Apostila UNIJUÍ - Pesquisa em administração
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Apostila UNIJUÍ - Pesquisa em administração


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empregados no estu-
do, principais conceitos e categorias, estudos precedentes, diálogo com os autores.
O referencial teórico, de acordo com Vergara (1997, p. 34-43), tem também outras
funções. Por exemplo:
\u2013 permite que o autor tenha maior clareza na formulação do problema de pesquisa;
\u2013 facilita a formulação de hipóteses e de suposições;
\u2013 sinaliza para o método mais adequado à solução do problema;
\u2013 permite identificar qual o procedimento mais pertinente para a coleta e o tratamento de
dados, bem como o conteúdo do procedimento escolhido;
\u2013 é de acordo com o referencial teórico que, durante o desenvolvimento do projeto, são
interpretados os dados que foram coletados e tratados.
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Os insumos para a construção do referencial podem ser obtidos:
a) na mídia eletrônica;
b) em livros, periódicos, teses, dissertações, relatórios de pesquisa e outros materiais escritos;
c) com outras pessoas.
É relevante ler os autores clássicos do universo no qual se insere o problema, além da
bibliografia recente, dos últimos cinco anos. É conveniente procurar fontes primárias e
evitar traduções, sempre que possível.
Na construção do referencial teórico é interessante levantar o que já foi publicado a
respeito do que está sendo objeto de sua investigação, apresentando várias posições teóri-
cas, as quais não devem ser apenas relatadas de forma resumida; antes, devem ser analisa-
das e confrontadas. A argumentação direcionada para o problema deve ser elaborada com
profundidade, coerência, clareza e elegância. Esta parte deve ser dividida em seções, cada
uma com seu título.
A revisão da literatura, portanto, deve voltar-se para:
\u2013 servir de referenciais para clarificar a questão de estudo, de ampliação e atualização do
conhecimento sobre o tema, para a obtenção de uma visão global e de subsídio para a
análise dos dados coletados;
\u2013 propiciar uma argumentação cientificamente fundamentada, lógica, analítica, sistêmica e
consistente;
\u2013 gerar uma contribuição própria, a partir dos referenciais de outros autores, porém supe-
rando a cópia, a reprodução, qualificando assim o pesquisador para sair da situação
passiva para a de \u201csujeito\u201d, isto é, aquele que pratica a ação;
\u2013 possibilitar uma fuga do senso comum, abandonando o mero fichamento de livros, anota-
ções de leituras ou extração de partes de obras. Deve, sim, desenvolver o senso de obser-
vação e de crítica e a capacidade de fundamentação.
EaD Eni se Bart h Teixeira \u2013 Luci ano Z amb er la n \u2013 Pedro C ar los Rasia
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Alerta-se, igualmente, que na redação não convém abusar de transcrição de citações.
Citação é a menção a uma informação colhida em outro autor. Pode ser parafraseada ou
transcrita. Em caso de uma citação é recomendada a apresentação da fonte da seguinte
forma: Motta (1998, p. 12). Quando fizer uso de uma citação que consta em uma obra não
citada nas referências, indica-se de qual obra foi extraída, usando apud, assim: Pirsig (1987,
apud Vergara, 2000, p. 29). Você pode obter mais informações na última unidade 11 deste
livro e nas Normas Brasileiras da ABNT, especialmente na NBR 10.520.
Este item do projeto visa a responder:
A partir de que referenciais?
\u2013 METODOLOGIA: é definida a partir da explicitação do tipo de pesquisa, em seguida apre-
senta-se o universo e amostra (se for o caso); da mesma maneira os sujeitos da pesquisa,
bem como o plano de coleta, análise e interpretação dos dados, além de um plano de
sistematização do estudo e as suas possíveis limitações.
a) Classificação da Pesquisa: inúmeras tipologias são encontradas na literatura que tra-
ta de pesquisa. Para fins da elaboração do Projeto de Pesquisa sugere-se classificar o
estudo pela sua natureza, abordagem, objetivos e procedimentos técnicos, como consta
na Unidade 5.
