Aula 11 -farmacogenetica e teratogenese
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Aula 11 -farmacogenetica e teratogenese


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\u2022 ANORMALIDADES COMPORTAMENTAIS 
TERATOGÊNESE - TERMINOLOGIA 
\u2022 ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS = DISMORFOLOGIA: 6 classes 
 
1) MALFORMAÇÃO: defeito morfológico primário resultado de um processo de 
desenvolvimento anormal (ex. polidactilia). 
 
2) DISPLASIA: defeito primário envolvendo a organização do tecido (ex. malformação 
vascular). 
 
3) SEQUÊNCIA: defeito primário com alterações estruturais secundárias (ex. sequência 
de Robin: defeito primário do desenvolvimento mandibular produz mandíbula 
pequena, e, secundariamente, implantação posterior da língua e palato fendido em U). 
 
4) SÍNDROME: padrão de alterações primárias múltiplas com uma única etiologia (ex. 
síndrome de Down). 
 
5) DEFORMAÇÃO: alteração secundária da forma, contorno ou posição de alguma parte 
do corpo normalmente formada (ex. redução no líquido amniótico). 
 
6) DISRUPÇÃO: defeito morfológico secundário resultado de interrupção extrínseca do 
processo de desenvolvimento originariamente normal (ex. evento vascular resulta em 
defeito secundário de um membro) . 
Desordens do colágeno 
Retardo no crescimento 
Hipotonia neurogênica 
Oligodrâmnio 
Hipoplasia 
mandibular 
Sequência de Robin 
- Palato fendido em U 
- Queixo pequeno 
- Língua com implantação 
posterior 
SEQUÊNCIA DE ROBIN 
ETIOLOGIA PATOGÊNESE FENÓTIPO 
Deformação decorrente da constricção fetal 
 
 
p.ex. Devido ao extravasamento crônico de líquido 
amniótico (oligodrâmnio) 
 
 
 
Pode ser revertido com reabilitação ortopédica 
DEFORMAÇÃO 
TERATOGÊNESE - CAUSAS 
TERATOGÊNESE - CAUSAS 
Físicos: Radiação 
Biológicos: Infecções, condição materna (diabetes, fenilcetonúria, deficiência 
nutricional, hipertermia) 
Químicos: Fármacos e outros agentes químicos 
Radiação 
 
\u2022pode causar uma série de anormalidades pois 
interfere na integridade do DNA 
 
p.ex. risco aumentado de microcefalia, retardo mental, 
defeitos dos membros, fendas lábio-palatinas. 
 
\u2022Período crítico: 4 primeiros meses de gestação 
 
\u2022Dose: superior a 10 rads 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Radiações ionizantes 
 Irradiação fetal em exames radiológicos comuns 
 
 Tipo de exame Rads por exame 
 (Irradiação média) 
 
 Tórax 0,01 
 Série gastro-duodenal 0,56 
 Clister opaco 0,80 
 Urografia de eliminação 0,40 
 Abdómen simples 0,30 
 Colecistografia 0,30 
 Coluna lombar 0,28 
 Bacia 0,04 
 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Biológicos: Infecções 
 
 
Infecções maternas podem passar para o feto: 
 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Biológicos: Infecções 
 
 
Infecções maternas podem passar para o feto: 
 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
\u2022Rubéola = microcefalia, cardiopatia, surdez, catarata, RCIU, perda fetal 
 
\u2022Toxoplasma, citomegalovírus = microcefalia, microftalmia, calcificações 
cerebrais, hidrocefalia, epilepsia, RCIU, perda fetal 
 
\u2022Herpes= microcefalia, catarata, RCIU, perda fetal 
 
\u2022Varicela (catapora)= microcefalia, catarata, lesões cutâneas, convulsões, RCIU, 
perda fetal 
 
\u2022HIV = microcefalia, hipertelorismo (olhos muito separados), RCIU. 
 
 
RCIU=retardo de crescimento intrauterino 
Biológicos: condição materna 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
\u2022 DIABETES = risco de perda fetal, malformações renais, defeitos do tubo neural 
 
\u2022FENILCETONÚRIA = retardo mental, microcefalia, cardiopatia 
 
\u2022HIPERTERMIA (febre)= defeitos do tubo neural, microcefalia 
 
\u2022 DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL 
 desnutrição materna: RCIU 
 
 
 
 deficiência de ácido fólico: defeitos do tubo 
neural (período crítico: do início até a 12ª 
semana de gestação) 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Químicos: fármacos (medicamentos) e outros 
Classificação FDA: 
 
Categorias A e B 
\u2022 Podem ser administrados a grávidas com sem riscos, mas com cautela 
 
Categoria C 
\u2022 Usados correntemente nas grávidas, não existem estudos controlados, mas podem 
existir riscos para o feto 
 
Categoria D 
\u2022 Evidência de risco para o feto humano 
\u2022 O risco pode ser aceitável se: 
\u2013 O fármaco for necessário para tratar situação de alto risco da grávida 
\u2013 Não houver alternativas eficazes com menor risco fetal 
 
Categoria X 
\u2022 Anomalias fetais demonstradas na espécie humana 
\u2022 O risco fetal ultrapassa claramente o benefício materno 
\u2022 Os fármacos desta categoria estão contraindicados nas grávidas ou em mulheres em 
situação de engravidar 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Químicos: fármacos (medicamentos) e outros 
\u2022 ANTINEOPLÁSICOS (categorias D e X)= fármacos utilizados na quimioterapia 
interferem na divisão celular. No primeiro trimestre de gestação pode levar o 
embrião à morte ou malformações graves (anencefalia) 
 
\u2022 ANTICONVULSIVANTES (categoria D)= retardo mental, defeito de fechamento 
do tubo neural 
 
\u2022 ÁCIDO RETINOICO (categoria X)= tratamento de acne grave. Administração por 
via oral leva a danos graves para o concepto: anomalias craniofaciais, 
cardiovasculares, hepáticas, nervosas. 
 
\u2022 :CARBONATO DE LÍTIO (categoria D)= usado no tratamento de depressão, 
quando administrado no primeiro trimestre de gravidez aumenta o risco de 
cardiopatia congênita 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Químicos: fármacos (medicamentos) e outros 
\u2022 TALIDOMIDA (categoria X) = sedativo, antiinflamatório. Utilizado nos anos 60 
para melhorar o desconforto do início da gravidez. Fetos expostos à talidomida 
na 9ª semana têm risco muito aumentado para anomalias cardíacas, renais, 
surdez e encurtamento dos membros (focomegalia) 
 
 
 
 
 
 
 
\u2022HORMÔNIO ANDROGÊNIO= virilização da 
gônada externa em embrião do sexo feminino 
(reversão sexual) 
 
CATEGORIAS DE AGENTES TERATOGÊNICOS 
Químicos: drogas de abuso 
\u2022 Álcool = síndrome alcoólica fetal: retardo mental, microcefalia, defeitos 
cardíacos e renais congênitos, principalmente quando há consumo durante os 3 
primeiros meses de gestação 
 
 
 
\u2022Cocaína = Vasoconstrição placentária, 
descolamento placentário prematuro, 
aborto, síndrome de abstinência neonatal 
 
 
\u2022Tabaco = aumento da incidência 
de aborto, RCIU