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HISTÓRIA 
 
Desde os primórdios da acupuntura já se trata o pavilhão auricular com muita 
importância. Para a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) a orelha é a abertura dos 
Rins. 
Os Meridianos Yang se reúnem no Ponto VB 2, e abastecem a orelha de Qi 
(energia) e Xue (Sangue). 
 
Tratamentos como massagens e estimulações na orelha e ao redor já eram 
realizada antes do conhecimento específico de pontos da orelha. 
 
Década de 50 a 60: 
 
Em dezembro de 1958 uma revista é publicada em Shangai sobre o estudo 
do médico francês P.Nogier, sobre a relação de órgãos internos e o pavilhão 
auricular. 
 
Nogier foi quem desenhou pela primeira vez o feto invertido no pavilhão 
auricular. Esse foi o grande impulso da auriculoterapia na China e França, 
tornando-se base para estudos e experiências. 
 
Em 1960 em Pequim um trabalho científico, com 255 pacientes, resumia, 
novos 15 pontos com formidáveis resultado. 
 
Décadas de 60 a 70: 
 
Em 1970 foi editada uma série completa de mapas de acupuntura onde se 
encontrava mapas auriculares contendo 107 pontos. 
 
1971 - O Instituto Científico de Investigações biológicas da China, editou o livro É 
Zhen Liao Fa (o tratamento da auriculoterapia), no qual são descritos 112 pontos. 
 
1972 – 131 pontos descritos no livro É Zhen do Dr. Wang Zhong Tang. 
1974 – 154 pontos descritos no livro Zhen Jiu Xue do Instituto de Medicina 
Tradicional de Shanghai. 
 
1979 – 199 pontos, o médico Hao Qin Kai escreveu o livro Pontos fora dos 
meridianos. 
 
Década de 80 até atualidade: 
 
Hoje são temos mais de 255 pontos conhecidos com efeitos comprovados. 
 
 
 
 
 
 
 
AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
 
 
 
 
FISIOLOGIA ENERGÉTICA ORIENTAL 
 
Yin e Yang: 
 
 
 
O yin eo yang são formas de Energia que estão presentes em todas as 
matérias. 
O yin é considerado a parte mais material da energia 
O yang é a parte mais energética. 
 
O equilíbrio dessas duas energias é a saúde 
 
Existem 4 formas de desequilíbrio: Consumo de Yin , Excesso de Yin, 
Consumo de Yang, Excesso de yang. 
 
 
 
Consumo de Yin: Sintomas de calor moderados, secura de pele cabelos e 
boca. Proveniente do excesso de Yang. 
Ex.: gastrite medicamentosa. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
 
 
Excesso de Yin: Excesso de frio, que não melhora com cobertas, Edemas frios e 
duros, de membros. Evolui para o consumo do Yang. 
 
 
 
Consumo Yang: Pouca energia, cansaço excessivo, membros frios e resfriados. 
Evolui do excesso do Yin. 
 
 
Excesso de Yang: Muito calor, inflamação clássica (dor, calor, vermelhidão e 
edema). Evolui para o consumo do Yin. 
 
 
 
 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
 
 
 
 
 
5 Elementos: 
 
 
Os 5 elementos são: Água, Madeira, Fogo, Terra e Metal. 
 
Água: Rim e Bexiga. 
Madeira: Fígado e Vesícula Biliar. 
Fogo: Coração e Intestino Delgado. 
Terra: Baço-Pâncreas e Estômago. 
Metal: Pulmão e Intestino Grosso. 
 
 
 
Algumas da principais correspondências dos cinco elementos: 
 MADEIRA FOGO TERRA METAL ÁGUA 
Estações Primavera Verão Nenhuma Outono Inverno 
Direções Leste Sul Centro Oeste Norte 
Cores Verde Vermelho Amarelo Branco Preto 
Sabores Azedo Amargo Doce Picante Salgado 
Climas Vento Calor Umidade Secura Frio 
Números 8 7 5 9 6 
Animais Peixe Pássaros Homem Mamíferos Seres com 
conchas 
Grãos Trigo Feijão Arroz Cânhamo Milho 
Órgão (yin) Fígado Coração Baço-Pânc
reas 
Pulmão Rins 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
Vísceras 
(Yang) 
Vesícula 
Biliar 
Intest. 
Delgado 
Estômago Intest. 
Grosso 
Bexiga 
Órgão dos 
sentidos 
Olhos Língua Boca Nariz Ouvido 
Tecidos Tendões Vasos Músculos Pele Ossos 
Emoções Fúria Alegria Preocupaç
ão 
Tristeza Medo 
Sons Grito Risos Cantoria Choro Gemido 
 
 
 
Zang Fu (órgãos e vísceras): 
Cinco Órgãos (zang): 
CORAÇÃO (C):Localização: Tórax 
Funções fisiológicas: controlar o fluxo do sangue e os vasos sanguíneos 
Funções Energéticas: controlar as atividades mentais e alegria 
Ponto de reflexo: face 
Abertura: língua 
FÍGADO (F): Localização: hipocôndrio direito 
Funções fisiológicas: armazenar o sangue, sua dispersão e drenagem 
Funções energéticas: controlar os tendões e ligamentos 
Ponto de reflexo: unhas 
Abertura: olhos (visão) 
BAÇO (B/P): Localização: aquecedor médio 
Funções fisiológicas: transportar e transformação de nutrientes 
Funções energéticas: controlar os tendões, ligamentos e músculos, os 
membros e o sangue (forma) 
Ponto de reflexo: Lábios 
Abertura: Boca 
PULMÃO (P): Localização: caixa torácica 
Funções fisiológicas: aparelho respiratório e pele 
Funções energéticas: controlar a entrada, purificação, difusão e descida do Qi, 
comunicar e regular as vias das águas 
Ponto de reflexo: pele e pêlos do corpo 
Abertura: nariz 
RINS (E): Localização: aquecedor inferior 
Funções fisiológicas: filtrar as impurezas 
Funções energéticas: controlar os líquidos, ossos, gerar a medula, nutrir o cérebro; 
receber o Qi dos pulmões; é a morada da essência.Ponto de reflexo: cabelos 
Abertura: orelhas, ânus e órgãos urogenitais 
PERICÁRDIO/CIRCULAÇÃO-SEXO (PC/CS): Localização: tórax 
Funções fisiológicas: envolver o coração. 
Funções energéticas: controlar o psiquismo (emoções), proteger o 
coração, produção de hormônios 
Ponto de reflexo: face 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
Seis Vísceras (FU) 
ESTÔMAGO (E): Localização: aquecedor médio 
Funções fisiológicas: digestão recebe os alimentos e líquidos 
Funções energéticas: absorve o Qi dos nutrientes, mantém a vida 
após o nascimento, junto com o BP (difusão do Qi) 
VESÍCULA BILIAR (VB): Localização: ligado ao fígado 
Funções fisiológicas: armazenar bile e auxilia na digestão dos Alimentos 
Funções energéticas: controlar todas atividades emocionais e cartilagens 
INTESTINO DELGADO (ID): Localização: liga-se ao estômago em sua porção 
superior e ao intestino grosso em sua porção inferior 
Funções fisiológicas: dirigir e absorver os nutrientes 
Funções energéticas: produzir o sangue (xue), separar o puro do 
impuro 
INTESTINO GROSSO (IG): Localização: liga-se em sua porção superior ao intestino 
delgado e em suas extremidades ao ânus 
Funções fisiológicas: transmitir os alimentos digeridos e excretá-los, absorver os 
líquidos 
Funções energéticas: transporte do Qi e eliminação do impuro 
BEXIGA (B): Localização: situada no aquecedor inferior 
Funções fisiológicas: acumular urina e eliminá-la 
Funções energéticas: transformação da urina e eliminação (regulação térmica) 
TRIPLO AQUECEDOR (TA): Localização: é a composição de três aquecedores: 
aquecedor superior, na região torácica formada pelos pulmões e coração, aquecedor 
médio, na região epigástrica, formada pelo baço/pâncreas, estômago, fígado e o 
aquecedor inferior formado pelos rins, bexiga, intestino grosso e delgado 
Funções fisiológicas: equilibrar o metabolismo. 
Funções energéticas: controlar o transporte do Qi, líquidos e substâncias essenciais 
por todo o organismo 
 
ESTUDO CIENTÍFICO 
Hospital Central de Shanghai: Realizou-se estudo com 300 casos com o objetivo de 
correlacionar pontos dolorosos à pressão e o trajeto das radiações reflexas. 
Observou-se: As irradiações eram mais freqüentes em pacientes com pontos mais 
sensíveis; Em alguns pacientes com ciatalgia foram puncionados no ponto do nervo 
ciático o que gerou dor na região temporal, região do Meridiano da Vesícula Biliar, o 
mesmo que passa pelo trajeto do nervo ciático 
 
 Em 1973 no Hospital de Medicina Tradicional de Baoting, realizou-se uma 
exploração em pessoas de alta sensibilidade usando os seguinte pontos: Fígado, 
Vesícula Biliar, Coração, Estômago, Bexiga e Pulmão do pavilhão auricular. Pode-se 
observar que ao estimular estes pontos, irradiava-se em cada caso para seu 
determinado meridiano. 
No mesmo Hospital acima realizou-se uma pesquisa com 113 pacientes de trombo 
angina e observou-se em todos um aumento da condutibilidade elétrica nos pontos: 
cardiovascular do subcórtex,endócrino, rim e coração. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
Na Universidade de Pequim e no Hospital Número 3 de Pequim foi realizado um 
trabalho investigativo sobre alterações morfológicas, de coloração e de resistência 
elétrica dos pontos auriculares durante o infarto agudo do miocárdio. Observou-se 
uma que dá resistência elétrica nos pontos: coração, Shenmen, simpático, intestino 
delgado, e subcórtex e um aumento paulatinamente de acordo com a melhora do 
paciente. 
Não a dúvida da rica inervação existente no pavilhão auricular, entre eles está 
presente os nervos espinhais do plexo cervical como o auricular maior e o occipital 
menor e por nervos cerebrais como o auriculotemporal, fácil, glossofaríngeo, ramos 
do simpático e vago. 
● Auriculotemporal, parte do ramo inferior do trigêmeo: têm relação com 
os movimentos dos músculos de deglutição e sensibilidade da face e 
da cabeça, como também se relaciona com a medula espinhal. 
● Facial: controla o movimento dos músculos superficiais da face e da 
região das adenóides. 
● Do bulbo raquidiano partem o vago e o glossofaríngeo, que controlam o 
centro respiratório, o centro cardíaco, e o centro vasomotor e das 
secreções salivares (vômito e tosse). 
● O auricular maior e o occipital menor comandam a atividade do tronco 
e dos quatro membros, os movimento musculoesqueléticos e os 
movimentos musculoesqueléticos e músculos das vísceras e órgãos. 
Com isso o Grupo de Investigação de Auriculoterapia da cidade de Tian Jing, fez um 
estudo com pacientes em coma ou induzidos ao coma por anestesia, e constatou-se 
uma queda na atividade elétrica no ponto referente a atividade do córtex. Quanto 
mais leve era a anestesia maior era o impulso elétrico. 
 Inervação do pavilhão auricular 
 
