Apostila UNIJUÍ - Empreendedorismo e plano de negócios
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Apostila UNIJUÍ - Empreendedorismo e plano de negócios


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anuais podemos igualar as receitas aos
recebimentos ou às entradas de recursos. Também podemos igualar as despesas aos desem-
bolsos, exceto os não desembolsos, como é o caso das depreciações.
Assim, no quadro a seguir reunimos o fluxo de resultados com o de caixa. Este quadro
resume as informações que necessitamos para realizarmos a análise do plano de negócio,
que será tratado na próxima Unidade.
Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) e Fluxo Líquido Anual de Caixa
DRE e FLUXO DE CAIXA 2010 2011 2012 2013 2014 
1. RECEITA TOTAL (Receita bruta) 
2. (-) DEDUÇÕES 
 (-) Vendas canceladas 
 (-) Abatimentos/ descontos sobre vendas 
 (-) Impostos sobre vendas 
3. ( ) RECEITA LÍQUIDA (1-2) 
4. (-) CUSTO DOS PROD., MERCAD. OU SERVIÇOS 
VENDIDOS (Custos Variáveis) 
5. ( ) LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3-4) 
6. DESPESAS OPERACIONAIS (Custo Fixo) 
 ( \u2013 ) Despesas com vendas 
 ( \u2013 ) Despesas administrativas 
 ( \u2013 ) Despesas financeiras (líquidas das rec.) 
 ( \u2013 ) outras receitas e desp. Operacionais 
 ( \u2013 ) Depreciações 
7. ( ) LUCRO OPERACIONAL (5-6) 
8. ( )RESULTADO NÃO OPERACIONAL 
 ( + ) Receitas não operacionais 
 ( \u2013 ) Despesas não operacionais 
9. ( ) RESULTADO ANTES IR (7-8) 
 
10. (-) PROVISÕES. 
 (-) Provisão para o Imposto de Renda 
11. ( ) LUCRO LÍQUIDO OU PREJUÍZO DO 
EXERCÍCIO (9-10) 
12. (+) Depreciação 
13. (=) FLUXO LÍQUIDO ANUAL DE CAIXA (11 + 12) 
 
