Apostila prof. Luciana - 28 mar 2011
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Apostila prof. Luciana - 28 mar 2011


DisciplinaDireito Penal I79.898 materiais1.347.664 seguidores
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hipóteses, são as seguintes:
a) Entrada do agente no território nacional;
b) O fato ser punível também no pais em que foi praticado;
c) Estar o crime incluído entre aqueles que a lei brasileira autoriza extradição;
d) O agente não ter sido absolvido no estrangeiro ou aí não ter cumprido pena;
e) Não ter sido perdoado no estrangeiro, ou por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável.
Conceito de território nacional 
O território nacional - efetivo ou real - compreende: a superfície terrestre (solo e subsolo), as águas territoriais (fluviais, lacustres e marítimas) e o espaço aéreo correspondente. Entende-se, ainda, como sendo território nacional - por extensão ou flutuante as embarcações e as aeronaves, por força de uma ficção jurídica.
a) Terrestre: quando os limites são fixados por montanhas dois critérios podem ser utilizados: o da linha das cumeadas e o do divisor de águas.
b) Aquático: quando for por um rio, lago ou lagoa, no caso internacional, podem ocorrer as seguintes situações:
1) Quando o rio pertencer a um dos estados^, a fronteira passara pela margem oposta do proprietário. Nada impede, no entanto que um rio limítrofe de dos estados seja comum aos dois paises. Neste caso o rio será indiviso, cada estado exercerá soberania normalmente sobre ele.
2) Quando o rio pertencer aos dois estados há duas soluções possíveis:
- A divisa pode ser uma linha mediana do leito do rio, determinada pela distancia da margem;
- A divisa acompanhara a linha de maior profundidade do rio, conhecida como talvegue.
O mar territorial constitui-se da faixa ao longo da costa, incluindo o leito e o subsolo, respectivos, que formam a plataforma continental.
c) Aéreo: o espaço aéreo, que também integra o conceito de território nacional, é definido por três teorias:
- Absoluta liberdade do ar - nenhum estado domina o ar, sendo permitido a qualquer estado utilizar o espaço aéreo, sem restrições;
- Soberania limitada ao alcance das baterias antiaéreas - representaria, concretamente, os limites do domínio do estado;
- Soberania sobre a coluna atmosférica - o pais subjacente teria domínio
total sobre seu espaço aéreo, limitado por linhas imaginarias
perpendiculares, incluindo o mar territorial, (adotado pelo Brasil)
d) Flutuante: é uma ficção jurídica. Engloba os navios e as aeronaves.
Os navios públicos, independentemente de se encontrarem em mar territorial brasileiro, mar territorial estrangeiro ou em alto-mar, são considerados território nacional.
Por isso qualquer crime cometido dentro de um desses navios, indiferentemente de onde se encontrem, deverá ser julgado pela justiça brasileira. 
Os navios privados tem um tratamento diferente: a) quando em alto-mar, seguem a lei da bandeira que ostentam; b) quando estiverem em portos ou mares territoriais estrangeiros, seguem a lei do país em que se encontrem.
As aeronaves aplicam-se os mesmos princípios aplicados aos navios.
Principio da territorialidade temperada 
Pelo principio da territorialidade, aplica-se a lei penal brasileira aos fatos puníveis praticados no território nacional, independente da nacionalidade do agente, da vitima ou do bem jurídico lesado.
O principio da territorialidade e a principal forma de delimitação do âmbito de vigência da lei penal. O fundamento deste principio é a soberania do estado.
Principio real
Esse principio permite a extensão da jurisdição penal do estado titular do bem jurídico lesado, para alem dos seus limites territoriais, fundamentado na nacionalidade do bem jurídico lesado (CP, art. 7°, I).
Principio da universalidade ou cosmopolita 
Por esse principio, as leis penais devem ser aplicadas a todos os homens, onde quer que se encontrem.
Esse principio é característico da cooperação penal internacional, porque permite a
punição, por todos os estados, de todos os crimes que forem objeto de tratados e de
convenções internacionais.