 
 
 
 
 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
Descrição dos nervos cranianos envolvidos: 
V3 - TRIGÊMIO -- NERVO MANDIBULAR 
Ramos, Cursos, e Forames: 
Dá fossa cranial medial, ele entra no forame oval para penetrar na fossa 
infratemporal, onde divide-se: 
● nervo para pterigóide medial, que desprende: 
o nervo para tensor do tímpano 
o nervo para tensor do véu palatino 
● ramo meníngeo, que passa através do forame espinal 
● divisão anterior: 
o nervo para pterigóide lateral 
o nervo temporal profundo anterior 
o nervo temporal profundo posterior 
o nervo masseter 
o nervo bucal 
● divisão posterior: 
o nervo lingual 
o nervo alveolar inferior, que desprende o nervo milo hióideo, depois 
passa através do forame mandibular e forame mentual, terminando 
como nervo mental. 
o nervo auriculotemporal, que envolve a artéria meníngea média 
Inervação Muscular: 
● Músculos da mastigação: 
1. pterigóideo medial 
2. pterigóideo lateral 
3. temporal 
4. masseter 
● Outros músculos: 
1. tensor do tímpano 
2. tensor véu palatino 
3. milo hióide 
4. ventre anterior do digástrico 
Inervação Sensorial: 
● Pele e mucosa do bochecha (via nervo bucal) 
● 2/3 anteriores da língua e assoalho da boca (via nervo lingual) 
● Queixo e lábio inferior (via nervo mental) 
● Cápsula parotídea, articulação temporomandibular, e pele da orelha (via 
nervo auriculotemporal) 
VII: FACIAL 
Ramos, Cursos e Forames: 
Da fossa craniana posterior, entra no meato acústico interno para entrar no canal 
facial. Dobra no gânglio geniculado e emite: 
● nervo petroso maior (levando fibras parassimpáticas) que perfura o canal 
facial para percorrer ao longo do chão do fossa craniana mediana então entra 
no canal pterigóide para alcançar o gânglio pterigopalatino. 
● nervo para o músculo estapédio 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
● nervo corda timpânico (levando fibras parassimpáticas) que perfura a parede 
posterior mediana da orelha e sai pela fissura petrotimpânica. Une o nervo 
lingual depois. 
Encerra o crânio pelo forame estilomastóideo, e dá ramos musculares para:: 
● estilohioideo 
● ventre posterior do digástrico 
Entra na glândula parótida e divide-se em 5 ramos: 
1. temporal 
2. zigomático 
3. bucal 
4. mandibular marginal 
5. cervical 
Inervação Muscular: 
Músculos do segundo arco branquial: 
● Músculos da mímica facial 
● Outros músculos: 
1. estapédio 
2. estilohioideo 
3. ventre posterior do digástrico 
4. músculos do escalpo posterior e lateral 
Inervação Secretomotora Parassimpática: 
● Glândula Lacrimal (via nervo petroso maior que depois de realizar a sinapse 
no gânglio pterigopalatino une o nervo zigomático) 
● Glândulas mucosa de cavidade nasal e palato (pelo nervo petroso maior que 
depois de realizar sinapse no gânglio de pterigopalatino une o nervo 
nasopalatino maior e menor e nervos palatinos) 
● Glândula Submandibular (pelo nervo corda timpânico que segue o nervo 
lingual e realiza sinapse no gânglio submandibular, então termina na 
glândula) 
● Glândula Sublingual (pelo nervo corda timpânico que segue o nervo lingual e 
realiza sinapse no gânglio submandibular, então termina na glândula) 
Inervação Sensorial: 
● Lóbulo externo da orelha (contribuição secundária) 
● Palato mole (contribuição secundária) 
Inervação Sensorial Especial: 
Paladar para o 2/3 anterior língua (via nervo corda timpânico) 
IX: GLOSSOFARÍNGEO 
Ramos, Cursos e Forames: 
Da fossa craniano posterior, atravessa o forame jugular e emite: 
● dois gânglios sensoriais (superior e inferior) 
● nervo timpânico que então atravessa o canalículo do tímpano. Depois de 
atravessar a orelha mediana, suas fibras parassimpáticas continuam então 
com o nervo petroso menor que cruza o chão da fossa craniana mediana 
penetra no gânglio óptico. Suas fibras pós-ganglionares unem o nervo 
auriculotemporal então. 
● nervo para músculo estilofaríngeo 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
● ramos do seio carotídeo 
● plexo faríngeo 
Inervação Muscular: 
Músculo do 3º arco de branquial - Estilofaríngeo 
Inervação Secretomotora: 
● Glândula Parótida (via fibras do nervo petroso menor que passam no nervo 
auriculotemporal) 
● Glândulas mucosa da laringe abaixo das cordas vocais 
Inervação Sensorial: 
● Lado mediano de membrana do tímpano, mucosa da orelha mediana, e 
mucosa do tubo auditiva (via nervo timpânico) 
● Orelha externa e meato acústico externo 
● Corpo e seio carotídeo e seio 
● 1/3 Posterior da língua, mucosa do palato mole, e tonsilas palatinas (inclusive 
reflexo da mordaça) 
● 2/3 Superior da faringe 
Inervação Sensorial Especial: 
Paladar para 1/3 posterior da língua 
 
 
X: VAGO 
Ramos, Cursos e Forames: 
Da fossa craniana posterior, sai pelo forame jugular. 
Inervação Muscular: 
Músculos do quarto, quinto, e sextos arcos branquiais: 
1. músculo liso do esôfago e traquéia (visão nervo laríngeo reincidente) 
2. cricotiroideu (via ramo externo do nervo laríngeo superior) 
3. todos os músculos intrínsecos da laringe (via nervo laríngeo inferior) 
4. todos os músculos da faringe, menos estilofaríngeo (vias ramos faríngeos) 
5. todos os músculos do palato, menos o músculo tensor do véu palatino (via 
ramos faríngeos) 
Inervação Secretomotora: 
Glândulas mucosa do vestíbulo e ventrículo (via ramo interno do nervo laríngeo 
superior) 
Inervação Sensorial: 
● Orelha externa e tímpano lateral 
● Corpo e seio carotídeo 
● Região da Epiglote lingual (via ramo interno do nervo de laringeo superior) 
● Mucosa superior de laringe (via ramo interno do nervo de laringeo superior) 
● Mucosa inferior da laringe (via nervo de laringeo inferior) 
● Mucosa da laringe faringe e cordas vocais (via ramo interno do nervo de 
laringeo superior) 
● Mucosa da traquéia e esôfago 
Inervação Sensorial Especial: 
Prove a região de epiglottic lingual (via ramo interno do nervo de laringeo superior) 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
Descrição dos nervos do plexo cervical: 
● Nervo Occipital Menor – geralmente é um ramo direto de C2. É o mais 
superior dos nervoscutâneos do plexo cervical e corre, com trajeto 
ascendente, em direção ao processo mastóide para distribuir-se à pele e 
couro cabeludo posteriores 
ao pavilhão do ouvido externo. Estabelece comunicações com os nervos 
occipital maior (ramo dorsal de C2), acessório (XI par craniano), auricular 
posterior (ramo do n. facial) e grande auricular (ramo do plexo cervical). 
● Nervo Auricular Magno (ou maior) – parte dos troncos de C2 e C3 unem-se 
para formar estes dois nervos cutâneos. O nervo auricular magno emerge 
junto à borda posterior do m. esternocleidomastóideo. Inferiormente ao nervo 
occipital menor, mas como este, tem trajeto ascendente, quase sempre 
acompanhado pela veia jugular externa, em direção à pele da face, inferior e 
anteriormente à orelha. 
 
Em um experimento com animais em laboratório no Instituto de Medicina Tradicional 
de Mei Yuan, onde se realizou um intercâmbio de sangue em coelhos, colocando 
uma ponte entre a artéria carótida de um e conectado a uma veia auricular posterior 
do outro. O primeiro coelho foi submetido a estímulos elétricos com um eletrodo no 
coração, durante 4h, depois que o estímulo se deteve e começou a realizar a troca 
sanguínea entre os animais. Encontrou-se o seguinte resultado: A condutibilidade 
elétrica estava aumentada no ponto do coração em ambos os animais. E 
posteriormente foi realizado um eletrocardiograma e foi constatado a pena no 
primeiro coelho alterações. 
 
