Apostila UNIJUÍ - Administração da informação
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Apostila UNIJUÍ - Administração da informação


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de gestão; informação contábil; procedimentos de gestão e dife-
rentes funções informatizadas.\u201d E, em relação ao mesmo fluxo de
informações internas, mas para as informações de convívio, eles
sugerem como exemplos as \u201cnewsletter na empresa, a comunica-
ção informal e as idéias\u201d que fluem entre as pessoas.
Newsletter
São boletins ou informativos
regulares, geralmente mensais,
enviados por e-mail pelos
fornecedores a clientes, ou a
outros endereços cadastrados.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
No segundo fluxo de informações, que são as geradas na empresa e enviadas para fora
dela, os autores sugerem os seguintes exemplos: \u201cpedido de compra; fatura para cliente;
comunicação ao cliente; oferta de emprego e catálogo de produtos.\u201d Por sua vez, nesse fluxo
de informações, nas de convívio, eles sugerem como exemplos: \u201cpublicidade; relatório anual
para os acionistas; conferências com universidades, artigos na mídia e patrocínios.\u201d
No terceiro fluxo, em que temos as informações geradas fora da empresa, mas que vêm
a ser de interesse dela, para as do tipo informações de atividade eles sugerem como exem-
plos: \u201cfatura do fornecedor; extratos de banco; pedidos do cliente; leis e regulamentações e
intervenção de um consultor.\u201d E para as informações de convívio eles apresentam: \u201ccatálo-
go do fornecedor; relações pessoais; participação em seminários e planos da concorrência.\u201d
As empresas não dão a devida importância às informações de convívio. Nota-se
facilmente que são privilegiadas, pela administração, as informações de atividade. Isso
é um erro, pois quem faz as atividades funcionarem nas empresas são as pessoas, e estas
são seres sociais. Pessoas querem conviver, isso é natural. Querem conviver, seja em seus
lares, nos ambientes sociais ou nas empresas. E nestas, mais especialmente elas precisam
conviver, pois é ali que as pessoas buscam seu sustento e sua realização profissional. Ou
seja, é nas empresas que as pessoas buscam resultados, para as empresas e para elas. Assim
sendo, a informação de convívio é relevante para a gestão estratégica de qualquer empresa.
Os autores em que nos baseamos para essa parte chegam a afirmar (1994, p. 9), que \u201ca má
qualidade da informação interna de convívio cria disfunções e contribui à degradação do
desempenho da empresa\u201d. Se isso é assim para a má qualidade da informação, imagine
como deve ser se há também má gestão em relação às relações de convívio nas empresas!
Então, tendo estudado essa seção, conseguiu chegar ao um entendimento sobre o
potencial estratégico da gestão da informação? Vamos facilitar as coisas e elaborar uma
síntese conciliadora do que estudamos. Sugiro que você faça também a sua, pois é vital para
se aprender. Sabia que se aprende mais se lermos sublinhando, pintando e retornando de-
pois ao assunto? Sabia que os grandes profissionais, bem-sucedidos, fazem assim? Sabia
que eles, quando estudantes, fizeram resumos, estudaram esses resumos e os assimilaram a
ponto de não esquecê-los mais? Pois faça isto com esta seção, sumamente importante, mas
bem fácil de se fazer um belo resumo.
Pois bem, vamos ao tal resumo conciliador. O que vimos aqui foi que há três fluxos de
informações, certo? São eles:
a) informações geradas na empresa e utilizadas por ela;
b) informações geradas na empresa e utilizadas por elementos de fora dela;
c) informações geradas fora da empresa mas utilizadas por ela.
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Isso não quer dizer que as informações geradas na empresa e utilizadas fora dela não
sejam também úteis dentro, e o mesmo se diga das geradas fora. E aqui vai uma pergunta:
há alguma outra possibilidade de fluxo de informações? O que você acha? Reflita bem para
ver se há ou se não há.