"O fundamento desta teoria é o ser crime um mal universal, e por isso todo os estados tem interesse em coibir a sua pratica e proteger os bens jurídicos da lesão provocada pela infração penal." João Mestieri.
Principio da nacionalidade ou da personalidade 
Aplica-se a lei penal da nacionalidade do agente, pouco importando o local em que o crime foi praticado. Esse principio pode apresentar-se de duas formas: personalidade ativa,caso em que considera somente a nacionalidade do autor do delito; personalidade passiva, nesta hipótese importa somente se a vitima do delito é nacional.
Deve-se observar algumas condições para ser processados no território nacional: estar no país, ser crime no estrangeiro, não ser absolvido (CP, art. 7°, §2°).
Principio da representação ou da bandeira 
Trata-se de um principio subsidiário, e quando, houver deficiência legislativa ou desinteresse de quem deveria reprimir, aplica-se à lei do estado em que esta registrada a embarcação ou a aeronave ou cuja bandeira ostenta aos delitos praticados em seu interior.
Extraterritorialidade Incondicionada: 
Aplica-se a lei brasileira sem qualquer condicionante, na hipótese de crimes praticados fora do território nacional, ainda que o agente tenha sido julgado no estrangeiro, com fundamento nos princípios de defesa e da universalidade.
Os casos de extraterritorialidade incondicional referem-se a crimes:
a) Contra a vida ou a liberdade do presidente da republica;
b) Contra o patrimônio ou a fé publica da União, do Distrito Federal, de Estado, Território, Município, empresa publica, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo poder publico;
c) Contra a administração publica, por quem esta a seu serviço;
d) De genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.
Nestes crimes, o poder Jurisdicional brasileiro é exercido independentemente da concordância do pais onde o crime ocorreu. É desnecessário, inclusive, o ingresso do agente no território brasileiro, podendo, no caso, ser julgado a revelia. 
LEI PENAL EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS
A lei é feita em relação ao povo, conforme o principio da legalidade (CF, art. 5°).
Existem ocasiões que algumas pessoas estão isentas, imunes da aplicação da lei, isto chamamos de imunidade. As imunidades não estão vinculadas à pessoa autora de infrações penais, mas às funções eventualmente por ela exercidas, não violando, assim, o preceito constitucional da igualdade de todos perante a lei.
Imunidade diplomática 
A imunidade diplomática impõe limitação ao principio temperado da territorialidade (CP, art. 5°).
Trata-se de privilégios outorgados aos representantes diplomáticos estrangeiros, observando sempre o principio da mais estrita reciprocidade. Fundasse no respeito e consideração ao Estado que representam e na necessidade de cercar sua atividade de garantia para o perfeito desempenho de sua missão diplomática.
Tem como pressupostos tratados, convenções, regras de tratados internacionais que o Brasil como pactuario é obrigado a não aplicar as leis penais a alguns cargos diplomáticos.
A natureza jurídica desse privilegio, no âmbito do direito penal, constitui causa pessoal de exclusão de pena. Essa imunidade pode ser renunciada pelo estado a creditante e não pelo agente diplomático, em razão da própria natureza do instituto.
Nas imunidades diplomáticas não há exclusão do crime e de suas conseqüências, apenas colocando os seus titulares fora da jurisdição criminal do estado onde são acreditados, submetendo-se as de seus países.
A imunidade se estende a todos os agentes diplomáticos e funcionários das organizações internacionais, incluindo os familiares. O cônsules não estão sujeitos a imunidade.
Imunidade parlamentar 
Para que o poder legislativo, como um todo, e seus membros, individualmente, possam atuar com liberdade e independência, a constituição outorga em favor dos congressistas algumas prerrogativas e, entre elas, as imunidades.
A imunidade, por não ser um direito do parlamentar, é irrenunciável.
A imunidade parlamentar é privilegio de direito publico interno e de cunho personalíssimo, decorrente