 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
ANATOMIA AURICULAR 
 
O pavilhão auricular é composto principalmente por um tecido de cartilagem 
elástica, alguns tecidos adiposos e linfáticos e é recoberto externamente pela pele. 
Na região da hipoderme há uma rede rica de nervos, vasos sanguíneos e linfáticos. 
 A orelha consta de três partes: a orelha externa, a orelha média e a orelha 
interna. A orelha recebe ondas sonoras e a transmite através do meato acústico 
externo para a membrana timpânica. 
 A orelha externa possui reentrâncias e saliências cartilaginosas. As partes 
cartilaginosas mais profundas possuem pontos que estão relacionados aos órgãos 
internos e as partes cartilaginosas protuberantes possuem pontos que estão 
relacionados principalmente à estrutura óssea do corpo humano. 
1- As partes da orelha externa são: 
- Lóbulo 
- Hélice 
- Ramo da hélice 
- Anti-hélice 
- Ramo superior da Anti-Hélice 
- Ramo inferior da Anti-Hélice 
- Fossa Escafóide 
- Fossa Triangular 
- Concha Cimba (parte superior) 
- Concha Cava (parte inferior) 
- Trago 
- Antitrago 
- Incisura supra trágica 
- Incisura intertrágica 
- Incisura do Antitrago 
- Dorso 
 
 
 
 
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Mecanismo de Ação da Auriculoterapia 
 
 O estímulo auricular leva a uma ação de uma série de reflexos condicionados. 
Os pontos auriculares integram um circuito com capacidade racional, formando uma 
teia de ligações dentro do córtex cerebral. Isto explica os reflexos longos hipo 
diencefálicos e cortico encefálicos que terminan por agir sobre a formação reticulada 
do sistema nervoso central. Com isso ocorre uma melhora sensível do tônus de 
sistema nervoso e da reatividade do sistema neurovegetativo. 
 Um estímulo auricular, mesmo sendo débil, acelera uma série de reflexos que 
provocam reações imediatas ou demoradas, temporárias ou permanentes, 
passageiras ou definitivas, todas elas de natureza terapêuticas. 
 O estímulo leva o cérebro a agir sobre todos os órgãos, membros e suas 
funções, equilibrando e harmonizando o organismo, provocando assim a eliminação 
dos males que acometem o indivíduo. O diagnóstico é uma indicação, em qualquer 
tipo de medicina, para tratamento de qualquer parte do corpo através dos sintomas 
que o paciente apresenta. A medicina chinesa procura ver o indivíduo como um 
todo. Procura-se na medicina chinesa, chegar à origem de um determinado sintoma 
e tratá-la para que o paciente fique livre não apenas do sintoma, mas, o mais 
importante à causa. 
A Auriculoterapia usa tanto os diagnósticos clínicos como os alternativos para seus 
programas de tratamento, faz uso, também de uma técnica denominada “aurículo 
diagnóstico”. 
 Aurículo diagnóstico: Quando um órgão ou suas funções apresenta algum 
distúrbio, a área auricular correspondente sofre uma alteração pigmentar, 
apresentando manchas, tubérculos, vascularização, secura ou maior secreção 
sebácea. São sinais característicos da existência de desequilíbrio. Os pontos 
auriculares correspondentes se tornam extremamente sensíveis ao toque ou à 
aplicação de agulhas. 
 
 
Exame da Superfície Auricular 
 O exame da superfície da orelha é o mais importante dentro da 
Auriculoterapia. As duas orelhas deverão ser examinadas e o dedo polegar e 
indicador deverão ser usados na manipulação das mesmas. De modo sucinto, 
podemos dizer que a orelha presta-se ao diagnóstico através das marcas, da 
sensibilidade, da profundidade das marcas, da sensibilidade, da profundidade da 
marca ao pressionar-se o apalpador e da exploração elétrica. 
Existem pelo menos dois métodos de se examinar a orelha: 
A – Através da inspeção, para se observar 
 A posição e as alterações de cores, os pontos de descamação, as manchas, 
as dilatações de vasos e oleosidade. 
B – Através da pressão 
Localizamos pontos de dor e observamos alterações de cor 
 A orelha não deve ser lavada ou manipulada antes do exame, mas ser limpa 
só após o mesmo, quando as áreas com alterações já tiverem sido marcadas pela 
pressão. Deve-se distinguir a coloração que é provocada por afecção daquela que 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
apresenta diferença na pigmentação da pele. Através da pressão sobre as 
colorações diferentes, sabe-se que quando a “mancha” não indicativa de lesão ou de 
determinado órgão ou víscera, pois a cor não se altera. Caso a cor se altere, o ponto 
deve ser considerado para tratamento. 
 
 
 
 
 
 
As Variações de Cor 
A - Cor vermelha 
 Tom claro: indicativo que a doença está no início ou que a doença já foi 
curada, mas está retornando 
 Tom médio: sintoma de doença crônica e/ou de dor 
 Tom escuro: sintoma de doença mais grave 
B - Cor branca ou brilho esbranquiçado 
 Formato irregular, com elevação: doença crônica, tais como gastrite, doença 
reumática. 
 Mancha branca circundada por borda vermelha sem nitidez: geralmente 
indicativo de doença cardíaca, reumática. 
 Mancha branca com ponto vermelho no centro: indicativo de doença aguda, 
tal como gastrite. 
C - Cor cinza 
Indicativo de tumor (quando aparece e desaparece sob pressão, geralmente na 
região de tumor). 
D - Cor vermelho escuro (provocada por estagnação da energia e do sangue): 
Doença crônica em andamento ou doença crônica, como tumor das glândulas 
mamárias, que já foi curada, pois a cor vermelho escuro leva tempo a desaparecer 
da superfície da orelha. 
3- As alterações morfológicas mais freqüentes 
 A – Ressecamento da pele indica enfermidade de natureza crônica, exigindo 
um estímulo de tonificação. 
 B – Exsudação sebácea indica enfermidade de natureza sub-aguda: usa-se 
estímulos de sedação. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 C – Sudorese indica tendências à doença degenerativa: tonificam-se os 
pontos onde houver esse sinal. 
 D – Cistos e tubérculos, são sinais indicativos de patologias aguda que está 
ocorrendo ou irá ocorrer em órgãos a que esses pontos se referem. No caso da 
existência da enfermidade deve-se neste caso fazer sedação nesses pontos. Não 
havendo sintomas, tonificam-se os pontos. 
 E – Pêlos e descamações, que indicam o primeiro caso, degeneração senil e 
o segundo, enfermidade crônica. A conduta é a tonificação dos pontos existentes na 
área. 
4- As modificações de sensibilidade são as seguintes 
 A – Hiperestesia: indicativa de enfermidade agudas ou sub agudas. Conduta 
recomendada neste caso é sedação. 
 B – Hipoestesia: que indica enfermidade crônica. Neste caso a conduta é a 
tonificação.A sondagem é feita com um aparelho parecido com uma lapiseira, com uma 
pinça ou com aparelho detectores elétricos. Se o Terapeuta não possuir tais 
instrumentos, poderá usar a ponta de uma pinça ou de uma agulha bem grossa (do 
lado que tem o orifício). A pressão, controlada pelo Terapeuta, deverá ser firme, 
suave e uniforme ao percorrer os pontos da orelha. Se não houver marcas ou pontos 
muito sensíveis, o Terapeuta deverá colocar as agulhas de acupuntura ou sementes 
nos pontos da orelha que estão associados às doenças vinculadas aos sintomas 
descritos pelo paciente. 
 
5- Interpretações dos sinais mais comuns encontrados no pavilhão auricular 
 A – Pontos vermelhos: inflamação ou excesso de energia Yang nas regiões 
correspondentes, torções, tendinites. 
 B – Pontos brancos: artrite crônica ou insuficiência nos órgãos 
correspondentes. 
 C – Manchas acinzentadas ou acastanhadas que não mudam sob pressão: 
metástase de tumor. 
 D – Manchas senis: envelhecimento ou grande desequilíbrio do elemento 
metal (pulmão). 
 E – Rosto pálido e macilento e orelhas vermelhas: desequilíbrio energético 
envolvendo o sistema nervoso central. 
 F – Rosto vermelho e orelhas esbranquiçadas: excesso de energia Yang no 
coração e desequilíbrio. 
 G – Rosto e orelhas vermelhos: excesso de energia Yang. 
H – Orelhas translúcidas ou extremamente flexíveis: falta de energia Qi, doença 
crônico ou estado de convalescença de doença grave. 
I – Orelha pálida que não mudam de cor ao serem manipuladas: falta de energia. 
 J – Orelhas com escamação de pele: envelhecimento, pele ressequida, 
decadência física. 
 K – Orelha com pele ressecada e enrugada: doença de pele. 
 L – Orelhas púrpuras: estase de fogo no coração. 
 MC – Orelha com abscesso com borda definida, móvel, indolor à pressão: 
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tumor benigno. 
 N – Orelha com protuberância cartilaginosa com borda definida, imóvel: tumor 
maligno. 
 O – Fossa triangular: região de constipação de cor escura e congestionada: 
constipação crônica. 
P – Anti-hélice: capilares sanguíneos de shenmen à região de alergia: alergia 
agravada pelo sistema nervoso. 
 Capilares sanguíneos na anti-hélice: desconforto na coluna, esforço que 
compromete a coluna, vida sedentária. 
 Capilares sanguíneos no ramo superior da anti-hélice: desconforto nas 
pernas, varizes, excesso de exercícios (nos jovens). 
 Capilares sanguíneos no ramo inferior da anti-hélice: inflamação no nervo 
ciático. 
 veia cortando o ramo inferior da anti-hélice, passando pelo ponto da pelve na 
fossa triangular e continuando na anti-hélice em direção a escafóide: desconforto ou 
dor no quadril. 
 
Q – Escafóide 
 Cor vermelha: excesso de movimento com os braços 
 Região da alergia de cor vermelha: alergia 
R – Concha Cimba, parte superior: 
 Oleosidade excessivo ou gotículas de suor em vários pontos: órgãos 
correspondentes em sofrimento. 
 Elevado esbranquiçado ou descamação na região do intestino: flatulência 
abdominal, mau funcionamento intestinal. 
 Excesso de gordura no ponto do intestino: inflamação no trato intestinal. 
 Cor esbranquiçada no ponto dos rins: insuficiência renal. 
 Má formação cartilaginosa no ponto dos rins: indício de alteração genética. 
 Cor esbranquiçada na região do pâncreas: insuficiência pancreática. 
 Vermelho intenso na região do fígado e vesícula biliar: congestionamento. 
 Ponto do fígado com marcas brancas, pequenas, brilhantes com contorno 
avermelhado: hepatite aguda. 
Ponto do fígado com protuberâncias esbranquiçadas: hepatomegalia 
S – Concha Cava, parte inferior: 
 Ponto do coração vermelho: excesso de calor no coração, ansiedade. 
 Ponto do coração em depressão e com oleosidade: stress. 
 Ponto do coração com descamação branca: insônia, sonhos excessivos, 
arritmia cardíaca. 
 Ponto do coração branco circundado por auréola vermelha difusa: 
insuficiência cardíaca. 
 Ponto do coração branco circundado por auréola vermelha delineada: 
insuficiência cardíaca grave. 
 Ponto do pulmão com conjunto de marcas avermelhadas ou com contorno 
avermelhado: congestão pulmonar. 
 Pontos do pulmão com erupções vermelhas ou marcas brancas, brilhantes, 
com contorno avermelhado: pneumonia 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
T – Raiz da Hélice 
 Pontos esbranquiçados ou acinzentados com borda vermelha na região do 
duodeno ou estômago: úlcera. 
 Ponto do estômago vermelho brilhante ou com descamação: gastrite aguda. 
 Ponto do estômago com pele grossa e descamação branca: gastrite crônica. 
U – Trago 
 Sensibilidade: pontos correspondentes 
 Marcas vermelhas: disfunção nos pontos correspondentes 
 
V – Antitrago 
 Pontos do cérebro, frontal, temporal, subcórtex com marcas de vermelho 
intenso ou branco brilhante com contorno avermelhado: cefaléia. 
X – Lóbulos 
 Linha partindo do ponto da orelha interna: problema auditivo. 
 Marcas vermelhas: disfunção dos pontos correspondentes. 
 
