sapinho02
5 pág.

sapinho02


DisciplinaBiologia Molecular5.519 materiais43.240 seguidores
Pré-visualização2 páginas
Mitose
O centro do sistema de controle da mitose consiste de varias cinases ciclina-dependentes (CDKs) que são ativadas pela ligação da ciclina e também pela fosforilação e defosforilação da cinase. Elas são inativadas por proteínas inibitórias de CKDs e pela degradação das ciclinas em estágios específicos do ciclo.
Na fase G1, o cromossomo possui uma única cromátide e não é possível vê-lo individualizado. A única coisa que veremos é um emaranhado no núcleo. Já o cromossomo metafásico possui duas cromátides e se encontra espiralado.
Obs.: o primeiro sinal visível de que a célula esta para sofrer mitose é a compactação dos cromossomos duplicados.
Para um ciclo celular que leve 24 horas, uma hora corresponde à fase mitótica e 23 horas correspondem ao metabolismo celular.
O controle da metáfase é muito preciso e para que se avance à fase da anáfase é preciso que todos os cromossomos tenham se alinhado na placa equatorial, já que terá início a separação e segregação dos cromossomos duplicados. Quem faz esse controle é uma proteína chamada complexo promotor na anáfase (APC).
A securina, uma proteína, se liga a uma protease chamada separase. Essa ligação acaba inibindo a separase, cuja função é clivar um complexo de coesinas, o que acaba influenciando na separação das cromátides do cromossomo.
Complexo de coesinas: complexo protéico responsável pela coesão das cromátides irmãs. As coesinas estão depositadas ao longo dos cromossomos assim que são duplicados na fase S.
Para produzir duas células filhas geneticamente iguais a célula tem que separar os cromossomos duplicados de forma que uma cópia fique em cada célula-filha. Em todas as células eucarióticas essa tarefa é realizada durante a mitose por um fuso mitótico, composto por microtúbulos e várias proteínas que interagem com eles (incluindo a proteína motora microtúbulo-dependente).
O processo de separação das cromátides-irmãs começa com a ativação das enzimas do complexo promotor da anáfase. Esse complexo irá atuar sobre a securina, destruindo-a. A destruição da securina libera a separase, que irá clivar as coesinas, influenciando na separação das cromátides-irmãs.
Na fase S existe uma ciclina ligada a CDK, mas que está inibida. A ciclina da fase G1 ativa a expressão da ciclina da fase S.
O proteossomo degrada o inibidor da ciclina da fase S, o que a deixa livre para executar suas funções e, conseqüentemente, ocorrer a duplicação do DNA.
A desorganização da carioteca ocorre a partir da fosforilação da laminina e a sua respectiva desmontagem. A laminina é responsável pela estrutura rígida do envoltório nuclear.
Fases da mitose: prófase, pró-metáfase, metáfase, anáfase, telófase e citocinese.
PRÓFASE: início da degradação do envoltório nuclear; polarização dos centríolos; formação do fuso mitótico;
PRÓ-METÁFASE: degradação total do envelope nuclear; os cromossomos se ligam aos microtúbulos do fuso através dos cinetócoros;
Obs.: a ruptura da carioteca é desencadeada pela fosforilação da laminina pelo M-CDK. A desmontagem dessa lâmina permite, pela primeira vez, o acesso dos microtúbulos aos cromossomos.
METÁFASE: os cromossomos se alinham na placa equatorial; nesta fase os cromossomos atingem o grau máximo de espiralização;
ANÁFASE: migração das cromátides-irmãs para os pólos opostos devido ao encurtamento dos microtúbulos ligados ao cinetócoro;
Obs.: dividida em: 	anáfase A \u2013 ocorre o movimento dos cromossomos em direção aos pólos e o encurtamento dos microtúbulos do cinetócoro;
anáfase B \u2013 ocorre a separação dos pólos, que se inicia após as cromátides-irmãs terem sido separadas.
TELÓFASE: chegada das cromátides nos pólos; início da descondensação dos cromossomos; reaparecimento do envoltório nuclear e início da formação de um anel de actina;
CITOCINESE: a citoplasma se divide em dois através do anel contrátil de actina. Assim há a formação de duas células filhas.
