531061_Fisioterapia motora em paciente crítico
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de dias para se transferir do leito para a 
cadeira, houve uma melhora estatisticamente significativa no 
grupo onde o FES foi utilizado. O grupo intervenção demo-
rou em média 10 dias para realizar a transferência, enquanto 
o grupo controle obteve o mesmo resultado em uma média 
de 14 dias.
Bailey et al.,(21) em seu estudo de coorte prospectivo, ava-
liaram a viabilidade e segurança de atividades precoces em 
90 Silva APP, Maynard K, Cruz MR
Rev Bras Ter Intensiva. 2010; 22(1):85-91
sujeitos na ventilação mecânica por mais de 4 dias. As ativi-
dades eram aplicadas 2 vezes ao dia e incluíam sentar à beira 
do leito sem apoio, sentar na cadeira após se transferir do leito 
para a mesma e deambular com ou sem assistência de um an-
dador ou uma pessoa. O objetivo das atividades era que o pa-
ciente conseguisse deambular mais de 100 pés (3048 cm) até 
a alta da unidade. 2,4 % dos sujeitos não realizaram atividade 
alguma até a alta, 4,7 % sentaram à beira do leito, 15,3 % 
sentaram na cadeira, 8,2 % deambularam menos de 100 pés 
(3048 cm) e 69,4 deambularam mais de 100 pés (3048 cm). 
Ficou definido como precoce, o tratamento iniciado quando 
o paciente se encontrasse estável hemodinamicamente sem 
aminas, necessidade de FiO2 \u2264 60 % e PEEP \u2264 10 cmH2O, 
e fosse capaz de obter uma resposta a um estímulo verbal, 
segundo critérios de avaliação neurológica. Não foi iniciada 
atividade em paciente comatoso e/ou com menos de 4 dias 
em ventilação mecânica, justificando que aqueles que neces-
sitam de ventilação mecânica por tempo superior a este, têm 
risco maior de desenvolver debilidade física.
Um relato de caso foi publicado recentemente por Ne-
edham,(9) onde um paciente, DPOC severo, 56 anos, com 
falência renal aguda, deambulou no 4° dia após admissão na 
UTI, ventilando via tubo orotraqueal em ventilação mecâni-
ca. O paciente deambulou um total de 140 metros, divididos 
em três etapas, com assistência de um andador e duas fisio-
terapeutas que monitorizavam constantemente, freqüência 
cardíaca, pressão arterial, traçado eletrocardiográfico e satura-
ção de oxigênio. Através de uma entrevista, o paciente Mr. E 
demonstrou uma melhora na auto-estima, força muscular e 
status funcional auto-percebido. Relatou também que não foi 
desconfortável deambular com um tubo em sua boca, tendo 
trazido benefício à sua recuperação. 
CONCLUSÃO
A cinesioterapia, inclusive com início precoce, parece tra-
zer resultados favoráveis para reversão da fraqueza muscular 
experimentada pelo paciente crítico com retorno mais rápido 
à funcionalidade, diminuição do tempo de desmame e inter-
nação. Apesar dos estudos avaliados sugerirem seu uso como 
seguro e eficaz, sua diversidade metodológica aponta para ne-
cessidade de mais estudos, randomizados, controlados, com 
maior casuística e com melhor padronização para descrição e 
comparação de diferentes protocolos de tratamento.
 
AGRADECIMENTOS
Aos colegas e preceptores do Hospital Universitário Pedro 
Ernesto pelo incentivo ao desenvolvimento técnico-científico 
dos residentes.
ABSTRACT 
 
The development of critical patient-related generalized weakness is 
a common complication in patients admitted to an intensive care 
unit. The reduced muscle strength increases the time for weaning, 
hospitalization, the risk of infections and consequent mortality. 
Physiotherapy is used in these patients as a resource for the preven-
tion of muscle weakness, atrophy and functional capacity recovery. 
The aim of this study was to review the literature regarding the use 
of exercise alone in intensive care units staying patients. Literature 
searches were performed using the electronic databases Medline, 
LILACS, CINAHL, Cochrane, High Wire Press and SciELO, 
from January 1998 to July 2009 and book chapters, using keywor-
ds including \u201ccritical illness\u201d, \u201ccinesiotherapy\u201d, \u201cphysical therapy\u201d, 
\u201cphysiotherapy\u201d, \u201cexercises\u201d, \u201ctraining\u201d, \u201cforce\u201d, \u201cactive mobiliza-
tion\u201d, \u201cmobilization\u201d, \u201cICU\u201d, \u201crehabilitation\u201d, \u201cmobility\u201d, \u201cmuscle 
strength\u201d and \u201cweakness\u201d. Despite the lack of studies and metho-
dological diversity of studies found, confirming the use of exercise 
alone as a therapeutic resource, its use, including early seems an 
alternative to prevent and reverse muscle weakness intensive care 
unit ICU-acquired.
Keywords: Cinesiotherapy; Physical therapy modalities; Mus-
cle weakness/rehabilitation
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