EconomiaEngenhariaCustos_apostila
88 pág.

EconomiaEngenhariaCustos_apostila


DisciplinaEconomia da Engenharia174 materiais514 seguidores
Pré-visualização27 páginas
assim, pelo custeio variável, os produtos recebem somente 
os custos variáveis. 
Além dos custos variáveis para produzir, os produtos, ao serem comercializados, proporcionam o 
surgimento de despesas variáveis, como, por exemplo, comissão, fretes e seguros. 
Enquanto no Custeio por Absorção os produtos geram lucros, que é a diferença entre o preço de 
venda e o custo de produção (fixo e variável), no Custeio Variável, geram margem de 
contribuição, sendo esta a diferença entre o preço de venda e o custo variável mais despesas 
variáveis. 
Esses tratamentos levam a resultados diferentes que podem ser observados no seguinte exemplo 
comparativo entre os dois métodos de custeio: 
 
Uma empresa iniciando suas atividades em 01/01/20xx teve a seguinte movimentação durante 
este exercício: 
 
 Compras de matérias-primas $ 290.000,00 
 Mão-de-obra direta 100.000,00 
 Custos indiretos de fabricação fixos 300.000,00 
 Custos indiretos de fabricação variáveis 50.000,00 
 Despesas administrativas e de vendas fixas 190.000,00 
 Despesas administrativas e de vendas variáveis 60.000,00 
 Vendas efetuadas ($ 120,00/u x 10.000 u) 1.200.000,00 
 
 Demonstrativos de Resultados: 
 
 
 
 
 
 
 
 63 
 
 
 CUSTEIO POR ABSORÇÃO CUSTEIO VARIÁVEL 
 
 Vendas 1.200.000 Vendas 1.200.000 
 
 (-) CPV (Custo dos Produtos Vendidos) (-) C + D (dos produtos vendidos) 
 
 MP 290.000 MP 29 0.000 
 
 MOD 100.000 MOD 100.000 
 
 CIF fixos 300.000 CIF variávis 50.000 440.000 
 
 CIF variáveis 50.000 740.000 Despesas Variáveis 60.000 500.000 
 
 (=) Lucro Bruto 460.000 (=) Margem de Contribuição 700.000 
 
 (-) Despesas fixas 190.000 (-) Despesas fixas 190.000 
 
 (-) Despesas variáveis 60.000 250.000 (-) CIF fixos 300.000 490.000 
 
 (=) Lucro Operacional 210.000 (=)Lucro Operacional 210.000 
 
 
Os resultados obtidos pelos dois métodos de custeio foram os mesmos, em virtude da não 
existência de estoques iniciais ou finais de produtos acabados, bem como da produção em 
andamento. Assim, toda quantidade produzida foi vendida. 
 
Observe como ficam os resultados supondo que apenas 80% da quantidade produzida foi vendida: 
 
 CUSTEIO POR ABSORÇÃO CUSTEIO VARIÁVEL 
 
 Vendas 960.000 Vendas 960.000 
 
 (-) CPV (Custo dos Produtos Vendidos) (-) C + D (dos produtos vendidos) 
 
 MP 232.000 MP 23 2.000 
 
 MOD 80.000 MOD 80.000 
 
 CIF fixos 240.000 CIF variávis 40.000 352.000 
 
 CIF variáveis 40.000 592.000 Despesas Variáveis 48.000 400.000 
 
 (=) Lucro Bruto 368.000 (=) Margem de Contribuição 560.000 
 
 (-) Despesas fixas 190.000 (-) Despesas fixas 190.000 
 
 (-) Despesas variáveis 48.000 238.000 (-) CIF fixos 300.000 490.000 
 
 (=) Lucro Operacional 130.000 (=)Lucro Operacional 70.000 
 
 
Observa-se, nesse caso, uma diferença de $ 60.000 no lucro operacional. Essa diferença é a 
mesma encontrada no estoque final de produtos acabados ($ 148.000 no Custeio Por Absorção e $ 
88.000 no Custeio Variável). 
Tal diferença é resultante do tratamento dado aos custos fixos. Enquanto, pelo custeio variável, 
ele é levado totalmente ao resultado do exercício, após a margem de contribuição; no custeio por 
absorção, somente a parcela correspondente à quantidade vendida é levada ao resultado. 
No ano seguinte, caso a quantidade vendida seja superior àquela nele produzida, utilizando-se 
para isso do estoque inicial de produtos acabados, essa situação de resultado se inverte. 
 64 
Assim, no longo prazo, os resultados acumulados tendem a ser iguais pelos dois métodos de 
custeio. A diferença é observada em período de tempo mais curto, quando há formação de 
estoques. 
Mas o emprego do custeio variável como gerencial não reside na apuração do resultado, quer seja 
a curto, quer seja a longo prazo, e sim para decisões conforme já discorremos. 
 
 
10.1.1- Alguns problemas relacionados ao Custo Fixo 
 
Pela sua própria natureza, os Custos Fixos existem independente da fabricação ou não desta ou 
daquela unidade. Então esses custos não devem ser considerados como parte do custo unitário. 
A absorção dos custos fixos à produção pode trazer sérias conseqüências quando os resultados 
forem utilizados para fins gerenciais. 
Várias razões contribuem para isso; entre elas, o fato de que os custos fixos têm mais 
característica de custos necessários para manter a estrutura de produção do que custos decorrentes 
daqueles produtos que estejam sendo fabricados. Outra situação se refere à forma como são 
alocados aos produtos. Por serem custos indiretos, são alocados por meio de rateios, e as bases 
utilizadas são sempre fontes de controvérsias sobre sua validade ou não. 
 
O comportamento desses custos pode ser observado neste exemplo: 
 Custo fixo de um período: .......................... $ 80.000,00/mês 
 Custo variável: ............................................ $ 12,00/t. 
 
Admitamos que essa empresa fabrique um produto que tenha demanda instável, oscilando entre 
8.000 ton. e 12.000 ton. mensalmente. Assim, para três níveis diferentes de produção, teríamos: 
 
Níveis de 
Produção 
Custo Total Custo Unitário (em $/t.) 
Fixo Variável Total Fixo Variável Total 
 8.000 t 80.000 96.000 176.000 10,00 12,00 22,00 
 10.000 t 80.000 120.000 200.000 8,00 12,00 20,00 
 12.000 t 80.000 144.000 224.000 6,67 12,00 18,67 
 
Comparando os resultados obtidos nos três níveis de produção, podemos observar: 
 
a) custo total: somente a parcela variável se modifica, pois é conseqüência