DIREITO_CIVIL
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§ único, da CF; art. 1239 do 
CC): é conferido aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, 
 
possua como sua, por 05 anos ininterruptos, sem oposição de quem quer que 
seja, área de terra em zona rural não superior a cinqüenta hectares, tornando-a 
produtiva com seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia. 
e) Coletivo (art. 1228, § 4º e 5º): posse de boa-fé de extensa área, por mais 
de 05 anos, exercida por considerável número de pessoas que realizam, em 
conjunto ou separadamente, obras e serviços considerados pelo juiz de 
interesse social e econômico relevante. O juiz fixará a justa indenização ao 
proprietário e, após o preço, valerá a sentença como título para registro do 
imóvel me nome dos possuidores. 
 
DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA (art. 1277 a 1313 CC). 
 
Os direitos de vizinhança \u201ccompõe-se de regras que ordenam não apenas a 
abstenção da prática de certos atos, como também de outras que implicam a 
sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial\u201d, conforme lição 
de Silvio Rodrigues. 
 
DA SUCESSÃO EM GERAL 
 
CONCEITO: De acordo com o professor Flávio Monteiro de Barros, é o 
conjunto de princípios e normas que regem a transferência da herança, ou 
legado, ao herdeiro ou legatário, me razão da morte de alguém. 
 
FORMAS DE SUCESSÕES 
 
a) Legítima ou ab intestato: a herança ou legado são deferidos aos 
herdeiros por disposição legal (art. 1829, CC); 
 
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem 
seguinte: 
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge 
sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no 
regime da comunhão universal, ou no da separação 
obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no 
regime da comunhão parcial, o autor da herança não 
houver deixado bens particulares; 
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; 
III - ao cônjuge sobrevivente; 
IV - aos colaterais. 
 
b) Testamentária: a herança ou legado dão deferidos aos herdeiros por 
vontade do de cujus, manifestada através do testamento. 
 
É importante frisar que a liberdade de testar é limitada pelo art. 1789, CC, 
que determina que em havendo herdeiros necessários (descendentes, 
ascendentes e cônjuge), o testador só poderá dispor da metade da herança. 
Sendo assim, não havendo herdeiros necessários a liberdade de testar torna-se 
absoluta. 
 
Art. 1.789. Havendo herdeiros necessários, o testador só 
 
poderá dispor da metade da herança. 
 
Ressalta-se que é possível a coexistência das duas formas de sucessões, 
como na hipótese de o testamento não abranger todos os bens, aplicando-se as 
regras da sucessão legítima em relação aos bens omitidos no testamento. 
No Brasil não se admite a sucessão contratual ou pacta corvina ou sucessão 
pactícia. O Código Civil de 1916 abria três exceções a tal regra, ma o atual 
Código Civil manteve apenas uma delas, qual seja, a partilha inter vivos, que se 
trata de uma sucessão antecipada (art. 2018, CC). 
 
Art. 2.018. É válida a partilha feita por ascendente, por ato 
entre vivos ou de última vontade, contanto que não 
prejudique a legítima dos herdeiros necessários. 
 
ABERTURA DA SUCESSÃO 
 
Nos termos do art. 1784, CC, com a morte transmite-se a herança desde 
logo aos herdeiros legítimos e testamentários, ainda que estes ignorem o 
falecimento. Trata-se do princípio do \u201cdroit du saisine\u201d. 
 
Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, 
desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários. 
 
Quanto ao legatário a situação é distinta. Se infugível a coisa legada, 
adquiri-lhe a propriedade desde a abertura da sucessão; se fungível, só a 
adquire após a partilha. No que se refere à posse, seja a coisa fungível ou 
infungível, a aquisição só ocorre após a partilha. 
 
SUCESSÃO UNIVERSAL E SINGULAR 
 
A sucessão é universal quando não há individualização dos bens deixado 
pelo de cujus. Ocorre com os herdeiros legítimos e os testamentários que 
herdam, portanto, a totalidade da herança ou um percentual do acervo deixado 
pelo \u201cde cujus\u201d. 
É singular quando recai sobre uma coisa individualizada pelo testador ou 
sobre um percentual dela. O legatário sempre sucede a título singular. 
 
