Apostila UNIJUÍ - Administração da informação
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Apostila UNIJUÍ - Administração da informação


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se um ser humano se apropriar dele e o
guardar em sua mente. Assim ele pode se multiplicar indefinidamente. Esta era a principal
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função das bibliotecas antes da informática. Hoje, os bancos de dados e bibliotecas eletrô-
nicas dinamizaram esse processo de descoberta, registro e redescoberta. Esse é o processo
educacional social em andamento.
Sistemas de conhecimento correspondem à associação dos ban-
cos de dados e informações com seres humanos. Quanto mais infor-
mações possuir um banco de dados, e quanto mais pessoas se servirem
dele, mais poderoso será o sistema de conhecimentos. Se for numa em-
presa, maior será a sua capacidade de competir no mercado. Se for numa
organização de natureza pública, maior será a sua eficácia em gerar
soluções para o bem da coletividade, dos cidadãos e de toda uma soci-
edade. Se for numa escola, maior será o desempenho de seus alunos. Se for numa famí-
lia, maior será a cultura e a produtividade dela para seus membros, e assim vai. Precisa-
mos associar a disponibilização do conhecimento com a capacidade das pessoas de o
utilizarem para boas finalidades, seja nas empresas, seja nas escolas e universidades,
seja nas famílias, em todos os lugares. E a isto chamamos de sociedade do conheci-
mento.
A inclusão nessa sociedade dá-se mais pela facilitação do alcance das informações
pelo povo em geral do que pela instrução formal. Ou seja, em se tratando de organização,
nela o gerenciamento do conhecimento necessariamente promoverá constantemente uma
relação proveitosa da experiência armazenada com a experiência vivenciada.
Sendo assim, estamos nós, administradores, com um grande desafio a nossa frente:
gerenciar o conhecimento. Já abordamos isto, lembra? O que vem a ser?
Afirma Rezende (2008, p. 126) que \u201ca gestão do conhecimento permite compartilhar
as melhores práticas mediante a troca de informações, o compartilhamento dos saberes e a
distribuição do conhecimento nas organizações.\u201d Interessante, não acha? O conhecimento
é algo pessoal. A organização pode dispor da informação, mas são as pessoas que detêm o
conhecimento. Assim, na gestão do conhecimento é necessário \u201ccapturar, mapear, siste-
matizar e distribuí-lo para todos na organização\u201d (p. 126).
A gestão do conhecimento envolve os recursos da Tecnologia da Informação presentes
na organização relacionados com as pessoas que nela atuam. Ou seja, o que já temos arma-
zenado pelos recursos da Tecnologia da Informação? Que conhecimentos as pessoas que
nela trabalham possuem (cursos, estudos, perícias)? Com base nisso, a gestão do conheci-
mento orienta a organização na busca de conhecimentos que estejam faltando e procura
utilizar o disponível para alcançar seus objetivos organizacionais.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Seção 3
Inteligência Organizacional
A inteligência organizacional corresponde à integração da capacidade das pessoas
com a experiência desenvolvida na organização e também em outras empresas, visando ao
seu sucesso. Rezende (2008, p. 129) observa que é \u201cum sistema de monitoramento de infor-
mações internas e externas direcionadas ao sucesso das organizações.\u201d Não devemos es-
quecer, obviamente, que as pessoas transformarão essas informações em conhecimento es-
tratégico para os negócios da organização que dirigem.
Agora entramos num campo novo. Temos de levar em consideração as teorias sobre
como os seres humanos aprendem e como utilizam o conhecimento. Administradores
atualizados precisam estudar profundamente esse assunto. Para que uma organização se
torne inteligente ela precisa investir nas pessoas que nela atuam e criar um ambiente
que favoreça a utilização do que essas pessoas sabem para a solução de problemas e a
geração de estratégias organizacionais.
