Economia-Brasileira-Contemporânea-para-o-curso-de-Administração2
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ECONOMIA 
 
 
BRASILEIRA 
 
 
CONTEMPORÂNEA 
 
 
 
PARA O CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
Ailton Guimarães
1
 
 
 
1
 Mestre em Economia de Empresas pela UCB - Universidade Católica de Brasília; Especialista 
em Finanças pela UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina e Especialista em 
Controladoria pela Faculdade Tibiriçá/SP. 
 1 
SUMÁRIO 
 
1. CAPÍTULO I, página 2. 
Contabilidade nacional: Produto, renda e despesa. 
Desenvolvimento e distribuição de rendas. 
 
2. CAPÍTULO II, página 11. 
Desemprego e Mercado de trabalho. 
Inflação. A lei de Okun e a curva de Philips. 
 
3. CAPÍTULO III, página 21. 
Determinantes do produto. 
Consumo. Investimento. Políticas econômicas. 
 
4. CAPITULO IV, página 43. 
O Brasil ao longo do século XX. Fatos estilizados. Economia agroexportadora. 
 
5. CAPITULO V, página 52. 
Economia agroexportadora. 
As idéias da CEPAL. 
O Processo de Substituição das Importações (PSI). 
O papel da agricultura no processo de industrialização. 
 
6. CAPITULO VI, página 60. 
Plano de metas. PAEG. I e II PND e a crise da dívida externa. 
 
7. CAPITULO VII, página 67. 
Planos heterodoxos (parte I): Plano Cruzado. 
 
8. CAPITULO VIII, página 75. 
Planos heterodoxos (parte II): Plano Bresser, Plano Verão e Plano Collor. 
 
 
9. CAPITULO IX, página 85. 
Planos heterodoxos (parte III): Plano Real. 
 
 
 
 
 
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CAPITULO I 
 
O que veremos nesta Nota de Aula: 
\uf0fc Contabilidade nacional: Produto, renda e despesa. 
\uf0fc Desenvolvimento e distribuição de rendas. 
 
1. Introdução 
Administradores de empresas, públicas ou privadas, precisam, no 
processo de tomada de decisão, de instrumentos que permitam mensurar a 
totalidade das atividades econômicas. Este instrumento de suma importância é a 
contabilidade nacional. 
 A contabilidade nacional consiste no registro de todos os gastos que 
contribuem para a produção e a riqueza de um país. 
No Brasil, a partir de 1998, o IBGE passou a utilizar a nova forma de 
apresentação do sistema de contas nacionais, atendendo às recomendações do 
System of National Accounts (SNA), da Organização das Nações Unidas. 
Os principais objetivos da contabilidade nacional são: 
- Medir a atividade econômica de um país; 
- Possibitar o calculao de indicadores como consumo, produção, 
rendimento, investimento, etc; 
- Permitir a realização de previsões de caráter econômico. 
Para entendermos o funcionamento e o uso desta importante técnica de 
mensuração, conceituaremos e analisaremos seus principais componentes. 
 
