Apostila UNIJUÍ - Pesquisa em administração
232 pág.

Apostila UNIJUÍ - Pesquisa em administração


DisciplinaPesquisa de Mercado4.950 materiais74.878 seguidores
Pré-visualização50 páginas
o ensaio, segundo Rauen (1999, p. 137), é uma \u201cexposi-
ção metódica dos estudos realizados e das conclusões originais obtidas após o exame de um
assunto.\u201d Para um cientista, o ensaio constitui um meio de transmitir informações e idéias.
Um ensaio, na concepção de Barrass (1986, p. 51), é \u201cuma breve explicação escrita de
um assunto bem delimitado, clara e decisiva, sistemática e compreensiva.\u201d
Observe as principais características desse tipo de produção acadêmica:
a) exposição bem desenvolvida, objetiva, discursiva e concludente;
b) tese pessoal sem a comprovação última;
c) apresentação de maturidade intelectual, incluindo juízos de valor pessoais.
Um ensaio, porém, não é apenas um exercício de reflexão e redação, mas também um
veículo mediante o qual os pensamentos de qualquer escritor são reunidos e organizados
(como num artigo ou resenha de uma revista) e levados ao leitor de maneira clara, concisa
e interessante.
EaD
107
PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
Para escrever um ensaio leve em conta os seguintes passos:
a) reflexão sobre um tema \u2013 considere título e termos de referência, defina o objetivo da
composição, observe o espaço disponível para a escritura distribuindo-o harmonicamente,
considere idéias e informações sobre o tema, decida o que o leitor precisa saber;
b) planejamento \u2013 construa um esquema de tópicos, sublinhe os pontos mais relevantes,
elabore o plano da redação, destacando a introdução, o desenvolvimento e a conclusão;
c) escritura \u2013 digite o ensaio conforme as normas técnicas;
d) revisão \u2013 verifique se o ensaio é lido com facilidade, tem equilíbrio, se os pontos essenciais
foram destacados, se não há erros de coerência ou mesmo de ortografia e, principalmen-
te, se o ensaio corresponde às expectativas de seus futuros leitores.
Seção 4.7
Planos e Projetos
Planos, planos de ações, plano de negócios e projetos têm sido reconhecidos como
instrumentos fundamentais para explicitação e formalização do processo decisório e de pla-
nejamento, para o estudo, pesquisas, estudo de viabilidade, instituição, execução e na ges-
tão de empreendimentos. Saber elaborar planos e projetos é imprescindível para os acadêmi-
cos e a quem deseja atuar em organizações, sejam públicas, privadas ou do tercei ro setor.
4.7.1 \u2013 PLANOS E PLANOS DE AÇÕES
Explicitam o sistema e processo de planejamento e articulam a organização que te-
mos, a que queremos e o que está sendo planejado para se chegar a efetivar. Os grandes
momentos a serem considerados e contemplados para sua preparação, execução e acompa-
nhamento são: diagnóstico, decisões, ações, crítica e replanejamento.
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
108
Um exemplo prático e ao qual você já tem acesso é o Plano de Ensino dos Componen-
tes Curriculares do curso de Administração que está realizando.
Modelos de estrutura de planos podem ser encontrados em livros e manuais de plane-
jamento, bem como com os professores destes componentes curriculares.
4.7.2 \u2013 PROJETOS
O projeto é um plano com descrição suficientemente detalhada de algo não rotineiro e
que se deseja executar. Trata-se de um conjunto de informações, explicitando intenções,
procedimentos e ações para que se consiga elaborar algo que não é tão simples. Se fosse
simples e rotineiro o projeto não seria necessário.
É grande a utilidade dos projetos nos meios acadêmicos, organizacionais e empresariais.
Os estudantes e professores passam a maior parte do seu tempo envolvidos na elabora-
ção de projetos de estudo, de Trabalhos de Componentes Curriculares, Trabalhos de Conclu-
são de Curso, projetos de pesquisa e projetos ou planos de negócios e seu acompanhamento
e avaliação.
As fases e etapas de projeto são muito relacionadas a cada tipo de projeto. Durante o
curso você terá oportunidade de conhecer vários modelos. Neste livro, na Unidade 6 apre-
sentamos as fases e etapas de projeto de pesquisa.