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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SÍNTESE DA UNIDADE 3
Nesta Unidade discorremos exaustivamente sobre todas as etapas
da elaboração de um qualificado plano de negócio. Você aprendeu
o roteiro completo do plano de negócio até a fase de avaliação do
mesmo, que é objeto de análise na próxima Unidade.
EaD
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
Unidade 4Unidade 4Unidade 4Unidade 4
AVALIAÇÃO ECONÔMICA E FINANCEIRA
DOS PLANOS DE NEGÓCIOS
Objetivos desta Unidade
\u2022 Aprofundar o entendimento referente à análise de planos de negócio.
\u2022 Descrever e compreender as diferentes técnicas simplificadas e complexas de avaliação
econômica e financeira de planos de negócio.
As seções desta Unidade
Seção 4.1. Técnicas Simplificadas
Seção 4.2. Técnicas Complexas
A avaliação de investimentos refere-se basicamente às decisões de aplicação de capi-
tal em negócios que prometem retornos por vários períodos consecutivos.
O tema insere-se no âmbito da decisão financeira de longo prazo, promovendo reper-
cussões importantes sobre o desempenho futuro da empresa e, ainda, em termos agregados,
sobre o crescimento da economia.
Megliorini e Vallim (2009) destacam que a análise de investimentos é o modo de
antecipar, por meio de estimativas, os resultados econômicos e financeiros oferecidos
pelos negócios e/ou projetos. Empregar um conjunto de técnicas que possibilitem com-
parar os resultados de diferentes períodos, auxilia o tomador de decisões a fazer essa
análise.
Uma empresa, em determinado instante, pode ser vista como um conjunto de negócios
ou projetos de investimentos em diferentes momentos de execução. O seu objetivo financei-
ro, ao avaliar alternativas de investimento, é o de maximizar a contribuição marginal dos
recursos de capital, promovendo o incremento de sua riqueza líquida.
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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É importante ressaltar que o investimento de capital apresenta-se ge-
ralmente como uma parte (algumas vezes pequena) do processo de toma-
das de decisão empresariais. Frequentemente objetivos estratégicos se apre-
sentam como fatores decisórios relevantes na seleção de planos de negócio
ou de investimentos.
Esta é a parte fundamental para a decisão de aplicar e/ou rejeitar um plano de negó-
cio ou um projeto. Alguns aspectos devem ser priorizados:
\u2013 a primeira dificuldade é adaptar o modelo físico num modelo matemático. No caso, simu-
lar uma demonstração de resultado e um fluxo líquido anual de caixa. Para uma melhor
operacionalização devem ser ignoradas as variáveis não significativas do modelo e esti-
mar, da melhor maneira possível, as variáveis significativas;
\u2013 para as projeções de resultado e de fluxos de caixa é ideal que se trabalhe com moeda real,
de padrão comparável. O valor das variações monetárias dos preços deve ser minimizado,
utilizando-se um indexador que reflita com a maior precisão possível a real variação dos
preços. A taxa de custo do capital deve refletir única e exclusivamente o valor do custo
real do capital no tempo, ou seja, o custo médio ponderado do capital, ou o custo de
oportunidade do capital;
\u2013 a definição precisa ou mais aproximada possível da vida útil de bens, equipamentos e
serviços, também é um dos desafios principais do avaliador de projetos e negócios;
\u2013 uma variável fundamental é definir com precisão o tempo de vida do negócio ou do proje-
to, para fins desta avaliação. Este tempo normalmente reflete o tempo desejado pelo in-
vestidor de capital para que este retorne para ele.
O primeiro passo é elaborar uma projeção de desempenho por meio de um conjunto de
técnicas de avaliação, para verificarmos a viabilidade econômica. Assim, cabe uma série de
técnicas de avaliação, subdivididas em: Técnicas Simplificadas (lucratividade; rentabilida-
de; ponto de equilíbrio; payback period) e Técnicas Complexas (payback atualizado ou des-
contado; taxa interna de retorno \u2013 TIR ou IRR); Valor Presente Líquido (VPL ou NPV).
Estas técnicas certamente já foram parcialmente discutidas nos componentes
curriculares de Contabilidade Gerencial, Custos, Planejamento e Controle Financeiro, Ele-
mentos de Economia e Finanças e Administração Financeira de Negócios.
Nas seções seguintes apresentamos as mesmas em função de sua importância capital
no momento da tomada de decisão financeira.
Caso o plano de negócio apresente viabilidade econômica, podemos aprofundar as avalia-
ções em termos sociais e ambientais, que podem reforçar ou limitar a implantação do mesmo.
1
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 Disponível em: <http://images.google.com.br/images?gbv=2&hl=pt-BR&sa=1&q=fluxo+de+caixa&aq=f&oq=&start=0>. Acesso em:
11 set. 2009.
EaD
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
Seção 4.1
Técnicas Simplificadas
Após a elaboração do projeto técnico e se estabelecendo as principais condições e/ou
possibilidades de ocorrência, refletida financeiramente nas consequências das demonstra-
ções de resultado dos exercícios e do fluxo líquido de caixa que integram a vida útil do
mesmo, realiza-se a análise econômica e financeira do empreendimento.
O maior ou menor aprofundamento desta avaliação depende das condições
estabelecidas pelo fluxo financeiro e pela complexidade do plano de negócio. Relata-se a
seguir algumas das técnicas mais usuais na avaliação de projetos. Iniciamos com as técni-
cas simplificadas. Caso os resultados sejam econômica e financeiramente aceitáveis nesta
fase, aprofundaremos a reflexão.
As técnicas simplificadas são assim chamadas por serem fáceis de identificar e por não
levarem em consideração o custo do capital no tempo. São elas: lucratividade; rentabilida-
de; ponto de equilíbrio e payback period.
LUCRATIVIDADE
A lucratividade compara o lucro líquido do exercício em relação às vendas líquidas do
mesmo período, fornecendo o percentual de lucro que o negócio está obtendo em relação ao
seu faturamento líquido. Este índice também é conhecido como índice \u201cretorno sobre as
vendas\u201d.
Índice de Lucratividade = x 100
A interpretação do índice de lucratividade ou de retorno sobre as vendas é no sentido
de \u201cquanto maior, melhor\u201d. Os resultados anuais deste índice podem ser comparados aos
parâmetros delineados pelo investidor.
RENTABILIDADE
A rentabilidade expressa a relação entre o lucro líquido e o investimento total neces-
sário para a implantação do plano de negócio. Este índice também é chamado de