Apostila UNIJUÍ - Estudos organizacionais - abordagem estrutural
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Bens 
Serviços 
 
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ESTUDOS ORGANIZACIONAIS: Abordagem Estrutural
Como bem explica Cury (2007), a organização parte da sociedade, é o microssistema,
estruturado em sistemas tecnológico, social e gerencial. Os insumos são os recursos impor-
tados do ambiente (recursos humanos, materiais, energéticos, financeiros, científicos,
tecnológicos, etc.) e os produtos resultam do trabalho final da organização, como bens,
produtos e serviços.
Numa explicação mais simplificada, Moraes (2001, p. 39) apresenta o mesmo sistema
como sendo constituído de:
a) entradas (inputs): recursos humanos, financeiros e materiais necessários ao funciona-
mento do sistema;
b) operações ou processamento: representa a etapa de transformação dos recursos em pro-
dutos ou serviços, por meio da tecnologia e do conhecimento;
c) saídas (outputs): compreendem as mercadorias, serviços e realizações que contribuirão
para alcançar os objetivos ou propósitos do sistema;
d) retroação (feedback): é o mecanismo responsável pela promoção do equilíbrio e da estabi-
lidade do sistema, possibilitando a homeostasia (equilíbrio dinâmico do sistema). A au-
sência da retroação pode levar à entropia, processo pelo qual o sistema tende à
deteriorização. Seu elemento básico é a informação;
e) subsistemas: são partes do sistema em que se desenvolvem as atividades interdependentes
e interatuantes. Nas organizações estas partes são especializadas (divisão do trabalho) e
interligadas por uma rede de comunicação.
Sintetizando:
As organizações são sistemas abertos e social que se relacionam com o ambiente ex-
terno, retirando daí os insumos, que, uma vez processados, são devolvidos ao ambiente na
forma de produtos e/ou serviços. Se a sociedade absorve e aceita o que é produzido, é porque
dele necessita para satisfazer suas necessidades, então a organização está cumprindo uma
função social.
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\u201cUma organização nunca constitui uma unidade pronta e acabada, mas um organis-
mo social vivo que está sujeito a constantes mudanças e transformações em seu caminho de
desenvolvimento e busca de excelência\u201d (Chiavenato, 2008, p. 5).
Como já referenciamos, as organizações podem ser: a) com finalidade lucrativa (em-
presas); b) sem finalidade lucrativa (organizações não-empresariais). Essas organizações
apresentam características e funcionamento dos sistemas abertos, porém são constituídas
por subsistemas em que as funções específicas necessárias à sua sobrevivência são desempe-
nhadas.
Os subsistemas organizacionais podem ser subdivididos em subsistema hierárquico e
funcional, conforme Figura 4.
Figura 4: Subsistemas da Organização
Fonte: Adaptado de Moraes (2001).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUBSISTEMA 
HIERÁRQUICO 
Nível institucional ou estratégico 
Nível intermediário ou gerencial 
Nível operacional ou técnico 
SUBSISTEMA 
FUNCIONAL 
Produção: matéria -prima, espaço físico, processo 
produtivo, máquinas/equipamentos 
Financeira: capital, fluxo monetário, crédito e receita, 
investimentos, contábil-financeira 
Marketing e Vendas : mercado de clientes, 
consumidores, pesquisa de mercado, promoção, 
propaganda, distribuição, desenvolvimento de produto 
e definição de preços 
RH ou Gestão de Pessoas: planejamento, atração, 
seleção, recrutamento, treinamento e desenvolvimento 
de pessoas 
Administração: funções do administrador \u2013 planejar, 
organizar, comandar e liderar, coordenar e controlar 
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ESTUDOS ORGANIZACIONAIS: Abordagem Estrutural
Pela lógica, podemos concluir que com o aparecimento das organizações surgiu a
necessidade de administrá-las. As organizações constituíram-se no cenário da Administra-
ção e o palco no qual se faz a gestão, garantindo, desta forma, o papel importante do profis-
sional em Administração. Vamos aprofundar essa discussão na seção 1.3.
Seção 1.3
Concepção de Administração e de Gestão
Ao evoluir no estudo da Administração, cabe entender a origem desta palavra. Admi-
nistração vem do latim ad (direção, tendência) e minister (subordinação ou obediência),
significa \u201caquele que realiza uma função sob o comando de outrem, ou seja, aquele que
presta um serviço a outro\u201d (Chiavenato, 2003, p. 11).
Diferentemente das demais profissões, o sucesso do(a) administrador(a) depende mais
do seu desempenho e da maneira como lida com pessoas e situações do que de seus traços
particulares de personalidade. O seu desempenho é resultado de certas habilidades que pos-
sui e da sua capacidade de transformar conhecimento em ação, que resulte em um desempe-
nho desejado.
Como a Administração é uma Ciência Social, o profissional da área precisa lidar com
pessoas, fato que incorpora a subjetividade e o talento de influenciação no desenvolvimento
de suas atividades, ou seja, administrar uma organização implica ter conhecimentos (teo-
ria), habilidades (prática) e atitudes (aptidões) (Figura 5).
Em outra forma de expressão:
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Figura 5: Competências do(a) administrador(a)
Fonte: Chiavenato (2003, p. 5).
Entende-se habilidades como sendo as destrezas específi-
cas para transformar conhecimento em ação, levando ao resulta-
do positivo para o alcance dos objetivos. Há basicamente três
tipos de habilidades necessárias, segundo Katz (apud Silva, 2002,
p. 14), para que o administrador possa atuar eficazmente no pro-
cesso das suas atividades: habilidades técnica, humana e
conceitual. Oliveira e Silva (2006, p.143), no entanto, agregam
mais duas habilidades importantes: diagnóstica e política.
Vamos explicá-las mais detalhadamente:
a) Habilidade técnica: significa compreensão e competência em
uma atividade específica; consiste no conhecimento, métodos
técnicos e equipamentos para a realização de tarefas específi-
cas do campo de sua especialização.
b) Habilidade humana: é uma habilidade administrativa para tra-
balhar com outras pessoas, entendê-las e compreendê-las,
motivá-las como indivíduos e membros de grupo, a fim de em-
 