Auriculoterapia e suas Possíveis Reações 
 Ao iniciar o tratamento manipulando o pavilhão auricular, o paciente pode vir a 
sentir reações tanto na orelha como no corpo, podendo ser consideradas como 
reações normais e esperadas ou sensações anormais e imprevisíveis. 
Reações normais e esperadas: 
1- Calor: em pelo menos 80% dos casos (bom sintoma); 
2- Adormecimento: ocorre em percentagem menor (é um sinal de êxito no 
tratamento); 
3- Dor: ocorre em quase 100% dos pacientes, caracteriza-se como uma dor forte, 
profunda, de dentro para fora, às vezes lancinante e em forma de pontada ou 
fisgada; 
4- Dor na orelha oposta ao tratamento; 
5- Contraturas: indicativo de afecções do sistema nervoso; 
6- Movimentos peristálticos: geralmente quando é usado pontos da área 
gastrointestinal; 
7- Sensação de algo passando sobre a pele; 
8- Sangria espontânea: em pontos com excesso ou acúmulo de Qi quando 
estimulados pela agulha; a sensação é geralmente de alívio imediato para o 
paciente. 
 
Reações anormais ou inesperadas: 
 Uma minoria de pacientes apresenta essas sensações ou efeitos colaterais a 
Acupuntura auricular. Os efeitos mais comuns são. 
1- Tontura; 
2- palidez; 
3- hipotensão; 
4- Sudorese. 
 Quando tais sintomas ocorrerem, deve-se encostar o paciente, retirar-lhe as 
agulhas, ofertar-lhe um pouco de água e conversar para acalmá-lo. Caso os efeitos 
colaterais sejam mais pronunciados, o Terapeuta deverá retirar as agulhas 
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imediatamente, colocar o paciente em posição horizontal, com a cabeça mais baixa 
do que o corpo, e aplicar-lhe agulhas nos pontos, occipital, adrenal, coração e 
subcórtex. 
 A utilização dos pontos rins e adrenal pode também causar efeitos colaterais, 
tais como tontura, náuseas, dificuldade em abrir a boca e resfriamento dos membros 
devido à secreção glandular profunda. 
 A Auriculoterapia é contra indicada para mulheres grávidas (até 3 meses). 
Deve-se evitar também a inserção das agulhas na concha cava, parte inferior, 
quando se mostrar muito vermelha. Quando o paciente está com um problema 
pulmonar, usar esferas ou sementes na concha, parte inferior, para evitar possíveis 
inflamações. Se a orelha estiver inflamada, esperar-se que a inflamação cesse para 
que se inicie o tratamento. Em pacientes que apresentam anemia, aconselha-se que 
os mesmos sejam tratados deitados, evitando que poderão provocar reação muito 
forte. 
Materiais e Técnicas Utilizadas 
1- Materiais: 
- Palpado e pinça; 
- Algodão; 
- Álcool 70%; 
- Micropore ou esparadrapo normal; 
- Tesoura ou estilete; 
- Agulha Sistêmica; 
- Agulha semipermanente; 
- Esferas de ouro, prata, aço e cristal; 
- Sementes de mostarda (tonificar) e colza (sedar); 
- Aparelho de eletro-estímulo e localizador de pontos. 
 
2- Técnicas: 
 Devemos considerar três elementos fundamentais na Auriculoterapia antes de 
iniciar o tratamento, um bom diagnóstico, localização dos pontos e a assepsia da 
orelha a ser tratada. Sabe-se que cada pessoa tem umformato de orelha diferente, 
sendo assim o terapeuta deve localizar os pontos através das marcas, sensibilidade 
ou até mesmo utilizar aparelhos elétricos. Feito isso dar início com assepsia do 
pavilhão auricular com algodão embebido em álcool de preferência 70%, pois caso 
seja usado às agulhas semipermanentes, será mais fácil mantê-las por mais tempo 
fixo no pavilhão auricular e também para evitar infecções. Após a assepsia o 
Terapeuta deverá escolher entre os diversos materiais citados acima para o 
tratamento. As agulhas são usadas para pacientes com mais de doze anos. Esferas 
e sementes, usadas para crianças, mas nada impede da associação das agulhas 
sistêmicas e esferas e sementes de mostarda e colza em pacientes acima de doze 
anos. 
 De acordo com Professor Marcelo Pereira de Sousa, ao usar-se agulha de 
Acupuntura sistêmica, a profundidade da inserção se dará ou tonificar o ponto. Se o 
Terapeuta deseja tonificar o ponto, deverá inserir apenas 0,5mm da agulha. Se 
desejar sedar o ponto deverá inserir a agulha mais profundamente. É importante 
também se considerar o ângulo de inserção da agulha. Segundo Professor Marcelo, 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
ao tratar dores na coluna, insere a agulha horizontalmente seguindo o contorno da 
anti-hélice. Se houver dor articular e esta não desaparecer após a inserção das 
agulhas, deve-se mudar o ângulo de inserção da mesma. 
 Segundo o Dr. Eu Won Lee, a experiência prática permite que se conclua o 
seguinte em relação ao ângulo de inserção da agulha. Na região da concha, parte 
inferior, e da raiz da hélice, onde estão localizados os pontos do coração, pulmão, 
baço, fígado, estômago, rim, bexiga, intestino grosso, duodeno, esôfago, o resultado 
desejado é conseguido ao inserirem-se as agulhas em ângulo de 90​o​. Já os pontos 
que correspondem ao braço, antebraço, articulação do punho, ciática, constipação 
devem ser trabalhados em ângulos de 45​o​ e 60​o​. A aplicação da agulha no ponto 
subcórtex a 45​o​ produz um efeito tranqüilizante, se, no entanto for inserida 
verticalmente ao ponto, o paciente ficará eufórico. Nota-se portanto que o ângulo de 
inserção da agulha pode mudar completamente a resposta do paciente. 
 Em relação ao tempo de permanência, as agulhas não devem permanecer 
mais de 20 ou 30 minutos em casos de doenças agudas, mas podem permanecer 
até 3 horas em casos de doenças crônicas, dependendo da tolerância do paciente e 
do limiar de dor suportado pelo mesmo. Às vezes torna-se necessário retirar-se uma 
ou duas agulhas antes de retirar todas elas para que o paciente possa ter sua dor 
aliviada. 
 A aplicação correta das agulhas proporcionará ao paciente uma sensação de 
calor, ardor e pressão. Ou pode ocorrer a sensação de frio local. Seja qual for a 
reação, sabe-se que o tratamento está se processando. Se o paciente não 
apresentar qualquer resposta ao estímulo da agulha, significa que ele está com uma 
deficiência muito grande de Qi e que dificilmente o tratamento dará sucesso. Ao 
obter-se uma resposta positiva do pavilhão auricular, o Terapeuta deverá girar as 
agulhas em ângulos de 120 a 180 graus e o órgão afetado deverá reagir, mostrando 
novamente que o tratamento terá o resultado esperado. 
 As agulhas semipermanentes, hoje são mais usadas na Auriculoterapia do 
que as agulhas sistêmicas. As agulhas semipermanentes são descartáveis e 
oferecem uma vantagem, elas poderão ficar com as agulhas no local até sete dias, 
usufruindo o tratamento durante todo esse tempo. De acordo com o Prof. Marcelo, 
quando se fala em agulhas semi permanente, que têm cerca de 2mm, é o tempo de 
permanência das mesmas que trará o resultado desejado, não a profundidade ou o 
ângulo de inserção. Faz-se necessário avisar ao paciente após colocar o micro poro, 
que ele deverá pressionar as agulhas pelo menos quatro vezes ao dia para estimular 
os pontos. Ele deverá saber que o calor dos dedos e ou a energia dos mesmos, 
poderá ser passada para o ponto que está sendo trabalhado, através do contacto, 
estimulando o fluxo de energia para a parte do corpo que possa deficiência de Qi. 
 Na Auriculoterapia pode ser utilizado como forma de tratamento o eletro 
estímulo, tanto para tratamento quanto para diagnóstico em adultos ou crianças. O 
lazer também uma das formas de tratamento e geralmente mais usados em 
crianças, assim como as esferas e sementes de mostarda evitando possíveis dores 
e até mesmo se machucar. 
 
