Apostila UNIJUÍ -Estrutura e processos organizacionais
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o capital da loja que ele administrará.
Assim, ele possui o seu próprio negócio com a marca do franqueador. Nós fornecemos a
marca, o projeto visual dessa loja, os produtos, o marketing e campanhas de vendas, a
tecnologia de funcionamento da loja e a consultoria operacional para os seus negócios.
É, portanto, um sistema virtual de empresa interessante para expansão dos negócios, pois
conta com capital de terceiros. Um franqueado não necessita ter experiência em negócios.
Nós, os franqueadores, é que seremos responsáveis pelo seu treinamento e capacitação.
Ah! Sim. Vamos cobrar royalties de nossos franqueados ou não? Alguns franqueadores
cobram, outros não. Para que servem esses royalties? Principalmente para cobrir despesas de
consultoria ao franqueador, marketing e promoções de vendas. Podemos, contudo, inserir
essas despesas na margem de lucro das mercadorias que vamos fornecer. Há essas duas
opções para escolher. Vamos deixar a escolha para outra hora, poderemos no futuro pensar
melhor nesse assunto. O fato é que muitos franqueados não gostam de pagar mensalmente
a tal da taxa de royalties.
Seção 4
Órgãos e grupos colegiados nas organizações
O que desejas que os homens te façam, faze a eles (Bíblia Sagrada, Lucas 6:31).
As organizações em geral valem-se dos órgãos colegiados para suas complexas ativi-
dades administrativas. Órgão colegiado, como sabemos, significa um grupo de pessoas que
deve se reunir para tratar de assuntos em conjunto e chegar a alguma conclusão, preferen-
cialmente por consenso. Há diversos tipos de órgãos colegiados. Por exemplo, há aqueles
que são permanentes e os que são temporários; há os que decidem ou deliberam por
voto, em que geralmente a maioria vence; há os órgãos colegiados puramente consulti-
vos, isto é, apenas para darem sugestões; há aqueles cujos membros são eleitos e aqueles
cujos membros são indicados ou nomeados, e assim por diante.
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ESTRUTURAS E PROCESSOS ORGANIZACIONAIS
Tanto para as pequenas empresas quanto para as grandes é importante aos adminis-
tradores terem conhecimento sobre esses órgãos colegiados. Assim sendo, se você está liga-
do a uma loja, ou a uma cooperativa, ou a uma prefeitura, ou a uma fábrica, não importa o
tamanho, de alguma forma com certa freqüência terá de recorrer a alguma modalidade de
órgão colegiado. Então, vamos aproveitar o ensejo para aprender algo a respeito.
Assembléia: é a participação de todas as pessoas vinculadas a uma organização. A
assembléia tem poderes de legislação. Numa Sociedade Anônima é a reunião dos acionis-
tas, numa cooperativa, a reunião dos associados, numa empresa a reunião dos sócios. No
Legislativo brasileiro temos, por exemplo, a Assembléia Constituinte, com poder para elabo-
rar a Constituição do país, a lei máxima. Há assembléias formais e informais. Por exemplo,
um grupo de turistas pode convocar uma reunião de todos os participantes, formando assim
uma assembléia informal. Os condôminos de um prédio podem constituir um regimento e
criar uma assembléia formal. Os componentes de uma assembléia podem ser eleitos como
nos Legislativos Nacional, estaduais e municipais, como podem adquirir o direito de partici-
pação por inversão de capital, como nas Sociedades Anônimas. As decisões nas assembléias
ocorrem por voto. Numa Sociedade Anônima o voto tem poder proporcional ao das ações do
membro. Já numa cooperativa é diferente, cada sócio tem um voto, como nas Assembléias
Legislativas.
Conselho: este é um órgão colegiado muito utilizado nas empresas, como os conse-
lhos de administração, por exemplo. É interessante para qualquer tamanho de empresa. Se
o conselho for consultivo, só pode emitir pareceres ou sugestões, então será um órgão de
assessoria; se for deliberativo, pode tomar decisões e, portanto, dirige a respectiva organiza-
ção. Os conselhos de administração nas empresas sempre são deliberativos. Seus membros
podem ser eleitos ou nomeados.
