Apostila UNIJUÍ - Empreendedorismo e plano de negócios
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Apostila UNIJUÍ - Empreendedorismo e plano de negócios


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passo é identificar uma oportunidade
de negócio. Para alguns empreendedores este momento é considerado como um dos pontos
mais fáceis de um negócio. Para outros empreendedores, no entanto, é considerado uma das
etapas mais difíceis.
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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Esta dificuldade está pautada em critérios que devemos considerar para não iniciar um
negócio apenas com a ideia, ou nos apaixonarmos por uma ideia que logo que for testada
tornar-se-á vazia. Para ficar mais claro vamos diferenciar uma ideia de uma oportunidade.
Seção 2.2
Ideia de Negócio
\u201cTer o meu próprio empreendimento é um sonho que venho buscando a muito tempo,
no entanto não consigo me definir em qual ramo devo atuar. Existem tantas informações,
tantas opções que a cada momento causam uma mudança de rumo.\u201d
Bem, quem nunca se deparou com uma situação como esta? Querer algo, mas ao
mesmo tempo não saber para que direção ou \u201cnorte\u201d seguir.
Sinta o sabor de refletir
Quantas vezes você teve vontade de iniciar uma atividade que poderia ser um negócio
de sucesso? Relacione algumas ideias?
\u2013
\u2013
\u2013
Esta primeira observação de um possível negócio definimos como \u201cIdeia\u201d, algo que sur-
ge a todo o momento e está vinculada a nossa visão, nossa percepção empreendedora. Ela, no
entanto, não necessariamente se tornará uma oportunidade ou um empreendimento.
As ideias estão em todos os lugares: em um canteiro de obras, quando andamos pela
cidade observando espaços vazios, lugares para alugar, necessidades, carências, etc.
Estas são apenas algumas fontes de ideias, mas, para Kotler (1992), as fontes de ideias
são os clientes, os cientistas, a concorrência, o pessoal de vendas, os intermediários, a alta
administração, dentre outros. As necessidades e desejos dos clientes normalmente são a
fonte principal para estruturar novas ideias de produtos ou serviços.
EaD
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
Podemos observar outras fontes de ideias para um possível empreendimento como:
\u2022 negócios existentes;
\u2022 franquias e patentes;
\u2022 licença de produtos;
\u2022 revistas de negócios;
\u2022 universidades e institutos de pesquisa;
\u2022 feiras e exposições;
\u2022 empregos anteriores;
\u2022 contatos com compradores de grandes empresas;
\u2022 contatos profissionais: advogados, contabilistas, bancos, etc.;
\u2022 consultorias;
\u2022 observação do que passa em volta, nas ruas, na região...;
\u2022 ideias que deram certo em outros lugares;
\u2022 experiência própria como consumidor ou usuário de serviços;
\u2022 mudanças demográficas, sociais e nas circunstâncias de mercado;
\u2022 caos econômico, crises;
\u2022 atrasos de entrega de fornecedores;
\u2022 uso das capacidades e habilidades pessoais;
\u2022 imitação;
\u2022 dar vida a uma visão;
\u2022 transformar um problema em oportunidade.
As falências, muitas vezes, podem representar excelentes oportunidades de negócios.
Os bons negócios são adquiridos por pessoas próximas (empregados, diretores, clientes, for-
necedores).
Para Dornelas (2008) o empreendedor deve estar sempre \u201cantenado\u201d para as possíveis
ideias de negócios. Um dos pontos mais importantes é a informação e ter a percepção de
filtrar os dados recebidos. Para isto relacionamos alguns exemplos como:
\u2013 Conversar com pessoas de todos os níveis sociais e de todas as idades (de adolescentes aos
mais velhos e experientes) sobre os mais variados temas, também pode trazer novas ideias
de produtos e serviços em um determinado nicho de mercado.
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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\u2013 Pesquisar novas patentes e licenciamento de produtos, em áreas nas quais o empreende-
dor tem intenção de atuar com um novo negócio, pode produzir conclusões interessantes
que definirão a estratégia da empresa.
\u2013 Estar atento aos acontecimentos sociais de sua região, tendências, preferências da popu-
lação, mudanças no estilo e padrão de vida das pessoas e hábitos dos jovens (futuros e até
atuais consumidores para determinar produtos e serviços) e também dos mais velhos (mer-
cado promissor e em crescente ascensão em virtude do aumento da expectativa de vida da
população).
\u2013 Visitar institutos de pesquisa, universidades, feiras de negócios, empresas, etc.
\u2013 Participar de conferências e congressos da área, ir a reuniões e eventos de entidades de
classe e associações.
Além destas fontes de ideias podemos utilizar algumas ferramentas para nos auxiliar
na sua formulação.
A primeira delas é a técnica de Brainstorming (tempestade de ideias): forma-se grupos
(de 4 a 10 indivíduos) para obter novas ideias e soluções. Deve-se seguir algumas regras como:
nenhuma crítica é permitida nesta fase; a improvisação é estimulada; articular o maior núme-
ro de ideias possíveis; combinações e aperfeiçoamento de ideias podem ser estimulados.
O resultado desta atividade é um número expressivo de ideias.
Deve-se, então, definir uma pessoa qualificada para fazer a classifi-
cação das que podem ser melhor exploradas, reclassificadas e/ou reu-
nidas em ideias similares para aprofundamento.
Outra técnica é formar grupos de discussão. Um moderador lidera um grupo formado
por 8 a 14 integrantes, que são estimulados entre eles a sugerir uma ideia para suprir uma
necessidade de mercado. Todas devem ser registradas e posteriormente é feita uma triagem
para seleção das mais interessantes.
Análise de inventário de problemas é outra técnica muito comum. Aproveita-se a per-
cepção dos clientes ou possíveis clientes no diagnóstico de problemas e possíveis soluções.
O reflexo desta pesquisa deve ser cuidadosamente avaliado, pois pode não refletir em uma
nova oportunidade, mas apenas em um ajuste ou modificação.
Nesta fase as ideias surgem e devemos selecionar algumas para prosseguir nossa ca-
minhada. Por isso, temos de testá-las e verificar se podemos continuar a exploração das
informações em torno delas ou as abandonamos.
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 Disponível em: <http://images.google.com.br/images?gbv=2&hl=pt-BR&sa=1&q=plano+de+negocio&aq=f&oq=&start=0>. Acesso
em: 11 set. 2009.
EaD
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EMPREENDEDORISMO E PLANO DE NEGÓCIOS
Algumas perguntas devem ser respondidas para testar a sua ideia:
1 \u2013 Existe um problema a ser resolvido?
2 \u2013 Existe um produto ou serviço que solucione este problema?
3 \u2013 Qual será o meu negócio?
4 \u2013 O que vendo?
5 \u2013 Para quem vendo? Qual o meu mercado consumidor?
6 \u2013 Quanto vou gastar em investimentos para realizar meu empreendimento?
7 \u2013 Qual é o retorno financeiro que ele proporcionará?
8 \u2013 Qual a vantagem competitiva que meu produto/serviço oferece para o meu negócio?
9 \u2013 Qual é a equipe necessária para colocar em prática meu empreendimento?
10 \u2013 Até que ponto me envolverei na execução deste empreendimento?
Respondidas estas questões, sumariamente algumas ideias serão descartadas e outras
podem ser relacionadas para uma avaliação mais completa.
Sinta o sabor de refletir
Das ideias que surgiram selecione algumas que podem ser testadas como futuro em-
preendimento?
\u2013
\u2013
Seção 2.3
Oportunidade de Negócio
Passada a fase de inúmeras ideias, é importante encontrar dentre elas uma que possa
se transformar em oportunidade. Este momento não é muito simples; para alguns pode ser
considerado como o momento crucial para que o empreendimento tenha sucesso.
EaD Ivo Ney Kuhn \u2013 Remi Antonio Dama
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O importante neste momento é respondermos algumas questões: o que falta ao públi-
co consumidor? Quais são as carências deste público que o meu produto/serviço poderia
suprir? Existe no local ou na região produto ou serviço similar? Meu produto é uma inova-
ção? O preço do meu produto ou serviço é compatível com o que é oferecido pelo mercado?
Estas questões podem receber uma resposta simples, no entanto darão um indicativo
se o estudo pode ser aprofundado ou não.
Dolabela (1999), ao refletir sobre este tema, diz que oportunidade é uma ideia que está
vinculada a um produto ou serviço que agrega valor ao seu consumidor, seja por meio da
inovação ou da diferenciação. Ela tem algo de novo e atende a uma demanda dos clientes,
representando um nicho de mercado. Normalmente