Com base nesses preceitos Rezende (2008, p. 129) conceitua inteligência
organizacional como \u201co somatório dos conceitos de inovação, criatividade, qualidade,
produtividade, efetividade, perenidade, rentabilidade, modernidade, inteligência com-
petitiva e gestão do conhecimento.\u201d
Uma organização inteligente pensa seus negócios, responsabilidades e atividades en-
volvendo todos os cérebros que nela trabalham. Dessa forma nela se criam novas oportuni-
dades de ações, se alavanca a criatividade, se coopera um com o outro, se cria ambientes de
sinergia, se vive mais seguro e mais feliz.
Seção 4
Inteligência Social e Inteligência Competitiva
A inter-relação entre as pessoas pelo mundo afora gera conhecimento. Esse conhecimento
encontra-se na mente das pessoas. Elas o utilizam para diversos fins, e isso é inteligência.
Inteligência é a capacidade de um ser humano lidar com conhecimento. E isso
pode ocorrer ao gerar novo conhecimento, ao assimilar o já existente, ao modificar o
conhecimento anterior, ao expandi-lo, ao utilizá-lo de diversas formas, ao buscar desen-
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volver novo conhecimento, e assim por diante. Um dos momentos áureos da inteligência
é a elaboração de perguntas. Quem pergunta aprende. As crianças
aprendem muito porque perguntam muito. Os cientistas também fa-
zem grandes descobertas porque aprenderam a perguntar. Eles também
aprenderam a desenvolver métodos apropriados para encontrar respos-
tas as suas perguntas. Todo o processo de aprendizagem se inicia com
a curiosidade, que leva a fazer perguntas. Isso é inteligência.
Pois bem, inteligência social é o conjunto de aptidões que uma sociedade possui e
que esteja na mente das pessoas que a compõem. Quanto mais conhecimento as pessoas
de uma sociedade possuírem, e quanto mais souberem utiliza-lo maior será, evidente-
mente, o conhecimento social dessa sociedade.
Por sua vez, inteligência competitiva é algo um tanto diferente. Trata-se da capaci-
dade que um grupo de pessoas desenvolve com a finalidade de superar outro grupo de
pessoas. Isso ocorre com mais freqüência em empresas, que são organizações por excelência
voltadas a competir.
A inteligência competitiva não deve ser entendida como natural às pessoas, ou seja, na
verdade nós não deveríamos competir, e sim colaborar. Há no mundo diversos exemplos de
colaboração em contraposição da competição. É o caso da enciclopédia Wikipédia e do software
de computador Linux. Existem, porém, muitos outros exemplos, como o espírito solidário que
se manifesta nas pessoas diante de uma tragédia que atinge outros seres humanos.
Empresas são organizações voltadas a competir, assim como os times de futebol e os
exércitos. No seu íntimo as pessoas buscam desenvolver a inteligência competitiva. Ela
envolve conceitos tais como: busca da produtividade superior à dos concorrentes; busca em
satisfazer melhor os clientes; busca pelo desenvolvimento de tecnologia mais avançada que
os concorrentes, e assim por diante. Trata-se de uma maratona em que alguns vencem e
outros são derrotados.
Seção 5
Como se Gera Conhecimento no Indivíduo
Neste tópico vamos discutir algo essencial, ou seja, como as pessoas aprendem. É
óbvio que isso é do interesse de todos, afinal, se formos fracos na aprendizagem também
seremos medíocres no desempenho profissional, e certamente seremos profissionais pouco
expressivos.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Pense nos motivos para estudar algo relacionado com a apren-
dizagem individual. Reflita um pouco sobre essa pergunta (não leia
adiante antes de meditar um pouco, certo?).
Então, o que foi que você imaginou? Vamos ver se é o mesmo
que eu, seu professor, estou tentando induzir em seus pensamentos.
É o seguinte: a organização é composta de indivíduos, e são eles
que contribuem para o seu sucesso ou que provocam seu fracasso. Estamos de acordo nisso?
Se não, anote sua posição e contate comigo.
Vamos adiante. Precisamos descobrir como pessoas inteligentes, interagindo entre
si, formulam a inteligência organizacional estratégica para que a organização se desta-
que entre as demais. Queremos sucesso, não fracasso. Temos aqui dois significados que
não podem passar despercebidas.