Apostila UNIJUÍ - Empreendedorismo e plano de negócios
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e no programa de produção.
Custo é qualquer compensação monetária atribuída aos fatores de produção (capital,
trabalho, matéria-prima, tecnologia...) por estarem à disposição do empreendimento.
Os custos podem ser classificados em dois tipos básicos:
a) os custos relativos à instalação da unidade de produção, também chamados de custos de
investimentos ou custos de capital. Estes custos não fazem parte da projeção operacional,
pois já foram mensurados na etapa anterior e serão utilizados apenas para a avaliação do
negócio;
b) os custos relativos ao processo de produção, ou seja, aqueles que dizem respeito ao
processamento do produto ou serviço a ser vendido. Podem ser classificados em:
\u2013 custo de operação/fabricação ou de aquisição;
\u2013 custo de administração, de vendas, tributários, financeiros;
\u2013 cutros custos diretos e indiretos.
Uma classificação simples, porém eficaz para a utilização de diversas avaliações, é a
definida em custos fixos e custos variáveis de todos os custos relativos ao processo de pro-
dução e comercialização. Sugerimos esta para os propósitos desta reflexão pela facilidade
de classificação e pela qualidade da análise que ela permite. Assim:
a) Custos Fixos: são aqueles custos que existirão independentemente do nível de atividade
da empresa. Classificam-se neste grupo: as depreciações, a mão de obra permanente (ad-
ministrativa, pró-labore) e outras despesas permanentes (material de expediente, despe-
sas de telefone, honorários contábeis, manutenção de máquinas e equipamentos, segu-
ros, aluguéis...).
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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b) Custos Variáveis: são aqueles que variam numa relação direta com o nível de atividade ou
de utilização da capacidade do empreendimento. São classificados neste grupo: a maté-
ria-prima, ou o custo da mercadoria vendida ou serviço prestado, os materiais secundári-
os, a mão de obra direta (contemplar os encargos), os custos ligados diretamente à produ-
ção (embalagens, energia elétrica para a produção...) e os custos de comercialização (ICMS,
PIS e Cofins, Simples, comissões...), dentre outros. A seguir listamos um conjunto de itens
que auxiliam este diagnóstico.
Questões sobre custos
a) Discriminar os custos fixos:
\u2013 mão de obra direta e indireta mais os encargos;
\u2013 pró-labore mais os encargos;
\u2013 materiais de expediente;
\u2013 aluguéis;
\u2013 água, luz, telefone;
\u2013 depreciação;
\u2013 manutenção e conservação;
\u2013 despesas com veículos e combustíveis para as atividades administrativas;
\u2013 outros.
b) Discriminar os custos variáveis:
\u2013 Para uma indústria \u2013 custo do material direto: matéria-prima principal, outros materiais
diretos e indiretos (embalagem).
\u2013 Para o comércio utilizar o Custo da Mercadoria Vendida;
\u2013 Para serviço prestado devemos usar o Custo do Serviço Vendido.
\u2013 Custos de comercialização (são aqueles custos atrelados ao preço de venda): comissões
sobre vendas, fretes, ICMS, PIS, Cofins, Simples, divulgação e comercialização, outros.
As Receitas são o fluxo de recursos financeiros resultantes da comercialização dos
produtos/serviços do negócio a cada período (dia/mês/ano). Tradicionalmente montam-se
quadros de receitas anuais. É recomendável, porém, que se mantenha quadros auxiliares
detalhados da composição destas receitas em termos mensais, de unidades vendidas ou gru-
pos de produtos, mercadorias ou serviços comercializados.
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
As receitas normalmente são o resultado das projeções das quantidades vendidas ve-
zes o preço unitário. As receitas são diretas quando se originam das vendas dos produtos,
subprodutos e/ou serviços do empreendimento. Podem ainda ser indiretas, quando originá-
rias de vendas de equipamentos, móveis, valores residuais, juros recebidos, etc.
