Apostila UNIJUÍ - Fundamentos da gestão organizacional
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na base da improvisação e
nem do acaso, elas precisam ser devidamente controladas. Elas requerem um esforço de
controle em suas várias operações e atividades.
Conceitue controle 
Seu entendimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Exemplifique como se 
dá na empresa em 
que trabalha, estuda 
ou conhece 
 
 
Conceitue controle
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
Montana e Charnov (1998, p. 240-241) fazem as seguintes considerações:
O processo pelo qual a administração implementa seus planos e avalia as realizações
organizacionais para medir o sucesso ou o fracasso é o controle. O controle consiste em ações
seqüenciais tomadas pela administração para estabelecer os padrões de desempenho, medir e
avaliar o desempenho, e tomar ações corretivas quando necessário. Ele é absolutamente essencial
para o planejamento eficaz. A administração precisa saber de seu desempenho para poder fazer
uso eficiente dos recursos organizacionais. Deve avaliar como os recursos são usados, tomar
ações corretivas quando necessário e planejar eficazmente para usar os recursos com mais eficiên-
cia no futuro. Existem três pontos principais no que diz respeito à importância do controle:
\u2022 O controle é necessário para medir e avaliar o desempenho organizacional;
\u2022 O controle é um processo dinâmico e contínuo;
\u2022 O controle envolve todas as facetas da organização.
O processo de controle, portanto, é praticado por todas as áreas funcionais
(institucional, finanças, produção, mercadológica e gestão de pessoas) e níveis da adminis-
tração (estratégico, tático e operacional) da empresa.
Chiavenato (1999) complementa que a finalidade do controle é assegurar que os re-
sultados do que foi planejado, organizado e dirigido se ajustem tanto quanto possível aos
objetivos previamente estabelecidos.
A essência do controle consiste em verificar se a atividade controlada está ou não
alcançando os objetivos ou os resultados desejados. Nesse sentido, o controle consiste basi-
camente de um processo que guia a atividade exercida para um fim previamente determina-
do. O processo de controle apresenta quatro etapas ou fases:
a) estabelecer objetivos e padrões de desempenho (padrões de quantidade, qualidade, tem-
po, custo);
b) avaliar o desempenho atual;
c) comparar o desempenho atual com os objetivos ou padrões;
d) adotar a ação corretiva quando necessário.
Você já ouviu falar dos instrumentos de controle da administração? Não? Então co-
nheça alguns deles.
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Os instrumentos de controle adotados no âmbito das orga-
nizações são basicamente os mesmos empregados no planejamen-
to, porém cabe salientá-los: gráficos, tabelas, controle de retorno
sobre ativos, gráfico de Gantt, PERT e CPM, análise do ponto de
equilíbrio, ponto econômico do pedido, sistema ABC de custeio,
desvio-padrão, análise de variância, cronograma, orçamentos, flu-
xogramas, relatórios contábeis, auditoria, observação pessoal, ins-
peção, controle por relatórios, avaliação de performance, políti-
cas, desempenho humano, sistema de informação, etc.
A integração dos elementos da função administrativa pode
ser compreendida da seguinte forma: o planejamento serve para
definir os objetivos, traçar as estratégias para alcançá-los e esta-
belecer os planos de ação.
A organização serve para estruturar as linhas de poder e
decisão, divisão do trabalho, fluxos de comunicação e recursos,
de maneira a se trabalhar de forma organizada e racional.
A direção/comando/coordenação mostra os rumos, dinami-
za os espaços de atuação e incentiva as pessoas para que utili-
zem os recursos da melhor maneira possível. Já o controle serve
para garantir que tudo funcione da maneira certa e no tempo
certo, com acompanhamento constante e corretivo.
É importante que você construa a sua metodologia de estu-
do, ou seja, encontre a forma de criar as condições adequadas
para melhor assimilar o que está sendo estudado. Como sugestão
propomos a elaboração de um pequeno texto sobre cada temática
em estudo para melhorar o seu aprendizado e também identificar
suas dúvidas. Bom trabalho!!