Pois bem, nos três tipos de fluxos de informações é possível perceber dois tipos
distintos, os que servem para as atividades da empresa e os que são úteis para o convívio
das pessoas naquele ambiente. E agora vem o ponto importante: onde está o potencial
estratégico da gestão da informação? Pense um pouco antes de ler adiante.
Acompanhe o raciocínio. As informações que servem para as ativi-
dades da empresa são vitais, não é mesmo? Sim, porque elas são necessá-
rias para que a empresa funcione, ora essa. E, quem faz as empresas
funcionar? Não são as pessoas? É claro que são! Então o potencial estra-
tégico da gestão da informação está em suprir bem a empresa com infor-
mações de atividade e criar ambientes em que as pessoas se sintam, diga-
mos, felizes por meio das informações de convívio. E isso é fácil? Não é,
este é hoje o grande desafio para todas as organizações, pois o que se está
fazendo é exatamente o contrário. Este é um ponto importante que merece
ser debatido e aprofundado.
Seção 2
Sistemas de Informação nas Empresas Brasileiras
Qual é a situação da empresa brasileira em termos de sistemas de informação? E qual
a situação de nossas empresas em termos do uso de informações? É diferente o que acontece
nas empresas de pequeno porte se comparadas ao que acontece nas de grande porte.
As empresas de pequeno porte não estão, o mais das vezes, devidamente organizadas para
terem um bom sistema de informação e muito menos para utilizá-lo estrategicamente. Já as de
grande porte, no Brasil, são empresas que utilizam muito bem seus sistemas de informação, no
entanto, em geral, não tão bem quanto as concorrentes cujas sedes estão nos países desenvol-
vidos. Aliás, o Brasil não é exatamente um país em que se dá importância à informação. Somos
bem conhecidos pela nossa grande capacidade de improvisar, e isso funcionava bem nos tempos
anteriores à globalização. Agora, porém, a capacidade de improviso sem um sistema de infor-
mação pode ser um desastre. Precisamos manter nossa cultura de \u201cjogo de cintura\u201d, mas
devemos também desenvolver a cultura da valorização estratégica da informação.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
A mortalidade de pequenas empresas no Brasil é bastante elevada. E a dificuldade das
maiores de competir com as de fora do país é visível. Essa situação, no entanto, está mudan-
do para melhor. Desde o início da década de 90 do século passado vemos nossas empresas
abrindo seus sistemas de formulação de estratégias em busca da competitividade com o
resto do mundo.
Os nossos gestores de empresa precisam pensar, coletar e analisar informações sobre o
seu negócio e então partir para a ação. Devem engajar pessoas sábias que se empenhem
pela inovação na empresa, desafiando e entusiasmando as pessoas em busca da reflexão,
transformando informações em conhecimento, conhecimento em inteligência e desen-
volvendo a inteligência mais importante atualmente nas empresas: a sabedoria. Aqui
temos algo a explicar sobre as empresas de porte menor. É comum nelas o dono, ou os
donos, serem sábios. Isso é bem freqüente. Então ocorre de nessas empresas as pessoas
terem um ambiente promissor para se desenvolverem e junto com elas, a empresa também se
desenvolve.
Tendo em mente o que se poderia chamar de sucessão construtiva de poder competiti-
vo intelectual nas empresas brasileiras \u2013 a sucessão que já estudamos (dado => informação
=> conhecimento => inteligência => sabedoria) \u2013, vamos agora propor um pequeno mo-
delo adequado para as empresas brasileiras se desenvolverem em termos de sistemas de in-
formação voltadas a um foco estratégico. É um modelo simples, prático e promissor, sugeri-
do por Carmo e Pontes e adaptado para as nossas considerações. Sugerem três funções
básicas para os sistemas de informação, muito úteis para o nosso debate quanto a empresa
brasileira, seja ela pequena ou grande.
Em primeiro lugar, as empresas devem empregar os sistemas de informação na resolu-
ção de problemas. Para tanto é importante que aprendam a equacionar os problemas e
desenvolver proposições de solução para eles. Os gestores devem tornar-se agentes de trans-
formação da empresa num ambiente social participativo, de utilização das informações
cada vez mais intensamente.