 
Conhecimentos (C) + Habilidades (H) + Atitudes (A) = CHA. 
Conhecimento 
Saber 
Know-how. Informação. 
Atualização profissional. 
Reciclagem constante. 
Habilidade 
Saber fazer 
Visão pessoal das coisas. 
Maneira prática de aplicar 
o conhecimento na solução 
de problemas e situações. 
 
Atitude 
Saber fazer acontecer 
 Comportamento ativo e proativo. 
Ênfase na ação e no fazer 
acontecer. 
 Espírito empreendedor e de 
equipe. 
Liderança e comunicação. 
 
Know-how
Ou conhecimento processual
é o conhecimento de como
executar alguma tarefa. Uma
vantagem do conhecimento
processual é que pode
envolver mais sentidos, tais
como a experiência manual,
prática em resolver problemas,
compreensão das limitações de
uma solução específica, etc.
Fonte: <http://pt.wikipedia.org/
wiki/Know-how>).
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ESTUDOS ORGANIZACIONAIS: Abordagem Estrutural
preender esforços cooperativos na unidade organizacional. A habilidade da comunicação e
da liderança são componentes importantes. Outro subconjunto da habilidade humana fun-
damental ao contexto globalizado e sem fronteiras do nosso tempo é o multiculturalismo,
ou habilidade de trabalhar com eficiência e conduzir negócios com pessoas de diferentes
culturas. Estar capacitado a conversar em uma segunda língua tem se tornado um impor-
tante recurso no ambiente de trabalho global e muticultural da atualidade.
c) Habilidade conceitual: é a capacidade de coordenar e integrar todos os interesses e ativi-
dades de uma organização. Implica ver a organização como um todo e entender suas
complexidades promovendo o ajustamento do comportamento dos participantes e inte-
grando os objetivos individuais aos organizacionais.
d) Habilidade diagnóstica: ter habilidade para investigar um problema, decidir e procurar uma
solução. Na maioria das vezes exige outras habilidades \u2013 técnica, humana, conceitual ou
política para resolver os problemas. Quase que elementar na profissão