patologia de grandes 16.05.12
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patologia de grandes 16.05.12


DisciplinaPatologia Cirúrgica de Grandes Vertebrados18 materiais149 seguidores
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tanto esquerda quanto a direita.
A outra opção é a laparotomia oblíqua esquerda. Imaginando o mesmo retângulo que agente faz a ventrolateral esquerda, eu posso optar por fazer a incisão oblíqua, ao invés de ser ela transversal. Agente pode optar por fazer a laparotomia obliqua esquerda, isso favorece um pouco a manipulação. Faço uma incisão transversal ao músculo. Isso favorece um pouco a manipulação. A obliqua é SEMPRE esquerda e NUNCA direita. 
Se vc fizer uma laparotomia oblíqua direita, as alças de delgado e intestino grosso vão sair da cavidade e vão dar trabalho na manobra.
Laparotomia mediana ventral: é descrito mas agente não faz. Mas é a laparotomia mediana ventral indicada para as éguas. 
Posso fazer uma ventro lateral em égua? Pode, mas não é a laparotomia de eleição para essa espécie.
Existe uma outra: Para mamaria: para bovino, é paralelo à glândula mamaria, tem grandes vasos ali, mas vamos desviar dos grandes vasos. Essa laparotomia para mamária é feita pelo lado direito. É indicada quando temos fetos extremamente grandes.
Observem que após a laparotomia, a curvatura maior do útero é exposto para fora da cavidade para fazer a esterotomia.
Outra coisa importante: está vindo pelos posteriores, então vamos fazer uma tração semelhante à tração que é feita semelhante a manobra obstétrica. Eu posiciono o feto e faço a tração, ele vem com os posteriores. 
Laparotomia na fossa para lombar esquerda ou direita: agente não usa, porque: o útero vai estar pesado, mesmo para caprino é complicado porque eu vou ter que estar tracionando o útero para cima com o feto pesado. Então vamos fazer a ventro lateral que é melhor, que pode ser direita ou esquerda. Quando é obliqua é esquerda.
Toxemia da gestação: pode fazer cesariana ou a ovelha vem a óbito. O feto vai vir a óbito porque não é viável a sobrevivência. Não induzo o parto porque pode ser que a indução do parto ocorra depois de 48-72 horas e ai não serve porque a cabra/ovelha não aguentar, por isso temos que fazer a cesariana. Nesse caso o feto não é mais importante, a parturiente é mais importante, porque vc não vai conseguir manter os 2 vivos e com isso vc vai ter que fazer essa escolha e na toxemia da gestação a decisão tem que ser muito rápida.
	Após a cesariana vai ser feita a ráfia do útero sempre em 2 camadas: uma contaminante que pega todas as camadas do útero, e façam isso sempre com pontos simples e separado, pois é mais seguro e provoca menos isquemia. Depois vcs fazem uma sutura que é o cushing ou lambert invaginante para sepultar aquela primeira linha de sutura contaminante, e usem fio absorvível, se não tiver pode usar nylon. O professor não utiliza catgut em pequenos ruminantes pois é comum deiscência de sutura e reação, então podemos usar o catgut em vaca, mas o melhor é usar o polyglactin, vicryl, etc. Não usar algodão, ceda, mas pode usar nylon.
Protocolo de anestesia
Pequenos ruminantes e grandes ruminantes: vamos trabalhar sempre com bloqueios regionais, ou com infiltração local na própria linha da laparotomia. Anestesia local regional, que é a infiltração local na linha de incisão, associado a bloqueio para vertebral.
O que é o bloqueio para vertebral: quando agente faz epidural seja ela baixa ou alta, eu estou bloqueando direto um nervo da própria medula, então temos uma parada bilateral da função. Já quando eu faço para vertebral, eu só tenho a parada da ação e função dos nervos e só daquele lado, porque agente bloqueia depois que o nervo saiu da medula, por isso é para vertebral, ele está fora da vértebra já. E como agente faz isso no caso de ruminantes: bloqueamos o 13º nervo torácico (pois ele tem 13 costelas), ele passa a frente da apófise da L1, vamos bloquear o 1º nervo lombar, o L1 que passa a frente de L2, e vamos bloquear o 2º nervo lombar que passa à frente de L3. Então vamos bloquear T13, L1, L2, que é suficiente para as laparotomias de flanco inclusive baixo. 
