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As formas de agendamento estão descritas no item 7. 
3.3.8 Orientar calendário de imunizações2 [D] 
É importante certificar-se de ter sido feita a 1a dose de hepatite B no hospital e indicar 
realização de BCG na Unidade. Ver imunizações no item 6. 
3.3.9 Combinar calendário de consultas 
Orientar retorno no 30o dia de vida e combinar novas consultas conforme critérios de risco 
e calendário indicado no item 4. 
 
Referências 
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ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA DE 0 A 12 ANOS 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
30 
17. AMARAL, J. J. F. AIDPI para o Ensino Médico: Manual de Apoio. Brasília-DF: Organização Pan-
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20. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. 
Manual de Normas Técnicas e Rotinas Operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal. 2. ed. 
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2007. 
 
ANAMNESE, EXAME FÍSICO E ACONSELHAMENTO ANTECIPADO NAS CONSULTAS SUBSEQÜENTES 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
31 
4. Anamnese, exame físico e aconselhamento antecipado nas 
consultas subseqüentes 
Carla Berger 
\u201cMesmo sendo meu segundo filho, acho que é necessário 
consultar todo o mês. É importante que o médico examine 
a criança de cima a baixo, principalmente o coração e o 
pulmão. A gente precisa ter certeza também se eles estão 
ganhando peso\u201d. 
 
\u201cO que eu acho de receber orientações? Penso que o 
importante mesmo é que as dúvidas da gente sejam 
esclarecidas. Acho também que as orientações sobre 
amamentação são muito necessárias\u201d. 
 
Marisa, 30 anos, mãe de André Luiz, 1 ano e 6 meses. Moradora da 
área de atuação da US Divina Providência 
 
 
 
Ao pactuar com os pais o calendário de consultas, devemos sempre levar em 
consideração o contexto familiar, as necessidades individuais e os fatores de risco e resiliência. 
Não existem estudos bem delineados avaliando o impacto e o número ideal de consultas para 
crianças assintomáticas, e talvez nunca existam, devido a uma limitação ética: privar crianças de 
ações preventivas já consagradas em busca de evidências1. No território do Serviço de Saúde 
Comunitária, em que mais de 1/3 das crianças são consideradas de alto-risco para 
morbimortalidade, com alta freqüência de internações nos primeiros anos de vida2, recomendamos 
consultas de revisão de saúde, conforme freqüência e conteúdo apresentados a seguir 1, 3, 4, 5, 6, 8 
[D]. 
4.1 Freqüência de visitas ao médico por faixa etária 
Recomendamos, conforme bibliografias consultadas 4, 5, 6, 2, 7 [D], um número mínimo de 
sete consultas no primeiro ano de vida: a primeira consulta anterior aos 15 dias de vida, depois 
aos 30 dias de vida, 2, 4, 6, 9, 12 e 15 meses. Estas faixas etárias foram consensuais entre 
diversos grupos nacionais e internacionais, por serem momentos de oferta de imunizações e de 
orientações de promoção e prevenção adequadas para as idades. É também recomendada uma 
consulta aos 2 anos, outra entre os 4 e 6 anos, outra entre os 7 e 9 anos e uma aos 12 anos de 
idade, pelos mesmos motivos citados anteriormente 3, 8, 5, 9 [D]. 
4.2 Anamnese 
É fundamental que profissional e paciente estabeleçam uma relação de confiança ao 
longo do acompanhamento. Estabelecer canais de comunicação que permitam a construção de 
parcerias entre a equipe de saúde, crianças e familiares é importante e facilita as relações, divisão 
de tarefas e responsabilidades1, 2, 4, 10, 11 [D]. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA