Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações
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Apostila UNIJUÍ - Sistema integrado de informações


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em si mesmos, os sábios pensam em todos.
Vamos meditar um pouco? Para quê mesmo
servem os planos estratégicos nas empresas? Já pa-
rou para pensar sobre essa questão? Um plano es-
tratégico deve ser o guia de uma prefeitura, de
um Estado, de uma empresa para que oriente as
Princípios construtivos
São os conceitos que devemos
seguir para que algo dê certo e
seja bem-sucedido. Por
exemplo, \u201csempre fazer algo
bem-feito\u201d é um princípio
construtivo, mas ser
desleixado não é. Nas empre-
sas seus Planos Estratégicos
geralmente prevêem um
conjunto de princípios que as
pessoas devem seguir para
que ela alcance os resultados
positivos desejados.
Princípios de vida
São conceitos que as pessoas
seguem para alcançar sucesso
em suas carreiras profissionais
e em sua vida social e afetiva.
Por exemplo, ser amável é um
princípio básico para uma boa
vida social. Assim há outros
princípios, como: honestidade,
pontualidade, esforço em fazer
as coisas, busca da perfeição,
e assim por diante.
Plano Estratégico
É o plano de longo prazo de
uma empresa ou de uma
organização. É o conjunto de
ideais da alta administração
que norteia os esforços de
todos, que assim logram
alcançar objetivos de curto,
médio e longo prazos. Resulta
no estabelecimento de um
direcionamento a ser seguido
pela empresa para alcançar a
missão por ela estabelecida.
 
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pessoas que nelas trabalham, no sentido de que realizem esse
trabalho com sabedoria, pensando na sua organização, nas de-
mais pessoas, no povo em geral, nos clientes, nos concorrentes
e na economia como um todo. Parte do princípio de que todos
necessitamos uns dos outros, portanto, em lugar de nos destruir-
mos mutuamente, sejamos sábios e construamos nossa econo-
mia e sociedade como empreendimentos em conjunto. Esse
enfoque ainda retomaremos mais adiante.
Seção 7
Fontes de informações da autoridade pública
Esta seção, embora concisa, é importante. Refere-se aos
lugares de onde vêm as entradas de nossos sistemas de informa-
ção, ou seja, as fontes dos dados e das informações. Essas fontes
podem ser de origem interna (da própria organização) ou do am-
biente externo.
De imediato podemos refletir sobre algo relevante. Sistemas
de informação que só usam fontes internas são fracos, e não po-
dem contribuir muito para a formação de estratégias sociais. Não
contribuem muito para a produção de conhecimento e para o
desenvolvimento da inteligência e sabedoria. Possibilitam isso
tudo, mas de forma bem mais limitada que aqueles sistemas que
incluem fontes externas de dados e informações.
Como estamos em plena globalização dos negócios, não
há mais como não processar em nossas organizações o que se
passa fora delas, e que é de interesse para nossas estratégias. Ou
seja, não há mais como ficar alheio ao que se passa no contexto.
Globalização dos negócios
É a intensificação e a facilitação
da realização de negócios entre
empresas e mesmo entre
indivíduos de diferentes países.
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SISTEMA INTEGRADO DE INFORMAÇÕES
Nem como ficar desinformado sobre o que pensam e como deci-
dem os empresários, as pessoas e as outras entidades, de tantas
que existem. Nem sobre o que se passa na economia nacional e
mundial. E assim por diante. Acha que esse raciocínio é impor-
tante?
As fontes internas são bem óbvias. Elas vêm dos setores de
serviços públicos, de obras, de produção, de estoques, de pesso-
as, da qualidade, e da própria contabilidade, e muito mais. Vêm
também de reuniões, relatórios, estudos, análises feitas na orga-
nização.
As fontes externas vêm de periódicos, jornais, estatísticas,
outros órgãos públicos, cidadãos, outros profissionais, agências
de publicidade, governo, universidades, centros de pesquisa, en-
tre outros. Fontes externas há em quantidade incrível. A própria
Internet é uma fonte inesgotável de muitas informações impor-
tantes. E os gestores dos órgãos da gestão pública podem formar
as suas próprias redes de informações externas, com outros pro-
fissionais e pessoas com quem possam trocar informações, mui-
tas vezes privilegiadas.
