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ser adaptada às circunstâncias 
operacionais e à experiência e treinamento de cada grupo 7 [D]. 
 
Referências 
1. BLANK, D. A puericultura hoje: um enfoque apoiado em evidências. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, 
v. 79, n. 1, p. S13-S22, maio/jun. 2003. Suplemento. 
IMUNIZAÇÕES 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Calendário básico de vacinação da 
criança. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=21462>. 
Acesso em: 10/07/2008. 
3. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Centros de referência de 
imunobiológicos especiais. Disponível em: 
<http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=28027>. Acesso em: 12/06/2008. 
4. INFORMAÇÕES sobre introdução de novos imunobiológicos aos calendários de vacinação da criança, 
adolescente, adulto e idoso. Disponível em: 
<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/doc/novos_imunobiologicos.doc>. Acesso em: 12/07/2008. 
5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário vacinal 2008. Disponível em: 
<http://www.sbp.com.br/show_item2.cfm?id_categoria=21&id_detalhe=2619&tipo_detalhe=s>. Acesso 
em: 11/07/2008. 
6. BRASIL. Ministério da Saúde. DST-AIDS: vacinas. Disponível em: 
<www.aids.gov.br/data/Pages/LUMIS6B3265E4PTBRIE.htm>. Acesso em: 10/072008. 
7. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Manual de vigilância epidemiológica 
de eventos adversos pós-vacinação. Brasília, DF: Ed. Ministério da Saúde, 2007. 
 
 
 
 
 
TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL E SUA IMPLICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
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7. Triagem auditiva neonatal e sua implicação no 
desenvolvimento da linguagem 
Letícia Wolff Garcez 
Maristela C. Tamborindeguy França 
 
\u201c... foi muito importante. Se não 
tivesse o teste seria difícil 
descobrir que minha filha não 
ouve. Minha filha é muito 
esperta!\u201d. 
 
Rejane, mãe de Manuela, paciente do 
HNSC e HCC, com diagnóstico de perda 
auditiva (protetizada e acompanhada) 
 
A Triagem Auditiva Neonatal 
Universal (TANU), mais conhecida 
como Teste da Orelhinha, é uma 
avaliação que busca detectar a perda auditiva congênita e/ou adquirida no período neonatal o 
mais precocemente possível. Deve ser realizado em todos os recém-nascidos (daí o termo 
universal), preferencialmente até o final do primeiro mês, o que possibilitará um diagnóstico mais 
definitivo por volta do 4º e 5º mês, bem como o início da reabilitação até os 6 meses de idade1,2 
[B]. Dessa forma, maiores serão as possibilidades de diagnóstico e intervenção adequados e, com 
isso, menores as seqüelas decorrentes da privação auditiva3,4 [B]. A efetividade da TAN na 
identificação da perda auditiva é a motivação para novas investigações na atualidade, mas ainda 
há necessidade de mais estudos controlados de alta qualidade e com seguimento das populações, 
principalmente nos casos de alto risco para perda auditiva5. 
7.1 Indicadores de risco para perdas auditivas congênitas, do período neonatal ou 
progressivas na infância2 
\u2022 História familiar de perda auditiva congênita. 
\u2022 Permanência na UTI por mais de 5 dias, envolvendo: circulação extra-corpórea, ventilação 
assistida, exposição a medicamentos ototóxicos e diuréticos de alça, hiperbilirrubinemia com 
níveis de exsangüineotransfusão, infecções intrauterinas como, citomegalovirose, herpes, 
rubéola, sífilis e toxoplasmose. 
\u2022 Anomalias craniofaciais. 
\u2022 Síndromes com perda auditiva sensorioneural ou condutiva associadas, dentre as quais: 
Waardenburg, Alport, Pendred, Jervell e Lange-Nielson. 
\u2022 Doenças neurodegenerativas, como neuropatias sensoriomotoras, síndrome de Hunter, ataxia 
de Friedreich e síndrome de Charcot-Marie-Tooth. 
\u2022 Infecções pós-natais associadas à perda auditiva sensorioneural, incluindo meningites 
bacterianas e virais confirmadas (especialmente herpes vírus e varicela). 
\u2022 Traumatismos cranioencefálicos (TCEs), especialmente fraturas do osso temporal. 
ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA DE 0 A 12 ANOS 
 
