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contendo todos os detalhes de especificação, bem como valor dos honorários,
condições de pagamento, prazo de duração da prestação de serviços e
outros elementos inerentes ao contrato.
Art. 4º A proposta de prestação de serviços contábeis, quando aceita,
poderá ser transformada, automaticamente, no contrato de prestação de
serviços contábeis, desde que contenha os requisitos previstos no art. 2º
desta Resolução.
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Legislação da Profissão Contábil
CAPÍTULO II \u2013 DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 5.º Às relações contratuais em vigor e que estejam em desacordo
com a presente Resolução será dado tratamento especial, buscando-se
preservar o bom relacionamento entre as partes contratantes.
§ 1.º As relações contratuais deverão ser formalizadas, refletindo a
realidade fática preexistente entre as partes, no prazo de 2 (dois) anos,
contados a partir da vigência desta Resolução.
§ 2.º Nos casos em que o vínculo contratual entre as partes for superior
a 5 (cinco) anos, considerar-se-á suprida a formalização do contrato.
§ 3.º Para os fins do disposto nos parágrafos anteriores, o contabilista
ou a organização contábil, quando da ação fiscalizadora, firmará Declaração
com o propósito de provar o início da relação contratual, o valor dos honorários
e os serviços contratados.
Art. 6.º A inobservância do disposto na presente Resolução constitui
infração ao art. 24, inciso XIV, da Resolução CFC n.º 960/03 (Regulamento
Geral dos Conselhos de Contabilidade) e ao art. 6º do Código de Ética
Profissional do Contabilista, sujeitando-se o infrator às penalidades previstas
no art. 25 da referida Resolução CFC n.º 960/03, no art. 27, alínea \u201cc\u201d, do
Decreto-Lei 9.295/46 e no art. 12 do CEPC (Resolução CFC n.º 803/96).
Art. 7.º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação,
revogando-se as disposições em contrário.
Brasília, 11 de dezembro de 2003.
Contador Alcedino Gomes Barbosa
Presidente
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Legislação da Profissão Contábil
Resolução CFC nº 1.008/04
Aprova a NBC T 14 \u2013 Norma sobre a Revisão
Externa de Qualidade pelos Pares.
O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas
atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO que o controle de qualidade constitui um dos pontos
centrais da NBC T 11 \u2013 Normas de Auditoria Independente das
Demonstrações Contábeis, aprovada pela Resolução CFC nº 820, de 17 de
dezembro de 1997;
CONSIDERANDO que a Revisão Externa de Qualidade, a chamada
\u201cRevisão pelos Pares\u201d, é considerada como elemento essencial de garantia
da qualidade dos serviços de auditoria independente no âmbito internacional
e, por este motivo, foi instalado um Comitê Administrador específico, instituído
pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e o Instituto dos Auditores
Independentes do Brasil (IBRACON);
CONSIDERANDO que a Instrução nº 308, da Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), de 14 de maio de 1999, em seu art. 33 prevê a
obrigatoriedade da revisão do controle de qualidade, para os contadores e
as firmas de auditoria que exerçam auditoria independente;
CONSIDERANDO que a NBC T 11 \u2013 Normas de Auditoria
Independente das Demonstrações Contábeis não contempla a Revisão
Externa de Qualidade, em qualquer modalidade, não cabendo, pois, a edição
de Interpretação Técnica,
RESOLVE:
Art. 1º Aprovar a NBC T 14 \u2013 Normas sobre Revisão Externa de
Qualidade nos trabalhos de Auditoria Independente.
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Conselho Federal de Contabilidade
Art. 2º A norma, ora aprovada, tem a sua aplicação restrita aos
contadores e às firmas de auditoria que exerçam auditoria independente.
Art. 3º Esta Resolução entra em vigor a partir de 1º de janeiro de
2005, sendo encorajada a sua aplicação antecipada, revogando as
disposições em contrário, em especial, da Resolução CFC nº 964/03, da
Resolução CFC n.° 910/01 e da Resolução CFC nº 923/01.
Brasília, 8 de outubro de 2004.
