Apostila UNIJUÍ - Fundamentos da gestão organizacional
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Apostila UNIJUÍ - Fundamentos da gestão organizacional


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uma dinâmica de grupo? Conheça-os
na seção a seguir.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
\u2013 Seção 5 \u2013
Os Elementos de uma Dinâmica de Grupo: passo a passo
Cada exercício em uma dinâmica grupal tem uma finalidade. Assim, podemos definir
alguns passos importantes:
1. objetivos \u2013 quem vai aplicar a dinâmica deve ter claro o que deseja alcançar. Por exemplo:
aumentar a cooperação entre grupos;
2. tamanho do grupo \u2013 devemos conhecer o número de participantes para definirmos o espa-
ço físico necessário, a quantidade de material a ser empregado e o tempo necessário ou
possível para cada atividade;
3. tempo exigido \u2013 devemos controlar o tempo de início, meio e fim das atividades;
4. ambiente físico \u2013 o local deve ser preparado para possibilitar a aplicação da dinâmica
(claro, escuro, fechado, amplo...);
5. materiais/recursos utilizados \u2013 para auxiliar na aplicação e execução da dinâmica (TV,
vídeo, som, papel, canetas, tintas, tarjetas, retroprojetor...);
6. processo \u2013 a maneira como vai ocorrer a dinâmica, a operacionalização;
7. avaliação \u2013 deve permitir um resgate da experiência, avaliar o que foi feito, os sentimen-
tos, o aprendizado, a síntese final, avaliar atitudes e propor o encaminhamento final.
Agora vamos para a Unidade 5, na qual abordaremos sobre a motivação no trabalho,
ou o que move os grupos e indivíduos.
Referências
FRITZEN, Silvino José. Exercícios práticos de dinâmica de grupo. 33. ed. Petrópolis: Editora
Vozes, 2002. v. 1 e 2.
KAST; ROSENZWEIG. Organização e Administração: um enfoque sistêmico. SP: Pioneira,
1970.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
Unidade 5Unidade 5Unidade 5Unidade 5
Motivação
Lucinéia Felipin Woitchunas
A partir desta Unidade os objetivos que nos propomos a atingir são:
a) definir um conceito para motivação no trabalho.
b) conhecer as diferentes teorias motivacionais e suas conseqüências.
c) conhecer o processo motivacional.
d) compreender a relação entre motivação e desempenho no trabalho.
Para alcançar esses objetivos vamos dividir o conteúdo em 3 seções, a saber:
Seção 1 \u2013 O que é motivação \u2013 conceitos e principais abordagens;
Seção 2 \u2013 Principais teóricos;
Seção 3 \u2013 Reconhecimento, frustração e mecanismos de defesa.
\u2013 Seção 1 \u2013
O Que é Motivação?
Conceitos e principais abordagens
Vamos começar este capítulo refletindo um pouco sobre o significado da palavra moti-
vação. Responda sucintamente às questões a seguir, para iniciarmos a discussão sobre este
assunto a partir da sua percepção.
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1. O que significa motivação para você?
2. E o que significa estar motivado?
3. Existem alguns fatores que o deixam mais ou menos motivado
no trabalho? E na vida? Quais são eles?
Agora que já vimos o que você pensa sobre a motivação,
vamos ver o que alguns autores pensam?
Para Klering (1990, p. 242), \u201ca motivação é um fenômeno
interno que nasce de uma necessidade ou carência interna\u201d.
Ainda segundo este autor, a motivação nasce da necessida-
de humana (endógeno), enquanto que os fatores de satisfação
são extrínsecos (exógenos). Ex.: se alguém diz \u201ceu necessito de
água\u201d, o fator de satisfação é a água; já a sede é a necessidade
ou motivação.
Para ir em busca da água, cria-se no interior de uma pessoa
energia a ser liberada de dentro para fora, desenvolvendo um es-
tado de carência interna. Essa pessoa dispara um comportamen-
to espontâneo e típico de conduta de busca, que culmina com
aquilo que se chama de ato instintivo, no momento em que há o
confronto entre a necessidade e os determinados fatores de satis-
fação existentes no meio ambiente.
Endógeno
Processo interno,
de dentro para fora.
Exógeno
Processo externo,
de fora para dentro.