 
 
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Função dos pontos no lóbulo da orelha 
- Dente: odontologia, analgesia. 
- Palato superior e inferior: analgesia dentária, inchaço das gengivas, rigidez na 
articulação temporomandibular, úlcera na boca, inchaço das glândulas linfáticas; 
analgesia para extração de dentes. 
- Língua: glossite, afasia nervosa. 
- Maxilar e mandíbula: igual ao anterior. 
- Olho: distúrbio dos olhos. 
- Orelha interna: vertigem, tinidos e surdez. 
- Amígdala: amigdalite, faringite. 
- Região da face: paralisia facial, espasmos músculos faciais, neuralgia do trigêmeo, 
parotidite. 
- Hipotensão: regula a pressão arterial, desmaio, choque. 
- Olho 1: glaucoma, hipertrofia do nervo óptico, distúrbios abaixo dos olhos. 
- Olho 2: astigmatismo e outras desordens oftalmológicas. 
Hélice e Fossa Escafóide 
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Funções dos pontos na hélice 
- Reto: disenteria, enterite, prolapso do ânus, fissura anal, hemorróidas, constipação. 
- Ureteral: infecção urinária. 
- Genitália externa: disfunção sexual, inflamação escrotal, inflamação peniana, 
lombalgia e ciatalgia. 
- Ânus: fissura anal, prolapso anal e prurido anal. 
- Hemorróidas: hemorróidas e fissura Anal. 
- Ápice da hélice: ponto de sangria para casos febris, hipertensão, coma hepático, 
inflamação, analgesia e sedativo. 
- Yang 1 e 2 do Fígado: hepatite crônica. 
- Hélice de 1-6: amigdalite, faringite, energia. 
- Região de tumor: efeito analgésico para dor decorrente ao tumor. 
Funções dos pontos na escafóide 
- Dedo: dor ou limitação dos movimentos dos dedos. 
- Punho: dor ou limitação de movimentos dos punhos. 
- Cotovelo: dor na articulação do cotovelo. 
- Ombro: dor ou limitação de movimentos no ombro. 
- Articulação do ombro: dor ou limitação de movimentos do ombro. 
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- Clavícula: ponto correspondente. 
- Tireóide: regula a função da tiróide, estado de choque (eleva a pressão arterial). 
- Região de alergia: distúrbios alérgicos. 
Funções dos pontos no ramo da hélice 
- Orelha média: parte correspondente 
- Diafragma: espasmos do diafragma, hemorróidas, prurido, distúrbios hematológicos 
e desordens hemorrágicas, soluços. 
Trago 
Funções dos pontos no trago 
- Ápice do trago: inflamação, febre, hipertensão arterial, dor em geral (sangrar o 
ponto). 
- Supra-renal ou Adrenal: estimula as funções da adrenalina e da adrenocortical; 
usado nos casos de inflamação, choque, alergia, reumatismo e sintomas sérios de 
intoxicação resultantes de infecção bacteriana; afeta a dilatação e constrição de 
vasos sanguíneos, hipertensão ou hipotensão arterial, hemorragia capilar, regula a 
excitação ou inibição da função respiratória, usado nos quadros de febre e doenças 
crônicas. 
- Nariz externo: rinorréia, alergias. 
- Nariz interno: rinite, epistaxe, alergias. 
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- Ponto da fome: alivia a fome, diabetes, compulsão por comida. 
- Ponto da sede: alivia a sede, diabetes, poliúria. 
- Ponto do coração: taquicardia, arritmia e outras desordens do coração. 
- Faringite e garganta: faringite e amigdalite. 
- Orelha externa: ponto correspondente aos problemas da orelha externa. 
 
Cruz Superior e Inferior 
 Funções dos pontos da Cruz Superior e Inferior 
- Quadril: dor ou limitação de movimentosna área correspondente, iniciativa. 
- Joelhos: dor ou limitação de movimentos na área correspondente. 
- Fossa poplítea: dor ou limitação de movimentos nas áreas correspondente. 
- Gastrocnêmio: dor ou limitação de movimentos na área correspondente. 
- Tornozelo: dor ou limitação de movimentos na área correspondente. 
- Calcanhar: dor ou limitação de movimentos na área correspondente. 
- Dedos dos pés: dor ou limitação de movimento na área correspondente. 
- Quadril: dor no quadril e nas articulações sacroilíacas, hipotrofia dos músculos 
glúteos. 
- Nervo ciático: ciatalgia. 
- SNV ou Simpático: para diversos distúrbios relacionados a alterações e disfunções 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
do sistema nervoso autónomo (tanto simpático e parassimpático) é um ponto 
importante para analgesia, transpiração excessiva, ponto relaxante principalmente 
nos órgão internos, inflamação, dilata vasos sanguíneos (regulariza funções), atua 
no alívio da dor associadas às úlceras, cálculo biliar e uretral. 
Concha Cava e Cimba 
 
 Funções dos pontos da Concha Cava e Simba 
-Endócrino: regula distúrbios da função endócrina, ajuda na função metabólica de 
absorção e excreção; função anti alérgica e anti reumática; distúrbios ginecológicos 
e urogenitais, para disfunção do sistema digestivo, distúrbios do sangue e pele. 
- Ovário: menstruação irregular, infertilidade, dismenorréia, desordens ginecológicas 
evolutivas. 
- Bexiga: micção freqüente e urgente, retenção urinária, enurese, cistite, lombalgia. 
- Uretra: cálculos renais. 
- Próstata: prostatite, micção dolorosa, infecção do trato urinário, hematúria, 
ejaculação precoce e espermatorréia. 
- Rim: ponto benéfico ao cérebro, rins, sistema hematopoiético, amnésia, 
neurastenia, vertigens, Cefaléia, lassitude, surdez progressiva, queda de cabelo, 
distúrbios do sistema urogenital e ginecológico, perda óssea e afrouxamento do 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
dentes, anemia aplástica, leucemia, edema, faringite crônica, desequilíbrio 
eletrolítico. 
- Pâncreas: indigestão, pancreatite, diabetes, colecistite, dor torácica no dorso 
- Vesícula biliar: indigestão, cálculos biliares, nematelminto no canal biliar, flanco 
estufado, dor de cabeça temporal 
- Fígado: hepatite aguda e crônica, distúrbios nos olhos, anemia ferropriva e outras 
alterações no sangue, neuralgia, cefaléia, dor decorrente artrite, vertigem, gases, e 
gastralgia, hemiplegia, convulsões, espasmos musculares, cãibras. 
- Pulmão: vários distúrbios e alterações no sistema respiratório e da pele, rinite, 
mutismo, suor noturno, suor espontâneo. 
- Brônquios: bronquite aguda e crônica, asma. 
- Traquéia: distúrbios e alterações na traquéia. 
- Coração: regula a pressão sanguínea, tonifica o coração, distúrbios do coração, 
trata estado de choque, usados nos distúrbios mentais, glossite, anemia. 
- Triplo aquecedor: função diurética, hepatite, desordens da traquéia, distúrbios 
afetando o mesentério ou o peritônio. 
- Baço: indigestão, distúrbios sanguíneos, hipotrofia muscular, fraqueza muscular, 
prolapso anal, hemorragia uterina disfuncional 
- Boca: úlcera na boca, rigidez na articulação temporomandibular, casos de 
compulsão alimentar. 
- Estômago: distúrbios no estômago, úlcera, distensão abdominal, gastrite aguda e 
crônica, eructação, indigestão, insônia. 
- Esôfago: eructação, espasmo funcional da laringe, dificuldade de deglutir devido a 
nervosismo 
- Duodeno: úlcera duodenal, espasmo pilórico, baixa acidez estomacal 
- Apêndice: apendicite aguda e crônica. 
- Intestino delgado: indigestão, enterite, distensão do intestino por gases, distúrbios 
do coração. 
- Intestino grosso: disenteria, diarréia, constipação, enterite, hemorróidas, distúrbios 
do sistema respiratório. 
- Cárdia: ponto correspondente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anti-hélice 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
Funções dos pontos na anti-hélice 
 
- Vértebras lombares, torácicas, cervicais, sacro e cóccix: corresponde à dor ou 
disfunção da região da coluna vertebral correspondente a cada segmento citado. 
- Tórax: opressão torácica ou irritabilidade e intercostal gia 
- Pescoço: dor ou limitação de movimento do pescoço 
- Abdômen: dor no meio ou baixo ventre 
- Ponto do calor: disfunções genitais 
- Glândulas mamárias: mastite aguda 
- Tireóide: disfunção da tiróide 
- Lombalgia: lombalgia crônica ou torção aguda da região lombar 
 
 
 
Anti-trago 
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Funções dos pontos no Antitrago 
- Asma: ponto correspondente ao problema. 
- Parótida: obstrução dos ductos da parótida; eficaz no alívio dos sistemas do prurido 
de vários distúrbios da pele. 
- Frontal: Cefaléia da região frontal, rinite. 
- Temporal: Cefaléia temporal, Cefaléia vasculogênica, vertigem, lassitude. 
- Occipital: para desordens neuropsiquiátricas e sintomas devidos à irritação da 
meningite, convulsões, trismo, rigidez da nuca, psicose, prevenção de enjôo 
marítimo, para distúrbios de pele e dos olhos, dor, coma. 
- Ponto do cérebro: regula a excitação ou inibição do córtex cerebral, distúrbios do 
sistema nervoso, digestivo, endócrino e urogenital e hemorragias. 
- Sub-córtex: regula a excitação e a inibição do córtex cerebral, para insônia, 
lassitude e outras desordens neuropsíquicas, inflamação, transpiração excessiva e 
dor. 
- Ponto do ânimo ou neurastenia: narcolepsia, depressão, timidez 
-Testículos: disfunção sexual, eczema de escroto.- Tronco do cérebro: desordens 
dos vasos sanguíneos cerebrais e das meninges, seqüelas de coma, 
desenvolvimento incompleto do cérebro. 
 
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Fossa Triangular 
 
Funções dos pontos na fossa triangular 
- Shenmen: regula a excitação e a inibição do córtex cerebral, efeitos sedativos, 
analgésico, antialérgico, desordens neuropsiquiátricas, dor, ponto importante para 
analgesia, hipertensão, todo sistema digestivo e circulatório, anti inflamatório, 
irritabilidade, nervosismo e ansiedade. 
- Hipertensão: Cefaléia hipertensiva, hipertensão arterial. 
- Útero: distúrbios ginecológicos e obstétricos, disfunção sexual feminino. 
- Pélvica: dismenorréia, inflamação da cavidade pélvica. 
- Hepatite: hepatite aguda e crônica. 
- Articulação do quadril: para dor nas articulações dos membros inferiores ou dor nos 
glúteos. 
- Região de constipação: constipação, hemorragia decorrente a hemorróidas 
 
 
 
 
Funções dos pontos do Dorso 
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- Pontos dos Órgãos: referente às suas funções fisiológicas e energéticas 
- Sulco hipotensor: hipertensão arterial (fazer sangria), dores de cabeça. 
- Raiz Superior: dor nas costas, lumbago, enfermidades da pele. 
- Raiz Central: dor nas costas, enfermidades na pele, tosse, pigarro, falta de ar. 
- Raiz inferior: dor intercostal, enfermidades da pele, falta de ar. 
- Raiz do nervo vago auricular: dificuldade de engolir, dores de cabeça, hérnia de 
hiato. 
 
