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detecção precoce de doenças no adulto. In: DUNCAN, B. et al. 
Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2004 . 
19. ALLARD R, R.J et al. Predictors of asymptomatic gonorrhea among patients seen by private practitioners. 
CMAJ, v.133, p. 1135-9, 1146. 1985. 
20. PHILLIPS, R.S. et al.. Gonorrhea in women seen for routine gynecologic care: criteria for testing. Am J 
Med v. 85, p.177-182. 1988. 
21. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Projetos Especiais de Saúde.Coordenação Nacional de 
Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids, Manual de Controle das Doenças Sexualmente 
Transmissíveis. Brasília. DF: Ed. Ministério da Saúde, 1997. 
 
 
 
 
 
IMUNIZAÇÕES 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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6. Imunizações 
Lisiane Devinar Périco 
Cíntia Furcht 
 
"Acho importante vacinar meu filho, previne as 
doenças. Ele é bem valente, nem chora." 
 
Sheila, mãe de Nicolas, 4 anos, moradora do território da US 
Barão de Bagé. 
 
 "Faço vacina prá prevenir, prá não ficar doente. 
Gosto, até peço prá fazer exame de sangue, não 
tenho medo, melhor do que ter que ficar num 
hospital depois" 
 
Paola, 12 anos, moradora do território da US Barão de Bagé. 
 
É indiscutível o relevante papel de prevenção e 
promoção que as imunizações desempenham na Atenção 
Primária à Saúde. Poucas ações são tão fortemente 
evidenciadas como sendo capazes de proteger a saúde 
infantil e de impactar na incidência e prevalência de doenças na infância1 [D]. As vacinas que são 
preconizadas pelo Calendário Básico de Vacinação da Criança do Ministério da Saúde2 
encontram-se disponíveis no cotidiano de trabalho das unidades básicas da rede pública de 
saúde. Este calendário poderá ser complementado por outras vacinas, cuja importância e eficácia 
são também evidenciadas e que estão disponíveis, até o presente momento, nos Centros de 
Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIES) para situações particularmente indicadas3 [D] 
(anexo 9) ou em clínicas de vacinação da rede privada. O processo de tomada de decisão sobre a 
introdução de novas vacinas no calendário de vacinação pelo Ministério da Saúde é subsidiada 
pelo Comitê Técnico Assessor de Imunizações (CTAI), que realiza a avaliação da relação entre o 
custo da utilização universal (para todas as crianças no país) e o real impacto desta ação no 
comportamento epidemiológico da doença na população4 [D]. 
6.1 Calendário de vacinação da criança no Brasil. 
O quadro 1 apresenta o calendário de vacinação da criança no Brasil de acordo com 
idade, vacinas, doses e doenças a serem evitadas. Trata-se do calendário do MS2 [D] modificado, 
onde foram acrescentadas (realçadas em cinza) vacinas que são recomendadas pela Sociedade 
Brasileira de Pediatria5 [D]. Para algumas vacinas, estudos descritos por esta instituição, conferem 
um grau de recomendação maior que D. No entanto optamos por não discriminá-los neste 
protocolo, em razão da necessidade de uma revisão sistemática para a correta avaliação dos 
estudos originais que conferem maior grau de recomendação. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA DE 0 A 12 ANOS 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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Quadro1. Calendário de Vacinação do Ministério da Saúde, modificado. 
Idade Vacinas Doses Doenças evitadas 
Ao 
nascer BCG dose única Formas graves de tuberculose 
 Vacina contra hepatite B (1) 1ª dose Hepatite B 
1 mês Vacina contra hepatite B 2ª dose Hepatite B 
2 meses 
Vacina tetravalente (DTP + Hib) 
(2) 1ª dose 
Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras 
infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b 
 VOP (vacina oral contra pólio) 1ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
 
VORH (Vacina Oral de Rotavírus 
Humano) (3) 1ª dose Diarréia por Rotavírus 
 Pneumococo 1ª dose Pneumonia 
3 meses Meningococo C 1ª dose Meningite por Meningococo tipo C 
4 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) 2ª dose 
Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras 
infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b 
 VOP (vacina oral contra pólio) 2ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
 
VORH (Vacina Oral de Rotavírus 
Humano) (4) 2ª dose Diarréia por Rotavírus 
 Pneumococo 2ª dose Pneumonia 
5 meses Meningococo C 2 dose Meningite por Meningococo tipo C 
6 meses Vacina tetravalente (DTP + Hib) 3ª dose 
Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras 
infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b 
 VOP (vacina oral contra pólio) 3ª dose Poliomielite (paralisia infantil) 
 Vacina contra hepatite B 3ª dose Hepatite B 
 Pneumococo 3ª dose Pneumonia 
 Influenza 1ª dose Influenza(Gripe) 
7 meses Influenza (5) 2ª dose Influenza(Gripe) 
9 meses Vacina contra febre amarela (6) dose inicial Febre amarela 
12 meses SRC (tríplice viral) dose única Sarampo, rubéola e caxumba 
 Pneumococo 4ª dose Pneumonia 
 Meningococo C 3ª dose Meningite por Meningococo tipo C 
 Varicela dose única Varicela 
 Hepatite A 1ª dose Hepatite A 
15 meses VOP (vacina oral contra pólio) (7) Reforço Poliomielite (paralisia infantil) 
 DTP (tríplice bacteriana) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche 
18 meses Hepatite A 2ª dose Hepatite A 
4 - 6 
anos DTP (tríplice bacteriana) 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche 
 SRC (tríplice viral) reforço Sarampo, rubéola e caxumba 
10 anos Vacina contra febre amarela Reforço Febre amarela 
(1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12 horas de 
vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30 dias da primeira para 
a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose. Prematuros menores de 33 semanas ou 2.000g e 
recém-nascidos a termo com peso inferior a 2.0000g deverão receber uma dose extra com dois meses de idade (0, 
1, 2 e 6 meses). 
(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois reforços com 
a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos. 
(3) É possível administrar a primeira dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 1 mês e 15 dias a 3 
meses e 7 dias de idade (6 a 14 semanas de vida). 
(4) É possível administrar a segunda dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 3 meses e 7 dias a 5 
meses e 15 dias de idade (14 a 24 semanas de vida). O intervalo mínimo preconizado entre a primeira e a segunda 
dose é de 4 semanas. 
(5) Influenza a partir dos 6 meses com 2 doses na primeira vacinação e uma dose anual. 
(6) A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que residam ou que 
irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO e DF), área de transição 
(alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco potencial (alguns municípios dos 
estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem. 
(7) O reforço de VOP e DPT será realizado aos 15 meses caso a dose de VOP e Tetravalente do 6º mês tenham sido 
administradas aos 6 meses. Em caso de atraso na vacinação do 6 mês, este reforço será aprazado para 1 ano após 
a data da administração 
Fonte: MS2 e SBP5 
6.2 Vacinação de crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV 
Crianças filhas de mãe e/ou pai infectados pelo HIV são oriundas de ambientes onde pode 
haver maior exposição a infecções como tuberculose e hepatite B. Por isso, a vacinação contra a 
tuberculose (vacina BCG-ID) e contra o vírus da hepatite B deverá ser iniciada, preferencialmente, 
na maternidade, logo após o nascimento. Como o tempo para a definição do diagnóstico de 
infecção pelo HIV é longo, não se justifica a postergação do início da vacinação das crianças 
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