Apostila UNIJUÍ - Administração da informação
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indagações.
EaD
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Unidade 9Unidade 9Unidade 9Unidade 9
COMPETIÇÃO NA GLOBALIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO
Objetivos de aprendizagem desta Unidade
a) Estudar sobre o contexto competitivo global que se forma, em que as empresas estão
inseridas e no qual buscam sobreviver.
b) Estudar algo sobre a Nova Ordem Mundial, como ela se desenvolveu e suas tendências
mais prováveis. Veremos que implicações a Nova Ordem Mundial tem sobre as empresas e
como afeta o seu processo decisório. Vai ser bem legal, falo sério!
Seções desta unidade
Seção 1 \u2013 Nova Ordem Mundial
Seção 2 \u2013 Globalização e Formação do Poder Global Supranacional
Seção 3 \u2013 A Importância Estratégica da Informação para a Competitividade Global
Seção 1
Nova Ordem Mundial
Você já deve ter ouvido as expressões \u201cordem mundial\u201d e \u201cnova ordem mundial\u201d. Sai
muito nos jornais. Do que se trata? Você sabe o que é isso?
Pois bem, ordem mundial é a maneira como as nações do planeta se relacionam
entre si buscando a obtenção do progresso e da paz. Ordem mundial, portanto, como a
expressão sugere, é um conjunto de tratados, de leis, acordos, entabulações, conferênci-
as, costumes e tradições, negociações e relações diversas, sempre visando a evitar a guerra,
obter a paz e a segurança internacional e buscar também condições para que as nações
e as pessoas sejam bem-sucedidas.
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Como é possível perceber, o objetivo é nobre, mas os resultados obtidos ainda são
insuficientes. Embora queiramos e lutemos pela paz, a guerra, a insegurança, a criminalidade,
a corrupção, a imoralidade, as ameaças, a tensão e muitas outras coisas negativas é o que
temos colhido. Estamos destruindo a natureza, o meio ambiente já está gemendo em razão
de catástrofes cada vez mais freqüentes e intensas. Alguns cientistas especulam se já não
fomos longe demais nos abusos contra a natureza, e se ela ainda tem condições de recupe-
ração. O fato é que somos mais de 6,5 bilhões de pessoas, distribuídas em mais de 230
países. Como organizar uma casa tão pequena para tanta gente a fim de que tenhamos um
planeta sustentável? É o que os principais líderes atualmente estão buscando por intermé-
dio de uma nova ordem mundial, pois a atual está fracassando. O que vem pela frente?
Quais as tendências? Que implicações o futuro predispõe aos negócios? Vamos analisar isso
um pouco melhor, embora de forma sintetizada.
Como tudo começou? Quais foram as primeiras ordens mundiais?
A primeira ordem mundial teve início no ano 800 d.C. Antes dela não havia uma or-
dem entre as nações. Isso significa que as nações se relacionavam sem algum poder ordenador
sobre elas. Faziam o que bem entendiam umas às outras. Guerra é o que mais faziam.
No ano 800 o papa Leão III, de surpresa, coroou Carlos Magno imperador germânico.
Com isso o papa fez-se um poder acima do poder político. A Igreja tornou-se a partir dessa
data a legitimadora dos imperadores civis. E assim se inicia a primeira ordem mundial. Ago-
ra havia um sistema de poder que determinava como as nações deveriam agir. Os Estados
estavam sob a tutela da Igreja, a espada ficou dependendo da cruz. Não deixava de ser uma
ordem mundial, muito embora qualquer Igreja deva cuidar mesmo é de seus assuntos ecle-
siásticos, e os políticos devam preocupar-se com a política. A Igreja deve estar separada do
Estado \u2013 este é um princípio de sobrevivência da sociedade.
Com a unção em 800 iniciou-se o que mais tarde veio a ser conhecido como Sacro
Império Romano-Germânico, que durou pouco mais de mil anos. Este foi o Primeiro Reich
(império). Hitler quis dar início ao Terceiro Reich, mas não obteve sucesso. O segundo Reich
foi de Otto von Bismark, o chanceler de ferro da Alemanha, no século 19, mas que durou
pouco tempo, tal qual o Reich de Hitler.