Referênciais
ARANTES, Nélio. Sistemas de gestão empresarial: conceitos perma-
nentes na administração de empresas válidas. São Paulo: Atlas, 1994.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed.
Rio de Janeiro: Campus, 1999.
Fluxogramas
São gráficos que representam
o fluxo ou seqüências de
procedimentos e rotinas.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
FAYOL, Henri. Administração industrial e geral. 10. ed. São Paulo: Atlas, 1989.
KWASNICKA, Eunice Lacava. Introdução à Administração. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
LACOMBE, Francisco; HEILBORN, Gilberto. Administração: princípios e tendências. São
Paulo: Saraiva, 2003.
MONTANA, Patrick J.; CHARNOV, Bruce H. Administração. São Paulo: Saraiva, 1998.
MORAES, Anna Maris Pereira de. Iniciação ao Estudo da Administração. 2. ed. rev. e ampl.
São Paulo: Makron Books, 2001.
VERGARA, S. C.; BRANCO, P. D. Empresa humanizada: a organização necessária e possí-
vel. In: Gestão Empresarial: o fator humano. São Paulo: Atlas, 2002.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
Unidade 4Unidade 4Unidade 4Unidade 4
Dinâmicas de Grupo
Lucinéia Felipin Woitchunas
Nossos objetivos para esta Unidade são:
a) definir um conceito para grupo.
b) compreender a dinâmica dos grupos e os reflexos desse processo na administração.
c) conhecer algumas técnicas de dinâmicas de grupo.
d) conhecer os elementos de uma dinâmica de grupo.
Para tanto, vamos subdividir a Unidade em cinco seções, a saber:
Seção 1 \u2013 Grupos: conceitos e dimensões
Seção 2 \u2013 Grupos: procedimentos individuais nos grupos sociais
Seção 3 \u2013 Comportamentos em grupo versus metas organizacionais
Seção 4 \u2013 Técnicas de dinâmicas de grupos: o que são e para que servem?
Seção 5 \u2013 Os elementos de uma dinâmica de grupo: passo-a-passo.
\u2013 Seção 1 \u2013
Grupos: conceitos e dimensões
Nesta sessão, vamos falar sobre grupos e a dinâmica destes nas organizações.
Para início de conversa, vamos definir melhor: o que é um grupo?
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Podemos afirmar que, enquanto indivíduos, pertencemos a diferentes grupos: da famí-
lia, de atividades esportivas, de vizinhos, de trabalho... Cada grupo tem significados e obje-
tivos diferentes que permeiam nossa vida.
Para Kast e Rosenzweig:
Grupo é um ajuntamento, multidão ou agregado de pessoas que entre si se relacionem de alguma
forma ou que estejam unidos por laços ou interesses comuns \u2013 uma classe, uma raça ou uma
profissão, por exemplo. Na psicologia e na sociologia, dá-se ênfase aos inter-relacionamentos
entre os membros: não se realça a conotação de agregação (1970).
Logo, um simples aglomerado de pessoas formado casualmente, como passageiros que
lotam um avião, por exemplo, não se constituem como grupo psicológico porque seus inte-
grantes não interagem ou mantêm inter-relações entre si.
Nas organizações podemos identificar os pequenos grupos que se formam em função
da divisão de tarefas, por exemplo. Então um departamento ou setor pode ser um grupo.
Estes grupos se inter-relacionam com outros e é necessário que haja coerência entre os
objetivos organizacionais (o que a empresa, representada por seus diretores, deseja) e pes-
soais (o que as pessoas desejam, enquanto membros do grupo e indivíduos), a fim de evitar
frustrações e/ou conflitos e assegurar que as metas organizacionais sejam cumpridas.
Os grupos podem ser caracterizados
ELIANE
ELIANE fez um comentário
Muito obrigada por este rico conteúdo colega, tem me ajudado muito nas minhas pesquisas e estudos. Deus te abençoe sempre em sua trajetória.
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