Apostila UNIJUÍ - Fundamentos da gestão organizacional
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Apostila UNIJUÍ - Fundamentos da gestão organizacional


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aprender sobre os conceitos
da teoria sobre a burocracia.
O Processo
Joseph K. (Anthony Perkins) é
um homem reservado, que vive
na pensão da senhora Grubach
(Madeleine Robinson) e se dá
bem com todos os demais
moradores do local. Um dia ele é
acordado por um inspetor de
polícia (Arnoldo Foà), que lhe
informa que está preso, mas
não o leva sob custódia. Durante
o processo Joseph segue com
suas atividades normais, tendo
apenas que ficar à disposição
das autoridades a qualquer hora
do dia. Incomodado por não
saber do que está sendo
acusado, ele decide investigar
em busca de uma resposta.
Disponível em:
<http://www.interfilmes.com/
filme_14253_O.Processo-
(Le.Proces).html>.
Acesso em: 20 jan. 2008.
Brazil
Em um futuro caótico e
perturbador, uma cidade inteira
é monitorada por meio de
computadores e leis burocráti-
cas ao extremo. É nesse infeliz
mundo que Sam Lowry se
apaixona por Jill, uma terroris-
ta local.
Disponível em:
<http://cineplayers.com/
filme.php?id=99>.
Acesso em: 20 jan. 2008.
FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
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Na verdade, Follett (1868 -1933) e Barnard (1886 \u2013 1961) apresentaram contribuições
importantes ao pensamento administrativo, \u201cantecipando a compreensão de como a orga-
nização formal e as relações humanas poderiam ser integradas, introduzindo novos elemen-
tos no campo das relações humanas e da estrutura organizacional\u201d (Silva, 2002, p. 187).
Objetivamente, ambos mostram que a organização é um sistema social e que a produ-
ção é um sistema cooperativo, que depende da participação de todos os envolvidos no pro-
cesso.
Follett chamou a atenção para o papel da Psicologia Administrativa (reconciliar os
indivíduos e a organização) e da Administração (compreender as pessoas, os grupos e a
comunidade em que está inserida a organização, o que significa dizer que foi a primeira
estudiosa a analisar a motivação humana, partindo dos valores individuais e sociais). É
atribuído a ela a modificação do conceito tradicional de liderança.
Defendia que a ênfase maior deve ser dada aos fatos e não às pessoas. \u201cIncentivou os
contatos diretos nas relações interpessoais entre o superior e o subordinado, modificando o
princípio de coordenação\u201d (Andrade; Amboni, 2007, p. 88), afirmando que essa coordena-
ção poderia ser obtida por meio do inter-relacionamento vertical e horizontal das pessoas
que compõem a estrutura organizacional.
Mary Follett mostrava preocupação com o modo como as organizações resolviam os
conflitos. Ela entendia que o \u201cconflito é um fato da vida, e, em vez de ser escondido ou
ignorado, deve ser reconhecido e usado a nosso favor; deve ser visto como a legítima expres-
são das diferenças\u201d, e que se deveria usá-lo de forma construtiva (Andrade; Amboni, 2007,
p. 89).
Você conseguiu compreender o conceito de conflito como algo construtivo?! Perceba
que o conflito não é visto como algo sempre negativo. Existe a possibilidade de ser visualizado
como algo que possibilita aprendizado e construção.
Outro elemento atribuído a Follett foi a antecipação em \u201cmais de um século, da gestão
participativa, os círculos de qualidade, as estruturas hierárquicas horizontais, as noções de
equipe como esforços sinérgicos e as soluções adaptativas às situações\u201d (Andrade; Amboni,
2007, p. 89).
Apesar das contribuições positivas que apresentou, suas idéias foram tão originais
que levaram tempo para se popularizarem entre os estudiosos de Administração e serem
reconhecidas como mereciam. Também foi uma das três mulheres (juntamente com Lilian
Gilbreth e Joan Woodward) que abraçaram a causa da Administração nos anos 60.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
Já Barnard inspirou-se nos estudiosos da época e desenvolveu estudos sobre a análise
lógica da estrutura da organização e aplicação de conceitos sociológicos na Administração,
ou seja, estudo das organizações como sistema social cooperativo, que exigem objetivos
construídos no coletivo.
