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SOCIEDADES ANÔNIMAS

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SOCIEDADES ANÔNIMAS
Lei 6.404/76
 - Companhia das Índias Orientais, de 20 de março de 1602, a primeira sociedade anônima. Tratava se de uma companhia constituída pelo Estado, com a conjunção de capitais públicos e particulares, representando uma descentralização política, social e econômica das funções estatais, isto é, tal companhia existia para exercer um papel que tocava ao Estado, a colonização do “novo mundo”.
 - A sociedade anônima é conceituada Como a “pessoa jurídica de direito privado, de natureza mercantil, em que o capital se divide em ações de livre negociabilidade, limitando‐se a responsabilidade dos subscritores ou acionistas ao preço de emissão das ações por eles subscritas”. 
 Se nós somos acionistas/sócios de uma sociedade anônima, eu não estou nessa sociedade porque João possui uma qualidade pessoal que é inerente a ele (Um exime administrador por ex...). Para mim pouco importa, o que interessa é você aportar o capital social, pois sem esse capital não é possível desenvolver os projetos administrativos que nossa sociedade propôs para todos.
O MAIS IMPORTANTE NA SOCIEDADE ANÔNIMA É QUE EXISTA O APORTE NO CAPITAL, A INTEGRALIZAÇÃO DESSAS COTAS ADQUIRIDAS PELOS ACIONISTAS. É POR MEIO DESSA INTEGRALIZAÇÃO DO CAPITAL QUE ELA PODERÁ DESENCADEAR TODA ATIVIDADE EMPRESARIAL A QUE SE PROPÔS COMO OBJETO SOCIAL.
 
- Com efeito, a sociedade anônima é uma típica sociedade de capitais, haja vista a maior importância atribuída à contribuição do sócio e não às suas qualidades pessoais. Em função disso, é livre a negociação de ações, que pode ser eventualmente restringida (art. 36 da Lei n. 6.404/76), mas nunca impedida, pois não importam as qualidades pessoais dos sócios, mas sua contribuição patrimonial. Outrossim, o falecimento dos sócios não terá quaisquer consequências sobre a sociedade, transmitindo‐se de pleno direito a condição de sócio aos seus herdeiros.
 A regra é que todas as ações emitidas são de livre negociação e que isso não pode ser restringido. O Art.36 nós temos questões em que poderá RESTRINGIR (não impedir), algumas situações de negociabilidade. 
 “Art. 36. O estatuto da companhia fechada pode impor limitações à circulação das ações nominativas, contanto que regule minuciosamente tais limitações e não impeça a negociação, nem sujeite o acionista ao arbítrio dos órgãos de administração da companhia ou da maioria dos acionistas.
Parágrafo único. A limitação à circulação criada por alteração estatutária somente se aplicará às ações cujos titulares com ela expressamente concordarem, mediante pedido de averbação no livro de "Registro de Ações Nominativas".
 
 Ex: Rogério é acionista e adquiri ações da Monstros S.A. O Estatuto da Monstros S.A. diz que para Rogério vender as ações dele ele precisa pedir autorização (para os outros acionistas). 
 
