ok cir de grandes 18.04.12
9 pág.

ok cir de grandes 18.04.12


DisciplinaPatologia Cirúrgica de Grandes Vertebrados18 materiais149 seguidores
Pré-visualização4 páginas
da pressão hidrostática capilar que vai levar a um aumento da pressão hidrostática intersticial pela saída do liquido do vaso para o interstício, e há formação de edema intestinal.
Agente precisa entender o porque forma edema intestinal. O edema intestinal se forma porque tem um aumento de líquido no interstício, e esse líquido vem do extravazamento do compartimento capilar-vascular para o interstício. Isso é muito importante, porque agente não trabalha só com receita de bolo, então agente precisa entender como ocorre. 
Se o meu animal tem pressão oncótica vascular ou capilar diminuída, porque está ocorrendo? Isso ocorre quando vc tem uma hipoproteinemia. Então quando agente aprendeu na patologia clínica que se tem que dosar a proteína plasmática total, é porque em alguns casos vc vai ter isso, e não adianta fazer só uma fluidoterapia num animal com hipoproteinemia, porque o que vc vai fazer é aumentar a pressão hidrostática e vai aumentar a formação de edema intestinal. Logo, vcs precisam usar um coloide para que esse liquido consiga se manter dentro do leito vascular. Mas o que eu faço para diminuir a pressão hidrostática capilar? Precisamos tentar fechar o diagnóstico do que está causando esse aumento da pressão hidrostática. 
Ex. esse animal tem uma impactação imensa de cólon, então temos que tentar desfazer essa impactação de cólon porque o edema intestinal já se formou. 
O edema intestinal ocorre independente se a lesão é estrangulante ou não estrangulante. Isso é importante. Nem sempre um animal que tem edema intestinal é um paciente para tratamento cirúrgico, mas todo paciente para tratamento cirúrgico tem edema intestinal, porque antes dele ter a lesão por isquemia, por reperfusão, ele vai desenvolver a lesão de edema intestinal. 
Como chegaram a conclusão que isso ocorria? Através de modelos experimentais, então isso já está comprovado, isso ocorre. 
 
