Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações
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Isso seria a personalização dos serviços públicos. Ele pode
ser utilizado na gestão escolar para descobrir correlações de dificuldades de alunos, pode
servir para descobrir a incidência de doenças na população.
Pode-se associar a essas análises o modo de ação das pessoas da
organização e suas estratégias de gestão, o que se obtém do BSC. Pois
bem, Business Intelligence é na verdade um conceito de ilimitadas possi-
bilidades de análises a serem realizadas numa organização, desde que a
Tecnologia da Informação o permita.
Concluindo, podemos entender Business Intelligence como constituído de um con-
junto de sistemas, ferramentas e aplicações que possibilitam a obtenção de informações
relevantes necessárias à gestão estratégica, para que ela possa conduzir seu processo
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SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES
decisório e administrar de forma mais consciente e realista a respectiva organização. Na
gestão pública pode ser uma alternativa de torná-la mais eficaz em relação, por exem-
plo, às demandas sociais, sempre bem complexas.
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O conhecimento artificial na Gestão Pública
a) Inteligência Artificial
Com a informática nós, os humanos, criamos máquinas que nos ajudam a pensar. Isso
é muito interessante, desde que as tais máquinas um dia desses não venham a nos superar,
como seus criadores. É óbvio que isso não acontecerá, não acha?
Um dos frutos da informática é a Inteligência Artificial, conhecida como IA. Essa inte-
ligência nada mais é que a reprodução, num programa de computador, da maneira inteli-
gente de o ser humano tomar decisões. O processo do pensamento humano é dividido em
etapas, e é muito utilizado para resolver problemas que tenham características de rotina. A
Inteligência Artificial na verdade é um método estruturado de programação complexa
de computador, para simular o pensamento humano em processo decisório de rotina.
Entram nessa categoria os jogos de organização; jogos de
xadrez; planejamento automatizado; decisões de reposição de es-
toques; controle autômato, como manter um veículo em movimen-
to na pista; diagnósticos de diversos tipos, como o médico, o em-
presarial; análise de crédito; planejamento logístico; robótica; tra-
dutores de texto; compreensão de linguagens e resolução de quebra-cabeças; corretores
gramaticais; reconhecimento da escrita manual; reconhecimento da voz; personagens vir-
tuais que conversam como os humanos, chegando a dialogar com eles; solução de proble-
mas, etc. Já pensou empregar a Inteligência Artificial para diagnóstico das pessoas das
comunidades de seu município? Ou nas escolas para aprofundar o nível de eficiência do
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ensino e da educação? Na gestão pública a Inteligência Artificial tem talvez mais aplica-
ções que na iniciativa privada. É uma possibilidade para prefeitos que queiram se destacar
em suas gestões.
A Inteligência Artificial permite que o computador literalmente pense e responda rea-
ções automáticas a estímulos de informações externas. Demos a ele, porém, um desconto:
ele pensa com base em um programa pré-determinado, nada mais que isso. A Inteligência
Artificial, contudo, pode imitar o processo básico de como a mente humana aprende. Assim
o computador pode assimilar, ou melhor, armazenar em sua memória magnética novas in-
formações e torná-las disponíveis para futuras buscas. Assim como a mente humana pode
adquirir novos conhecimentos sem atrapalhar seu funcionamento em geral, no caso da Inte-
ligência Artificial dá-se o mesmo.
b) Sistemas Especialistas
Os Sistemas Especialistas (SEs) são programas desenvolvidos pelos engenheiros da Inte-
ligência Artificial com a finalidade de representar e \u201craciocinar\u201d, como se fossem um especialis-
ta humano. Assim, auxiliam na resolução de problemas típicos dos especialistas humanos. Em
lugar de resolver problemas, podem servir para subsidiar os especialistas ou de aconselhamento
ao seu trabalho. São muito utilizados na área comercial e industrial. Os problemas em que esses
sistemas podem ajudar os seres humanos são casos bem típicos, repetitivos, de profissionais,
como o diagnóstico médico de doenças em que se fazem análises rotineiras.
Exemplos de situações em que se pode utilizar Sistemas Especialistas são: análise de
crédito; vários diagnósticos médicos; diagnóstico financeiro de empresas; análise de balan-
ços; elaboração e análise de indicadores econômicos e sociais, entre outros.
c) Engenharia do Conhecimento
É uma espécie de talento especial bem fundamentado em co-
nhecimentos científicos que torna uma pessoa capaz de extrair infor-
mações e perícia de outros profissionais, e as converte em programas
para aplicações de Inteligência Artificial e Sistemas Especialistas.
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Reúne um conjunto de métodos, técnicas e regras que são capazes de reconstruir o co-
nhecimento humano em forma de software. É, portanto, uma disciplina da Engenharia
que emprega experiência acumulada, métodos, linguagens de computador e recursos.
A Engenharia do Conhecimento se reproduz em quatro momentos seqüenciais:
\u2013 aquisição do conhecimento;
\u2013 representação de conhecimento;
\u2013 validação do conhecimento;
\u2013 manutenção do conhecimento.
A aquisição consiste em captar o conhecimento em suas diversas fontes, tais como
seres humanos, livros, e outros documentos. A representação de conhecimento tem a ver
com a maneira pela qual o conhecimento será codificado, como o caso das ontologias. A
validação do conhecimento é a verificação da consistência da base de conhecimento
construída e comprovação de que é seguro e fiel ao que se pretendia obter. A manutenção
do conhecimento diz respeito ao esquema de raciocínio do sistema e sua capacidade de
chegar a alguma conclusão lógica.
d) Reengenharia pela informática
As organizações de grande porte podem se mostrar supercomplexas. Imagine uma or-
ganização multinacional, com subsidiários, digamos, em 30 países, em diferentes continen-
tes. Ou imagine uma estatal em idêntica situação. Ela absorve particularidades culturais
diferentes, enfrenta problemas complexos diversificados e se transforma numa organização
difícil de entender e de gerenciar. Se isso já é difícil, imagine como será nessa organização
planejar e pôr em prática mudanças radicais em sua estrutura e/ou em seus processos de
trabalho. Estes tipos de mudanças, tão radicais, são chamados de reengenharia. E quando
se emprega avançados recursos de informática adequados à situação para auxiliar nessa
reengenharia, então trata-se de reengenharia pela informática.
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Nesses casos geralmente é intenso o emprego de recursos da Inteligência Artificial e
dos Sistemas Especialistas, e também sistemas de simulação, tanto para diagnóstico das
diferentes situações quanto para prognósticos de tendências pós-mudanças.
SÍNTESE DESTA UNIDADE
Nesta Unidade tivemos quatro seções. Na primeira estudamos um
pouco sobre os bancos de dados dinâmicos que servem ao processo
decisório das empresas comerciais e outras organizações comple-
xas. Na segunda seção analisamos a evolução do ERP, que tem por
objeto facilitar o processo de organização das tarefas relacionadas à
produção industrial, mas também muito útil em outras organiza-
ções comerciais. Na terceira seção ingressamos no fenomenal con-
ceito de Business Intelligence. Ele envolve a coordenação de todos
os recursos de TI numa organização para, de forma organizada, gerar
informações para a gestão estratégica consciente. Na quarta seção
abordamos a Inteligência Artificial nas organizações.
Nesta unidade devemos ter assimilado um conceito mais amplo de
como os gestores de empresas estão recorrendo a recursos de
informática para obter apoio às decisões que têm de tomar. Devido
à crescente complexidade do mercado globalizado e ao aumento
da competitividade nesse mercado, tais recursos hoje não são luxo,
mas necessidades vitais. As empresas de grande porte, e muitas de
pequeno