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Diabetes Mellitus - tipos

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dos 
vasos, o que pode levar ao desenvolvimento 
de doenças cardiovasculares 
• Pré-diabetes: consegue voltar aos níveis 
normais de glicemia com dieta e exercícios 
físico 
• Histórico familiar 
• Obesidade 
Adipócito: 
• Armazenamento de triglicerídeos de uma dieta 
rica em carboidratos/lipídios. 
 Adipócito expande de tamanho, pois vive cerva 
de 10 anos. Quando emagrece, pode engordar 
de novo, pois o adipócito ainda está ali e pode 
expandir. 
• Adipócito produz e secreta adipocinas, 
podendo ser considerado, também, uma célula 
endócrina: leptina e adiponectina 
 Adiponectina: é anti-inflamatório, diminuindo 
quantidade de ácidos graxos no sangue 
(fazendo com que o músculo use os ácidos 
graxos) ➔ indivíduos com peso corporal 
normal possuem quantidade normal de TAG, 
então adipócito funciona bem para produzir 
adipocinas. 
 Leptina: saciedade 
 Conforme aumenta quantidade TAG nos 
adipócitos, vai parando de produzir 
adipocinas. 
• Aumento de TAG ➔ diminui produção de 
adiponectina, aumentando ácidos graxos na 
corrente sanguínea, sendo um dos motivos 
que levam à resistência à insulina. 
• Adipócito com muito TAG, começa secretar IL-
6, que gera perfil de inflamação crônica de 
baixo grau ➔ citocinas pró-inflamatórias ➔ 
disfunção das células beta pancreáticas 
• Se a quantidade de ácidos graxos não puder 
ser acomodada nos adipócitos, o excesso vai 
para outros tecidos, como fígado e músculo, 
estando também associado com a resistência 
à insulina. 
Alterações metabólicas: 
• Hiperglicemia: aumento da produção de 
glicose hepática 
• Hipertriacilglicerolemia: aumento da circulação 
de ácidos graxos na corrente sanguínea, 
levando a um efeito pró-inflamatório 
• Dislipidemia: aumento expressivo de LDL 
(risco de doenças cardiovasculares) em 
consequência do aumento da circulação do 
VLDL devido à mobilização de triglicerídeos do 
fígado. 
Fisiopatologia 
• Disfunção das células beta pancreáticas e 
resistência periférica à insulina no tecido 
adiposo, músculo esquelético e fígado 
decorrente de um quadro de obesidade 
(aumenta triglicerídeos) 
Tecido adiposo: 
• Não consegue captar glicose da corrente 
sanguínea via GLUT4 
• Lipólise: TAG quebrado em 3AG e 1glicerol 
• Ácido graxos (ligados à albumina) e glicerol 
são mandados para corrente sanguínea 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
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• Intensa circulação de ácidos graxos na 
corrente sanguínea ➔ Hipertriacilglicerolemia 
Músculo esquelético: não consegue 
captar glicose da corrente sanguínea via GLUT4 
• Utiliza ácidos graxos liberados pelo tecido 
adiposo via beta oxidação para produzir acetil-
CoA, que entra no Ciclo de Krebs e gera ATP 
Fígado: 
• Precisa de insulina para regular vias de 
sinalização, então o fígado entende que está 
em jejum 
• Capta glicerol para fazer gliconeogênese 
• Usa ácido graxo por beta oxidação parar gerar 
ATP, mas tem excedente. 
• Maior parte dos TAG estão armazenados no 
tecido adiposo ➔ maior parte dos adipócitos 
estão na região abdominal. Então, maior parte 
dos ácidos graxos são liberados na veia porta, 
sendo liberados direto no fígado para gerar 
energia. 
• O excedente de ácidos graxos é transformado 
em triglicerídeos, que são empacotados por 
VLDL e mandados para a corrente sanguínea. 
• VLDL entrega triglicerídeos no tecido adiposo 
(armazenamento) e para músculos (para gerar 
energia) ➔ consegue entregar porque ainda 
tem uma pouca produção de insulina 
• Aumento de VLDL ➔ o que sobra de VLDL é 
uma lipoproteína LDL ➔ aumento da 
circulação de LDL com alta concentração de 
colesterol ➔ transporta colesterol para tecidos 
extra-hepáticos 
• Tecidos não recebem colesterol, pois já está 
excedente. Então, aumenta a quantidade de 
LDL circulante. ➔ risco maior de doenças 
cardiovasculares ➔ hipercolesterolemia 
Pode fazer uso de insulina dependendo do grau 
da disfunção das células beta pancreáticas. Mas, 
precisa diminuir gordura corporal (dieta e 
exercícios físicos) 
 
• Caracterizada pela hiperglicemia na gravidez. 
• Durante a gestação normal, é comum ter 
resistência à insulina. Mas, as células beta 
pancreáticas conseguem compensar a 
demanda de insulina, conseguindo manter a 
normoglicemia. 
• Algumas mulheres podem desenvolver déficits 
nas células beta pancreáticas, gerando uma 
diabetes pelo conjunto com resistência à 
insulina. Assim, secreta quantidade 
insuficiente de insulina para compensar o 
aumento da demanda. 
• Bebê nasce grande, pois tem grande 
quantidade de glicose disponível para ele. ➔ 
aumenta produção de insulina 
• Insulina é um hormônio que favorece produção 
de macromoléculas (lipídios, glicogênio) 
Hipoglicemia neonatal grave: 
• Como não tem tanta disponibilidade de glicose 
quanto tinha no período intrauterino após o 
clampeamento do cordão, bebê continua a 
produzir muita insulina. 
• Então, precisa ter manutenção do 
fornecimento de glicose para manter a 
homeostase e evitar hipoglicemia ➔ 
DIABETES GESTACIONAL 
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
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amamentar de 2 em 2 horas para manter os 
níveis de glicose nos primeiros dias de vida. 
Depois, o corpo vai se readequando e fica tudo 
normal. 
• Proporção do cérebro em relação ao corpo é 
muito maior ➔ usa muita glicose para gerar 
energia 
• Sintomas se não adequar os níveis de glicose: 
tremores, irritabilidade, letargia, taquipneia, 
cianose, hipotermia, sucção débil, danos 
cerebrais etc. 
• Por isso, o pré-natal e a alimentação adequada 
são importantes.