2. Produto 
Um dos principais resultados da contabilidade nacional é o que 
denominamos produto. Quando nos referimos ao produto de um país 
chamamos esta variável de Produto Interno Bruto ou simplesmente, PIB. 
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Ele representa a soma da produção dos bens e serviços e a sua 
mensuração, em valores monetários, possibilita avaliar a trajetória econômica do 
país ou seja: 
1) Crescimento econômico quando ocorre acréscimo no produto; ou 
2) Recessão quando acontece a diminuição do mesmo. 
Conhecer como é formado o produto de um país permite tomar decisões 
mais precisas sobre a alocação de recursos, objetivando a máxima satisfação 
das necessidades dos indivíduos. 
O ponto inicial da análise do produto é a produção, atividade social 
que visa transformar os recursos naturais em bens e serviços que permitam 
ao ser humano realizar seus desejos. Estes desejos se referem a satisfação das 
necessidades básicas (alimentação, vestuário e habitação) ou progressivas 
(educação, saúde e lazer). 
Produzir significa combinar elementos (fatores de produção). Estes 
fatores são, geralmente, segregados em três áreas: terra, capital e trabalho. 
A produção é um ato continuo, logo precisamos determinar um período 
de tempo para medi-la. Desta forma, o produto pode ser definido como a 
expressão monetária da produção de uma sociedade em determinado 
período. Em geral, este período é de um ano. 
No que se refere a medição do produto temos, inicialmente, que evitar o 
problema de dupla contagem. Isto pode ser resolvido não se considerando 
aqueles bens que são utilizados como insumos na fabricação de outros bens no 
cálculo do produto. Como isto funciona? Vejamos a tabela a seguir. 
Produto Valor de venda Insumo Valor adicionado 
Trigo 10 0 10 
Farinha 15 10 5 
Pão 20 15 5 
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O valor do último bem produzido, o pão, é 20. Este valor corresponde à 
soma dos acréscimos aos valores das matérias-primas ou insumos. 
Estes acréscimos são chamados valores adicionados. 
Os insumos utilizados, trigo (10) e farinha (15), não devem ser 
contabilizados para efeito de contagem do produto sob pena de se cometer a 
dupla contagem do produto. 
Esta forma de cálculo é denominada produto pela ótica da renda. Ele é 
determinado pela soma das remunerações (salários, juros, alugueis, lucros e 
impostos) ou, como vimos, valores adicionados. 
O produto também pode ser visto pela ótica da produção, a forma mais 
básica de cálculo. 
Pela ótica da produção o PIB é representado pela seguinte fórmula: 
PIB = Valor da produção \u2013 consumo intermediário + impostos. 
Vejamos o exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
O produto também pode ser apurado pela demanda ou despesa. Neste 
caso, ele é calculado de acordo com a sua utilização: consumo (das familias e 
do governo) ou investimento. Importante lembrar que nesta forma de apuração 
do produto, são consideradas as exportações (parcela do produto adquirido por 
Valor (R$)
100,000.00
170,000.00
30,000.00
300,000.00
Bem final Valor (R$)
Casa 500,000.00
500,000.00
800,000.00
10,000.00
510,000.00
TOTAL II (bem final)
TOTAL III (soma da produção)
PIB = TOTAL III - TOTAL I + IMPOSTOS
IMPOSTOS
TOTAL I (bens e serviços primários)
Bens e serviços primários
Terreno
Material de construção
Mão de obra
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não residentes) e as importações (bens e serviços consumidos, mas não 
produzidos no país). 
Por esta ótica, o produto é representada pela fórmula: 
PIB = Consumo das familias (C) + Investimentos (I) + Consumo do 
governo (G) + Exportações (X) \u2013 Importações (M) ou simplesmente: 
PIB = C + I + G + (X-M) 
 
3. Componentes do sistema econômico 
O produto surge da ação dos diversos agentes econômicos que fazem 
parte de um sistema econômico. 
Um sistema econômico é composto inicialmente de famílias e empresas. 
As famílias têm duas funções importantes: Fornecer os fatores de produção e 
comprar (consumir) os bens e serviços produzidos. 
Cabe às empresas ofertar bens e serviços e remunerar os fatores de 
produção. 
Este movimento econômico básico entre empresas e famílias é 
denominado fluxo circular da renda conforme a figura a seguir. 
 
 Em um sistema mais completo surgem o governo e as entidades 
financeiras. 
O governo é representado pela administração direta, poder judiciário, 
poder legislativo e segurança. Sua atribuição é o fornecimento de bens 
públicos para o consumo das famílias e empresas. Sendo bem público aquele 
que não pode ser disponibilizado pelo mercado, como justiça e segurança 
Fatores de produção 
Família Firmas 
Produtos e Serviços 
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nacional. Seu custeio se dá por meio da arrecadação de impostos (diretos e 
indiretos). 
Mas além de ofertar bens públicos, o governo realiza transferências de 
renda e concede subsídios que são incorporados a renda das empresas e das 
famílias. 
O resultado destas transações do governo com os outros agentes 
econômicos poderá ser um Superávit ou um Déficit. Sendo que, neste último 
caso,
Alana
Alana fez um comentário
Nossa . Preciso a 7 edição.. (Marcos Vasconsellos)
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