Apostila de Introducao ao Estudo do Direito
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Apostila de Introducao ao Estudo do Direito


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da CF, por maioria absoluta.
- ordinárias: localizam-se nas leis, medidas provisórias, leis delegadas.
- regulamentares: estão contidas nos decretos.
- individualizadas: testamentos, sentenças judiciais, contratos, etc.
e) quanto à sanção:
- perfeitas: quando prevê a nulidade do ato, na hipótese de sua violação.
- mais do que perfeitas: quando prevê além da nulidade, uma pena para 
os casos de violação.
- menos do que perfeita: determina apenas penalidade quando 
descumprida.
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- imperfeita: quando não considera nulo ou anulável o ato que a 
contraria, nem comina castigo aos infratores.
f) quanto à qualidade:
- positivas: permitem a ação ou omissão.
- negativas: as que proíbem a ação ou omissão.
g) quanto às relações de complementação:
- primárias: são as normas cujo sentido é complementado por outras, que 
recebem o nome de secundárias.
- secundárias: são das seguintes espécies a) de iniciação, duração e 
extinção da vigência; b) declarativas ou explicativas; c) permissivas; 
d)interpretativas; e)sancionadoras.
h) quanto às relações com a vontade das partes:
- taxativas: resguardam interesses fundamentais da sociedade e por isso 
obrigam independente da vontade das partes.
- dispositivas: dizem respeito apenas aos interesses dos particulares, 
admitem a não-adoção de seus preceitos, desde que por vontade expressa das 
partes interessadas.
A formação da lei \u2013 Do processo legislativo: 
É estabelecido na CF e de desdobra nas seguintes etapas:
Apresentação do projeto
Exame das comissões, Discussão e aprovação
Revisão
Sanção
Promulgação e
Publicação
I - INICIATIVA DA LEI: art.61 da CF, a iniciativa compete:
\u2022 A qualquer membro ou comissão da Cam. Dos Deputados, do 
Senado Federal ou do Congresso Nacional;
\u2022 Ao Presidente da República; *
\u2022 Ao Supremo Tribunal Federal;
\u2022 Aos Tribunais Superiores;
\u2022 Ao Procurador-Geral da República e
\u2022 Aos cidadãos
* Presidente da República em 2 modalidades: 1- encaminhar o projeto em 
regime normal, 2- solicitar urgência na apreciação do projeto.
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II \u2013 EXAME PELAS COMISSÕES TÉCNICAS, DISCUSSÃO E 
APROVAÇÃO: 
Uma vez apresentado, o projeto passa por comissões parlamentares 
vinculados conforme o assunto.
Passado pelo crivo das comissões competentes vai ao plenário para 
discussão e votação.
No regime bicameral como o nosso, o projeto deve ser aprovado pelas 2 
casas.
III \u2013 REVISÃO DO PROJETO:
O projeto pode ser apresentado na Câmara ou no Senado. Iniciado na 
Câmara o Senado funcionará como Casa Revisora e vice-versa.
QUANDO o projeto for encaminhado pelo Presidente da República, STF, 
Tribunais superiores, primeiramente vai para a CÂMARA.
Se a casa revisora aprova, vai ao Presidente da República para sanção, 
promulgação e publicação.
Se a casa revisora rejeitar, será arquivado.
Se apresentar emenda, volta à casa de origem para apreciação, não 
admitida a emenda, é arquivado.
IV \u2013 SANÇÃO:
Consiste na concordância do Chefe do Executivo com o projeto aprovado 
no Legislativo.
É ato da alçada exclusiva do Poder Executivo: Presidente da República, 
Governador Estadual e Prefeito Municipal.
Presidente: 15 dias para sancionar ou vetar. a sanção pode ser tácita: qdo 
o prazo escoa sem manifestação ou expressa: qdo declara concordância no 
prazo.
se VETAR, o Congresso Nacional tem 30 dias para apreciar.
Para REJEITAR O VETO: CN deve ter voto da maioria absoluta dos 
deputados e senadores.
Vencido o prazo sem deliberação: o projeto entrará na ordem do dia da 
sessão seguinte e em regime prioritário.
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V \u2013 PROMULGAÇÃO: (existência da lei)
A lei passa a existir com a promulgação, que é ato do Chefe do 
Executivo. É a declaração formal da existência da lei.