Obs.: 	diferentes estruturas do citoesqueleto são responsáveis pela citocinese. Em células animais um anel contrátil de filamentos de actina e miosina, ao se contrair, \u201cpuxa\u201d a membrana para o interior da célula, dividindo-a.
não pode ocorrer antes de a M-CDK ser inativada, no fim da mitose.
centrossomo: é o principal centro organizador de microtúbulos nas células animais. Ele consiste em uma nuvem de material amorfo que cerca o par de centríolos. 
Meiose
Podemos dividir a meiose em duas fases: uma reducional (que divide o número de cromossomos a metade) e a fase equacional.
PRÓFASE I \u2013 dividida em: 	Leptóteno (lepo = fino) \u2013 condensação do cromossomo;
				Zigóteno (zigo = dois) \u2013 início do pareamento dos cromossomos homólogos, que se unem ao longo dos seus comprimentos graças ao complexo sinaptotênico, uma estrutura formada por proteínas;
				Paquíteno (paqui = grosso) \u2013 cromossomos homólogos pareados; cromátides não-irmãs trocam genes (crossing-over);
				Diplóteno \u2013 os cromossomos homólogos iniciam o afastamento e os quiasmas tornam-se visíveis
Obs.: quiasma é a região de contato entre as cromátides não-irmãs e que correspondem ao crossing-over
				Diacinese
METÁFASE I \u2013 o fuso de divisão está formado e os cromossomos homólogos estão pareados sobre o equador celular.
ANÁFASE I \u2013 não há separação de centrômeros, por isso há a migração dos cromossomos duplos para os pólos.
TELÓFASE I \u2013 os cromossomos duplos chegam aos pólos. Há o reaparecimento da carioteca e do nucléolo, além de ocorrer a citocinese.
PRÓFASE II \u2013 condensação dos cromossomos duplos; fragmentação da carioteca e do nucléolo; formação do fuso.
METÁFASE II \u2013 organização dos cromossomos duplos no equador celular.
ANÁFASE II \u2013 separação dos centrômeros e dos cromossomos, que retornam aos pólos.
TELÓFASE II \u2013 os cromossomos chegam aos pólos, desespiralizam-se e ocorre a citocinese final.
Em células com pequeno número de cromossomos, como, por exemplo, as células da mosca, o crossing over é fundamental na recombinação. Porém, no caso do ser humano, que tem 46 cromossomos, a maior fonte de recombinação genética é o alinhamento desses cromossomos na placa metafásica, logicamente que esse fenômeno acrescido do crossing over, pois é possível arrumar os 23 pares de diferentes maneiras na placa.
Assim, há três fontes de recombinação gênica: 	mutação;
crossing-over;
alinhamento dos cromossomos na placa metafásica.
O objetivo da meiose é dividir uma célula diplóide em células haplóides, mas ocasionalmente, durante a meiose, ocorre uma falha na separação dos cromossomos em quatro células haplóides. Esse fenômeno é chamado não-disjunção. Uma doença que exemplifica isso é a Síndrome de Down, causada pela trissomia do cromossomo 21.
Gametogênese
Masculina
O processo de formação de espermatozóides inicia-se em tornos dos 12 anos de idade.
Fase de multiplicação: nos testículos encontramos as espermatogônias, que são células que irão se multiplicar por mitose.
Fase de crescimento: essas espermatogônias crescem e se diferenciam em espermatócitos primários (2n=46).
Fase de maturação: os espermatócitos primários se dividem por meiose I dando origem aos espermatócitos secundários (células haplóides com 23 cromossomos duplos) que, por sua vez, sofrem meiose II para originar as espermátides (células haplóides com 23 cromossomos simples).
Fase de espermiogênese: as espermátides sofrem diferenciação (ocorre perda de citoplasma) em espermatozóides.
Feminina
Durante a vida intra-uterina já começa a haver a produção de ovócitos através da meiose. 
Fase de multiplicação: as ovogônias (2n=46) começam a se multiplicar por mitose e dão origem as ovogônias finais.
Fase de crescimento: as ovogônias finais aumentam de tamanho e originam os ovócitos primários (2n=46). Esses vão começar a meiose I que será interrompida na prófase I; isso tudo ocorre ainda na barriga da mãe. 
Fase de maturação: o ovócito primário, na puberdade, terminará a meiose I dando origem a um corpúsculo polar e ao ovócito secundário. Esse ovócito secundário vai começar