DIREITO_CIVIL
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lares, 
obstentando, pois dupla residência, ao passo que, na guarda compartilhada, o 
menor reside tão somente, no lar de um dos genitores. Ambas, no entanto, tem 
um ponto comum, que é a eliminação do direito de visita, portanto o convívio 
entre os pais e o filho revela-se de forma contínua. 
 
Na guarda compartilhada, a responsabilidade é conjunta do pai e da mãe, 
conforme dispõe a 2º parte do § 1º do art. 1583, de modo que ambos são 
responsáveis pelos danos que os filhos menores, por dolo ou culpa, causarem a 
terceiros ainda que ao tempo do evento estivesse em poder de apenas um 
deles, ao passo que, na guarda unilateral, somente responde o genitor em cuja 
companhia se encontrava o menor ao tempo do ato lesivo (art. 932, I, do CC). 
 
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: 
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua 
autoridade e em sua companhia; 
 
Art. 1.583. No caso de dissolução da sociedade ou do 
vínculo conjugal pela separação judicial por mútuo 
consentimento ou pelo divórcio direto consensual, 
observar-se-á o que os cônjuges acordarem sobre a 
guarda dos filhos. 
 
Quanto aos alimentos, são devidos também na guarda compartilhada, 
porque a ampliação do convívio com o filho menor não elimina o dever de 
contribuir para o sustento. 
 
UNIÃO ESTÁVEL (art. 1723 a 1727, CC): Pode ser conceituada como 
sendo a convivência pública, contínua e duradoura, entre homem e mulher, 
estabelecida com o objetivo de constituir família. 
 
Art. 1.521. Não podem casar: 
I - os ascendentes com os descendentes, seja o 
parentesco natural ou civil; 
II - os afins em linha reta; 
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o 
adotado com quem o foi do adotante; 
IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais 
colaterais, até o terceiro grau inclusive; 
V - o adotado com o filho do adotante; 
VI - as pessoas casadas; 
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por 
homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte. 
 
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união 
estável entre o homem e a mulher, configurada na 
convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida 
com o objetivo de constituição de família. 
§ 1º A união estável não se constituirá se ocorrerem os 
impedimentos do art. 1.521; não se aplicando a incidência 
do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar 
separada de fato ou judicialmente. 
§ 2º As causas suspensivas do art. 1.523 não impedirão a 
caracterização da união estável. 
 
 
Art. 1.724. As relações pessoais entre os companheiros 
obedecerão aos deveres de lealdade, respeito e 
assistência, e de guarda, sustento e educação dos filhos. 
 
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre 
os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no 
que couber, o regime da comunhão parcial de bens. 
Art. 1.726. A união estável poderá converter-se em 
casamento, mediante pedido dos companheiros ao juiz e 
assento no Registro Civil. 
 
Art. 1.727. As relações não eventuais entre o homem e a 
mulher, impedidos de casar, constituem concubinato. 
 
A união estável ocorre quando: 
\u2022 Nenhum dos conviventes é casado; 
\u2022 Ambos são casados, mas separados de fato ou judicialmente; 
\u2022 Apenas um é casado, mas está separado de fato ou judicialmente. 
 
É importante ressaltar que o legislador distinguiu união estável de 
concubinato, reservando para essa expressão, nos termos do art. 1727, CC, as 
relações não eventuais entre homem e a mulher, impedidos de casar. Assim, 
não se considera união estável a \u201cunião\u201dexistente entre pessoas impedidas de 
casar, ou seja que estejam enquadradas nas hipóteses descritas no art. 1521, 
CC, salvo no caso daquelas que são casadas de direito, mas separadas 
judicialmente ou de fato. Neste caso, a união estável é admitida, bem como no 
caso das pessoas que incorrerem as causas suspensivas do casamento (art. 
1523, CC). 
 
Art. 1.523. Não devem casar: 
I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, 
enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der 
partilha aos herdeiros; 
II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser 
nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do 
começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade 
conjugal; 
III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada 
ou decidida a partilha dos bens do casal; 
IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, 
ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a 
pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a 
tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as 
respectivas contas. 
Parágrafo único. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz 
que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas 
previstas nos incisos I, III e IV deste artigo, provando-se a 
inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, 
para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada; 
 
no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento 
de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do prazo. 
 
Quanto a seus efeitos, a união estável atribui aos companheiros os 
seguintes direitos: 
a) Meação: às relações patrimoniais aplica-se no que couber, o regime de 
comunhão parcial de bens, aceitando disposição em contrário, mediante 
contrato escrito (art. 1725, CC). 
 
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre 
os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no 
que couber, o regime da comunhão parcial de bens. 
 
b) Alimentos: os companheiros podem pedir uns aos outros os alimentos de 
que necessitam para viver de modo compatível com a sua condição social, 
inclusive, para atender às suas necessidades de educação (art. 1964, CC). 
Porém, com o casamento a união estável ou concubinato do credor dos 
alimentos (aquele que recebe), cessa o dever de prestá-los (extingue o dever de 
quem paga). Também cessará se o credor tiver indigno em relação ao devedor 
(art. 1708 e parágrafo). 
 
Art. 1.964. Somente com expressa declaração de causa 
pode a deserdação ser ordenada em testamento. 
 
Art. 1.708. Com o casamento, a união estável ou o 
concubinato do credor, cessa o dever de prestar 
alimentos. 
Parágrafo único. Com relação ao credor cessa, também, o 
direito a alimentos, se tiver procedimento indigno em 
relação ao devedor. 
 
c) Sucessórios: a companheira ou companheiro participará da sucessão do 
outro, quanto ao bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, 
nas condições previstas no art. 1790, CC. O legislador, no referido artigo, não 
prevê a sucessão dos bens adquiridos antes da união estável, tampouco os 
adquiridos durante a união estável, mas a título gratuito; 
 
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará 
da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos 
onerosamente na vigência da união estável, nas 
condições seguintes: 
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma 
quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; 
II - se concorrer com descendentes só do autor da 
herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um 
daqueles; 
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá 
direito a um terço da herança; 
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à 
totalidade da herança. 
 
 
d) Nome: o § 2º do art. 57 da lei 6.015/77 prevê a possibilidade da 
companheira adotar o patronímico do companheiro. 
 
Finalmente, são direitos e a assistência, bem como a guarda, sustento e 
educação dos filhos. 
 
O BEM DE FAMÍLIA (art. 1711 a 1722, CC). 
 
É o destinado à residência dos cônjuges ou entidade familiar, dotado de 
impenhorabilidade e inalienabilidade, visando a proteção da família. 
O bem de família pode ser: 
a) voluntário: previstos nos arts. 1711 a 1722 , CC, deve ser instituído 
através de escritura pública ou testamento, emanando portanto, de um ato de 
vontade. Deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis, é dotado de 
impenhorabilidade e inalienabilidade, podendo ser alienado apenas mediante 
ordem judicial. 
b) legal: disciplinado pela