Triângulo Cibernético ou Auriculo Cibernética 
 
 Triângulo cibernético é uma expressão criada pelo Prof. Marcelo Pereira de 
Sousa como resultados de seus estudos dos antigos mestres da Acupuntura. 
Segundo Prof. Marcelo os pontos shenmen, rim e simpático, usados em conjunto 
nesta mesma ordem e como pontos iniciais de um tratamento, dinamizam qualquer 
tratamento, quer na Acupuntura auricular, quer na Acupuntura sistêmica. No ponto 
shenmen a aplicação é profunda indo do ponto em direção a caixa craniana, 
passando pelo centro da fossa triangular, os pontos rim e simpático têm aplicação 
superficial. Em um tratamento é importante respeitar a seqüência de shenmen, rim e 
simpático, segundo conselhos de Prof. Marcelo. 
A- Funções do ponto Shenmen; 
- Amplia a sensibilidade do tronco cerebral e o córtex a receber estímulos da 
Acupuntura, condicionar e decodificar os reflexos auriculares 
- provoca uma abertura de todos os canais deligação exterior (como pontos de 
Acupuntura sistêmica), aumentando a recepção ou a dispersão da energia na 
Acupuntura sistêmica 
- ativa as glândulas localizadas no cérebro, produzindo encefalina, endorfina e 
outros hormônios 
- atua como analgésico em dores agudas, cefaléias, cólicas, labirintite, cólicas 
- trata hipertensão, irritabilidade, ansiedade, alergias, asma, actuando também em 
todos os sistemas (digestivos, circulatório, nervoso, etc.) 
B- Funções do ponto Rim; 
- Estimula as funções do aparelho respiratório e aumenta o metabolismo do oxigénio 
pelo sangue 
- estimula as funções das glândulas endócrinas, activando a produção de hormônios 
- estimula a filtragem do sangue pelos rins 
- estimula as funções do aparelho excretor 
- trata distúrbios no sistema ginecológico e urogenital 
- trata distúrbios nos ossos, faringite crónica, dentes frouxos, anemia, leucemia, 
distúrbios nos olhos 
- ponto benéfico ao cérebro, usado em caso de desenvolvimento incompleto do 
cérebro, amnésia, neurastenia, Cefaléia, surdez, lassitude, queda de cabelo 
C- Funções do ponto Simpático (SNV); 
- Regula as actividades do sistema neurovegetativo, equilibrando o simpático e o 
parassimpático 
- estimula as funções da medula óssea, o metabolismo do cálcio, age sobre o tecido 
ósseo e o periósteo 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
- tem acção anti inflamatória sobre os músculos 
- produz acção relaxante e tonificante no sistema tendinomuscular 
- regula os vasos sanguíneos 
- controla a secreção das glândulas internas (hipertireoidismo) 
- trata distúrbios no sistema neurovegetativo. 
Quadro de síntese de função dos pontos: 
Características Pontos auriculares de 
ação Primária 
Pontos auriculares de 
ação Secundária 
Analgésico Shenmen, sub córtex, 
occipital, SNV, ponto 
correspondente, ápice 
da orelha 
Genitais externos 
Antiácido SNV, secreção 
glandular, fígado. 
Shenmen, subcórtex 
Antialérgico Shenmen, secreção 
glandular, supra-renal, 
subcortex 
Asma t, pulmão, 
intestino grosso 
Antiasmático Shenmen, supra-renal, 
pulmões, asma t 
Rim, occipital 
Antídoto Estômago, intestino 
grosso, intestino 
delgado, supra renal, 
secreção glandular, 
frontal, abdômen. 
 
Antidiarréico Shenmen, intestino 
delgado, SNV, rim 
Baço, pulmão 
Antibiótico SNV, shenmen, 
estômago 
Vertigem, occipital 
Antiespasmódico SNV, shenmen ponto de 
correspondência 
Asma t, supra-renal 
Antifebril Subcórtex, intestino 
grosso, superior, 
supra-renal, fígado 
Ápice da orelha 
(sangria), shenmen 
Antigripal Nasal interno, laringe, 
brônquios, frontal 
Coração, SNV 
Anti-hemorrágico Baço, diafragma, 
supra-renal 
Coração, SNV 
Arritmia (regular), 
antitussígeno 
Coração, occipital, 
intestino delgado, 
shenmen, pulmão, 
supra-renal, laringe 
Shenmen, pulmão, 
secreção glandular. 
Anti Vertigem, cefaléia Vertigem, rim, shenmen, 
occipital, frontal, 
subcórtex 
Fígado 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
Dermatite Secreção glandular, 
pulmão, ponto 
correspondente, 
 
Digestivo Estômago, estômago, 
baço intestino delgado 
Rim 
Diurético Secreção glandular, rim, 
SNV 
Shenmen, subcórtex 
Dismenorréia Ovário, secreção 
glandular, útero 
Fígado, baço 
Dor menstrual Útero, secreção 
glandular, SNV, 
shenmen, subcórtex 
 
Dor anginosa Pulmão, coração 
subcórtex, SNV 
 
Epilepsia Baço, estômago, 
shenmen, occipital, 
coração 
Fígado, frontal, 
subcórtex 
Espasmo do diafragma Diafragma, fígado, 
shenmen 
Occiptal, subcórtex 
Equilibrador de SNC SNV, sub córtex, 
occipital, testículo, 
ovários 
Rim, genitais externos 
Euforizantes Coração, sub córtex, 
supra-renal 
Fígado 
Fortificantes Coração, baço, 
estômago 
Rim 
Hipertensor Coração subcórtex, 
pulmão, supra-renal 
Fígado, baço 
Hipotensor Hipotensor, shenmen, 
coração, subcórtex, 
shenmen, ápice da 
orelha 
 
Hipoglicemia SNV, rim, supra-renal Subcórtex 
Mudez Coração sub córtex, 
occipital 
Shenmen, língua, rim 
Parto Útero, abdômem, 
subcórtex, coluna 
lombar 
 