Outra questão levantada pelos estudos de Barnard e que se antecipa à Escola de Rela-
ções Humanas é a \u201cconcepção de que não são apenas os incentivos monetários que movem
o homem no trabalho\u201d (Andrade; Amboni, 2007, p. 90).
Você consegue imaginar como os indivíduos se sentiam e se colocavam no espaço
organizacional dessa época?
Cabe destacar que quando Barnard menciona cooperação, está supondo não unica-
mente a ocorrência da cooperação entre as pessoas, mas a interação com outras variáveis
relacionadas com o ambiente da organização.
Da mesma forma, Barnard desenvolveu o conceito de autoridade, bem como definiu os
conceitos de estrutura (o indivíduo, o sistema cooperativo, a organização formal e informal)
e dinâmica (a vontade, a cooperação, a comunicação, a autoridade e o processo decisório)
da organização.
Em sua obra \u201cAs funções do executivo\u201d, postulou três funções que o executivo deveria
realizar (Silva, 2002, p. 194):
a) criar um sistema de comunicação;
b) promover a garantia dos esforços pessoais;
c) formular e definir os objetivos da organização.
É com a Escola de Recursos Humanos, no entanto, que é enfatizado o estudo da
abordagem humanística, em que a teoria administrativa passa por uma revolução conceitual
\u2013 a transferência da ênfase na tarefa e na estrutura para a ênfase nas pessoas que trabalham
ou participam das organizações (Chiavenato, 2006). A preocupação com os aspectos técni-
cos e formais cede lugar para os aspectos psicológicos e sociológicos.
FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
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2.5 \u2013 ESCOLA DE RELAÇÕES HUMANAS
A abordagem humanística ocorre, de fato, com o apareci-
mento da Teoria de Relações Humanas (ou Escola Humanística
da Administração), nos Estados Unidos, a partir da década de 30
do século 20, em decorrência da onda de desemprego resultante
da crise de 29, e foi impulsionada pelos resultados da pesquisa
desenvolvida na Western Electric, uma fábrica de equipamentos
telefônicos, no bairro de Hawthorne de Chicago.
É importante ressaltar que
A escola nasceu da necessidade de corrigir a forte tendência à
desumanização no trabalho, pela aplicação de métodos excessi-
vamente rigorosos, pautados em estudos científicos precisos pe-
los quais os funcionários eram submetidos, sendo impedidos de
dar a sua contribuição (Oliveira; Silva, 2006, p. 80).
A experiência foi realizada por George Elton Mayo (1880 \u2013
1949) e seus colaboradores, entre 1927 e 1932, em uma fábrica
de Chicago, com o objetivo inicial de conduzir experimentos re-
lacionados à luminosidade no ambiente de trabalho com a efici-
ência dos operários medida pela produção.
Andrade e Amboni (2007, p. 95), que recuperaram os fatos
ocorridos nesse período, afirmam que \u201ca partir dos primeiros re-
sultados, a pesquisa se estendeu ao estudo da fadiga, dos aci-
dentes de trabalho, à rotação de pessoal e ao efeito das condições
físicas de trabalho sobre a produtividade dos operários\u201d.
A experiência de Hawthorne teve quatro fase:
a) os estudos da iluminação;
b) os estudos da sala de teste de montagem de relés;
c) o programa de entrevistas;
d) os estudos da sala de observação de montagem de terminais.
Maiores detalhes sobre a
Escola de Relações Humanas
você pode pesquisar nas
referências bibliográficas
fornecidas no item 2.2.5. Da
mesma forma, pode assistir ao
filme A classe operária vai ao
paraíso, que permite aprender
sobre conceitos da teoria das
relações humanas.
A Classe Operária
vai ao Paraíso
Adorado por seus superiores
por ser um trabalhador
extremamente dedicado, e
odiado pelo mesmo motivo
por seus colegas de trabalho,
Lulu vive entregue aos sonhos
de consumo da classe média,
alienado em meio aos movi-
mentos de protesto de sua
classe, até que um aconteci-
mento põe em xeque suas
opiniões.
Disponível
ELIANE
ELIANE fez um comentário
Muito obrigada por este rico conteúdo colega, tem me ajudado muito nas minhas pesquisas e estudos. Deus te abençoe sempre em sua trajetória.
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