DIREITO_CIVIL
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DIREITO_CIVIL


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de alguém sem 
deixar herdeiro testamentário ou legítimo notoriamente conhecido. 
 
 
GABARITO: 
 
Questão 1 A 
Questão 2 D 
Questão 3 C 
Questão 4 C 
Questão 5 D 
 
 
 
 
 
DIREITO DAS OBIGAÇÕES 
 
1. Obrigações instantâneas: São aquelas que se cumprem através de um 
único ato, ou seja, a prestação e a contraprestação se dão em um ato único. 
2. Obrigação diferida: São obrigações que a prestação ocorre em um 
momento, e a contraprestação se dá em um único momento, porém em um 
momento futuro. Ex. Maria compra uma roupa para pagar em 30 dias. 
3. Obrigações de trato sucessivo ou execução periódica: Ocorre uma 
protração temporal da execução da obrigação, se por motivos imprevisíveis e 
extraordinários sobrevier onerosidade excessiva, poderá haver uma revisão do 
contrato. Conhecida como rebus sic stantibus (Teoria da imprevisão, princípio 
da revisão do contrato), se aplica exclusivamente a contratos de execução 
diferida e de trato sucessivo. 
 
Obrigações pura e simples, modal, condicional ou a termo: Essa 
classificação leva em consideração os elementos do negócio jurídico(termo, 
condição, modo, ou encargo) Elas podem ser: 
 
1. Pura e simples: se não houver nenhum elemento acidental na 
obrigação, esta será tida então como pura e simples. 
2. Modal ou obrigação com encargo: é uma obrigação com modo e 
encargo. Modo ou encargo é indicativo de cumprimento para certas e 
determinada liberalidades. 
3. Condicional: Se o negócio jurídico é submetido a uma condição, a 
obrigação será então condicional, nada mais é do que um evento futuro e 
incerto. A condição pode ser suspensiva ou resolutiva. 
4. Termo: Será a termo a obrigação que possuir um evento futuro porém 
certo. 
 
Obrigações solidárias e indivisíveis: Estamos diante de uma obrigação 
que possui um objeto definido por gênero, quantidade e especificidade. Ex. 
 
Marcos e Pedro venderam a João a vaca mimosa, pelo valor de 5 mil reais. 
João poderá exigir isoladamente de um deles a entrega da vaca, com 
fundamento no artigo 265 do CC, pois a solidariedade não se presume, mas 
resulta da Lei, ou da vontade das partes. Ainda há a possibilidade da exigência 
de um deles, pois trata-se de um objeto indivisível. Caso ocorra a perda do 
objeto a situação será de inadimplemento, assim restará saber se houve culpa 
ou não, assim se ato resultou de culpa caberá a reparação por quem incorreu 
em ato culposo. O artigo 927 do CC, prevê as hipóteses em que há 
responsabilidade independente de culpa, assim gerando a obrigação da 
devolução dos valores pagos mais indenizações por perdas e danos, porém não 
poderá haver exigência de devolução de apenas um dos vendedores, pois o 
valor, 5 mil reais, é divisível, portanto cada um responde de acordo com a cota 
de sua parte, e mesmo havendo o perecimento do objeto ainda existe a 
solidariedade perante a obrigação. 
 
ATENÇÃO: Sendo a obrigação indivisível, havendo o perecimento do objeto 
prestacional torna o absolutamente divisível, mantendo a obrigação solidária. 
 
