temporal do modelo. Sistemas dirigidos por tais eventos são chamados sistemas a eventos discretos. 
Eventos marcam o início e o fim do período durante o qual a validade de um conjunto de proposições sobre o 
sistema são assumidos serem verdadeiros. Eventos podem ser datas e horários fornecidos por um \u201crelógio de 
referência\u201d associado ao sistema, ou eles podem representar mudanças no sistema (tal como a criação de um novo 
objeto, modificação do estado de um objeto, ou destruição de um objeto). Então, eventos não são necessariamente 
relativo a uma escala de tempo explícita se uma relação cronológica pode ser definida para esses eventos. 
 
Tempo e Custo 
Atividades e processos podem ser caracterizados por dois importantes parâmetros em termos de modelagem 
de empresa: Tempo e Custo. Tempo é usado para representar a duração de uma atividade ou um processo . Ele pode 
ser representado por uma função escalar. Geralmente não é possível conhecer exatamente a duração de uma 
atividade antecipadamente. A duração pode ser definida por seu valor médio (caso determinístico) ou ele pode ser 
delimitado por valores superior e inferior (caso estocástico). Então a duração da atividadeem um modelo pode ser 
definida por dois números: Dmin para a duração mínima, e Dmax para a duração máxima. 
Quando a duração da atividade é conhecida para cada atividade de um processo, esses números podem ser 
usados para simulação do processo e avaliação de performance. Similarmente, custo pode ser associado a cada 
atividade como um número real positivo para análise econômica de processos de negócios 
 
3.3 \u2013 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DE ATIVIDADES 
 
 Várias são as maneiras propostas pelas metodologias existentes para representar graficamente 
atividades, sendo que alguns construtores de linguagem são muito similares (figuras 3.1): 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 17
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 (a) - Modelo Genérico de Atividades (GAM) proposto pela ISO TC 184. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 (b) \u2013 Módulo de atividade da metodologia PERA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 (c) \u2013 Representação de Atividade CIMOSA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.1 (d) \u2013 Caixa ICOM do IDEF0 (teve como base