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RESOLUÇÃO DO CASO N1 ALÉM DA VIOLAÇÃO DIRETA AO DIREITO À IGUALDADE, É POSSÍVEL DESTACAR OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DA OMISSÃO OU INÉRCIA DO ESTADO BRASILEIRO? SE NÃO FOSSE O ATIVISMO JUDICIAL E AS MUDANÇAS SOCIAIS, O JULGAMENTO DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO TERIA ACONCECIDO, OU ELA FOI JULGADA EFETIVAMENTE PARA CUMPRIR O CONTROLE DA CONSTITUCIONALIDADE E AFIRAMÇÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS? Os Direitos Humanos, internacionalmente agradecidos como o conjunto de direitos civis, sociais, políticos, econômicos, ambientais e culturais, sejam eles individuais, coletivos, conciso ou difuso, referem-se à necessidade de igualdade e de defesa da dignidade humana. Desta forma, a ADO está ligada diretamente à omissão do Estado Brasileiro em acatar explanada determinação constitucional de atuação do Poder Público, com o desígnio de afiançar a aplicabilidade e eficácia da norma constitucional. Exatamente, nessa conduta negativa que consiste a inconstitucionalidade. Sendo assim, é fácil elencar outras consequências da omissão do Estado Brasileiro como a prática de tortura, trabalho infantil e/ou escravo, crimes de preconceito, racismo entre outros. É notória a necessidade do ativismo judicial no que tange à busca pela manutenção do Direitos Humanos, uma vez que as mudanças sociais não param, e dependem de novas interpretações, para que não se deixe de garantir a todos os que se socorrem do direito, a sua guarida. Por isso é que se faz necessária a participação de todos na construção e execução de legislação obtida em sede de ação direta de inconstitucionalidade por omissão ou por outros meios imperiosos, para que o Estado se adapte aos anseios vinculados aos Direitos Humanos, sem que isso represente qualquer desarmonia entre as instâncias do Poder Público e sociedade.