Capítulos 6-9 TMS
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Capítulos 6-9 TMS


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funcionais (EF) e componentes. Componentes 
são recursos passivos (objetos que não proporcionam funcionalidades por si só). Eles precisam ser usados ou 
manipulados por entidades funcionais tornando-se parte de uma entidade funcional agregada. Exemplos típicos são 
ferramentas, equipamentos de medição e veículos dirigidos manualmente. 
Entidades funcionais em CIMOSA são todos recursos ativos capazes de executar operações funcionais de 
uma atividade e fazer algum papel no curso do processo. Um termo similar usado em inteligência artificial é agente 
ou ator. Assim, uma entidade funcional é um recurso ativo dentro ou fora de uma empresa capaz de mandar, receber, 
processar mensagens (requisições ou dados), ou ainda armazenar informações. Ela possui algum grau de autonomia e 
inteligência. Em outras palavras, a entidade funcional tem capacidade de processamento para ser capaz de reagir a 
estímulos enviados para ela na forma de mensagens. Ela precisa ser acessada por meio de algum protocolo externo 
(linguagem). Entidades funcionais são capazes de fornecer capabilidades através de suas operações funcionais. 
Operações funcionais são equivalentes à métodos de um objeto ou agente ativado por mensagens. CIMOSA define 
três tipos fundamentais de entidades funcionais dentro de uma empresa: 
\u2022 máquinas, incluindo equipamentos de manufatura (máquinas a controle numérico, robôs, veículos auto-guiados, 
ou equipamentos de armazenagem automatizados) e equipamentos de informação (por exemplo: computadores, 
servidores de banco de dados ou impressoras compartilhadas); 
\u2022 aplicativos, isto é, pacotes de software tais como sistemas CAD, sistemas MRP, sistemas de pagamentos, ou 
sistemas de supervisão de célula; e 
\u2022 recursos humanos, sendo este o mais importante e mais difícil tipo de entidade funcional a se considerar no 
modelo da empresa. Ele introduz indeterminismo no modelo, porém possui a propriedade de ser capaz de resolver 
problemas no caso de eventos inesperados (não modelados). 
 
 Ainda, alguma combinação de entidades ou uma combinação de um recurso passivo (como uma ferramenta, 
um caminhão transportador, uma máquina de escrever, etc.) com uma entidade funcional, também é uma entidade 
funcional. Por exemplo, uma máquina operada manualmente com seu operador forma uma entidade funcional. Um 
pacote de software instalado em um computador é uma entidade funcional. 
 Assim, entidades funcionais podem se unir para formar entidades funcionais maiores e mais complexas as 
quais podem ser consideradas como um todo. Neste caso, faz-se necessário um equipamento de controle para acessar 
as funcionalidades da entidade funcional agregada. Pode-se distinguir entre agregação temporária, formando um 
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Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 
 
conjunto de recursos (sendo exemplo, a união entre um motorista e um caminhão) e agregação permanente 
formando uma célula de recursos (sendo exemplo, uma célula de manufatura). 
 Sendo que as entidades funcionais podem ser acessadas por um protocolo externo e são componentes ativos, 
os quais podem receber e/ou mandar mensagens, elas podem interagir. Isto é ilustrado pela figura 8.1, que mostra o 
princípio de transação no modelo cliente/servidor como o mecanismo básico para comunicação entre entidades 
funcionais. 
Envio
Processo
Armazenagem
Recebimento
Canal de 
Comunicação
Requisição 
Resposta
Recebimento
Processo
Armazenagem
Envio
Transações
suportadas pela
Infraestrutura de Integração
Entidade Funcional 1 Entidade Funcional 2
 
Figura 8.1 - Interações entre Entidades Funcionais. 
 
 Unidades de recurso representam recursos particulares, isto é, ocorrências de recursos existentes na 
implementação particular de um sistema. Unidades de recursos podem ser definidos como parte do modelo e 
utilizados como entradas de recurso de algumas classes de atividades de empresa. Neste caso, significa que todas 
ocorrências da classe de atividade serão executadas por esta unidade de recurso. A estrutura do construtor de uma 
unidade de recurso é herdada da estrutura do construtor de recurso, e são adicionadas informações relevantes como: 
localização, capacidade, disponibilidade na forma de um calendário, modo de alocação (FIFO, LIFO, etc.) e outras 
informações dependendo do tipo de recurso. 
 
