Apostila de Introducao ao Estudo do Direito
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Apostila de Introducao ao Estudo do Direito


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filosófica dos pensadores que investigam 
os problemas éticos, morais, religiosos e sociais sob o ponto de vista 
fenomenológico. Estuda os valores como expressões do ser, imanentes das 
emoções das experiências, das manifestações dos sentidos.
Categorias: virtude, valor e humanismo.
Investiga manifestações emocionais a partir da experiência. 
Fenomenologia é o método destinado a interpretar a natureza humana, 
particularmente as emoções.
Os valores éticos, os valores morais constituem dados da realidade 
humana. É a experiência emocional que dita o valor no sentido positivo ou 
negativo.
A idéia de virtude denota qualidade inerente ao homem do ângulo 
moral. A maior expressão da virtude apóia-se no amor, vontade interior que se 
encontra em potencia em todo ser humano e funda-se na solidariedade humana 
\u2013 que viabiliza a vida em sociedade.
O ódio, rancor, ressentimento provocam a destruição dos valores éticos e 
morais.
Enquanto Hegel procura interpretar a historia da humanidade como 
processo racional do homem, Scheler teoriza a história do homem como 
processo de sentimento, do humanismo. \u2013 inspiração em Platão \u201c o homem é a 
medida de todas as coisas\u201d. 
7 \u2013 HARTMANN: (Alemanha 1882 \u2013 1950) Pensamento moderno
Busca compreender o valor moral e a razão.
VALOR MORAL: 
O conceito de valor moral parece ter origem na consciência do ser 
espiritual, como fenômeno de Natureza existencial. O ser espiritual elege o 
valor moral a partir de sua realidade histórica. Trata-se de juízo de valor que o 
ser desenvolve como processo existencial.
Hartmann utiliza parte da teoria moral de Kant ao vincular o conceito de 
valor moral aos fundamentos da razão.
Aceita a concepção através da qual o ser espiritual em sua trajetória 
histórica constrói pelo conhecimento novos valores porem sem o caráter do 
\u201cdever ser\u201d. Foca o agir no sentido do bem na escala mais elevada.
RAZÃO:
Esse conceito apóia-se no conhecimento do ser. A razão como faculdade 
do intelecto opera como a memória, a imaginação. Constitui a razão a baliza 
que orienta os impulsos, as emoções, sejam no sentido positivo ou negativo.
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NOÇÕES DE DIREITO ROMANO: 
(introdução para entender sistemas jurídicos, diferença entre Dto Público e Dto Privado 
e fontes do Direito)
(Obra base: Direito Civil, Parte Geral. Silvio de Salvo Venosa. 5ª ed. 2005. Ed. Atlas. 
São Paulo)
 Conceito de Direito Romano: é o complexo de normas jurídicas que 
vigorou em Roma e nos países dominados pelos romanos há mais ou menos 
2000 anos.
O Dto Romano nunca morreu. Suas instituições revelaram-se como uma arte 
completa e uma ciência perfeita. Sempre almejou uma cultura jurídica superior.
Finalidade do estudo: dar ao iniciante do curso de Dto fundamentos 
principais do Dto em geral.
Ao pesquisar as origens do nosso Dto inevitavelmente retornamos às 
fontes romanas.
Os Estados de direito ocidental, como o Brasil, herdaram sua estrutura 
jurídica do Dto romano. Não existe nenhuma legislação tão antiga mais 
conhecida que a romana.
3 importâncias fundamentais do estudo:
a) importância histórica
b) modelo jurídico \u2013 desenvolvimento do raciocínio jurídico
c) seu maior valor está no fato de ter causado profunda revolução no 
pensamento jurídico chegando a ser como o próprio cristianismo um 
fundamento básico da civilização moderna.
FASES DO DIREITO ROMANO:
a) período régio: da data convencional da fundação de Roma (754 aC) até 
a expulsão dos reis em 510 aC;
b)período da República: de 510 aC até a instauração do Principado com 
Otaviano Augusto em 27 aC; 
c) período do Principado: de Augusto até o imperador Diocleciano \u2013 27 
aC a 284 dC;
d) período da Monarquia Absoluta: de Diocleciano até a morte de 
Justiniano em 565 dC.