b) Universo Amostral: trata-se de definir toda a população e a população amostral. Con-
junto de elementos (organizações/entidades, serviços, pessoas, por exemplo) que pos-
suem as características que serão objeto de estudo. População amostral ou amostra é
uma parte do universo (população) escolhida segundo algum cr i tério de
representatividade (probabilí st ica ou não-probabilí stica). Esta discussão será
aprofundada na Unidade 7.
c) Sujeitos da Pesquisa: são as pessoas que fornecerão os dados de que o pesquisador
necessita.
d) Plano de Coleta de Dados: neste item é explicitado como se pretende obter os dados
necessários para responder ao problema. Assim sendo, não esquecer de correlacionar os
objetivos aos meios para alcançá-los.
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Como instrumentos/meios de coleta de dados podem ser citados: a observação, o ques-
tionário, o formulário e a entrevista (informal, focalizada ou por pautas). Este assunto será
detalhado na Unidade 7.
e) Plano de Análise e Interpretação dos Dados: este item explicita como se pretende tratar
os dados a coletar, justificando por que tal tratamento é adequado aos propósitos do
estudo. Objetivos são alcançados com a coleta, o tratamento e posteriormente com a
interpretação dos dados. Em síntese, o tipo de dado coletado delimita as possibilidades
de análise. Pensar a análise ajuda a avaliar a própria coleta de dados. Este tópico será
retomado na Unidade 8.
f) Plano de Sistematização do Estudo: espera-se que nesse tópico o aluno apresente uma
proposta de estrutura para a sistematização da investigação. Que a Estrutura do Relató-
rio de Pesquisa seja o ponto de partida, cabendo a cada pesquisador fazer as adequações
necessárias a seu caso.
A metodologia tem como finalidade básica num projeto responder:
Como?
\u2013 CRONOGRAMA
O cronograma é uma estrutura que representa a distribuição planejada das atividades
que compõem o projeto e o tempo necessário para sua execução.
A construção do cronograma deve contemplar três elementos:
\u2022 as atividades que serão desenvolvidas;
\u2022 a estimativa do tempo de duração de cada atividade;
\u2022 o tempo total disponível para a execução do trabalho.
Recomenda-se estruturá-lo num gráfico de Gantt, conforme o exemplo a seguir.
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Quadro 2: Cronograma de realização da pesquisa
Nota: X período previsto
Fonte: Construção dos autores.
Observação: na obra de Vergara, S. C. Projetos e relatórios de pesquisa em Adminis-
tração. São Paulo: Atlas, 1997, p. 61-62, no item 5.4 \u2013 Cronograma \u2013 constam dois exem-
plos.
No cronograma o investigador estará respondendo:
Quais atividades e
Quando?
\u2013 REFERÊNCIAS
Além das referências citadas, pode-se incluir as que foram objeto de consulta.
As referências bibliográficas correspondem à lista das obras e outras fontes citadas no
texto, enquanto que as consultadas são as obras e outras fontes que foram pesquisadas,
mas não estão mencionadas no texto. Para uma adequada identificação da fonte sugere-se
consultar a ABNT NBR 6023.
Vale ressaltar que a apresentação das referências deve observar e seguir as normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sobretudo as Normas de Referência (NBR
6023).
Período: meses/semanas 
Agosto Setembro Outubro Novembro 
 
Atividades 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 
\u2022 Definição do tema x 
 
\u2022 Seleção de bibliografia x 
 
\u2022 Leitura e fichamento x x x x x 
 
\u2022 Elaboração do instrumento de coleta de dados x x x 
 
\u2022 __________ 
 
\u2022 __________ 
 
 
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\u2013 ANEXOS
Devem vir anexos textos ou documentos não elaborados pelo autor e que servirem de
fundamentação, comprovação, ilustração ou se julgar elucidador para a compreensão do
estudo. Por exemplo: documento interessante, cálculos intermediários estatísticos e outros.
\u2013 APÊNDICES
São os documentos elaborados pelo autor e que também devem ser identificados. Por
exemplo: cópia dos questionários, dos roteiros de entrevistas.
Os Anexos e Apêndices são indicados por letras