DIREITO_CIVIL
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DIREITO_CIVIL


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da vida civil; no entanto, 
caso se encontrem impossibilitados de cuidar de seus próprios interesses, serão 
representados por um tutor. 
C - É facultado ao casal judicialmente separado restabelecer a qualquer 
momento a sociedade conjugal, por meio de petição nos autos da separação 
judicial, resguardando-se eventuais direitos de terceiros. 
D - O parentesco em linha reta limita-se até o quarto grau, sendo que, para a 
contagem do parentesco, adota-se a linha como sendo a vinculação da pessoa 
ao tronco ancestral comum. 
 
2. (OAB/CESPE \u2013 2007) Ainda a respeito do direito de família, assinale a 
opção correta. 
 
A - O casamento putativo é nulo, mas produzirá todos os efeitos civis perante 
os contraentes e terceiros até o trânsito em julgado da sentença que declarar a 
sua nulidade. Por se tratar de ação personalíssima, somente o cônjuge inocente 
poderá requerer a invalidade desse casamento. 
B - Os nubentes devem fazer opção pelo regime de bens por termo no 
próprio processo de habilitação do casamento. Quando forem escolher como 
opção um regime de bens diverso do legal, que é o da separação de bens, 
deverão fazê-lo por pacto antenupcial ou por escritura pública. 
C - O bem de família é inalienável e impenhorável. A sua administração 
compete a ambos os cônjuges e, com a morte de qualquer um deles, extingue-
se automaticamente o patrimônio comum que foi destinado a garantir a 
segurança e a moradia do casal. 
D - Em se tratando de separação judicial fundada na culpa, o cônjuge 
declarado culpado terá direito aos alimentos indispensáveis à subsistência, se 
deles necessitar e não tiver aptidão para o trabalho nem parentes em condições 
de prestá-los. 
 
3. (OAB/CESPE \u2013 2007 PR) Relativamente ao direito de família, assinale 
a opção correta. 
A - É nulo o casamento celebrado com a inobservância de qualquer dos 
impedimentos apontados na legislação que rege a matéria, em razão do 
interesse público e social envolvido. A declaração da nulidade acarreta a 
invalidade do casamento a partir da data da sentença que o invalidou. 
B - Sendo os alimentos concedidos, com fundamento na lei de alimentos, 
como provisórios ou como provisionais em caráter cautelar, eles são devidos 
desde a data em que sejam fixados até a data em que seja proferida a sentença 
que os reduziu. 
C - Consideram-se parentes em linha reta as pessoas que são provenientes 
de um só tronco e estão umas para com as outras na relação de ascendentes, 
descendentes, colaterais ou transversais, até o quarto grau de parentesco. 
D - O casamento se dissolve pela morte de um dos cônjuges, pela anulação, 
pela separação judicial ou pelo divórcio. 
 
4. (OAB/CESPE \u2013 2007) Assinale a opção correta quanto ao direito de 
família. 
A - Será nulo o casamento se, logo depois de celebrado, não for lavrado o 
assento no livro de registro. 
B - O divórcio litigioso direto não pode ser concedido sem prévia partilha de 
bens. 
C - A mulher que tenha renunciado aos alimentos na separação judicial tem 
direito à pensão previdenciária por morte do exmarido, comprovada a 
necessidade econômica superveniente. 
D - A bigamia constitui impedimento matrimonial impediente. 
 
5. (OAB/CESPE \u2013 2007) Acerca do direito de família, assinale a opção 
incorreta. 
A - Nas relações de parentesco na linha reta, extingue-se a afinidade com a 
dissolução do casamento ou da união estável. 
B - A verba alimentícia é sempre irrepetível, ainda que o alimentante vença a 
demanda e a fixação da verba decorra da prática de ato ilícito. 
 
C - Havendo herdeiros descendentes, o cônjuge sobrevivente casado sob o 
regime da separação obrigatória de bens não é herdeiro necessário do cônjuge 
falecido. 
D - Codicilo é negócio jurídico unilateral mortis causa, escrito, mediante o 
qual o autor da herança dispõe de bens de pouco valor ou de particular valor 
sentimental, de forma menos solene e, portanto, mais singela que o testamento. 
 