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FUNDAMENTOS DA GESTÃO ORGANIZACIONAL
É importante salientar que, satisfeito esse estado de carência, outra necessidade (ou
motivação) virá à tona.
Além disso, cabe ressaltar que diferentes pessoas, com diferentes carências internas,
desenvolvem também diferentes condutas de busca.
Então, toda essa complexidade angustia os administradores que se vêem desafiados a
identificar e a satisfazer as necessidades dos seus colaboradores, a fim de melhorar o seu
desempenho.
É possível um gestor motivar alguém? O que você acha?
Bergamini (2002-2008) acredita que não. Segundo ela, \u201cninguém motiva ninguém. O
potencial motivacional já existe dentro de cada um. O importante é não desperdiçá-lo\u201d.
A autora argumenta que
Muitos executivos ainda acreditam que é possível gerar motivação condicionando os comporta-
mentos por meio de prêmios e punições. Mas a verdadeira motivação nasce das necessidades
interiores e não de fatores externos. Não há fórmulas que ofereçam soluções fáceis para motivar
quem quer que seja. O líder não pode motivar seus liderados. Sua eficácia depende de sua com-
petência em liberar a motivação que os seus liderados já trazem dentro de si (p. 63).
E aí? o que você acha desta afirmação? Concorda ou não?
Então vamos ver o que outra autora diz a respeito? Veja o que Vergara (2003, p. 42) afirma:
... a motivação é intrínseca, quando autores de determinados best-sellers falam em automotivação,
estão cometendo um pleonasmo, uma redundância, um equívoco. A palavrinha auto está sobran-
do. Porque a motivação é intrínseca, também não podemos dizer que motivamos os outros a isso
ou àquilo. Ninguém motiva ninguém. Nós é que nos motivamos, ou não. Tudo o que os de fora
podem fazer é estimular, incentivar, provocar nossa motivação. Dito de outra maneira, a diferen-
ça entre motivação e estímulo é que a primeira está dentro de nós e o segundo, fora. É ilustrativo
o caso de Romário e de Marcelinho Carioca. Em 2003, ambos receberam propostas milionárias
de times do Qatar (Al Saad e Al Ettehad, respectivamente) para ficarem por lá alguns meses.
Romário aceitou e foi; Marcelinho não aceitou e ficou no Brasil. Embora admita-se a existência
de estímulos secundários (fama, poder, por exemplo), um é evidente: dinheiro. Um jogador sen-
tiu-se motivado a ir para o Qatar com esse estímulo; o outro não.
É comum gerentes não entenderem porque determinada pessoa não se sente motivada para fazer
alguma coisa quando ele, gerente, se sente. É... queremos que todos sejam à nossa imagem e
semelhança. Que pena!
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E agora? Qual é a sua opinião a respeito?
Eu concordo com as autoras.
Vamos continuar, para conhecer a opinião de outros autores?
Para Spector (2002, p. 198),
... a motivação é geralmente descrita como um estado interior que induz uma pessoa a assumir
determinados tipos de comportamento. Vista por uma perspectiva ela tem a ver com a direção,
intensidade e persistência de um comportamento ao longo do tempo...
Vista por outra perspectiva, a motivação refere-se ao desejo de adquirir ou alcançar algum
objetivo, ou seja, a motivação resulta dos desejos, necessidades ou vontades.
Já Aguiar (1981, p. 155), afirma que \u201co termo motivação é usado comumente para
designar um problema do indivíduo isolado. No entanto, para compreender a motivação no
trabalho é necessário conhecer as causas pelas quais o organismo é ativado, bem como a
forma de ação e a direção da motivação. É necessário, portanto, identificar as condições
que a determinam\u201d.
Para explicar a teoria motivacional podemos dizer que existem comportamento moti-
vado e comportamento não motivado?
Sim, é isso mesmo. A seguir vamos relacionar algumas abordagens da motivação, bem
apresentadas na obra de Aguiar (1981) que seguem na seção 2, quando são apresentados os
estudos de outros teóricos.
1. Princípio do hedonismo \u2013 postula que os indivíduos buscam o prazer e afastam-se do
sofrimento.
ELIANE
ELIANE fez um comentário
Muito obrigada por este rico conteúdo colega, tem me ajudado muito nas minhas pesquisas e estudos. Deus te abençoe sempre em sua trajetória.
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