Extinção da obrigação: Poderá ocorrer através do meio direto (pagamento) 
ou através de meios indiretos. 
1. Meio direto: Seria o pagamento, deve ser paga pelo devedor, mas pode 
ser paga por terceiro. Caso seja paga por terceiro deve-se analisar se esse 
terceiro é interessado ou não(interessado é aquele judicialmente interessado e 
não interessado é aquele moralmente interessado). O pagamento feito pelo 
terceiro interessado gera sub-rogação legal do terceiro, ou seja, o terceiro passa 
a ser o credor da obrigação automaticamente( artigo 346, III do CC). Exemplos 
de terceiros interessados: Fiador, avalista, ou seja, qualquer pessoa que se 
responsabilize em caso de inadimplemento da divida. 
Já o pagamento feito por terceiro não interessado ou moralmente 
interessado, apenas gerará sub-rogação se houver acordo entre as partes, 
neste caso ela não será legal e também não se dará automaticamente. Trata-se 
de uma sub-rogação convencional, disciplinada pelo artigo 347 do CC. 
1.1 A quem pagar: O pagamento deve ser feito ao credor ou quem ele 
indicar, sempre observando o conceito de quem paga mal paga duas vezes. 
1.2 O que se deve pagar: deve-se pagar o objeto convencionado, temos 
no artigo 313 do CC, a determinação de que o credor não é obrigado a aceitar 
prestação diversa ou distinta daquela que foi convencionada, ainda que seja 
mais valiosa. 
1.3 Local do pagamento: O local em regra deve ser o domicilio do 
devedor, e o credor deve ir até o devedor buscar o objeto da obrigação. Porém 
por exceção as dívidas podem ser portáveis quando houver previsão contratual 
expressa, neste caso o devedor deverá portar o objeto prestacional até o 
domicilio do credor. 
1.4 Tempo de pagamento: A regra diz que se as partes aprazam o 
pagamento em certa e determinada data, este será então o momento do 
pagamento. No entanto, o tempo do pagamento comporta exceções, podendo 
ser encontrada no artigo 333 CC, sendo ela situações de antecipação no 
vencimento da dívida; insolvência judicialmente declarada, falência, recusa no 
reforço da garantia. 
 
 
2. Meios indiretos de extinção das obrigações: 
2.1 Consignação em pagamento: Prevista no artigo 334 CC, a 
consignação em pagamento é um meio indireto de extinção das obrigações, 
uma vez ocorrida a consignação em pagamento, teremos a extinção da 
obrigação. É o depósito das quantias devidas, este por sua vez pode ser judicial 
ou extrajudicial. 
No momento em que ocorre a extinção desta obrigação, deve-se observar 
que não é o levantamento do extingue a obrigação, mas sim o juízo ou não.A 
consignação em pagamento é um meio indireto de extinção obrigacional não 
satisfativo, com o depósito o credor ainda não recebeu o crédito, porém com o 
levantamento do depósito terá satisfeito o deu crédito, entretanto a obrigação foi 
extinta com o depósito. Uma das principais finalidades da consignação em 
pagamento é evitar que devedor fique sujeito a mora. 
2.2 Sub-rogação: A sub-rogação pode ser legal (artigo 346 CC) ou 
convencional ( 347). 
2.1 Sub-rogação legal: É quando um credor paga uma dívida em comum. 
Ex. José deve 20 mil reais a Marcos e 10 mil reais a Paulo, estes credores tem 
o mesmo devedor em comum, se Paulo pagar os 20 mil reais a Marcos, salda a 
dívida, expulsando ele da relação obrigacional, se sub-rogando nos seus direito. 
Agora José deve 30 mil reais a Marcos. 
2.2 Sub-rogação Convencional: É quando alguém não interessado paga a 
dívida. Ex. Um pai paga a dívida do filho. 
 
 
NOVAÇÃO (art. 360 a 367, CC): é o ato que cria uma nova obrigação, 
visando a extinção da obrigação precedente. Há alteração do credor, do 
devedor ou do objeto da obrigação originária. De acordo com Silvio Rodrigues, 
novação é uma operação que, de um mesmo alento, extingue uma obrigação e 
a substitui por outra, que nasce naquele instante. 
 
Art. 360. Dá-se a novação: 
I - quando o devedor contrai com o credor nova dívida 
para extinguir e substituir a anterior; 
II - quando novo devedor sucede ao antigo, ficando este 
quite com o credor; 
III - quando, em virtude de obrigação nova, outro credor é 
substituído ao antigo, ficando o devedor quite com este. 
 
Art. 361. Não havendo ânimo de novar, expresso ou tácito 
mas inequívoco, a segunda obrigação confirma 
simplesmente a primeira. 
 
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser 
efetuada independentemente de consentimento deste. 
 
Art. 363. Se o novo devedor for insolvente, não tem o 
credor, que o aceitou, ação regressiva contra o primeiro, 
salvo se este obteve por má-fé a substituição. 
 
 
Art. 364. A novação extingue os acessórios e garantias da 
dívida, sempre que não houver estipulação em contrário. 
Não aproveitará, contudo, ao credor ressalvar o penhor, a 
hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia 
pertencerem a terceiro que não foi parte na novação. 
 
Art. 365. Operada a novação entre o credor e um dos 
devedores solidários, somente sobre os bens do que 
contrair