A supremacia da Igreja resultou num dos períodos mais cruéis de todos os tempos da
humanidade. A última palavra, em tudo, era da Igreja, que se havia afastado dos princípios de
seu fundador. Houve muitas perseguições e mortes cruéis, como as impostas pela Inquisição.
A primeira ordem mundial não teve o objetivo da paz, e sim o de a Igreja exercer
supremacia sobre todos os demais poderes. Tal situação resultou em guerras, depois de ter
também originado uma sucessão de corrupções e parcialidades. Foi um tempo de atraso
para a sociedade européia.
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ADMINISTRAÇÃO DA INFORMAÇÃO
No início do século 16, em 1517, surge, na pessoa de
Martinho Lutero, o protestantismo. E emerge também mais um
foco de guerras e destruições. Em 1618 iniciou-se uma guerra
que só terminou 30 anos depois, em 1648. Foi a famosa Guerra
dos Trinta Anos, que causou muita destruição. Os líderes políti-
cos chegaram a um entendimento quanto ao fato de que as na-
ções deveriam ter autonomia e liberdade de ação, e que não de-
veria haver uma Igreja sobre elas. Chamaram a isto de soberania,
ou seja, quem manda em cada nação é o seu próprio soberano, e
não seria admitida interferência de poderes externos. Foi então
assinado o Tratado de Westfália, na cidade de mesmo nome, em
1648, também chamado a Paz de Westfália. Esperava-se que a
partir de então reinasse a paz, mas não foi assim. Essa foi a se-
gunda ordem mundial, uma tentativa das nações de se relaciona-
rem pacificamente entre si.
Na segunda ordem mundial a Igreja perdeu grande parte
de seu poder. Já não podia mais determinar quem iria ser o sobe-
rano de cada país, mas ela queria ter esse poder de volta.
Em 1789 irrompeu a Revolução Francesa. Com a crise
econômica e social pressionando o povo francês, com a fome
invadindo os lares, com o aumento dos impostos, o povo pas-
sou a sofrer e clamar politicamente por maior participação
nas decisões nacionais. A nobreza vivia bem, na base de au-
mentos dos impostos. E o clero estava a salvo estabelecendo
uma aliança com a nobreza. O povo pagava toda a conta,
mas não participava do poder. E o Iluminismo clareava as
idéias dos líderes do povo em relação às suas oportunidades
de mudança de vida. Diziam: o povo unido pode mudar a sua
própria sorte.
No ano de 1789 o povo pegou em armas e facilmente to-
mou a Bastilha, uma prisão transformada em armazém de armas
e munição. Era o início de uma sucessão de barbarismos, cruel-
dades e muito sangue correndo pelas ruas. A matança e a des-
truição foram o resultado. Afinal, Napoleão Bonaparte entra em
cena, reorganiza o exército francês e o torna poderoso, apesar da
situação falimentar. Ele era um líder estrategista.
Iluminismo
É o conjunto de idéias que se
formaram até o século 18
fundamentadas na razão
humana e que visavam à
emancipação do ser humano,
libertando-o dos antigos
sistemas políticos
concentradores de poder.
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Napoleão foi um grande guerreiro,
mas, quando tudo estava dando certo, ele
se tornou arrogante em suas investidas mi-
litares, e invadindo a Rússia, acabou per-
dendo o seu exército para o terrível inver-
no da Sibéria. Ao fim de suas aventuras e
de seu império, que durou poucos anos,
os europeus tradicionais aproveitaram a
oportunidade para buscar retornar ao poder. Pelas barbaridades
da Revolução Francesa e suas atrocidades abria-se uma oportuni-
dade para entrada da democracia naquela região do mundo, vin-
da dos Estados Unidos da América. Esse país recém havia institu-
ído um governo democrático baseado em uma Constituição, em
1788. A Constituição era uma carta do povo, redigida por seus
representantes, que o governo do país, eleito pelo povo, deveria
seguir. Estava chegando ao mundo a república e a democracia.
A nobreza européia, porém, acostumada ao poder, não que-
ria entregá-lo a uma Constituição e a presidentes eleitos pelo voto
da população. Então, logo após a queda de Napoleão, foi orga-
nizada a terceira ordem mundial: o Tratado de Viena, em 1815,
também chamado a Santa Aliança. Foi uma Internacional Rea-
cionária que organizou uma força militar operacional dos prínci-
pes europeus para realizar intervenções