	Ainda existe uma situação onde esse edema intersticial que é o que forma o edema intestinal, pode ter uma gravidade maior. esse paciente provavelmente já está com o mecanismo de isquemia ocorrendo, e quando existe isquemia, vamos aprender mais pra frente que vamos ter liberação de mediadores inflamatórios, seguidos de hipoxemia e liberação de radicais livres de oxigênio, quando temos isso, todos esses componentes, todos esses fatores, eles aumentam a permeabilidade do vaso. 
O vaso normal que esteja com a permeabilidade normal, não passa proteína por ele, e quando vc tem aumento da permeabilidade vascular, a albumina passa e com isso vamos observar uma situação onde vai ter um aumento da pressão oncótica intersticial. Antes só passava líquido, agora o vaso por ação de algumas substancias como por exemplo citocinas, ou por hipoxemia ou por radicais livres de oxigênio (peróxido ou hidroxila) ele vai aumentar a permeabilidade do vaso. Agora a albumina está conseguindo passar, se ela passa para o interstício, eu vou ter um aumento da pressão oncótica intersticial. Primeiro vem a albumina, mas quando passa a albumina para o interstício, aumenta ainda mais o extravasamento de líquido do compartimento vascular para o compartimento intersticial, logo vcs também vão ter uma pressão hidrostática intersticial aumentada e um edema intestinal maior.
Distensão luminal
A distensão luminal ocorre por um acumulo de ingesta de líquido e de gás. Então se vcs tem por exemplo, uma alça normal, a distensão luminal provoca dor, porque existem 3 mecanismos que levam à dor visceral: 
- Distensão luminal
- Tração do mesentério
- Isquemia (Toda vez que temos um processo isquêmico temos um processo inflamatório)
Já sabemos, e está comprovado cientificamente que nenhum animal morre por distensão luminal. Se eu encher uma alça, uma alça normal não vai romper. Vai romper uma alça porque ela está num processo isquêmico, ela não rompe porque ela está insuflada nem distendida, ela vai romper porque está num processo isquêmico. O que pode ocorrer em animais que estejam com distensão luminal muito grande, vai fazer com que haja uma distensão abdominal, e com essa distensão abdominal há uma limitação de expansão do diafragma, o animal pode vir a óbito por parada respiratória, mas não porque a alça rompeu. Isso é importante porque para o leigo, eles acham que o cavalo morreu porque a alça rompeu porque tinha muito gás. Nas distensões abdominais agente observa muita dor no cavalo, mas é importante que agente saiba que a distensão luminal sozinha NÃO leva a óbito, só que a distensão luminal piora o edema intestinal. 
Já que os vasos venosos são flexíveis e tortuosos no intestino, quando temos uma distensão luminal, vc vai interferir no fluxo sanguíneo venoso, e se vc interfere no fluxo sg venoso, chamamos isso de estrangulamento gradativo, aumenta como consequência a pressão hidrostática capilar que vai fazer com que haja saída de liquido para o interstício, e dessa forma temos a formação do edema intestinal, tanto de delgado quanto de grosso. 
Como ocorre a formação de edema: com o aumento da pressão hidrostática capilar, ela por estar aumentada, e a pressão hidrostática intersticial estar normal, vai haver saída de líquido do vaso capilar para o interstício. Isso ocorre porque houve um colapso (não é torcer a veia 100%, é um estrangulamento gradativo), quando vc tem um déficit de retorno venoso, como vão ficar os capilares? Com a pressão hidrostática capilar aumentada, e se a pressão hidrostática capilar (dentro do capilar) está aumentada, vai haver extravasamento de líquido para o interstício e isso é a formação de edema.
Como a distensão luminal interfere na formação de edema? Porque ela provoca um déficit na drenagem venosa intestinal, provocando um déficit na drenagem venosa intersticial, aumenta a pressão hidrostática capilar, aumentando a pressão hidrostática capilar há saída de líquido para o interstício, isso é o edema intestinal. Mas nenhum cavalo morre porque está super inflada a alça intestinal, uma alça normal não. Já uma alça que está isquêmica, onde a formação de edema é maior porque temos ai a influencia dos mediadores inflamatórios do baixo teor de oxigênio e aumento da permeabilidade capilar, há um aumento pra pressão oncótica intersticial porque extravasa não só líquido mas também albumina, se a albumina é uma \u201cesponjinha\u201d ela passa pro interstício e ela vai puxar mais líquido, mesmo que a pressão hidrostática capilar não esteja tão alta. 
Uma alça não rompe por causa da distensão luminal, ela rompe porque ela já está num processo isquêmico, porque quando tem um processo isquêmico agente vai ver mais pra frente, agente percebe que temos alterações inflamatórias e essas alterações inflamatórias vão levar a uma morte celular, essa morte celular dependendo de quanto tempo ocorre esse processo isquêmico, vcs imaginem como se fosse varias camadas de células, se fixou x minutos, desprende uma camada de células, se ficou 2x minutos, vai desprender mais camadas de células, e assim por diante. E isso pode acontecer durante um transcirurgico, não porque o cirurgião é ruim, mas porque esta alça já estava em sofrimento e ela rompe. Os processos de lesão celular começam da mucosa, não começam da serosa. 
(camadas da alça intestinal: mucosa, submucosa muscular e serosa)
	Na distensão luminal, alem do colapso que ocorre na drenagem venosa, a mucosa transfere para a serosa como se fosse uma \u201cmensagem\u201d dizendo que está repleta de gás e que ela precisa fazer algo, o que a serosa faz: joga mais líquido para dentro da luz intestinal, então o interstício que tinha edema, esse líquido vai para luz intestinal e daí novamente a pressão hidrostática continua aumentada e ai vem líquido para o interstício, do interstício, a distensão luminal que persiste, vai líquido para dentro da luz. Por isso todas as vezes que nós fazemos cirurgia num equino com obstrução não estrangulante, anterior a obstrução, as alças estão todas repletas de líquido, ingesta e de gás. 
Essa quantidade toda de líquido indo para o lúmen intestinal vai levar a desidratação. Por isso que muitos animais