CAPACIDADE PARA SUCEDER 
 
Dispõe o art. 1787, CC que a capacidade para suceder é regulada pela lei 
vigente no tempo da abertura da sucessão. Tal regra é aplicada tanto para a 
sucessão legítima quanto para a sucessão testamentária. No entanto, se esta 
se fizer mediante condição, a capacidade é apurada pela lei vigente ao tempo 
do implemento da condição. 
 
Art. 1.787. Regula a sucessão e a legitimação para 
suceder alei vigente ao tempo da abertura daquela. 
 
DA INDIVISIBILIDADE DA HERANÇA 
 
 
O direito de herança é indivisível, conforme preceitua o art. 1791, CC. Nos 
termos do parágrafo único do aludido artigo, até a partilha, o direito dos co-
herdeiros, quanto à propriedade e posse da herança, será indivisível, e regular-
se-á pelas normas relativas ao condomínio. 
 
Art. 1.791. A herança defere-se como um todo unitário, 
ainda que vários sejam os herdeiros. Parágrafo único. Até 
a partilha, o direito dos co-herdeiros, quanto à propriedade 
e posse da herança, será indivisível, e regularse- á pelas 
normas relativas ao condomínio. 
 
De tal preceito decorrem as seguintes conseqüências: antes da partilha, o 
herdeiro pode alienar apenas a sua quota ideal. Não pode alienar coisa certa e 
determinada, salvo se houver alvará judicial ou autorização de todos os demais 
herdeiros (art. 1973, § 3º ); o adquirente dos direitos hereditários não poderá 
registrar no Registro de Imóveis a cessão, porque a herança é composta de 
direitos e obrigações, móveis e imóveis, de modo que o registro não pode recair 
sobre objeto indeterminado; qualquer dos co-herdeiros pode ajuizar ações 
petitórias e possessórias em face de terceiros, visando a defesa de toda a 
herança. 
Por fim destaca-se que o direito a herança é considerado, para efeitos 
legais, como bem móvel (art. 80, II do CC). 
 
Art. 1.793. O direito à sucessão aberta, bem como o 
quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto 
de cessão por escritura pública. 
§ 1º Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência 
de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se 
não abrangidos pela cessão feita anteriormente. 
§ 2º É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito 
hereditário sobre qualquer bem da herança considerado 
singularmente. 
§ 3º Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do 
juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem 
componente do acervo hereditário, pendente a 
indivisibilidade. 
 
Art. 80. Consideram-se imóveis para os efeitos legais: 
... 
II - o direito à sucessão aberta. 
 
RENÚNCIA A HERANÇA 
 
É ato unilateral pelo qual o herdeiro abdica de seus direitos sucessórios. É 
também ato solene, que depende de escritura pública ou termo nos autos do 
inventário (art. 1806). Desta forma, não se admite renúncia tácita ou presumida, 
salvo na hipótese de herdeiro testamentário ou legatário, nomeados sob 
encargo, já que não cumprido o encargo será presumida a renúncia. 
 
 
Art. 1.806. A renúncia da herança deve constar 
expressamente de instrumento público ou termo judicial. 
 
A renúncia deve ser feita pelo próprio herdeiro ou por mandatário revestido 
de poderes especiais e expressos. O herdeiro incapaz e o seu representante 
legal não podem renunciar herança, salvo mediante ordem judicial, ouvindo-se o 
Ministério Público. 
A renúncia ainda podem ser própria ou imprópria. 
Chama-se própria ou pura e simples, quando o herdeiro simplesmente abre 
mão de seus direitos hereditários, Não é devido o imposto inter vivos, cabendo 
apenas o imposto causa mortis. Na imprópria, também chamada translativa ou 
in favorem, o herdeiro renuncia em benefício de pessoa determinada. A rigor, 
não se trata de renúncia, mas sim cessão gratuita de direitos hereditários. Neste 
caso é devido tanto o imposto inter vivos quanto o causa mortis. 
Quanto