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DisciplinaDireito Constitucional I57.032 materiais1.405.464 seguidores
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de Justiça em sua casa, e quando este
tentou ingressar forçosamente, foi repelido com um empurrão.</span></strong></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><strong><span
style='font-weight:normal'>Foi o cidadão então indiciado pelo crime de
desobediência (art. 330, Código Penal). O Juiz de primeira instância o
absolveu, entendendo ter o agente agido com inexigibilidade de conduta diversa,
em face do exposto no art. 5º, XI da Constituição da República.</span></strong></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><strong><span
style='font-weight:normal'>No entanto, provendo apelo do Ministério Público, o
Tribunal de Justiça reformou a decisão de primeiro grau, entendendo que o autor
atuou com violência contra agente público competente que executava ordem com
amparo legal. Ressaltou o Tribunal que o Oficial de Justiça encontrava-se de
posse de mandado de citação que continha autorização expressa para cumprimento
em domingo ou em dia útil, em horário diverso do estabelecido no caput do art.
172 do Código de Processo Civil, nos termos do § 2º deste mesmo artigo,
condenando-o assim nas penas do crime de desobediência.</span></strong></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><strong><span
style='font-weight:normal'>Dessa decisão do Tribunal de Justiça o advogado
interpôs Recurso Extraordinário, pedindo a reforma da decisão do TJ com o
restabelecimento da sentença de 1º grau. Analise tecnicamente as possibilidades
de sucesso desse recurso, conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal
Federal.<o:p></o:p></span></strong></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><strong><span
style='font-weight:normal'><o:p>&nbsp;</o:p></span></strong></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='color:#1F497D;
mso-themecolor:text2'>O STF, no RE 460.880-RS, rel. Min. Marco Aurélio, j.
25.09.07, acertadamente, restabeleceu sentença de primeiro grau que havia
absolvido agente que, ao defender a inviolabilidade noturna do domicílio,
acabou não atendendo oficial de justiça num sábado à noite, que pretendia
proceder à intimação do seu cônjuge.<br>
<br>
Ementa:<o:p></o:p></span></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><span style='color:#1F497D;
mso-themecolor:text2'>&quot;Por entender caracterizada a ofensa ao art. 5°, XI,
da CF (<span class=GramE>&quot;a</span> casa é asilo inviolável do indivíduo,
ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de
flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por
determinação judicial;&quot;), a Turma deu provimento a recurso extraordinário
para, reformando acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul,
restabelecer a sentença que absolvera o recorrente por inexigibilidade de
conduta diversa. No caso, a Corte a quo reputara configurado o crime de
resistência, uma vez que o recorrente, desprezando a existência de mandado
judicial expedido nos moldes do § 2º do art. 172 do CPC \u2014 que permite, em
situações excepcionais e mediante autorização expressa do juiz, a citação, em
domingos e feriados, ou nos dias úteis, em horário diverso daquele estabelecido
no caput \u2014, desacatara, mediante violência, oficial de justiça que pretendia,
num sábado à noite, ingressar no domicílio daquele para intimar o seu cônjuge.
Aduziu-se que o acórdão impugnado colocara em plano secundário a defesa do
próprio domicílio e, portanto, o esforço a evidenciar, conforme registrado na
sentença, a inexigibilidade de conduta diversa. Ademais, asseverou-se que a
Constituição preconiza a inviolabilidade noturna do domicílio, pouco importando
a existência de ordem judicial (...)&quot;.<o:p></o:p></span></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><o:p>&nbsp;</o:p></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'><o:p>&nbsp;</o:p></p>
<p class=MsoNoSpacing style='text-align:justify'>GOMES, Luiz Flávio. Defesa do
domicílio: exercício de um direito ou inexigibilidade de conduta diversa<span
class=GramE>?.</span><span class=apple-converted-space>&nbsp;</span><strong><span
style='font-weight:normal'>Jus <span class=SpellE>Navigandi</span></span></strong>,
Teresina,<span class=apple-converted-space>&nbsp;</span><a
href=&quot;http://jus.com.br/revista/edicoes/2007&quot;><span style='mso-ansi-font-size:
12.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ascii-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>ano 12</span></a>,<span
class=apple-converted-space>&nbsp;</span><a
href=&quot;http://jus.com.br/revista/edicoes/2007/11/19&quot;><span style='mso-ansi-font-size:
12.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ascii-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>n. 1601</span></a>,<span
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href=&quot;http://jus.com.br/revista/edicoes/2007/11/19&quot;><span style='mso-ansi-font-size:
12.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ascii-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>19</span></a><span
class=apple-converted-space>&nbsp;</span><a
href=&quot;http://jus.com.br/revista/edicoes/2007/11&quot;><span style='mso-ansi-font-size:
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mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>nov.</span></a><span
class=apple-converted-space>&nbsp;</span><a
href=&quot;http://jus.com.br/revista/edicoes/2007&quot;><span style='mso-ansi-font-size:
12.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ascii-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;
color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>2007</span></a><span
class=GramE><span class=apple-converted-space>&nbsp;.</span></span> Disponível
em:<span class=apple-converted-space>&nbsp;</span><span class=url>&lt;<a
href=&quot;http://jus.com.br/revista/texto/10665/defesa-do-domicilio-exercicio-de-um-direito-ou-inexigibilidade-de-conduta-diversa&quot;><span
style='mso-ansi-font-size:12.0pt;mso-bidi-font-size:12.0pt;mso-ascii-font-family:
&quot;Times New Roman&quot;;mso-hansi-font-family:&quot;Times New Roman&quot;;mso-bidi-font-family:
&quot;Times New Roman&quot;;color:windowtext;text-decoration:none;text-underline:none'>http://jus.com.br/revista/texto/10665</span></a>&gt;</span>.
Acesso em:<span class=apple-converted-space>&nbsp;</span><span
class=timeaccess>27 nov. 2012</span>.</p>
<p class=western style='margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;text-align:
justify;background:#EFEFEF'><span style='font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;'><o:p>&nbsp;</o:p></span></p>
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