O importante é que na gestão pública se desenvolva a ati-
vidade de prospecção de informações do ambiente externo. Pode-
mos chamar isso de \u2018serviço de inteligência\u2019. Ou seja, a empre-
sa hoje em dia precisa ter um olho voltado para fora dela e outro
para dentro. Com isso ela deve buscar conhecimento do que se
passa lá fora, desenvolver inteligência e sabedoria estratégica,
para conseguir mais eficácia na gestão pública, inserida num mer-
cado que cada vez mais se assemelha a uma guerra não declara-
da, onde salve-se quem puder.
Serviço de inteligência
É a atividade que se realiza
principalmente no âmbito de
governos e dos órgãos de
segurança, mas também nas
empresas, visando a entender
o modo de agir de pessoas,
organizações e outros gover-
nos. Tem por objetivo orientar
organismos governamentais
para os quais esses serviços
trabalham.
Inteligência e sabedoria
estratégica
A inteligência é a capacidade de
pessoas ou grupos de pessoas
utilizarem conhecimento, de
gerarem novo conhecimento e
de realizarem coisas úteis com
o conhecimento. A sabedoria é
a capacidade, ou dom, de usar
a inteligência para bons
propósitos, que propiciem
benefícios não somente a
quem faz algo, mas a outras
pessoas, e que não cause
prejuízo a ninguém.
Inteligência e sabedoria
estratégica são competências
que só podem ser encontradas
em algumas empresas e
organizações. Têm por
característica saber dirigir a
empresa ou organização para
que ela cresça com segurança
e honestidade, produza bons
resultados aos seus donos,
colaboradores, clientes e
sociedade.
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Seção 8
Internet, Intranet e Extranet
A Internet desenvolveu-se no tempo da guerra fria, nas décadas de 60 e 70 do século
passado. Os Estados Unidos desenvolveram uma rede para ligar computadores militares entre
si, para o caso de um ataque da União Soviética. Assim foi desenvolvida a ARPAnet, criado
pela Arpa (Advanced Research Projects Agency), que antecedeu a Internet. O sistema de rede,
com muitos nós de conexão, permitia que, caso um ou mais computadores fossem destruídos,
a comunicação assim mesmo funcionaria por outros nós com outros computadores.
O sucesso foi grande, a tal ponto que resolveram utilizar a rede tam-
bém para pesquisas científicas nas universidades. Como a quantidade de dados
aumentou consideravelmente, criou-se a MILnet (abreviatura de Military
Network), para fins militares, e a nova ARPAnet para fins não-militares.
A Internet desenvolveu-se pela criatividade de Tim Berners-Lee, um cientista, e pelo
CERN, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire \u2013 Centro Europeu de Pesquisas Nucle-
ares \u2013 que criaram a World Wide Web \u2013 WWW. Inicialmente ela interligou as universidades e
centros de pesquisa científica. A partir do início dos anos 90 surgiu o HTML (HyperText
Markup Language, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto), liguagem utilizada
para produzir páginas na Internet, o HTTP (Hypertext Transfer Protocol, que significa
Protocolo de Transferência de Hipertexto), protocolo utilizado para transferir dados pela
WWW, que é parte da Internet.
A Internet na verdade é um conglomerado de redes, não apenas uma rede, com
milhões de computadores interligados pelo protocolo da Internet. Permite a transferência
de dados e informações, e tudo o que se puder transformar em ambiente virtual.
Atualmente a maior utilização da Internet é como correio eletrônico, esforços de cola-
boração remota (como a enciclopédia Wikipédia, pesquisas científicas, troca de informa-
ções, formação de redes pessoais de colaboração) e o compartilhamento de arquivos. A
criatividade, no entanto, cria a cada dia novas utilidades para o mundo virtual, especial-
mente no campo dos negócios.
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Como uma conseqüência da Internet, não demorou muito para se desenvolverem as
intranets e as extranets. A Intranet constitui-se de uma