4.7.3 \u2013 RELATÓRIO
Relatório é a descrição de uma leitura, atividade, experiência vivida, visita realizada,
administrativos, de resultados ou processos obtidos em investigação de pesquisa e desenvol-
vimento ou de outra situação.
Pela apresentação anterior é possível perceber a grande variedade de situações em que
acabamos nos envolvendo com a elaboração de relatórios.
EaD
109
PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
A estrutura e composição do relatório está muito relacionada ao que estamos relatan-
do, para que finalidade e para quem.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas, pela NBR 10719 (1989), fixa as condi-
ções exigidas para a elaboração e a apresentação de relatórios técnicos-científicos e sua
estrutura, composta pelas seguintes partes: preliminares ou pré-textuais; texto; pós-liminares
ou pós-texto. Esta estrutura é apresentada e explicitada na Unidade 9 deste livro.
SÍNTESE DA UNIDADE 4
Nesta quarta unidade relacionamos os principais tipos de traba-
lhos acadêmicos solicitados e desenvolvidos no decorrer da forma-
ção universitária.
Cada formato de trabalho foi caracterizado, enfatizando a finali-
dade na qual podem ser utilizados.
Também foram elencados alguns dos requisitos e procedimentos
técnicos para sua elaboração e apresentação.
EaD
111
PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
Unidade 5Unidade 5Unidade 5Unidade 5
PESQUISA CIENTÍFICA E SUAS CLASSIFICAÇÕES
OBJETIVOS DESTA UNIDADE
\u2022 Apresentar as principais formas de classificação de pesquisas.
\u2022 Analisar os múltiplos tipos de pesquisa científica, enfocando: natureza, abordagem, obje-
tivos e procedimentos técnicos.
AS SEÇÕES DESTA UNIDADE
Seção 5.1 \u2013 Tipos de Pesquisas
Seção 5.2 \u2013 Pesquisa Quanto à Natureza
Seção 5.3 \u2013 Pesquisa Quanto à Abordagem
Seção 5.4 \u2013 Pesquisa Quanto aos Objetivos
Seção 5.5 \u2013 Pesquisa Quanto aos Procedimentos Técnicos
Seção 5.1
Tipos de Pesquisas
Estudiosos e pesquisadores dispõem de um arsenal de meios composto de diferentes
métodos, abordagens, tipos, procedimentos técnicos, estratégias, para procurar respostas e
apoiar investigações direcionadas a solucionar questões e problemas de pesquisa ou avan-
ços e até saltos de conhecimentos.
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
112
A classificação por tipos de pesquisa pode assumir diferentes possibilidades, que geral-
mente variam de acordo com o enfoque proposto pelos próprios estudiosos e pesquisadores
e/ou pretensões a que se orienta e necessita para compreender uma realidade. Lembramos
que na Seção 2.2 \u2013 Objetivos da Pesquisa Científica \u2013 já foi tratado este assunto.
A classificação que estamos apresentando é baseada nas principais características que
as mesmas apresentam em relação: à natureza, aos níveis ou objetivos, segundo os procedi-
mentos técnicos, meios e estratégias de pesquisa.
Seção 5.2
Pesquisa Quanto à Natureza
As pesquisas, no que concerne a sua natureza, podem ser classificadas em dois grupos
(Gil, 1999):
\u2013 Pesquisa Básica: é a que objetiva aumentar e/ou gerar conhecimentos novos, testar hipó-
teses, construir teorias e talvez descobrir alguma aplicação prática no futuro, mas muito
úteis para o avanço da ciência. Envolve verdades e interesses universais.
\u2013 Pesquisa Aplicada: visa a gerar conhecimentos para aplicação prática voltados à solução
de problemas específicos da realidade. Envolve verdades e interesses locais. A fonte das
questões de pesquisa é centrada em problemas e preocupações das pessoas e o propósito
é oferecer soluções potenciais para os problemas humanos. A pesquisa aplicada refere-se
à discussão de problemas, empregando um referencial teórico de determinada área de
saber, e à apresentação de soluções alternativas.
As características apresentadas anteriormente lhe permitem relacionar algumas dife-
renças entre os tipos de pesquisa:
EaD
113
PESQUISA EM A DMINI ST RAÇ ÃO
Seção 5.3
Pesquisa Quanto à Abordagem
Quanto à forma de abordagem da investigação, Minayo (1994), Gil (1999), Silva e
Menezes (2001, p. 20), Oliveira (1997, p. 115-117)