Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações
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Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações


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seja, todas elas necessitam
umas das outras, não conseguem funcionar de modo totalmente independente. Por exem-
plo, os programas de computadores necessitam das pessoas para funcionar, e as pessoas
precisam dos programas para fazerem seu trabalho. Assim também o fluxo de informações
necessita dos telefones, e outros recursos, e as pessoas os usam.
E esse sistema todo, como já se pode perceber, torna-se bem complexo para descrever,
não é mesmo? É só tentar descrever por completo o conjunto das partes de uma organização
pequena e explicar como se relacionam entre si, e verá como isso é difícil.
E esse sistema todo, que chamamos organização, que poderia ser uma prefeitura, ou
uma autarquia, tem seus objetivos. Se não os tivesse, para quê teríamos um sistema? Quais
são os objetivos de uma organização? Podem ser vários, e entre os mais comuns temos: para
as empresas pode ser a obtenção de resultados positivos; crescer no mercado; obter estabili-
dade financeira e econômica; melhorar a qualificação; produzir tecnologia, e assim por di-
ante. Para uma prefeitura pode ser a obtenção de condições para que as empresas sejam
bem-sucedidas, que os cidadãos tenham estabilidade em seus empregos, com qualidade de
vida, que tenham educação e participem do desenvolvimento econômico.
É possível lembrar de outros sistemas para ilustrar, além do sistema de organização
pública? Sim, estamos rodeados por sistemas. Aliás, nós mesmos, nosso corpo, é um sistema.
Um relógio é um sistema, um automóvel também.
O que você acha, uma caneta é um sistema? E uma caneta em sua mão escrevendo, é
um sistema? Faça o teste utilizando a definição anterior, e vai conseguir responder. Lembre-
se, apenas um conjunto de partes ainda não é um sistema, mas pode vir a ser, se completar-
mos a definição. Sistema tem de ter partes interdependentes, que interagem entre si
visando a alcançar um objetivo. Agora pense numa organização que cuida do saneamento
numa determinada cidade. Isso é um sistema?
EaD
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SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES
Vamos aprofundar mais a compreensão dos sistemas. Eles têm, como abordamos na
seção em que estudamos os sistemas de informação, quatro elementos: entrada,
processamento, saída e feedback.
Entrada consta da captação dos dados primários. Pode ser em forma manual ou por
meio de recurso de informática. Exemplo: a computação das horas trabalhadas, tempo para-
do, etc., numa folha de pagamentos.
Processamento é a transformação de dados em saídas úteis. Isso também pode ser
realizado manualmente ou por computador. Exemplo: a realização dos cálculos da folha de
pagamento para a definição do valor a pagar.
Saída é o fornecimento de informações úteis, por meio de gráficos, relatórios, tabelas,
e outras formas. No caso em pauta, a saída podem ser os contracheques.
Feedback é uma saída especial que todo sistema necessita. Ela é útil para realizar
correções e ajustes no processamento e na entrada do sistema, e também na saída. Por
exemplo, se ocorrem problemas nos contracheques, ou se o processamento atrasa, ou se
ocorrem outras disfunções, essas são informações de saída que dão a entender que algo
precisa ser feito para que não ocorra mais. As causas das situações podem estar tanto no
processamento quanto na entrada, como até mesmo nos fornecedores do sistema. Então,
identificadas as causas, serão tomadas medidas corretivas. O feedback, contudo, não é só
para correções, também serve para avaliações, aperfeiçoamentos, prevenção, e muito mais.
Veja agora uma ilustração de um sistema geral.
Figura 2: Componentes de um sistema geral
 
