Capítulos 9-11 TMS
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e P1.3). O resultado desta 
modelagem são analisados e estruturados de acordo com critérios específicos em modelos de informação, 
de recursos e organização (P1.4, P1.5 e P1.6). Esses modelos são um subconjunto do modelo total da 
empresa. Porém, as três tarefas são independentes uma da outra, e as três etapas podem ser realizadas em 
paralelo. A tarefa final do processo P1 concerne com a consistência do MDR (P1.7). Este modelo 
representa o comportamento e a funcionalidade dos negócios. Uma ferramenta de suporte utilizada na 
modelagem deve fornecer a animação dos modelos de processo, suportando a verificação de consistência 
do modelo dinâmico. Cada um dos sete sub-processos identificados é brevemente descrito a seguir. 
 
P1.1
Estabelecimento
de Domínios
P1.2
Análise do 
Comportamento
P1.5
Análise de 
Recursos
P1.4
Análise da 
Informação
P1.3
Análise 
Operacional
P1.6
Análise da
Organização
P1.7
Verificação de 
Consistência
MDR
P1 - Modelagem da Definição de Requisitos 
Plano Diretor - Objetivos, restrições e diretrizes de projeto
MDR - Modelo de Definição de Requisitos
Plano 
Diretor
 
Figura 10.3 - Modelagem de Definição de Requisitos. 
 
P1.1 - Estabelecimento de Domínio: As áreas de negócios (Domínios) devem ser modeladas e suas 
vizinhanças são definidas pela identificação de entradas e saídas. Entradas e saídas de domínios são 
eventos disparados e/ou objetos físicos e/ou de informação (vistas de objetos), todos tendo origem e destino 
distintos. Objetivos e restrições de domínios são derivados daqueles definidos para toda a empresa. 
 
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Dependências entre entradas e saídas de domínios identificam as transformações necessárias, isto é, os 
diferentes processos de domínios necessários para transformá-las. Todas as partes relativas à descrição dos 
domínios são documentadas nos gabaritos de domínio. 
 
P1.2 - Análise Comportamental: Cada um dos processos de domínio identificados na etapa de 
modelagem anterior são estruturados em processos de negócios e atividades de empresa. Esta estruturação 
pode ser tanto top-down como bottom-up. Top-down pela decomposição funcional dos processos de 
domínio e bottom-up através da agregação do conjunto de atividades de empresa identificadas em 
processos de negócios. O nível de detalhe do modelo do processo de domínio particular depende da 
intenção do modelador e seu interesse no controle do processo. Do mesmo modo, atividades de empresa 
devem ser definidas somente se existe uma necessidade no controle e monitoração desta sub-tarefa ou dos 
resultados que ela produz. Objetivos e restrições de domínio são combinados e representados como regras 
declarativas. Entradas e saídas, em termos de vistas de objetos, dos processos são identificadas e listadas. 
 
P1.3 - Análise Operacional: Esta parte do Processo de Modelagem de Negócios CIMOSA diz respeito a 
descrição detalhada de funcionalidades (atividades de empresa) identificadas no passo anterior. CIMOSA 
considera a atividade de empresa como o ponto de utilização de informação e recursos e de identificação de 
informações na operação da empresa. Isto permite a identificação de todas as fontes e pontos de consumo 
de material, informação operacional e capabilidades de recursos necessários. A derivação de objetivos e 
restrições para a atividade de empresa suporta a identificação do conjunto de capabilidades necessárias para 
a transformação de entradas de função em saídas de função. Entradas/saídas de recursos e entradas/saídas 
de controle complementam a descrição da atividade de empresa fornecendo informação para a sua 
execução ou identificando informação criada no curso de seu processamento. Entrada de recurso é deixada 
vazia nesta fase de modelagem sendo que as capabilidades de recursos identificam as características e 
necessidades funcionais em recursos. Os estados finais fornecem informações sobre o término da atividade 
de empresa para o processamento do conjunto de regras de comportamento, as quais controlam a 
continuidade de processos de domínio. 
 