 ISSO IMPEDE A LIVRE NEGOCIAÇÃO, LOGO NÃO PODE EXISTIR. 
 - Outra característica das sociedades anônimas é que a responsabilidade dos sócios (acionistas) é limitada ao preço de emissão da ação. A limitação de responsabilidade significa que os acionistas só assumem o risco de perder o valor investido, não pondo em risco o restante de seu patrimônio pessoal. 
 - A denominação da sociedade deve vir acompanhada das expressões companhia ou sociedade anônima por extenso ou abreviadamente (Ex: Banco S.A), sendo vedada a utilização da expressão companhia ao final (art. 3º da Lei n. 6.404/76), a fim de evitar confusões com outras sociedades, como a sociedade em nome coletivo.
 Art. 3º A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões "companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente, mas vedada a utilização da primeira ao final.
 § 1º O nome do fundador, acionista, ou pessoa que por qualquer outro modo tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na denominação.
 § 2º Se a denominação for idêntica ou semelhante a de companhia já existente, assistirá à prejudicada o direito de requerer a modificação, por via administrativa (artigo 97) ou em juízo, e demandar as perdas e danos resultantes.
NATUREZA – TEORIA DO ATO INSTITUCIONAL
 A Teoria do Ato Institucional promove que com a união de vontades tenhamos uma instituição criada para a idealização/concretização de determinadas atividades empresariais. A união de vontade entre os acionistas e aqueles que são os dirigentes desta sociedade anônima, tem em comum para que diante desta união de vontades uma intuição seja erguida em torno desta união, para que esta instituição com a formação da base econômica possa idealizar as atividades empresariais de acordo com o objeto social proposto no seu estatuto. 
A vontade dos sócios não vai refletir dentro da nossa Sociedade Anônima, mas para ele apenas. POIS A VONTADE DELE É INDIVIDUALIZADA. Pois desta forma, vamos atrair mais recursos e diminuir a carga de riscos.
 - A sociedade anônima é o instrumento fundamental para o desenvolvimento dos grandes empreendimentos, na medida em que alia a capacidade ilimitada de atrair recursos financeiros e a possibilidade de limitar e dispersar os riscos dos empreendimentos. 
 - A ideia fundamental na instituição é a obra a realizar, possuindo menos importância a vontade dos sócios. A vontade dos sócios é restrita à aceitação da disciplina, sem uma preocupação maior quanto aos efeitos; ao contrário do que ocorreria nos contratos, essa vontade dos sócios não seria tão determinante na vida da sociedade quanto a função social a ser exercida. Por isso, o ato constitutivo das sociedades anônimas seria um ato institucional, o qual daria origem a uma instituição.
 A Lei n. 6.404/76 acolheu tal interpretação, sobretudo ao afirmar em seu art. 116, parágrafo único, que 
 “o acionista controlador deve usar o poder com o fim de fazer a companhia realizar o seu objeto e cumprir sua função social, e tem deveres e responsabilidades para com os demais acionistas da empresa que nela trabalham e para com a comunidade em que atua, cujos direitos e interesses deve lealmente respeitar e atender”
SOCIEDADES ABERTAS X SOCIEDADES FECHADAS
 - Em síntese, a diferença mais importante entre a sociedade aberta e a fechada é que a primeira possui relações com todo o mercado investidor, devendo obediência a normas específicas que visam à sua proteção, ao passo que na fechada a relação é restrita aos próprios membros da sociedade. 
 - As sociedades abertas caracterizam‐se pela LIVRE possibilidade de negociação de valores. Os valores mobiliários não podem ser conceituados pelos direitos que asseguram, mas apenas pela função econômica a que estão ligados, que é diversa, sob o ponto de vista da sociedade e dos seus titulares. Para quem os titulariza, os valores mobiliários são uma alternativa de investimento (emprego remunerado ao dinheiro) e para a sociedade são um instrumento de captação de recursos.
 - São valores mobiliários no direito brasileiro: as ações, debêntures, bônus de subscrição, cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento decorrentes de tais títulos, os certificados de depósito de valores mobiliários, cédulas de debêntures, cotas de fundos de investimento, os “commercial papers”, os contratos de investimento coletivo e os contratos derivativos (art. 2º da Lei n. 6.385/76). 
 - O mercado de valores mobiliários é o conjunto de instituições e de instrumentos que possibilita realizar a transferência de recursos entre tomadores (companhias) e aplicadores de recursos (poupadores), buscando compatibilizar seus objetivos. Este mercado pode ser dividido em mercado primário e secundário; neste a circulação dos títulos se dá entre investidores, já naquele a relação é estabelecida entre o investidor e a própria sociedade anônima destinatária do investimento.
 Mercado Secundário – A circulação de títulos ocorre entre os investidores.
 Mercado Primário - A relação estabelecida entre o investidor e a proporia sociedade anônima destinada ao investimento. 
 - As bolsas de valores são entidades privadas constituídas sob
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