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de Janeiro, 
v. 79, n. 1, p. S13-S22, 2003. Suplemento. 
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
77 
9. Alimentação Saudável 
Lena Azeredo de Lima 
Aline Gerlach 
 
&quot;Para mim, a primeira vez foi bem desastrosa. Parecia que nem eu, nem ele, 
sabíamos o que estávamos fazendo. Depois foi maravilhoso. A coisa que mais 
gostava era a chegada da hora de mamar. É um momento único. Gosto de chegar em 
casa e dar mama. Coisa bem de mãe e filho. Só eu que faço isso. Não tem como 
ninguém substituir.&quot; 
 
Luciana - mãe do Guilherme. Unidade Barão de Bagé SSC/GHC 
 
\u201cComer é bom, é delicioso, é saboroso!\u201d 
 
Elisa, 5 anos. Unidade de Saúde Jardim Leopoldina SSC/GHC. 
 
\u201cCuidar da alimentação é legal porque não botam apelidos, a gente corre mais, 
ninguém pega e joga melhor futebol.\u201d 
 
Matheus, 9 anos. Unidade de Saúde Jardim Leopoldina SSC/GHC. 
 
\u201cA alimentação da criança desde o nascimento e nos primeiros anos de vida tem 
repercussões ao longo de toda a vida do indivíduo\u201d1,2,3,4 [D]. 
A abordagem da criança pela equipe de saúde deve destacar a importância dos hábitos 
alimentares na promoção da saúde. Essa prática possibilita o controle dos desvios alimentares e 
nutricionais e a prevenção de várias doenças na infância e na futura vida adulta, entre as quais, as 
deficiências nutricionais, doenças crônicas, sobrepeso e obesidade 4,5,6 [D]. 
Uma alimentação saudável, ou \u201cboa prática alimentar\u201d, foi definida por especialistas 
reunidos em Montpellier em 20054,7 como a ingestão de alimentos adequados em quantidade e 
qualidade para suprir às necessidades nutricionais, permitindo um bom crescimento e 
desenvolvimento da criança. Considera-se também que a consistência adequada dos alimentos 
pode proteger a criança de aspiração, e sua quantidade não deve exceder a capacidade funcional 
dos seus sistemas orgânicos cardiovascular, digestório e renal 4,8 [D]. 
9.1 Aleitamento materno 
Uma alimentação saudável inicia com o aleitamento 
materno5, que isoladamente é capaz de nutrir de modo 
adequado a criança nos primeiros 6 meses de vida4,9,10,11,12,13 [A]. 
E, a partir do sexto mês, devem ser introduzidos alimentos 
complementares, e o aleitamento materno mantido pelo menos 
até os dois anos10. 
A situação do aleitamento materno no Brasil tem 
melhorado. Estudos mostram que a tendência de aumento da 
prática da amamentação é progressiva e persistente, porém ainda há espaço para melhoras14. 
Pesquisa sistemática durante Campanha Nacional de Vacinação mostra que, no SSC, 50% das 
ATENÇÃO À SAÚDE DA CRIANÇA DE 0 A 12 ANOS 
 
APOIO TÉCNICO EM MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE AÇÕES DE SAÚDE DO SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA 
 
78 
crianças são amamentadas exclusivamente ao seio até o quarto mês de vida, e 43% até o sexto 
mês.15 
Aconselhamento comportamental e educação para a prática de aleitamento materno são 
recomendados16 [B]. O apoio à amamentação deve ser disponibilizado independentemente do 
local de prestação de cuidados17 [A], e as mães devem receber informação de como buscar 
suporte à prática de amamentar18 [C]. 
9.1.1 Aconselhamento em amamentação 
Os profissionais de saúde devem disponibilizar o tempo que for necessário para dar o 
apoio à mãe e ao seu bebê durante o início e a continuação da amamentação17 [D]. 
A freqüência e a duração ilimitada (livre demanda) das mamadas devem ser 
incentivadas17, 18 [A]. 
Os profissionais devem conversar sobre a experiência de amamentar e identificar as 
dificuldades da amamentação. A depressão materna pós parto é fator de risco para desmame 
precoce19[B], o que reforça a importância do profissional estar atento para os sinais de depressão 
puerperal (ver item 1). 
Também devem orientar sobre uma possível ocorrência de dor nas mamas, rachaduras e 
ingurgitamento mamário e dar suporte extra para uma mãe que tenha mamilo invertido18 [D]. A 
mastite lactacional pode ser evitada através de medidas que impeçam a instalação da estase 
lática, tais como: a boa pega, o aleitamento sob livre demanda, o esvaziamento completo da 
mama durante a amamentação, a ordenha do peito nos casos de produção de leite maior que a 
demanda do lactente e, também, o estímulo ao aleitamento materno e ao autocuidado20. 
No caso de ingurgitamento mamário e mastite lactacional, o tratamento orientado deve ser 
a ordenha manual das mamas21. Já nos casos de trauma mamilar, o profissional de saúde 
deverá21: 
\u2022 Ajudar a mãe a adotar a técnica adequada de amamentar. 
\u2022 Orientar a mãe a manter a região mamilo-areolar seca e aerada. 
\u2022 Orientar expor os mamilos ao sol do início da manhã ou final da tarde. 
\u2022 Fazer expressão do leite no final da mamada, passando-o e toda região mamilo-areolar, e