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\u2022 Quimioterapia. 
7.2 O teste da orelhinha e a técnica de realização 
O teste da orelhinha consiste em procedimentos eletrofisiológicos, objetivos, não 
causando dor ou desconforto. Portanto, não necessitam da participação ativa do examinado. São 
recomendadas técnicas associadas de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico 
Automático (PEATE) \u2013 mais conhecido como BERA \u2013 e Emissões Otoacústicas (EOA), que 
tecnicamente são testes de screening de alta acurácia2,5,6 [B]. As EOA são a opção atualmente 
utilizada para a triagem auditiva no HCC e podem detectar alterações periféricas (cocleares ou 
condutivas). O critério utilizado é o passa-falha, ou seja, o bebê \u201cpassa\u201d no exame quando há 
presença de otoemissões, o que indica funcionamento coclear (das células ciliadas externas) 
adequado. Quando falha, por ausência de otoemissões, é porque há funcionamento coclear 
alterado ou presença de componente condutivo (como vernix, líquido na orelha média, alteração 
na pressão da tuba auditiva ou anatomia desfavorável do conduto auditivo externo). Nos casos de 
bebês que apresentam fatores de risco para perda de audição, a indicação é que seja realizada a 
associação das técnicas de OEA e BERA triagem com o objetivo de investigar também a 
integridade da via auditiva2,7,8. A partir de 2009 estes exames passam a ser realizados em todos 
os recém-nascidos internados na UTI e UCI Neonatal do HCC. 
Os exames são realizados por meio de aparelho portátil, e as condições ideais para a 
realização do teste envolvem um ambiente silencioso, com o bebê tranqüilo e preferencialmente 
dormindo. 
7.3 Rotinas para a realização da TANU ou teste da orelhinha 
Todas as crianças que nascem na maternidade do Hospital Nossa Senhora da Conceição 
(HNSC) e permanecem no alojamento conjunto, ao receber alta, são agendadas para realização 
do teste da orelhinha no ambulatório do Serviço de Fonoaudiologia do mesmo hospital. Na 
implantação do Programa de Triagem Auditiva, em setembro de 2006, as testagens aconteciam no 
leito do alojamento conjunto após 24 horas de vida do bebê. Ao longo de alguns meses, foi 
observado alto índice de reteste por crianças que falharam no exame (46%), possivelmente em 
razão da presença de vernix no conduto auditivo externo. Em função disso, decidiu-se modificar o 
fluxo e passar a avaliar os bebês em nível ambulatorial em torno dos 10 -15 dias de vida. Tal 
procedimento reduziu a proporção de reteste para 5-10%, aproximando os resultados aos achados 
da literatura. 
Crianças que necessitam de internação na UTI e UCI neonatal do Hospital da Criança 
Conceição (HCC) realizam o teste durante esse período. Isso ocorre porque há recomendação de 
utilização de protocolo específico para recém-nascidos internados em unidades de cuidados 
intensivos e/ou intermediários, em virtude dos fatores de risco a que estão expostos2. 
Se, por algum motivo, a criança não realizou o teste no período neonatal, pode ser 
encaminhada até os dois anos de vida, pelo profissional responsável, ao Ambulatório do 
Desenvolvimento da Audição e Linguagem do HCC. 
TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL E SUA IMPLICAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 
 
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O quadro a seguir resume as rotinas de encaminhamento para o \u201cteste da orelhinha\u201d no 
GHC. 
Quadro 1. Formas de agendamento do teste da orelhinha nas crianças do território de atuação do SSC. 
Crianças moradoras do território do SSC Formas de agendamento do \u201cteste da orelhinha\u201d 
1. nascidas no HNSC e internadas em UTI ou CTI 
neonatal do HCC 
realizam o teste durante a hospitalização 
2. nascidas no HNSC e