Sedativo, insônia Shenmen, rim, occipital, 
frontal 
Coração, subcórtex 
Sudorese Coração, shenmen, 
secreção glandular 
SNV, subcórtex 
Tremor, ansiedade Fígado shenmen, 
subcórtex, coração 
V. biliar, baço, angústia, 
rim, occipital 
 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
Índice terapêutico: 
● Abscesso: endócrinas, occipital, supra-renal, fígado, local de 
correspondência. 
● Acne: pulmão, secreção glandular, testículo. 
● Afonia: laringe, coração pulmão, shenmen. 
● Afonia, histérica: hipófise, coração, shenmen, rim, subcórtex, occipital. 
● Aftas: boca, estômago, baço, shenmen, endócrinas, língua. 
● Alcoolismo: 
o Occipital, frontal, subcórtex, alcoólatra, shenmen. 
o Shenmen, alcoólatra, estômago, pulmão, occipital, alergia. 
● Amenorréia: Útero, secreção glandular, rim, ovário. 
● Anemia: fígado, baço, secreção glandular, diafragma, estômago, intestino 
delgado. 
● Angina no peito: coração, SNV, tórax, pulmão, asma. 
● Ansiedade: rim, shenmen, occipital, coração, estômago. 
● Anúria: rim, shenmen, SNV, genitais externos. 
● Apendicite: apêndice, intestino grosso, SNV, pulmão. 
● Artrite: shenmen, supra-renal, local de correspondência. 
● Artrite reumatóide: supra-renal, shenmen, alergia, baço, fígado, rim, local de 
correspondência, endócrinas. 
● Asma: asma t, SNV, shenmen, supra-renal, pulmão. 
● Astigmatismo: rim, fígado, supra-renal, pulmão. 
● Broncopneumonia: brônquios, SNV, asma, supra-renal, occipital. 
● Bronquite: brônquios, shenmen, asma, supra-renal. 
● Bursites: occipital, SNV, local de correspondência. 
● Cardite: coração, SNV, shenmen, intestino delgado baço. 
● Cárie dental: maxilar sup e inf, shenmen, pontos odontológicos. 
● Catarata crônica: rim, fígado, olho, olho 1 e 2. 
● Cefaléia: occipital, frontal, cérebro, shenmen, SNV. 
● Cegueira noturna: fígado, olho, olho 1 e 2, occipital, 
● Ciatalgia: ciático, rim, shenmen, supra-renal, v. biliar, SNV. 
● Cistite: bexiga, ureter, subcórtex, baço, fígado. 
● Colecistite crônica: v. biliar, fígado, SNC, pulmão, secreção glandular, 
intestino grosso. 
● Cólica menstrual: útero, SNV, shenmen, endócrinas. 
● Colite: intestino grosso e delgado, SNV, pulmão. 
● Conjuntivite: olho, fígado, occipital, endócrinas. 
● Constipação: intestino grosso, constipação, cérebro, reto. 
● Convulsão: shenmen, occipital, tronco cerebral, cérebro. 
● Demências: rim, shenmen, occipital, coração, estômago. 
● Dermatite alérgica: pulmão, endócrinas, shenmen, occipital, p. 
correspondência. 
● Desmaios: occipital, coração, supra-renal, cérebro. 
● Diabetes: pâncreas, v. biliar, baço, endócrinas, cérebro, shenmen, sede, 
fome. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
● Diarréia: Intestino grosso, delgado, SNV, baço. 
● Diplopia: rim, fígado, olho, olho 1 e 2. 
● Dismenorréia: útero, secreção glandular, cérebro, rim, SNV, shenmen. 
● Dispnéia: shenmen, coração, pulmão, tórax. 
● Disritmia cardíaca: coração, SNV, intestino delgado, cérebro. 
● Doença coronária: coração SNV, supra-renal, endócrinas. 
● Dor do câncer: secreção glandular, cérebro, supra-renal, p. correspondência 
área do tumor. 
● Dor de dente: maxilar inf e sup, shenmen, dor de dente, faringe dente. 
● Edema idiopático: rim, bexiga, coração, fígado, SNV. 
● Ejaculação precoce: útero, genitais externos, testículos, secreção glandular, 
shenmen. 
● Endometriose: útero, ovário, secreção glandular, pulmão, genitais externos. 
● Enfisema pulmonar: brônquios, SNV, shenmen, asma, pulmão. 
● Entorses: p. correspondência, shenmen, cérebro. 
● Enxaqueca: triplo aquecedor, shenmen, v. biliar. 
● Epilepsia: shenmen, occipital, coração, estômago, cérebro, tronco cerebral. 
● Epistaxe: nariz interno, suprarenal, frontal. 
● Escaras: pulmão, endócrina, intestinos: 
● Esclerose lateral amiotrófica: rim, endócrina, cérebro, occipital, triplo 
aquecedor. 
● Espasmo gástrico: estômago, SNV. 
● Esquizofrenia: rim, shenmen,occipital, estômago, coração, cérebro. 
● Estomatite: boca, secreção glandular, shenmen, pulmão, estômago, fígado. 
● Faringite: faringe, endócrina, supra-renal, laringe. 
● Febre: sangrar o ápice da orelha e do tragus, hélice 1 a 6. 
● Fissura anal: reto, shenmen, intestino grosso. 
● Fraturas: p. correspondência, shenmen, rim, cérebro, supra-renal, SNV. 
● Gastrite: estômago, baço, SNV, shenmen. 
● Ginecomastia: endócrina, hipófise, seios. 
● Glaucoma: rim, estômago, rim olho, olho 1 e 2. 
● Gripe: nariz interno, suprarenal, frontal, laringe, pulmão, brônquios. 
● Hemorróidas: reto, intestino grosso, occipital, hemorróidas, supra-renal, 
pulmão, baço. 
● Hepatite: fígado, SNV, baço, p. da hepatite, fígado yang 1 e 2. 
● Hipertensão: hipotensão, hipertensão, coração, shenmen, SNV. 
● Hipotensão: SNV, coração supra-renal, cérebro. 
● Hipotireoidismo: tireóide, endócrina, fígado. 
● Histeria: coração, rim, shenmen, occipital, estômago, cérebro. 
● Impotência: útero, genitais externos, testículos, secreção glandular, rins. 
● Incontinência urinária: bexiga, rim, shenmen, uretra, occipital. 
● Indigestão: estômago, intestino delgado, baço. 
● Insônia: shenmen, rim, occipital, coração, frontal. 
● Intoxicação: occipital, frontal, cérebro. 
● Laringite: laringe, secreção glandular, pulmão, supra-renal. 
● Mastite: seios, secreção glandular, occipital, supra-renal, rins, pulmão, baço. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
● Miopia: rins, fígado, olho, olho 1 e 2, occipital. 
● Náuseas e vômitos: estômago, shenmen, SNV, esôfago. 
● Nefrite: rim, bexiga, SNV, fígado, secreção glandular. 
● Nefrose: rim, bexiga, shenmen. 
● Neuralgia do trigêmeo: bochecha, maxilar inf e sup, shenmen. 
● Neurastenia: shenmen, neurastenia, frontal, subcórtex. 
● Obesidade: shenmen, pulmão, estômago, fome, SNV. 
● Osteopatias metabólicas: p. correspondência, supra-renal, subcórtex, 
endócrinas, rim, shenmen. 
● Otite: rim, ouvido interno, orelha externa, secreção glandular, occipital. 
● Pancreatite: secreção glandular, shenmen, pâncreas. 
● Paralisia facial: bochecha, occipital, olho, boca, subcórtex. 
● Paralisia histérica: subcórtex, shenmen, coração. 
● Pneumonia: pulmão, tórax, secreção glândula, supra-renal. 
● Polifagia: fome, shenmen, estômago, pulmão. 
● Poliomielite: p. de correspondência, shenmen, supra-renal, secreção 
glandular, occipital. 
● Prolapso retal: reto, intestino grosso, cérebro, baço. 
● Prolapso uterino: útero, subcórtex, SNV, genitais externos. 
● Prostatite: próstata, bexiga, rins, supra-renal. 
● Prurido: p. de correspondência, pulmão, endócrinas, occipital, supra-renal. 
● Retenção urinária: bexiga, rins, shenmen. 
● Rinite: nariz interno, suprarenal, frontal. 
● Seborréia: pulmão, secreção glandular, baço, occipital, supra-renal. 
● Seqüela de meningite: sub córtex, occipital, rim. 
● Sinusite: pulmão, nariz interno, suprarenal, frontal. 
● Sudorese excessiva: SNV, shenmen, secreção glandular, occipital, 
supra-renal. 
● Tabagismo: shenmen, asma, diafragma, pulmão. 
● Taquicardia: coração, SNV, shenmen, intestino delgado, subcórtex. 
● Tiques faciais: bochecha, shenmen, fígado, cérebro. 
● Tosse: asma, supra-renal, laringe, occipital, pulmão. 
● Trismo: maxilar sup e inf, boca, faringe, rim. 
● Tuberculose: pulmão, tórax, supra-renal, endócrinas 
● Úlcera de pele: p. de correspondência, shenmen, occipital, supra-renal. 
● Urticária: alergia, shenmen, occipital, secreção glandular, pulmão. 
● Vertigem: vertigem, occipital, estômago, orelha externa, ouvido interno, 
shenmen, vértice. 
● Vitiligo: pulmão, secreção glandular, occipital, supra-renal, sangria nos p. de 
correspondência. 
● Zumbidos: orelha externa, rim, occipital, ouvido interno, supra-renal. 
 
Magnetoterapia: 
Magnetoterapia é uma terapia praticada pela medicina alternativa baseada na 
influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
Alguns físicos propõem que existe um gigantesco magneto permanente no 
centro da Terra ou uma corrente elétrica que é responsável pelo campo magnético 
da Terra, transformando-a num imenso ímã, energia esta chamada de 
geomagnetismo, que atua sobre todos os seres vivos trazendo grandes benefícios 
para saúde. 
Nascido na Índia, aperfeiçoado na china e exaustivamente pesquisado no 
Japão nos últimos 30 anos, o magnetismo tem a função ímpar de equilibrar as 
energias que se alteram com o desgaste da vida moderna. 
Estudos da Universidade de Osaka afirmam que a energia geomagnética se 
reduziu em 50% nos últimos quinhentos anos. Com o aparecimento do concreto, do 
asfalto, dos calçados de borracha e de plástico, dos automóveis etc. perdemos o 
contato com a mãe Terra. 
Pesquisas realizadas no Japão e no Brasil confirmam que a aplicação 
constante do magnetismo no organismo, principalmente na região do pâncreas, 
provoca um aumento da produção de insulina, sendo, portanto um importante 
elemento de ajuda no tratamento de diabetes (não-insulino dependentes). 
 Outras pesquisas apontam que tecidos ósseos fraturados apresentam 
melhora de 20% a 40% quando submetidos a tratamentos de magnetos, reduzindo o 
tempo de consolidação. 
 
O tratamento baseia-se no reequilíbrio energético. Onde cada pólo tem sua 
função: 
Positivo (+) Negativo (-) 
Libera oxigênio Libera Hidrogênio 
Reação ácida (HCL) Reação Alcalina (OH Na) 
Coagulação Liquefação 
Vasoconstritor Vasodilatador 
Sedativo Irritante 
Desidratante Hidratante 
Repele íons + Repele íons - 
Endurece tecido Amolecer tecido 
Analgesia Antiinflamatório 
O magneto deve ser aplicado após cobri-lo, pois em contato direto com a 
pele, suor, ele oxida, causando oxidação da pele e ferimentos. Pode ser aplicado 
sobre agulhas sistêmicas ou sobre as semi-permanentes e ainda conjugá-las com a 
eletroterapia, gerando assim um campo eletromagnético. 
Quando realizar um campo eletromagnético deve-se fechar o circuito com um 
pólo positivo e outro negativo. 
 
Moxabustão: 
A moxaterapia é uma técnica que consiste em aquecer os pontos de 
acupuntura ou auriculares. 
A aplicação de moxabustão tem a finalidade de aquecer a Energia e o 
Sangue. Promovendo uma melhor circulação energética e tonificando a área tratada. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
È principalmente usada para a Tonificação energética, porém pode ser usada 
na Dispersão do Frio ou da Umidade, pelo fato de ser quente. 
Técnicas: 
● Direta: posicionar o bastão sobre o local desejado e ficar imóvel. A 
temperatura deve ser relatada com agradável pelo paciente (ton). 
● Circular: igual acima porém fazendo círculos horários (ton) ou 
anti-horários (disp) 
● Trajeto: técnica dispersiva para grandes áreas afetadas por Frio e 
Umidade. (coluna) 
● Picada: encostar o bastão no local, gerando uma leve queimadura. 
(muito pouco usado no ocidente) 
● Vaivém: movimentar o bastão em para cima e para baixo. Se o calor se 
mantiver sem alterar, tonifica, se variar, dispersa. 
 
Eletroterapia: 
 A eletro-auriculoterapia ativa o sistema supressor da dor. A estimulação 
repetida das terminações nervosas nos planos superficiais e profundos do corpo, 
que integram as vias dolorosas segmentares e supra-segmentares, aliviam a dor. 
 
 Em resumo, atualmente, admite-se que estímulos com intensidades e 
freqüências diferentes são capazes de promover analgesia com características 
diferentes. Foi observado que a estimulação de alta intensidade e baixa freqüência, 
similar àquela proporcionada pela acupuntura, é capaz de promover analgesia de 
longa duração, com efeitos cumulativos e irreversíveis através da administração da 
naloxona, antagonista morfínico. Através deste tipo de estímulo, o eixo hipotálamo 
hipofisário atuaria na liberação de beta-endorfina. 
 
Bases Neuroquímicas da Analgesia Por eletro-auriculoterapia 
 
Os efeitos da auriculoterapia e eletro- auriculoterapia são mediados através de uma 
variedade de mecanismos neurais e neuroquímicos. Aspesquisas realizadas no 
início da década de 70 inicialmente elas chegaram aos mecanismos para o efeito da 
anestesia por acupuntura. Estudos experimentais demonstram que este efeito pode 
ser transferido de um coelho para outro através da transfusão do líquido 
céfalo-raquidiano (LCR). 
 