Rejeitado o veto, será o projeto encaminhado à presidência para 
promulgação em 48h.
Não ocorrendo, o ao competirá ao presidente do Senado Federal em 48h.
Não ocorrendo, cabe ao vice presidente do Senado.
VI \u2013 PUBLICAÇÃO: (vigência da lei)
É indispensável para que a lei entre em vigor e deverá ser feita por órgão 
oficial. A conseqüência natural da vigência da lei é sua obrigatoriedade, que 
dimana do caráter imperativo do Direito.
Em face do significado da lei para o equilíbrio social, vigora o princípio: 
Art.3° da LICC: ninguém se escusa a cumprir a lei alegando que não a 
conhece.
Aplicação da Lei:
A aplicação da lei apresenta várias etapas:
1- Diagnose do fato: é o levantamento e estudo dos acontecimentos que 
aguardam a aplicação da lei. O juiz considera a narrativa das partes, examina as 
provas e firma um diagnóstico qto à matéria de fato.
2- Diagnose do direito: verifica-se se existe alguma lei que disciplina os 
fatos em questão.
3- Crítica formal: conhecidos os fatos e verificada a existência da lei, 
cumpre ao juiz examinar se a lei se reveste de todos os requisitos formais.
4- Crítica substancial: o juiz verifica a validade e a efetividade da lei. Se é 
constitucional, etc.
5- Interpretação da lei: com a definição dos fatos, certificada a existência 
da lei disciplinadora e a validade formal e substancial desta, cabe agora ao juiz 
conhecer o espírito da lei, ou seja, interpretá-la. Revelar o sentido e o alcance da 
lei.
6- Aplicação da lei: ou seja, a sentença judicial.
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------------------------------------ Costumes ----------------------------------------------
Na atualidade o costume tem pouca expressividade como órgão 
gerador do Direito. Enquanto a lei é um processo intelectual que se baseia em 
fatos e expressa a opinião do Estado, o costume é uma prática gerada de forma 
espontânea pelas forças sociais. Sua formação é lenta.
Podemos conceituar costume como sendo um conjunto de normas de 
conduta social, criadas espontaneamente pelo povo, através do uso reiterado, 
uniforme e que gera a certeza de obrigatoriedade, reconhecidas e impostas pelo 
Estado.
Apesar do costume ser a expressão mais legítima e autêntica do Direito, 
pois produto voluntário das relações de vida, não atende mais aos anseios de 
segurança jurídica. O direito codificado favorece mais a certeza do Direito do 
que as normas costumeiras. É justamente essa circunstância que dá à lei uma 
superioridade sobre o costume.
 Lei Costume
Autor Poder Legislativo Povo
Forma Escrita Oral
Obrigatoriedade Vigência - promulgação A partir da efetividade
Criação Reflexiva Espontânea
Positividade Validade que aspira 
efetividade
Efetividade que aspira 
validade
Condições de Validade Cumprimento de formas 
e respeito à hierarquia 
das fontes
Ser admitido como fonte 
e respeito à hierarquia 
das fontes
Legitimidade Quando traduz os 
costumes e valores 
sociais
Presumida 
Elemento: repetição constante e uniforme de uma prática social.
Valor: Lei é a principal fonte do Direito, mas entre nós há certo valor 
costumes de direito comercial, direito trabalhista, internacional público.
JAMAIS será aplicado no Direito Penal : não há crime nem pena sem lei 
anterior.
Prova: art.337 do CPC \u2013 quem alegar deverá provar por documento, 
testemunha, vistoria, certidões, fichários comerciais etc.
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Espécies: 
\u201csecundum legem\u201d (qdo corresponde à lei. É o costume interpretativo, 
pois expressando o sentido da lei a prática social consagra um tipo de aplicação 
da norma. Já foi erigido em lei, portanto perde a característica de costume 
propriamente dito), 
\u201cpraeter legem\u201d (qdo há lacuna na lei, consta no art.4º da LICC, é um dos 
recursos de que se serve ao juiz quando a lei for omissa) e 
\u201ccontra legem\u201d(qdo a prática social contraria as normas de dto escrito. A 
lei é suprema não podendo se reconhecer validade a um costume contra a lei 
pois isso gera instabilidade jurídica) já