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a) período régio: da data convencional da fundação de Roma (754 aC) 
até a expulsão dos reis em 510 aC.
Fase essencialmente legendária.
Roma era formada por trabalhadores do campo que viviam da cultura do 
solo e da criação de animais.
O regime familiar era patriarcal, sob a chefia de um \u201cpater famílias\u201d \u2013 
possuía poder absoluto no meio familiar.
Perante a sociedade, o rei exercia papel na justiça criminal.
FONTES de Dto: costumes e as \u201cleges regiae\u201d: impostos, serviço militar, 
serviço eleitoral, voto.
Nessa época Roma inicia suas conquistas.
b)período da República: de 510 aC até a instauração do Principado com 
Otaviano Augusto em 27 aC.
A realeza teria terminado de forma violenta.
O poder é passado a dois dirigentes ou cônsules \u2013 Senado ganha 
importância política.
Os plebeus conseguem a criação do \u201ctribuni plebis\u201d e posteriormente a 
codificação do dto ate então costumeiro.
A lei das XII Tábuas surge entre um conflito da plebe e o patriciado. É a 
primeira noticia de dto escrito. Traz no seu conteúdo embriões de modernos 
institutos de Dto Civil e Penal. \u2013 450 aC
c) período do Principado: de Augusto até o imperador Diocleciano \u2013 27 
aC a 284 dC.
Período de maior poderio de Roma.
O monarca assume poderes soberanos.
FONTES de dto : costumes, leis, editos dos magistrados.
d) período da Monarquia Absoluta: de Diocleciano até a morte de 
Justiniano em 565 dC.
O centro de interesses do império desloca-se para Constantinopla.
Burocracia toma conta de todas as instituições. \u2013 (herança)
O imperador passa a deter todos os poderes.
A legislação é em geral comum aos dois impérios. FONTE: as 
constituições imperiais.
Distingue-se uma evolução interna no Dto Romano dividindo-o em \u201cius 
civile\u201d e \u201cius gentium\u201d. 
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IUS CIVILE
O romano é prático e submete-se à lei na medida de sua utilidade. A 
utilidade é para o espírito romano a fonte verdadeira e suficiente para justificar 
o direito.
Os pontífices, juristas canônicos interpretam o direito divino FAZ. Os 
juristas leigos vão interpretar o direito dos homens IUS.
Compreendia tanto o Dto Público como o Dto privado.
Entende-se que o dto não é infalível nem imutável devendo atender às 
necessidades sociais. Predomina o formalismo.
Fontes: costumes e a lei das XII Tabuas.
Roma parte para a lei escrita quando percebe que a incerteza do costume 
já não satisfaz a suas necessidades.
Nunca a codificação foi responsável por uma estagnação no direito.
IUS GENTIUM 
O \u201cius civile\u201d convinha a uma cidade de estreitos confins.
À medida que o estado romano trava contato com outros povos, 
aumentando os contatos com estrangeiros, o excessivo formalismo do \u201cius 
civile\u201d torna-se insuficiente e inconveniente.
Roma deixa de ser uma cidade essencialmente agrícola para tornar-se um 
centro de atividade comercial.
Surge um dto mais elástico apropriado aos estrangeiros e ao comércio - 
+- um dto internacional.
Esse sistema tinha muita relação com o direito natural inspirado no bom, 
justo e eqüitativo.
Com o \u201cius gentium\u201d o \u201cius civile\u201d ameniza-se, torna-se menos 
formalístico.
O centro político do império transfere-se ao Oriente (Constantinopla) 
enquanto Roma cai nas mãos dos bárbaros.
CODIFICAÇÃO DE JUSTINIANO
Uma obra importante é imposta por um governante esclarecido e feita 
por verdadeiros juristas.
A obra legislativa de Justiniano não entra em vigor no Ocidente devido 
ao isolamento desde do império do Oriente e ao fracasso de Justiniano em 
reconquistar os territórios invadidos pelos germânicos.
Essa codificação compreende 4 obras: O CÓDIGO (CODEX), O 
DIGESTO, AS INSTITUTAS E AS NOVELAS.
Sua grandeza reside no fato de ser a última criação da ciência jurídica 
romana. Sua importância é tão grande para o dto moderno como o foi a Lei das 
XII Tábuas para o direito antigo.
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CÓDIGO \u2013 CODEX