 Outras investigações exploram o papel dos neurotransmissores centrais 
clássicos na mediação da analgesia por auriculoterapia, incluíndo as catecolaminas 
e a serotonina. A disponibilidade de modelos animais, utilizando a latência da 
retirada do rabo do rato, por exemplo, com uma avaliação biológica, permite novos 
experimentos para explicar a base desses efeitos. Evidencia-se a liberação 
diferenciada de peptídeos opiáceos do sistema nervoso central (SNC) pela 
eletro-auriculoterapia de acordo com o tipo de estímulo elétrico. A 
eletro-auriculoterapia de 2Hz libera encefalinas e beta-endorfinas, enquanto que a 
estimulação de 100Hz seletivamente aumenta a liberação de dinorfina na medula 
espinal. A combinação de ambas a freqüências permite uma interação sinérgica 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
entre três peptídeos opiáceos endógenos e um efeito analgésico mais potente. Além 
disso, o tratamento seqüencial em espaçamento de tempo adequado deve resultar 
em um efeito cumulativo de eletro-auriculoterapia. A distribuição bimodal do efeito 
analgésico pode ser notado em um grande grupo de ratos que recebem 
eletro-auriculoterapia (“maus respondedores” e “bons respondedores” ). O 
mecanismo da baixa resposta pode ser explicado de duas maneiras: uma menor 
taxa de liberação de péptidos opiáceos no SNC, e uma taxa alta de liberação de 
CCK-8, que exerce efeitos anti-opiáceos potentes. Uma descoberta recente de 
peptídeos anti-opiáceo é a orfanina (FQ) que está relacionada com um controle de 
retro alimentação negativa da estimulação pôr eletro-auriculoterapia. 
 
Intensidade do estímulo 
 
 O efeito antinociceptivo induzido pela eletro-auriculoterapia demonstrou, tanto 
em ratos como em coelhos, uma relação intensidade-resposta. Os parâmetros da 
estimulação elétrica ( freqüência entre 2Hz a 100Hz, comprimento de pulso de 0,3ms 
e intensidade 1-3mA) conectada a uma agulha de aço inoxidável inserida no ponto 
de auriculoterapia são capazes de induzir a excitação de fibras Aa e b, parcialmente 
das fibras 
 A assim como uma pequena proporção de fibras C. O acréscimo adicional na 
intensidade da estimulação pela eletro-auriculoterapia que envolve mais fibras C, 
como no caso do controle inibitório nociceptivo difuso poderia aumentar a potência 
analgésica, porém a dor e o estresse gerados desse estímulo nociceptivo poderia 
prevenir o seu uso clínico. Foi relatado que o uso da capsaicina no bloqueio da 
transmissão pela fibra C no nervo ciático do rato não afeta a analgesia por 
eletro-auriculoterapia de modo significante (FAN et al., 1986), sugerindo que os 
aferentes primários de fibra C podem não ser essencial para a produção de 
analgesia convencional por eletro-auriculoterapia. Portanto, as fibras Ab e Ad podem 
ser os componentes mais importantes das fibras aferentes que mediam os sinais de 
acupuntura para o sistema nervoso central no intuito de produzir um efeito 
anti-nociceptivo. 
 
Analgesia profunda por acupuntura no ato cirúrgico 
 
A extensão da analgesia pela acupuntura ou pela eletro-auriculoterapia observada 
em animais de experimentação ou em humanos é importante porém parcial. Em 
ensaios experimentais com ratos, a estimulação por eletro-auriculoterapia com 
intensidade menor de 3 mA promove um aumento na latência de retirada do rabo do 
rato de modo equivalente a 4 mg/kg ( metade de uma dose máxima) de morfina. Em 
operações, o uso de eletro-auriculoterapia em combinação com a anestesia geral ou 
epidural reduz em 50% o consumo de anestésicos (WANG et al., 1994; QU et al., 
1996). Os resultados sugerem que a acupuntura ou a eletro-auriculoterapia são 
capazes de produzir um efeito analgésico substancial, porém não forte o suficiente 
para abolir completamente a dor aguda provocada pelo ato operatório. 
 
Estudo de transfusão do líquido céfalo raquidiano 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
 
O estudo da transmissão do líquido cefalorraquidiano foi realizado em 1972 e 
publicado em 1974 (GRUPO DE PESQUISA DE ANESTESIA POR ACUPUNTURA, 
1974). Este estudo demonstrou que o efeito da analgesia por eletro-auriculoterapia 
obtido em um coelho poderia ser transferido para outro coelho através da transfusão 
do líquido céfalo-raquidiano (LCR). Esta foi a primeira evidência científica que 
sugere o mecanismo neuroquímico como mediador da anestesia por 
eletro-auriculoterapia. Esse achado desencadeou uma série de estudos para 
explorar o papel dos neurotransmissores centrais na mediação da analgesia por 
eletro-auriculoterapia, entre eles a serotonina (HAN et al.,1979;XU et al., 1994b) e as 
catecolaminas ( HAN et al., 1979b). De fato, os agentes químicos que aumentam a 
disponibilidade de serotonina na fenda sináptica, como por exemplo, a clomipramina, 
potencializa de modo significante a analgesia por eletro-auriculoterapia em 
procedimentos operatórios com extração dentária. 
 
Liberação diferencial de péptidos opiáceos no 
SNC pela eletro-auriculoterapia de freqüências diferentes 
 
Um dos mecanismos mais importantes da analgesia mediada pela 
eletro-auriculoterapia é a aceleração na liberação de peptídeos opiáceos no sistema 
nervoso central que interagem com receptores opiáceos na indução de um efeito 
antinociceptivo. 
 
O principal achado foi o de que a eletro-auriculoterapia de 2Hz deflagra a liberação 
de encefalinas e de beta-endorfina do cérebro e na medula espinhal, que interagem 
nos receptores opiáceos As e d no sistema nervoso central, enquanto que a 
estimulação de 100Hz seletivamente aumenta a liberação de dinorfina na medula 
espinhal para interagir com os receptores opiáceos k no corno posterior da medula 
espinhal (HAN; WANG;1992). Este fenômeno originalmente demonstrado em ratos e 
coelhos também foi evidenciado em humanos (HAN et al., 1991). Novos estudos 
revelam que quando baixas (2 Hz) e altas (100Hz) freqüências são utilizadas 
consecutivamente com duração de 3 segundos, então todos os três tipos de 
péptidos opiáceos (encefalinas, endorfinas y dinorfinas) podem ser liberadas 
simultaneamente. 
 
 A interação sinergística entre esses três peptídeos opiáceos endógenos 
produz um efeito analgésico mais potente (CHEN; HAN, 1992 e CHEN et al., 1994). 
Estudos recentes revelam que a estimulação de 2 e 100 Hz utilizam diferentes vias 
nervosas para mediação do seu efeito analgésico (GUO et al., 1996 a; 1996 b; HAN; 
WANG 1992). 
 
Tolerância à eletro-auriculoterapia durante estimulação prolongada 
 
A duração ótima da estimulação por eletro-auriculoterapia é de 30 minutos, período 
de indução necessário para o desenvolvimento pleno da analgesia por 
eletro-auriculoterapia em humanos. Por outro lado, a estimulação por mais de uma a 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
duas horas pode resultar em uma redução gradual do efeito analgésico. Isto pode 
ser comparável com o desenvolvimento da tolerância à morfina quando múltiplas 
injeções são administradas em curtos intervalos de tempo, daí o termo tolerância à 
eletro-auriculoterapia (HAN et al., 19981). 
 
 Um achado interessante é o de que ratos que se tornaram tolerantes à 
eletro-auriculoterapia de 2Hz ainda reagem à de 100 Hz, e vice e versa. Isto é 
compreensível porque a analgesia por 2Hz e 100Hz são mediados por tipos 
diferentes de receptores opiáceos. Os do tipo m ê s são ocupados pelas encefalinas 
e pelas endorfinas nos estímulos de baixa freqüência, e receptores Kappa pela 
dinorfina na eletro-auriculoterapia de alta freqüência (CHEN.; HAN, 1992). Os 
mecanismos para o desenvolvimento da tolerância por eletro-auriculoterapia são 
vários: 
1. Nas sessões repetidas de eletro-auriculoterapia aceleram a 
liberação de peptídeos opiáceosque deflagram a auto regulação da expressão 
gênica dos seus receptores em áreas cerebrais identificadas (WAN et al.). 
2. A liberação de uma grande quantidade de peptídeos opiáceos no SNC induz à 
liberação de um outro neuropeptídeo, o octapeptídeo colecistoquinina (CCK-8), que 
antagoniza o efeito dos primeiros (ZHOU et al., 1993 a, 1993 
b). 
Tratamento múltiplo de eletro-auriculoterapia com o espaçamento apropriado pode 
resultar no seu efeito cumulativo 
 
Alguns autores apontam que o efeito terapêutico produzido por tratamentos múltiplos 
de acupuntura realizados uma vez por semana é melhor do que uma vez por dia. Em 
ratos normais, comparou-se o efeito analgésico obtido pela eletro-auriculoterapia 
realizada uma vez ao dia, uma vez a cada quatro dias, e uma vez a cada sete dias, 
apresentava a tendência de obtenção de resultados cada vez melhores. 
 
Sangria 
 Muito indicado para padrões de Excesso e Calor: hipertensão, febre alta, 
cefaléia tonturas (do tipo que tudo roda) 
 Evitar em: anemias, doenças debilitantes, alterações plaquetárias ou de 
coagulação, hepatite e durante a menstruação. 
 Cuidado especial com a esterilização. Material, paciente e terapeuta. 
 Quando houver veias sobre áreas afetadas, essas devem ser puncionadas. 
Sempre no extremo mais distal desta. 
● Ápice: antipirético, antiinflamatório, sedativo, hipotensor, anti alérgico, 
acalma a mente, clareia a visão, cefaléia lancinante, odontalgias e 
problemas dermatológicos. 
● P. Yang do Fígado: subida do yang do fígado, tontura, visão turva, 
tinido, cefaléia no vértice 
● Ápice do trago: antipirético, antiinflamatório, sedativo, analgésico, 
resfriado comum e febre. 
● Sulco Hipotensor: hipertensão, cefaléia e tontura. 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
● Dorso da orelha: geralmente no 3º ramos das veias posteriores para 
dermatites, inflamações na garganta, conjuntivite aguda e bronquite. 
 
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AURICULOTERAPIA – Marcos Minello 
 
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1992; 
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