Mas nós precisamos complementar, porque o torácico lateral que sai da região do codilho ele abre com ramificações em leque e vai à direção na parte lateral toda do abdômen. Então é um bloqueio para vertebral mas o torácico não, então agente faz no 5º ou 6º espaço intercostal, e agente faz o bloqueio peri neural em cima dele, SC. Com isso agente tem paravertebral e torácico lateral, o que é suficiente para a maioria das laparotomias em ruminantes.
Quando agente faz laparotomias mais baixas como a para-mamária, ai é complicado, agente faz do lado a para vertebral, faz a torácica lateral e é obrigado a fazer na linha de incisão ou em torno daquela área porque tem pequenas ramificações ali. 
Sedo ou não sedo? 
Depende muito, se estou com vacas mansas e ovelhas mansas eu não sedo. Agora, se o animal estiver dando trabalho, podemos dar algum sedativo, o que podemos usar: 
O alfa 2 agonista acaba provocando depressão no feto. Não é o de escolha, mas agora se estou com receptoras muito agressivas não tem jeito, é provável que tenha que se usar.
Em pequeno ruminante o que o professor faz: usar butorfanol associado à alfa 2 agonista, porque na associação eu diminuo a dose do alfa 2 agonista (faço 0,1mg/kg) e uso o butorfanol associado. 
Podemos usar também o alfa 2 agonista com os benzodiazepínicos como o diazepam ou midazolan, deixa bastante tranquilo.
Quando eu uso relaxante muscular associado ou não a butorfanol ou a um benzodiazepínico, a intervenção cesariana é muito rápido. Se puder faço tricotomia antes, faço bloqueio regional antes e ai eu entro com o relaxante muscular e com o benzodiazepínico. Ai imediatamente inicio a cesariana o mais rápido possível. Quero retirar o feto rápido possível para evitar o sofrimento fetal. 
As vezes, eu contenho a ovelha, faço o bloqueio regional e inicio toda a manipulação de cesariana mesmo com a epidural dá desconforto abdominal, a mulher mesmo com epidural sente desconforto abdominal, sente muita pressão na manipulação, mas é tanto movimento que não há manifestação disso em relação a dor, por isso que tomamos o benzodiazepínico para dar uma certa esquecida daquele momento da manipulação no parto. O que agente faz: faz a esterotomia, retiro o feto 
Assim que retira o feto, já tem alguém preparado para fazer a sedação, aplicar o alfa 2 agonista com ou sem o benzodiazepínico ou com butorfanol que ai ela entra no relaxamento mas eu já retirei o feto, e ai eu não me preocupo mais com ela.
Normalmente o butorfanol e o alfa 2 agonista é suficiente e mais o bloqueio regional.
A grande vantagem das anestesias regionais é que não tem duvida, ela compensa por questão de bem estar e sobrevida de recuperação, pois a vaca sai ali na mesma hora pronta para comer, andando, etc. não temos decúbito prolongado e complicação por conta da recuperação anestésica, etc. então quando posso fazer com bloqueio regional eu opto pelo bloqueio regional.
	Qualquer intervenção cesariana é considerada parto distócico e é considerado sofrimento fetal e baixa viabilidade fetal. Eu nunca entro preocupado com o feto, sempre preocupado com a parturiente, sempre faço a escolha pela mãe primeiro. Porque se priorizar o feto vamos perder a mãe e o feto muitas das vezes. 
É importante que se faça a hidratação do animal depois, cuidar disso é importante.
Em relação a porca: é ótimo a cetamina com diazepam ou midazolan. 
A xilazina e o acepram deprime demais, mas pode fazer. 
A cetamina é dissociativa, então é uma droga de escolha na cesariana porque causa pouca depressão fetal por depressão respiratória e circulatória. Então é indicado para porca que vai fazer cesariana, vc pode fazer cetamina com diazepam. Pega um cateter e põe na orelha, e deixa gotejando a fluido com a cetamina, faz o local, dissociativo e álcool. Geralmente agente faz no abdômen do flanco da porca oblíquo em relação a cadeia mamaria, porque ai expõe a curvatura maior. Se puder abrir o útero na interseção dos 2 cornos é melhor porque vc vai tirando os placentinhas dos leitões separados. 
Égua: anestesia geral. Em cavalo tem que ser. O professor fez uma vez em estação paravertebral,