Contador José Martonio Alves Coelho
Presidente
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Legislação da Profissão Contábil
NBC T 14 - NORMAS SOBRE A REVISÃO EXTERNA DE
QUALIDADE PELOS PARES
14.1. CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS
14.1.1. CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA REVISÃO EXTERNA
PELOS PARES
14.1.1.1. A Revisão Externa de Qualidade pelos Pares, adiante
denominada de \u201cRevisão pelos Pares\u201d, constitui-se em processo educacional,
de acompanhamento e controle, que visa alcançar desempenho profissional
da mais alta qualidade.
14.1.1.2. O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos
procedimentos adotados pelos Contadores e Firmas de Auditoria, de aqui
em diante denominados \u201cAuditores\u201d, com vistas a assegurar a qualidade
dos trabalhos desenvolvidos. A qualidade, neste contexto, é medida pelo
atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo
Conselho Federal de Contabilidade e, na insuficiência destas, pelos
pronunciamentos do IBRACON \u2013 Instituto de Auditores Independentes do
Brasil, e, quando aplicável, das normas emitidas por órgãos reguladores.
14.1.1.3. Esta norma aplica-se, exclusivamente, aos \u201cAuditores\u201d que
exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão
de Valores Mobiliários (CVM).
14.1.2. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE REVISÃO
14.1.2.1. As partes envolvidas no Programa de Revisão Externa de
Qualidade são as seguintes:
a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de
Qualidade (CRE), responsável pela administração do programa;
b) o(s) Auditor(es) responsável(eis) pela realização das revisões
individuais, adiante denominados \u201cauditores-revisores\u201d; e
c) a firma ou o auditor, objeto da revisão, adiante denominados
\u201cauditores-revisados\u201d.
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Conselho Federal de Contabilidade
14.1.2.2. Os auditores devem submeter-se à Revisão Externa de
Qualidade, no mínimo, a cada quatro anos considerando:
a) anualmente, no mês de janeiro, devem ser selecionados por
critério definido pelo Comitê quais auditores dever-se-ão
submeter à revisão no ano, sendo, obrigatoriamente, incluídos
aqueles que obtiveram seu cadastro na Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) no ano anterior;
b) os auditores que tiveram, na revisão anterior, Relatórios emitidos
pelo auditor-revisor com opinião adversa ou abstenção de
opinião, devendo só se submeter à nova revisão no ano
subseqüente; e
c) o CRE pode decidir por determinar períodos menores para a
revisão seguinte da revisada.
14.1.2.3. O CRE é integrado por 4 (quatro) representantes do Conselho
Federal de Contabilidade (CFC) e por 4 (quatro) representantes do Insituto
dos Auditores Independentes do Brasil (IBRACON), indicados pelas
respectivas entidades, segundo suas disposições estatutárias. As atividades
de suporte são de responsabilidade de ambas as entidades. Os
representantes devem ser, em todos os casos, Contadores no exercício da
auditoria independente. O prazo de nomeação é de 3 (três) anos, sendo
permitida a recondução.
14.1.2.4. Cabe ao CRE:
a) identificar os auditores a serem avaliados a cada ano,
considerando o estabelecido no item 14.1.2.2;
b) emitir e atualizar, anualmente, guias de orientação, instruções
e questionários detalhados que servirão de roteiro mínimo para
orientação na tarefa de revisão pelos pares;
c) dirimir quaisquer dúvidas a respeito do processo de revisão
pelos pares e resolver eventuais situações não-previstas;
d) revisar os relatórios de revisão recebidos dos auditores-revisores
e, os planos de ação corretivos recebidos dos auditores-
revisados;
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Legislação da Profissão Contábil
e) aprovar, em forma final, os relatórios e os planos de ação;
f) emitir relatório sumário anual;
g) comunicar ao Conselho Federal de Contabilidade e à Comissão
de Valores Mobiliários situações que sugerem necessidade de
diligências sobre os revisados e os revisores;
h) submeter ao Plenário do Conselho Federal, até 31 de dezembro
de 2006, os critérios, as normas e as condições para que os
auditores independentes pessoas jurídicas e pessoas físicas
possam atuar como auditores-revisores; e
i) emitir todos os expedientes e as comunicações dirigidos aos
auditores, ao CFC, à CVM e ao IBRACON.
Alínea \u201ci\u201d do item 14.1.2.4. foi acrescentada pela Resolução CFC nº 996/04,