Construtores da Vista de Recursos: 
 
Construtor: CONJUNTO DE CAPABILIDADES 
Tipo: [categoria relevante \u2013 selecionada de uma lista] 
Identificador: [CS -<identificador único>] 
Nome: [nome do Conjunto de Capabilidades] 
Autoridade de Projeto: [nome da pessoa e departamento com autoridade para 
projetar e/ou manter este Conjunto de Capabilidades] 
DESCRIÇÃO: [descrição textual; opcional] 
 
CAPABILIDADES: 
 
[<EO-identificador> / <nome> da primeira classe de Objeto 
de Empresa] 
 
 Relacionadas à Função: [lista [1:n] de Elementos de Capabilidade separados por \u2018:\u2019] 
 
 Relacionadas a Objetos: [lista [1:n] de Elementos de Capabilidade separados por \u2018:\u2019] 
 
 Relacionadas à Performance: [lista [1:n] de Elementos de Capabilidade separados por \u2018:\u2019] 
 
 Relacionadas à Operação: [lista [1:n] de Elementos de Capabilidade separados por \u2018:\u2019] 
 
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Construtor: RECURSO 
Tipo: [categoria relevante \u2013 selecionada de uma lista] 
Identificador: [RE -<identificador único> para o componente recurso ou 
FE-<identificador único> para Entidades Funcionais] 
Nome: [nome do Recurso] 
Autoridade de Projeto: [nome da pessoa e departamento com autoridade para 
projetar e/ou manter esta instância particular] 
DESCRIÇÃO: [descrição textual curta; opcional] 
CONJUNTO DE CAPABILIDADES: [ <CS-identificador> / <nome> do Conjunto de 
Capabilidades definindo as capabilidades deste Recurso] 
CLASSE: [ \u201cEntidade Funcional\u201d ou \u201cCélula Organizacional\u201d ou 
\u201cConjunto de Recursos\u201d ou \u201cComponente de Recurso\u201d] 
CONJUNTO DE OPERAÇÕES: [ lista [0:n] de Operações Funcionais válida para este 
Recurso usando a sintaxe AID. Cada Operação Funcional 
é definida por seu nome FO-nome e seus argumentos de 
entrada e saída como: 
<FO-nome> \u201c(\u201c \u201cIN\u201d <lista de parâmetros> \u201c,\u201d \u201cOUT\u201d <lista 
de parâmetros> \u201c,\u201d \u201cINOUT\u201d <lista de parâmetros> \u201c)\u201d. Não 
se aplica a Componentes de Recurso] 
VISTA DE OBJETO: [<OV-identificador> / <nome> da Vista de Objeto definindo 
as características (capacidade, disponibilidade, 
localização, etc.) deste Recurso] 
ESTRUTURA 
 PARTE DE: [ lista [0:n] de <FE-identificador> / <nome> de Entidades 
Funcionais das quais este Recurso é um componente ] 
 CONSISTE DE: [ lista [0:n] de <RE-identificador> ou <FE-identificador>/ 
<nome> de instâncias de Recursos que são parte deste 
Recurso ] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONJUNTO CAPABILIDADE 
 
Tipo: Programação de Capacidades Humanas 
Identificador: Cs \u20135 
Nome: Programação-Modif-Capacidades 
Autoridade do projeto: B. Dupont /Engenheiro 
 
CAPABILIDA DES: 
 
Função Relatada: Funções: (avaliar programações, modificar 
programações) 
 
 
Objeto Relatado: Tamanho \u2013 Programação: [ - ,100] / * programação 
tem menos que 100 operações* / 
 
Desempenho Relatado: Programação-avaliação- tempo: [- ,10] mn 
 /* estar apto a modificar a programação em menos que 
10 mn */ 
 
 
Operação Relatada: Regras de Prioridade: (SPT, SLACK, RDM, FIFO, 
EDD) 
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CONJUNTO CAPABILIDADE 
 
Tipo: Capacidades do Sistema de Chão de Fábrica 
Identificador: CS-6 
Nome: Capacidades de operação do chão de fábrica 
Autoridade