 
GABARITO: 
 
Questão 1 C 
Questão 2 D 
Questão 3 B 
Questão 4 C 
Questão 5 A 
 
 
DO DIREITO DAS COISAS 
 
CONCEITO: o direito das coisas \u201cé o conjunto das normas reguladoras das 
relações entre homens, tendo em vista os bens corpóreos\u201d. 
Direitos reais são aqueles que se prendem à coisa, apresentando-se como 
um vinculo entre a pessoa e a coisa, exclusivo e oponível contra todos (erga 
omnes), conferindo ao seu titular o direito de seqüela e de interpor ação real. 
Sendo uma relação entre pessoa e coisa, o seu exercício independe da 
colaboração de terceiro, ao contrário do que ocorre na relação de direito 
pessoal, onde o credor depende de colaboração do devedor. 
É erga omnes, pois ninguém pode desrespeitar o direito do titular da coisa, 
ou seja. O titular pode opor o seu direito sobre a coisa contra qualquer pessoa 
que o afronte. 
Em decorrência da oposição erga omnes surge surge o direito de seqüela 
que consiste na prerrogativa concedida ao titular do direito real se seguir a coisa 
nas mãos de quem quer que detenha, de apreendê-la, para sobre ela exercer o 
seu direito real. 
O direito real é exclusivo, já que não é concebível dois direitos reais, de igual 
conteúdo, sobre a mesma coisa. Se isto ocorrer ou não serão da mesma 
espécie ou não serão integrais Por fim, salienta-se que os direitos reais são 
taxativos, vale dizer, a lei enumera as suas hipóteses. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
Direito real sobre coisa própria: é o direito de propriedade (ou domínio). 
Confere ao titular os poderes de usar, gozar/fruir, dispor e reaver a coisa. 
Estando todos esses poderes reunidos, diz-se que o titular tem a propriedade 
plena da coisa; 
Direito real sobre coisa alheia: podem der divididos em direitos reais de gozo 
ou fruição (as servidões, o usufruto, o uso, a habitação, a superfície e a 
enfiteuse- não mais prevista no CC/02); e os direitos reais de garantia (penhor, 
anticrese, hipoteca e alienação fiduciária em garantia) e direito de aquisição (é o 
direito do promitente comprador do imóvel). 
 
 
DA POSSE (art. 1196 a 1124, CC). 
 
A posse é uma situação de fato amparada pela lei. Distingue-se da 
propriedade, uma vez que essa consiste na relação entre pessoas e coisas, que 
se assenta na vontade da lei, enquanto a posse é uma relação entre pessoa a 
coisa que se assenta da vontade do possuidor. 
 
CLASSIFICAÇÃO DA POSSE 
 
Posse direta: é aquela de quem tem a coisa em seu poder; 
Posse indireta: é aquela de quem cede por vontade própria, a posse da 
coisa a outrem. 
Ambas podem coexistir (art. 1197, CC), sendo que o possuidor direito pode 
defender a sua posse contra o possuidor indireto. 
 
Art. 1.197. A posse direta, de pessoa que tem a coisa em 
seu poder, temporariamente, em virtude de direito 
pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela foi 
havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse 
contra o indireto. 
 
Composse: duas ou mais pessoas possuem coisa indivisa desde que o 
exercício da posse de uma não prejudique a da outra (art. 1199, CC). Pode ser 
\u201cpro diviso\u201d, quando ocorre uma divisão de fato, embora não haja a de direito; e 
\u201cpro indiviso\u201dquando as pessoas que possuem em conjunto o bem têm uma 
parte ideal apenas, sem saber qual parcela compete a cada uma: 
 
Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa 
indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela atos 
possessórios, contanto que não excluam os dos outros 
compossuidores. 
 
Posse justa: é aquela que não é violenta, clandestina ou precária (art. 1200, 
CC); 
 
Art. 1.200. É justa a posse que não for violenta, 
clandestina ou precária. 
 
Posse injusta: por sua vez é aquela que é obtida mediante violência, 
clandestinidade ou precariedade. A posse pode convalescer dos vícios da 
violência e da clandestinidade, mas não da precariedade (art. 1208, CC). 
 
Art. 1.208. Não induzem posse os atos de mera 
permissão ou tolerância assim como não autorizam a sua 
aquisição os atos violentos, ou clandestinos, senão depois 
de cessar a violência ou a clandestinidade. 
 
Posse de boa-fé: o possuidor