 
 
entrada processamento saída 
feedback 
EaD Si kberto Renaldo Marks
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Estude a figura anterior. Ela representa qualquer sistema. Note então que um sistema
de informação tem esse sistema geral por modelo, com pequenas adaptações. É assim que se
pode representar todo e qualquer sistema, com adaptações a partir do sistema geral, que
sempre é representado da mesma maneira, como na Figura 2. Desenhe e redesenhe esse fácil
modelo, e não o esqueça nunca mais, pois é o modelo básico para todos os demais sistemas.
Identifique as diferenças desse modelo geral para com os sistemas de informação. Compare
com a Figura 1.
Seção 5
Ecologia da informação
Os profissionais que lidam com informações têm-se limitado essencialmente aos as-
pectos técnicos do hardware e do software. Gerenciar a informação era, e em muitos caso
ainda é, realizar investimentos em equipamentos e desenvolver softwares. Além disso, têm
incluído o treinamento e a qualificação de pessoas para fazerem esses equipamentos funci-
onar. Acontece que os avanços tecnológicos tem ocorrido em velocidade acelerada, o que de
certa forma justifica essa postura.
Você que lê essa seção, está sendo convidado a meditar um pouquinho. Fica evidente
que tal postura não é suficiente, não é mesmo? Imagine a situação: uma empresa bem equi-
pada com computadores, uma quantidade de programas recém-desenvolvidos e de alto de-
sempenho. Essa empresa, supõe-se, está na vanguarda do que de mais avançado existe em
informática para sistemas de informação. Agora vêm três perguntas: ela está realmente bem
suprida com informações? Ela é estrategicamente bem gerenciada? As pessoas que nela
trabalham sabem desenvolver estratégias competitivas a partir das saídas de seu sistema de
informação? A prática tem demonstrado que não. Apenas dispor de bom equipamento e
bons programas é o mesmo que ter uma fábrica com boas máquinas e boa matéria-prima,
mas cujos colaboradores não sabem bem o que fazer com tudo isso.
EaD
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SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES
Davenport e Prusak (1998) criaram uma nova abordagem para melhor obtermos pro-
veito dos sistemas de informação. Vamos explicar em poucas palavras. Essa nova aborda-
gem eles chamam de \u201cecologia da informação\u201d. Isso diz algo para você? Deve dizer o se-
guinte: a ênfase é no ambiente da informação. Não mais nos equipamentos e nos progra-
mas. Programas e equipamentos sempre serão necessários, porém a informação e o que com
ela se faz na empresa ou nas entidades públicas é ainda muito mais importante, você não
acha?
Na ecologia da informação estão incluídos até mesmo os valores das organizações
e sua cultura quanto à informação, ou seja, o que costumam fazer com a informação.
Agora você já deve estar pensando que considerando os valores e a cultura de uma prefeitu-
ra, por exemplo, quanto à utilização da informação, de imediato chama a atenção para o
gerenciamento desses aspectos, não é mesmo? E é exatamente isso. Há mais, porém.
Ecologia da informação também inclui as forças e armadilhas
que interferem no intercâmbio de informações na organização. Isso
significa que em todas as organizações há políticas de uso das infor-
mações, costumes consagrados que são seguidos para uso das infor-
mações. Há situações em que são estabelecidas regras rígidas para o
uso das informações. Isso tudo, e muito mais, afeta a eficácia, para
melhor ou para pior, do desempenho de um sistema de informação numa empresa ou numa
entidade pública.
Vejamos por outra ótica. Uma prefeitura, por exemplo, bem estruturada, com um bom
sistema de informação, terá bom proveito desse sistema se capacitar as pessoas que nela
trabalham para fazerem bom uso das saídas geradas. Isso, porém, é só o início. As pessoas
devem sentir-se à vontade para criar alternativas, devem sentir-se motivadas a inventar, pro-
por, analisar e desenvolver novas idéias. Elas precisam ter motivos para, com um poderoso
sistema de informação ao seu dispor, buscar desenvolver conhecimento sobre a prefeitu-
ra, sobre os munícipes, sobre o ambiente, e assim por diante. Consegue agora imaginar o
potencial dessa simples expressão \u201cecologia da informação?\u201d Pois prepare-se, a ênfase de
nosso estudo será nessa direção: a sábia utilização desses sistemas.
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Seção 6
Dado, informação, conhecimento, inteligência e sabedoria
Vamos nesta seção assimilar mais