Apostila UNIJUÍ - Administração da informação
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208) observa:
O planejamento de recursos empresariais (ERP) é um sistema interfuncional que atua como uma
estrutura para integrar e automatizar muitos dos processos de negócios que devem ser realiza-
dos pelas funções de produção, logística, distribuição, contabilidade, finanças e de recursos
humanos de uma empresa. ... o programa ERP é uma família de módulos de software que apóia
as atividades da empresa envolvidas nesses processos vitais internos.
Esse sistema integra todas as facetas da organização, desde o planejamento, passan-
do pela produção, vendas e finanças, podendo-se assim coordenar a organização como um
todo, durante todo o processo de trabalho. Aliás, é possível mesmo englobar organizações
conveniadas ou parceiras, como os fornecedores, por exemplo. Assim se pode gerenciar as
operações vitais de uma organização em tempo real. O ponto forte é a capacidade e
abrangência da integração desse sistema.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
g) XRP \u2013 Extended Resource Planning ou Planejamento dos Recursos Estendidos, significa a
abertura da empresa a novos horizontes. O XRP surgiu para melhorar a eficiência entre as
organizações, sejam elas empresas particulares, organismos públicos ou mistos. Trata-se
de relações digitais e físicas, numa nova visão de mercado no contexto do comércio ele-
trônico e do governo eletrônico.
Nesta seção analisamos a evolução do ERP. Seu crescimento deve-se ao esforço pela
automação da gestão dos negócios feito nas organizações, principalmente nas fábricas e
grandes repartições públicas. Todas as rotinas estão sendo confiadas à informática. Os gestores
devem, portanto, ater-se à criatividade, como geração de políticas e estratégias de negócios,
visando à competitividade da organização, sua capacidade de sobrevivência e de prestação
de bons serviços.
Seção 3
Business Intelligence
Vamos inicialmente conceituar a expressão Business Intelligence, ou Inteligência em
Negócios. É um conjunto abrangente de conceitos e métodos que utilizam ocorrências
(ou fatos) e um grupo de sistemas informáticos para apoiar as tomadas de decisão por
meio da construção de conhecimento para a inteligência estratégica de uma organiza-
ção. As organizações em geral, bem como as empresas em particular, no contexto da Internet
podem recolher informações de qualquer lugar do planeta. São informações relacionadas a:
cidadãos, clientes, concorrentes, tecnologia, produtos, processos, estratégias, entre outras,
que podem auxiliar a organização a desenvolver suas ações de negócios ou atender com
eficiência às necessidades de uma comunidade. Destaque-se que não se desprezam as infor-
mações internas da organização.
Outro ponto a considerar atualmente é que as empresas concorrentes também estão
atentas ao mercado e a seus processos internos. Dessa forma, as diferenças de desempenho
entre as empresas tendem a ser cada vez menores. Todas as organizações estão buscando
eficiência e eficácia no atendimento a seus clientes, na gestão de seus processos, nos pa-
drões de qualidade e nas cada vez mais estreitas margens de lucros. Num contexto com tais
características as brechas para competir tendem a ser mínimas, e pequenas diferenças
podem ser motivo de êxito ou fracasso.
Considerando essa situação delicada, vemos que o Planejamento Estratégico exige
que sua execução seja acompanhada de perto, por sistemas de informação dinâmicos e
abrangentes. Os recursos dos relatórios dos sistemas OLTP (OLTP significa On-Line
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Transaction Processing ou processamento de transações em tempo real) não são mais sufici-
entes. Esses são relatórios apresentados de forma bidimensional, de dupla entrada, como as
tabelas, nossas velhas conhecidas. Não oferecem uma visão da organização como um todo
integrado, mas fragmentada, em partes, impedindo uma visualização correlacionada dos
fatos e seus efeitos.