Câmara: os membros podem ser eleitos ou nomeados, geralmente por tempo determi-
nado. As câmaras são subconjuntos das Assembléias. No Brasil, por exemplo, temos duas
câmaras: a dos deputados e a dos senadores. Numa empresa, por exemplo, a assembléia dos
acionistas em lugar de câmaras tem conselhos, o fiscal e o administrativo, com esses nomes
ou outros, equivalentes. Pode-se constituir uma câmara para preparar estudos de temas a
serem decididos por uma assembléia ou por outro colegiado maior. Como exemplo podemos
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imaginar o conselho de uma empresa com 40 membros, divididos em câmaras para preparar
as matérias para as reuniões do conselho. Nesses casos, as câmaras sempre são constituídas
por membros do conselho, estudam assuntos, fazem sugestões e emitem pareceres. Estes,
por sua vez, serão úteis para as decisões dos respectivos conselhos.
Comitê ou comissão: são órgãos colegiados que podem ser constituídos nas organiza-
ções para fins definidos. Por exemplo, o comitê de campanha de vendas para o Natal numa
empresa comercial. Nas universidades geralmente temos as comissões de vestibular. Assim,
temos as comissões para vários fins. Os comitês ou comissões podem ser permanentes ou
temporários. Seus membros podem ser eleitos ou nomeados, mas dificilmente se admitem
membros permanentes. Esse órgão sempre responde a um executivo de alto nível e é criado
para uma finalidade específica. Cumprida essa finalidade o comitê é desfeito definitivamen-
te ou é desativado temporariamente. Nesse último caso, voltando o assunto em que o comi-
tê se pronuncia, ele é reativado. O comitê, em seu trabalho, deve chegar a pareceres e suges-
tões para relatá-los ao executivo ao qual está vinculado. É esse executivo que decide pôr em
prática ou não o que o comitê sugeriu. Nisso reside uma das vantagens da criação de comi-
tês, eles resultam em condições para que os executivos tenham as suas matérias mais bem
pensadas. Além disso, o comitê cria condições para que várias pessoas pensem em conjunto,
um dos aspectos positivos de todos os órgãos colegiados. Você pode perceber que o comitê é
uma estrutura bem interessante para pequenas e médias empresas, por ser algo bem flexível
e objetivo, fácil de ser instituído e de ser coordenado.
Força-tarefa ou grupos de trabalho: estes colegiados são sempre temporários e têm de
cumprir uma tarefa específica para a qual foram criados e então são extintos. Os membros
são nomeados. Nas empresas, por exemplo, é bem comum serem formados os grupos de
estudo para o desenvolvimento de determinado tema de interesse da diretoria. Para empre-
sas pequenas é altamente recomendável o uso da força-tarefa sempre que se achar interes-
sante.
Grupos informais: estes surgem espontaneamente nas organizações. Eles são impor-
tantes, pois se formam a partir de interesses definidos num certo tema. Empresas orgânicas,
inovadoras e dinâmicas, não importa o tamanho, até incentivam o surgimento de grupos
informais em seu interior. Como são espontâneos, como o tema interessa a quem participa
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de grupos assim, eles geralmente são eficazes em relação ao que se propõem. Na verdade os
grupos informais complementam as estruturas formais, mas não fazem parte da estrutura.
Pode acontecer, no entanto, de algum grupo informal ser oficializado na empresa, tornan-
do-se parte de sua estrutura. Empresas bem pequenas em muitos casos funcionam total-
mente como um grupo informal. Aí já não é bom, porque tende a ocorrer pouca organização
e pouca disciplina nas suas atividades. Foi disso que Augustin e Mariola decidiram se afas-
tar quando, desde o início, adotaram uma estrutura definida, que seguiram à risca.
Síntese desta unidade
\u2013 na busca de maiores conhecimentos relacionados com a expansão
dos negócios, analisamos as possibilidades mais promissoras nas em-
presas cujos formatos são orgânicos, isto é, favorecem a participação;
\u2013 estudamos sobre a empresa virtual, um formato estrutural que possibilita