P1.4 - Análise de Informação: Após estabelecer o comportamento e funcionalidade do processo de 
domínio, vista de função de CIMOSA, as informações identificadas, capabilidades e aspectos 
organizacionais devem ser analisadas e estruturadas. As vistas de objetos (entradas e saídas das atividades 
de empresas) relevantes são descritas através de seus atributos. Objetos de empresas e seus 
relacionamentos são definidos e arranjados em estruturas hierárquicas de objetos. 
 P1.5 - Análise de Recursos e P1.6 - Análise da Organização: Seguindo uma análise similar são 
estabelecidas ambas as vista de recursos (descrição de capabilidades e recursos) e vista de organização 
(responsabilidades e autoridades para unidades de organização e células de organização). Nestas duas 
 
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vistas, estruturas hierárquicas podem ser projetadas tanto para os recursos como para a organização da 
empresa. 
P1.7 - Verificação de Consistência: O processo de Modelagem de Requisitos da Empresa é completo com 
a verificação da consistência do modelo. A consistência estática do modelo (função, informação, recurso, e 
organização) é avaliada em função de walk-through estruturado, e a dinâmica do modelo é analisada 
através da animação do modelo. 
 
P2 - Modelagem da Especificação de Projeto 
 
 O propósito da fase de projeto do sistema é especificar \u201cCOMO\u201d os requisitos do sistema devem ser 
implementados, levando em consideração as políticas relevantes da empresa, objetivos, restrições da 
empresa. No curso desta fase, o Modelo de Especificação de Projeto (MEP) é iterativamente projetado e 
otimizado. Enquanto que o Modelo de Definição de Requisitos é produzido pelo usuário, a Modelagem da 
Especificação de Projeto deve ser executada por especialistas, porém, com intensa interação com esses 
usuários. As especificações de projeto são derivadas do MDR pelo detalhamento e acréscimo de blocos e 
elementos de construção. Então, os construtores de modelagem relativos a fase de definição de requisitos, 
não são apenas acrescidos por atributos adicionais (tempo, local, etc.), mas também incluem outros 
construtores de modelagem (operação funcional, entidade funcional) e construtores de modelagem de TI 
(esquemas, modelo de dados, modelo de transações de dados, etc.). Os subprocessos compondo a 
Modelagem da Especificação de Projeto são apresentados na figura 10.4. 
 
P2.8
Verificação 
do Projeto
P2.1
Consolidação 
do MDR
P2.2
Projeto do 
Comportamento
P2.3
Projeto
Operacional
P2.5
Projeto do Sist.
 de Recursos
P2.4
Projeto do Sist.
 de Informação
P2.6
Projeto da
Organização
P2 - Modelagem da Especificação de Projeto
MEP
MDR - Modelo de Definição de Requisitos 
MEP - Modelo de Especificação de Projeto
MDR
 
Figura 10.4 - Modelagem da Especificação de Projeto. 
 
P2.1 - Consolidação do MDR: O Modelo de Definição de Requisitos é revisto considerando toda a 
empresa e suas restrições operacionais. Por exemplo, no nível de MDR os conjuntos de capacidade podem 
conter redundâncias, já que esses foram definidos, negligenciando a potencial reutilização através de todos 
os processos de domínio identificados. Os passos de modelagem P2.2 e P2.3 são executados de modo 
iterativo. 
 
 
Partes de textos traduzidos principalmente do livro Enterprise Modeling and Integration, Principles and Applications (François B. Vernadat) 72 
 
P2.2 - Projeto do Comportamento: Alternativas para o comportamento de processos a nível de MDR, as 
quais levam aos mesmos resultados do processo de domínio são avaliadas. Para as atividades de empresa o 
comportamento da atividade de empresa é definido, o qual controla a execução das operações