Por esse motivo foram desenvolvidos os sistemas Olap (On-Line Analytical Processing,
ou processamento analítico on-line, ou em tempo real), que apresentam capacidade para
manipular e analisar um grande volume de dados sob múltiplas circunstâncias. Servem a
todos os níveis da organização para fins de análises comparativas, facilitando o processo
decisório. Os dados de um sistema Olap originam-se de um ou mais sistemas OLTP e outros
arquivos e softwares existentes, tais como planilhas, e-mails, ERP, arquivos de texto, excel,
data mart, etc. As informações de um Olap são agregadas incrementalmente. Este é um
sistema capaz de apresentar informações em forma de análises.
O sistema Olap fornece um conceito novo de apresentação de informações, não mais
limitado à bidimensionalidade, mas ao cubo, ou seja, à multidimensionalidade. Por exem-
plo, no sistema OLTP nós podemos obter tabelas referentes a vendas mensais por região. E
no sistema Olap podemos obter cubos em que apareçam as vendas mensais, por região, por
tempo, por tipo de produto, por categoria de cliente, e o que mais nos interessar incluir. É,
portanto, algo mais parecido a um relatório, permitindo análises mais consistentes e
abrangentes da dinâmica de uma organização. Isso é o OLAP e o Business Intelligence é
o conjunto de cubos, de BSC, de Data Mining, outros relatórios e as ferramentas que
constituem o esquema de análise gerencial estratégica de uma organização.
Há muito que para as empresas foi desenvolvido um sistema de indicadores chamado
KPI (Key Performance Indicators, ou indicadores-chave de desempenho). São medidas basea-
das em fórmulas matemáticas para avaliar o desempenho de uma organização. Alguns exem-
plos são: giro do estoque, índices de liquidez, retorno do investimento (ROI), taxa de cance-
lamento de pedidos, taxa de horas ociosas/máquina, produtividade da mão-de-obra, etc.
Em virtude do surgimento do comércio globalizado e da concorrência cada vez mais inten-
sa, no entanto, esses recursos disponíveis se mostraram um tanto precários. Os gestores
necessitavam de algo mais consistente e abrangente, mais analítico também.
Então, no início da década de 90, um professor da Universidade de Harvard, Robert
Kaplan, e o consultor David Norton desenvolveram um novo instrumento de indicadores
chamado BSC (Balance Scorecard), um excelente recurso para o aperfeiçoamento da gestão
nas mais diversas organizações. Com alguma criatividade é perfeitamente adaptável. Trata-se
da interligação dos diversos KPIs à estratégia da empresa. É, portanto, uma ferramenta de
gestão estratégica. O BSC interliga dados financeiros com dados não financeiros, abran-
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
gendo a organização no campo do desempenho econômico e da performance pessoal.
Permite também construir indicadores de desempenho relacionados ao foco definido pelo
Plano Estratégico. Possibilita acompanhar as ações administrativas da organização, bem
como a construção de cenários de alternativas futuras.
O BSC foca na visão estratégica da organização. Para esse fim, ele é constituído por
cinco componentes:
a) Mapa estratégico: um conjunto de objetivos por meio dos quais se descreve a estraté-
gia da organização em quatro dimensões.
b) Objetivos estratégicos: aqueles fundamentais para que a organização alcance o sucesso.
c) Indicadores: conjunto de medidas para alcançar os objetivos estratégicos.
d) Metas: desdobramento do objetivo para obter o nível de desempenho necessário.
e) Plano de ação: constituído por programas de ação necessários para alcançar os objetivos.
Dimensões do BSC
O BSC fragmenta o mapa estratégico em uma lógica baseada em relações de causa e
efeito, medidas de desempenho e as relações com fatores financeiros. Os objetivos, indica-
dores e metas são convertidos em planos de ação nas quatro dimensões gerais do negócio,
que são:
a) dimensão financeira;
b) dimensão dos clientes;
c) dimensão dos processos internos;
d) dimensão do aprendizado e crescimento.
O BSC inicia a formulação da estratégia pela dimensão financeira, determinando ob-
jetivos