DIREITO_CIVIL
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a nova obrigação subsistem as preferências e 
garantias do crédito novado. 
Os outros devedores solidários ficam por esse fato 
exonerados 
 
Art. 366. Importa exoneração do fiador a novação feita 
sem seu consenso com o devedor principal. 
 
Art. 367. Salvo as obrigações simplesmente anuláveis, 
não podem ser objeto de novação obrigações nulas ou 
extintas. 
 
Desta feita, verifica-se que a nova obrigação se diferencia da antiga por 
conter um elemento novo. Com base neste, podemos classificar a novação em: 
\u2022 Novação objetiva (art. 360, I, CC): o elemento alterado é o objeto ou a 
causa da obrigação; 
\u2022 Novação subjetiva: o elemento novo refere-se às partes da relação. 
Se subdivide em novação subjetiva (art. 360, III, CC) que se 
caracteriza pela substituição do credor e novação subjetiva passiva 
(art. 360, II, CC) quando a substituição referir-se ao devedor. 
 
COMPENSAÇÃO (art. 368 a 380, CC): é um meio de extinção de obrigação, 
até onde se equivalerem, entre pessoas que são, ao mesmo tempo, devedoras 
e credoras umas das outras. Ex. se \u201cA\u201d deve para \u201cB\u201d R$ 200,00 e \u201cB\u201d deve a 
\u201cA\u201d R$ 100,00, tais dividas se compensam até onde se equivalem, 
remanescendo um débito de R$ 100,00 de \u201cA\u201d para \u201cB\u201d. 
 
Art. 368. Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor 
e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-
se, até onde se compensarem. 
 
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, 
vencidas e de coisas fungíveis. 
 
Art. 370. Embora sejam do mesmo gênero as coisas 
fungíveis, objeto das duas prestações, não se 
compensarão, verificando se que diferem na qualidade, 
quando especificada no contrato. 
 
Art. 371. O devedor somente pode compensar com o 
credor o que este lhe dever; mas o fiador pode compensar 
sua dívida com a de seu credor ao afiançado. 
 
 
Art. 372. Os prazos de favor, embora consagrados pelo 
uso geral, não obstam a compensação. 
 
Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a 
compensação, exceto: 
I - se provier de esbulho, furto ou roubo; 
II - se uma se originar de comodato, depósito ou 
alimentos; 
III - se uma for de coisa não suscetível de penhora. 
 
Art. 374. A matéria da compensação, no que concerne às 
dívidas fiscais e parafiscais, é regida pelo disposto neste 
capítulo. 
 
Art. 375. Não haverá compensação quando as partes, por 
mútuo acordo, a excluírem, ou no caso de renúncia prévia 
de uma delas. 
 
Art. 376. Obrigando-se por terceiro uma pessoa, não 
pode compensar essa dívida com a que o credor dele lhe 
dever. 
 
Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão 
que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode 
opor ao cessionário a compensação, que antes da cessão 
teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não 
tiver sido notificada, poderá opor ao cessionário 
compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. 
 
Art. 378. Quando as duas dívidas não são pagáveis no 
mesmo lugar, não se podem compensar sem dedução 
das despesas necessárias à operação. 
 
Art. 379. Sendo a mesma pessoa obrigada por várias 
dívidas compensáveis, serão observadas, no compensá-
las, as regras estabelecidas quanto à imputação do 
pagamento. 
 
Art. 380. Não se admite a compensação em prejuízo de 
direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu 
credor, depois de penhorado o crédito deste, não pode 
opor ao exeqüente a compensação, de que contra o 
próprio credor disporia. 
 
A compensação ocorre automaticamente, não dependendo assim de acordo 
de vontade das partes. Para tanto. É necessária a presença dos seguintes 
pressupostos: 
 
\u2022 Reciprocidade das obrigações; 
 
\u2022 Liquidez das dívidas; 
\u2022 Exigibilidade atual das prestações; 
\u2022 Fungibilidade dos débitos; 
 
Pode ocorrer a ausência de um dos pressupostos da compensação legal. 
Tal fato pode ensejar a compensação convencional, ou seja, apesar de faltar 
uma das condições acima descritas, as partes ajustam que compensação será 
efetuada, suprindo os pressupostos faltante. 
O art. 373, CC enumera as hipóteses em que, mesmo presentes as 
condições da compensação, esta não se opera por disposição da própria lei, 
como por exemplo se uma das dívidas for de origem alimentar. 
 
 
CONFUSÃO (art. 381 a 384, CC): trata-se da reunião, em uma única 
pessoa e mesma relação jurídica, da qualidade de credor e devedor. 
 
Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma 
pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor. 
 
Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a 
dívida, ou só de parte dela. 
 
Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou 
devedor solidário só extingue a obrigação até a 
concorrência da respectiva parte no crédito, ou na dívida, 
subsistindo quanto ao mais a solidariedade. 
 
Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, 
com todos os seus acessórios, a obrigação anterior. 
 
Com a extinção da confusão, a obrigação anterior se restabelece com todos 
os seus acessórios. A confusão cessa ou porque a causa de que procede é 
transitória ou porque adveio de relação jurídica ineficaz. 
Existem duas espécies de confusão: a total, que extingue toda a dívida; e 
parcial, que extingue só parte dela (art. 382, CC). 
 
REMISSÃO DE DÍVIDAS (art. 385 a 388, CC): é o perdão, a liberalidade do 
credor, consistente em dispensar o devedor de pagar a dívida. Aceita pelo 
devedor, ela extingue a obrigação, mas não pode causar prejuízo a terceiro (art. 
385, CC). A remissão pode ser expressa ou tácita. 
 
Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor, 
extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro. 
 
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, 
quando por escrito particular, prova desoneração do 
devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de 
alienar, e o devedor capaz de adquirir. 
 
 
Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado 
prova a renúncia do credor à garantia real, não a extinção 
da dívida. 
 
Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores 
extingue a dívida na parte a ele correspondente; de modo 
que, ainda reservando o credor a solidariedade contra os 
outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da 
parte remitida. 
 
Nos termos do art. 386, CC, a devolução voluntária do título, quando por 
escrito particular, significa remissão da dívida se o credor for capaz de alienar e 
o devedor capaz de adquirir. 
Dispõe o art. 387, CC que a restituição voluntária do objeto empenhado 
(dado em penhor) prova a renúncia do credor à garantia real e não a extinção 
da dívida. A garantia apenas reforça a possibilidade de cumprimento da 
obrigação; sendo assim, se o credor devolve a coisa dada como garantia, 
presume a lei que houve renúncia à obrigação, pois se quisesse renunciar à 
dívida ou devolveria o instrumento que a constituiu ou o declararia 
expressamente. 
 
INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES (art. 389 a 393, CC): é o não 
cumprimento da obrigação ou seu cumprimento fora do tempo, lugar, ou forma 
avençada. Havendo culpa do devedor, este tem o dever de reparar o prejuízo. 
Como bem avença Maria Helena Diniz, o nosso Código Civil não trata 
diferenciadamente o transgressor que agiu por dolo do que agiu por culpa; 
apenas excepcionalmente, no artigo 392, 1ª. parte, co CC, distingue-se entre 
inadimplemento doloso e culposo para definir a responsabilidade do 
inadimplente. 
 
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor 
por perdas e danos, mais juros e atualização monetária 
segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e 
honorários de advogado. 
 
Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido 
por inadimplente desde o dia em que executou o ato de 
que se devia abster. 
 
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem 
todos os bens do devedor. 
 
Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples 
culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e por 
dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos 
onerosos, responde cada uma das partes por culpa, salvo 
as exceções previstas