Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas é um órgão das Nações Unidas com responsabi-
lidades sobre a segurança mundial. O órgão tem o poder de autorizar uma intervenção militar
em algum país. Todos os conflitos e crises políticas do mundo são tratados pelo conselho, para
que haja intervenções militares ou missões de paz.
O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, dos quais 5 são permanentes: os Estados
Unidos, a França, o Reino Unido, a Rússia e a República Popular da China, sendo que cada um
destes membros tem direito de veto. Os outros 10 membros são rotativos e têm mandatos de 2
anos.
Uma resolução do Conselho de Segurança é aprovada se tiver maioria de 9 dos quinze membros,
inclusive os cinco membros permanentes. Um voto negativo de um membro permanente configu-
ra um veto à resolução. A abstenção de um membro permanente não configura veto.
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O novo ordenamento internacional, ainda em vigor, é regulado por esse Conselho de
Segurança. Apesar de seu objetivo, não conseguiu banir as guerras. Em março de 2003 os
Estados Unidos da América atacam o Iraque, desconsiderando a posição do Conselho de Se-
gurança e o clamor político e popular de todas as partes do mundo. Até
essa nova guerra, desde a Segunda Guerra Mundial já haviam ocorrido
182 anteriores. Em março de 2003, moralmente, e também na prática,
estavam enterrando o Conselho de Segurança como instituto global para
regular as relações entre as nações. Ou seja, obedece quem quer, e quando
lhe for conveniente. Assim como a Itália desmoralizou a Liga das Na-
ções, os Estados Unidos da América desmereceram a eficácia da ONU e do Conselho de Segu-
rança perante as nações do mundo. Desde esse tempo o mundo precisa de uma nova ordem
mundial, ou o espectro de uma Terceira Guerra Mundial pode, a qualquer momento, vir a se
tornar o maior de todos os pesadelos da humanidade. E também na última tragédia global.
De fato, as condições do planeta estão a exigir uma outra ordem mundial. Tem de ser
superior ao que foram a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas. Estamos
atingindo à deterioração das condições climáticas no mundo; ao aumento da violência e
criminalidade; à insegurança do terrorismo; ao tráfico de armas, drogas e seres humanos, e
também de animais silvestres como sendo os mais rentáveis negócios
do mundo; à pornografia e imoralidade se alastrando desenfreada-
mente; à corrupção tomando conta; ao ódio se intensificando, entre
outros tantos males. A economia do planeta está em alto risco. As
condições sociais levam a um aumento de doenças de natureza psicológica e suas repercus-
sões sociais violentas. Precisamos de uma nova ordem mundial, a sexta, que leve o mundo a
uma nova sociedade, alertam os grandes líderes. Quais são as atuais tendências?
A sexta ordem mundial deve ser diferente de todas. Busca-se uma solução ampla, con-
gregando principalmente as religiões pelo ecumenismo e diálogo inter-religioso para o con-
trole das consciências das pessoas em suas famílias, para que nelas se formem cidadãos
não-violentos, nem corruptos ou imorais. É a busca das condições de sustentabilidade
ambiental, social, política e econômica, ou seja, a viabilização da globalização. Ênfase na
busca da paz e segurança no mundo por meio de expedientes legais impostos pela força. De
certa forma, estamos ensaiando um retorno à Idade Média.
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SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES
Seção 2
Globalização e formação do poder global supranacional
O que é globalização? Em poucas palavras, globalização é intenso comércio interna-
cional. A globalização, no entanto, envolve mais assuntos, como a integração econômica
por meio dos blocos econômicos e tratados internacionais; a integração social mediante o
deslocamento de pessoas pelo mundo; a integração cultural, pela fácil
troca da produção cultural da música, arte, cinema; a integração
política, por meio de muitos encontros de cúpulas e tratados; a co-
municação internacional pela Internet; a produção entre empresas
e corporações localizadas em diferentes países; a pesquisa colaborativa
entre laboratórios e universidades de diversos países; os empreendimen-
tos conjuntos de grandes proporções, como lançamento de satélites. É a relativização das
fronteiras para uma integração internacional em quase todos os sentidos. É um fenômeno
que se iniciou na última década do século 20 e que se intensifica no século 21.
A globalização, porém, não está nem pode estar sozinha. Paralelamente, como vimos,
está sendo construída uma nova ordem mundial. Ela tem alguns propósitos, entre eles ga-
rantir que haja condições políticas para a viabilização da globalização e que haja paz entre
as nações para que tudo aquilo que pode ser realizado no contexto da globalização possa
ser efetivamente concretizado, principalmente o comércio internacional, que é o foco princi-
pal. Por exemplo, é absolutamente necessário que se reduzam os índices de corrupção, de
criminalidade e de todas aquelas tendências negativas que hoje se alastram pelo mundo.
Pois se essas tendências continuarem, bem logo não haverá mais condições de progresso,
nem no plano global nem a nível nacional. É para reverter as tendências catastróficas que
se discute a necessidade de uma nova ordem mundial, uma ordem que seja capaz de reedu-
car moralmente as pessoas que vivem na Terra. Fato é que, assim como está, a tendência é
rumar para o desastre e o caos, em todos os sentidos.
Todas as necessidades que requerem solução, todavia, também promovem oportunida-
des diversas. A globalização em que estamos entrando é, paralelamente, um campo de
disputa pelo poder no mundo. Estão nessa disputa tanto corporações poderosas quanto
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nações, todas procurando um posicionamento favorável ao ganho, por meio da tecnologia,
diante do comércio internacional. E também as igrejas intentam agora exercer poder, e para
isso estão se unindo globalmente, se bem que nem todas participem.
Assim, como o planeta está se tornando uma grande praça de comércio, a disputa por
posições de vantagem está acirrada. Nisso entram, veja só, os sistemas de informação. As
empresas em geral, notadamente as de grande porte, agora precisam ter informações
precisas sobre o que acontece mundo afora, principalmente com relação ao desenvolvi-
mento tecnológico, aos sistemas de concorrência, às alianças estratégicas, às tendências da
comercialização, aos lançamentos de novos produtos, às tendências políticas e regulamen-
tações, às oportunidades de negócios e aos perigos que se intensificam cada vez mais.
Como já vimos em estudos de unidades anteriores, é no con-
texto da globalização que as empresas precisam urgentemente trans-
formar informações em conhecimento, e necessitam, paralelamen-
te, desenvolver inteligência para melhor utilizar esse conhecimen-
to. Você sabe por que, não é mesmo? Acontece que agora a competi-
ção é global, e nesse contexto só vai vencer, isto é, permanecer ativo
no mercado, quem estiver preparado tecnologicamente. Referimo-nos à tecnologia adminis-
trativa e de produção.
As tendências políticas globais são pela realização de alianças estratégicas. Essas ali-
anças já estão sendo realizadas. São nações estruturando blocos econômicos, são empresas
formando diversos tipos de corporações. Essas ligações vão desde grandes empresas até as
pequenas, que formam, por exemplo, redes de cooperação.
Presentemente, quais são as grandes fontes de poder que estão dialogando na questão
da formação da nova ordem mundial? Um dos grandes protagonistas atualmente são os
Estados Unidos da América, que lideram o G8, ou seja, os oito países mais industrializados
do mundo: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e a
Rússia, esta sempre convidada, pois o G8 na verdade é o G7 mais a Rússia. O G7 é uma
coligação forte, e o oitavo, a Rússia, será convidada enquanto isso interessar aos outros
sete. Um