Sociedade Empresárial
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Sociedade Empresárial


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Sociedade Empresária
Sociedade Anônima & Sociedade Limitada
Resumo
 Sociedade Empresária são tipos de esforços de diversos agentes, interessados nos lucros que uma atividade econômica complexa, de grande porte, que exige muitos investimentos e diferentes capacitações de quem explora uma empresa, ou seja, desenvolve atividade econômica de produção ou circulação de bens e serviços, normalmente sob a forma de sociedade limitada ou sociedade anônima.
 Duas são as espécies de sociedades no direito brasileiro: a simples e a empresária. A sociedade simples explora atividades econômicas específicas e sua disciplina jurídica se aplica ajudando as sociedades empresárias contratuais e as cooperativas.
 Sociedade empresária, por sua vez, é a pessoa jurídica que explora uma empresa. A própria sociedade é titular da atividade econômica. O termo é diferente de sociedade empresarial, que designa uma sociedade de empresários. No caso em questão, a pessoa jurídica é o agente econômico organizador da empresa. É incorreto considerar os integrantes da sociedade empresária como os titulares da empresa, porque essa qualidade é a da pessoa jurídica, e não de seus membros.
 No Direito Societário, empresário, para todos os efeitos, é a sociedade e não seus sócios. Estes serão chamados de empreendedores (investem capital e são responsáveis pela concepção e condução dos negócios) ou investidores (aquele que contribui apenas com o capital para o desenvolvimento da empresa.
 Sociedade empresária é um conceito mais amplo que sociedade comercial, pois abarca uma das maneiras de organizar, a partir de investimentos comuns de mais de um agente, a atividade econômica de produção ou circulação de bens e serviços.
 As sociedades empresárias são sempre personalizadas, ou seja, são pessoas distintas dos sócios, titularizam seus próprios direitos e obrigações.
Sociedade Empresária
 Sociedade Anônima & Sociedade Limitada
1 INTRODUÇÂO
 Quando a empresa \u201ctem dois ou mais proprietários\u201d, surge a figura da sociedade, ou seja, duas ou mais pessoas que decidiram explorar em conjunto determinado ramo de negócio.
 Os tipos de sociedades mais comuns são: a sociedade anônima e a sociedade por quotas, de responsabilidade limitada ou simplesmente, \u201csociedades limitadas\u201d.
 Além desses, existem ainda outros tipos de sociedades, bem menos usuais na prática (sociedade em nome coletivo; sociedade em comandita simples; sociedade em comandita por ações; sociedade de capital e indústria; sociedade em conta de participação).
 Os conceitos gerais sobre sociedades que aqui é focalizado aplica-se não apenas àquelas constituídas para a exploração de atividade comercial (por exemplo: uma loja de roupas), mas também às \u201csociedades civis\u201d,ou seja, às sociedades constituídas unicamente com o objetivo de prestar serviços (por exemplo: uma empresa que presta serviços de propaganda e publicidade).
2 SOCIEDADE LIMITADA
 As sociedades por quotas de responsabilidade limitada são do tipo societário mais comum. Grande parte das empresas que existem no País são constituídas sob a forma de \u201climitada\u201d. Por isso, focalizo a seguir Os aspectos principais relativos ao tipo societário. São:
 \u2022 A Sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode ser constituída por duas ou mais pessoas.
 \u2022 A responsabilidade dos sócios pelo pagamento das obrigações da empresa é limitada à importância total do capital social.
2.1 Capital Social
 O capital social das sociedades limitadas é representado por quotas (parcelas do capital).
 Ao decidirem constituir a sociedade, os sócios, levando em conta sua possibilidade econômica, decidem o valor do capital social da empresa tendo em vista fatores como:
 \u2022 necessidade financeira para o início do negócio;
 \u2022 o retorno que o investimento poderá proporcionar;
 \u2022 o percentual que cada sócio terá na empresa sobre o lucro, etc..