Receita = quantidade x preço de venda
O estudo de mercado prepara (informa) o programa de produção e de vendas do em-
preendimento para cada período, como também oferece as condições para a projeção dos
preços de cada produto/serviço. Algumas questões podem nos auxiliar no delineamento das
receitas de vendas.
Questões sobre receitas:
a) Como definirá o preço de venda? Qual seu preço? O preço é livre ou sofre controle gover-
namental? Como será seu preço em relação à concorrência?
b) O que pode limitar o seu preço de venda?
c) Qual é seu lucro desejado (sobre vendas ou sobre o custo)?
d) O fator preço é a variável mais importante na estratégia de vendas?
e) Quais os produtos que o negócio venderá? Qual a contribuição percentual de cada pro-
duto para o total (à vista, a prazo, outras receitas)
f) Qual o grau de certeza da efetiva realização desta venda?
g) Como será calculado o custo do frete (valor determinado, percentual sobre as vendas, etc.)?
h) Quais os procedimentos adotados para: concessão de crédito, cobrança, devolução de
mercadorias, consignações, cancelamento de pedidos, manutenção de preço?
i) Nas vendas: Que tipo de zoneamento/regionalização será empregado?
RESULTADO
O objetivo central da elaboração de um plano de negócio é o de determinar se o resul-
tado que ele produz compensa a soma de esforços e recursos investidos na atividade.
Esta perspectiva somente é possível se o processo for corretamente projetado:
\u2022 de um lado as receitas (física e financeira) dos insumos e todos os recursos de apoio que
correspondem aos fluxos de receitas do negócio;
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\u2022 de outro, as despesas (física e financeira) de produtos/serviços, que correspondem ao fluxo
de custos e despesas do negócio.
Os resultados correspondem à conciliação dos dois grupos anteriores, permitindo deli-
near estes resultados (a valor unitário, mensal, anual), bem como delineando o tempo de
vida do plano. Ressalvadas algumas restrições, numa perspectiva de longo prazo, pode-se
conciliar a demonstração do resultado com a do fluxo líquido anual do caixa.
Podemos inferir que, para períodos anuais, as receitas equiparam-se às entradas de
caixa e as despesas às saídas de caixa, excetuando-se, nestas últimas, os itens não
desembolsáveis, como, por exemplo, as depreciações.
Os dados projetados de custos e receitas nos permitem montar os demonstrativos de
resultados.
DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) E FLUXO LÍQUIDO ANUAL DE CAIXA
O demonstrativo de resultado é um resumo ordenado da movimentação das receitas e
despesas em um determinado período. Constrói-se o DRE a partir da receita total (receita
bruta), que compreende toda a entrada de recursos financeiros resultante dos produtos/
serviços comercializados.
Da receita total subtraem-se os impostos sobre venda (federal (IPI), estaduais (ICMS)
e municipais (ISS)), abatimentos (descontos especiais a clientes por defeitos ou pela compra
de grandes quantidades) e devoluções (produto com defeito ou que não atende às
especificações) resultando na receita líquida.
Da receita líquida diminuem-se os custos da mercadoria vendida (comércio), dos pro-
dutos fabricados (indústria) e dos serviços prestados (serviços) para determinar o lucro bru-
to. Este custo é equiparável aos custos variáveis, vistos anteriormente, caso adotemos este
tipo de classificação.
Encontrando o lucro bruto deduzem-se as despesas operacionais (determinadas pelo
montante gasto com atividades não ligadas diretamente com a produção. Exemplo: ativida-
de administrativa, de vendas e financeiras) para definir o lucro operacional. Estas despesas
operacionais são também classificadas como custos ou despesas fixos, expostos anterior-
mente.
Acrescentam-se ainda os resultados não operacionais (Exemplo: venda de imóvel, lu-
cro de investimentos, diminuindo-se as respectivas despesas não operacionais) para assim
chegarmos ao lucro antes do imposto de renda, contribuições e participações.
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
 Nesta fase deve-se calcular o imposto de renda devido, determinando assim o lucro
líquido ou prejuízo líquido do exercício.
Como já foi frisado anteriormente, em períodos