 Pode-se dizer que existem dois momentos que caracterizam o ato de formação do capital das sociedades limitadas:
 \u2022 a subscrição, ou seja, a \u201cpromessa do sócio\u201d de conferir determinado montante de fundos para a formação do capital social, em dinheiro ou em bens;
 \u2022 a integralização, que é o cumprimento, pelo sócio, da promessa de entrega do
 montante com o qual se comprometeu para a formação do capital social.
 Em boa parte dos casos, a subscrição e a integralização do capital social ocorrem simultaneamente, ou seja, por ocasião da constituição da empresa os sócios declaram, no contrato social, o valor com o qual vão contribuir para a formação do capital social e já \u201centregam\u201d essa importância (em dinheiro ou em bens) ao caixa da sociedade (se em dinheiro) ou ao patrimônio desta, se em bens \u2013 por exemplo, uma máquina ou um terreno para a construção da sede). Quando um ou mais sócios subscrevem o capital social, mas não o integraliza totalmente é ajustado um prazo para a integralização da parcela restante. Surge assim, a figura do \u201ccapital a integralizar\u201d.
 Não há prazo legalmente fixado para que o sócio integralize o capital subscrito. O que prevalece é o acordo entre os sócios. Devidamente informado no contrato social.
 \u2022 Ao se constituir uma sociedade, este tem, de imediato, a necessidade de caixa para sua implantação, como por exemplo, os gastos com \u201cabertura\u201d da empresa, instalações, etc.
 \u2022 Portanto, nenhuma sociedade, do ponto de vista prático, poderá ser constituída com capital social totalmente a integralizar, simplesmente porque não seria possível implantá-la, em função dos custos que incidem já na sua constituição.
2.2 Administração da Sociedade Limitada
 A administração da sociedade por quotas de responsabilidade limitada é feita pelos sócios-gerentes ou administradores nomeados em contrato social. A gerência decorre da condição de sócio. Se o contrato não contiver cláusula específica sobre o assunto, todos os sócios poderão exercê-la. Se o contrato designar quais sócios serão os gerentes, apenas a estes caberá o exercício da administração.
2.3 Delegação da Gerência
 O contrato social pode autorizar (ou não proibir) que o sócio-gerente delegue seus poderes a terceiros, estranhos ao quadro social (não-sócios). Neste caso, se o sócio-gerente desejar que seus poderes sejam exercidos por terceiros, ele os delegará mediante \u201cCarta de Gerência\u201d (instrumento por meio do qual o sócio-gerente delega), isto é, atribui a uma terceira pessoa os poderes da gerência da sociedade. Através danovo código civil, basta mencionar no contrato social quem será o administrador da empresa.
2.4 Nome Empresarial da Sociedade Limitada
 O nome empresarial (aquele sob o qual a empresa exerce sua atividade e se obriga nos atos a ela pertinentes) utilizado pelas sociedades por quotas de responsabilidade limitada é:
 \u2022 A firma ou razão social ou
 \u2022 A denominação social.
 A firma ou razão social, se não individualizar todos os sócios, deverá conter o nome de pelo menos um deles, acrescido do aditivo \u201ce companhia\u201d, por extenso ou abreviado, e da palavra \u201climitada\u201d, por extenso ou abreviada.
2.5 Nome Empresarial da Firma ou Razão Social:
 \u2022 O nome do titular e dos sócios poderá figurar de forma completa ou abreviada,e é admitida a supressão de prenomes;
 \u2022 Havendo mais de um patronímico (apelido de família), um deles poderá ser abreviado ou suprimido;
 \u2022 O aditivo \u201c& e Cia.\u201d poderá ser substituído por expressão equivalente, tal como \u201ce filhos\u201d ou \u201ce irmãos\u201d, entre outros.
 Opcionalmente, em vez da razão social a sociedade por quotas de responsabilidade limitada pode adotar a denominação social. A denominação social é formada com palavras de uso comum ou vulgar na língua nacional ou estrangeira e/ou com expressões de fantasia, facultando-se a indicação do objeto da empresa (sua atividade).
 Na sociedade por quotas, a denominação deverá ser seguida da expressão \u201cLimitada\u201d, por extenso ou abreviada (Ltda.). ( O mais comum é a utilização