Atualização Direito Const Descomplicado 2 p 3 ed
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construída pela Suprema Corte dos Estados Unidos da América no célebre caso McCULLOCH v. MARYLAND (1819) \u2013 enfatiza 
que a outorga de competência expressa a determinado órgão estatal importa em deferimento implícito, a esse mesmo órgão, dos meios 
necessários à integral realização dos fins que lhe foram atribuídos\u201d (MS 26.547/DF, 23.05.2007). 
 
 
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jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, embora as atividades do Tribunal de Contas da União, por sua natureza \u2013 
verificação de contas e até mesmo o julgamento das contas das pessoas enumeradas no artigo 71, II, da Constituição Federal 
\u2013, justifiquem a eventual quebra de sigilo, não houve essa determinação na lei específica (Lei Complementar nº 105/2001) 
que tratou do tema, não cabendo a interpretação extensiva, mormente porque há princípio constitucional que protege a 
intimidade e a vida privada (CF, art. 5º, X), no qual está inserida a garantia ao sigilo bancário.18 
É oportuno registrar que o Supremo Tribunal Federal editou a Súmula Vinculante n.º 3, acerca da abrangência do 
direito ao contraditório e ampla defesa nos processos que tramitam no TCU, cujo enunciado transcrevemos abaixo: 
 
Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa 
quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o 
interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma 
e pensão. 
 
A fim de assegurar efetividade ao desempenho de suas atribuições, dispõe a Constituição que as decisões do Tribunal 
de Contas da União de que resulte imputação de débito ou multa têm eficácia de título executivo, isto é, consubstanciam 
instrumento idôneo para instruir e subsidiar o processo de execução do devedor perante o Poder Judiciário (art. 71, § 3.º). 
Por fim, vale lembrar que, segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, os Tribunais de Contas, no 
desempenho de suas atribuições, podem realizar o controle de constitucionalidade das leis,19 isto é, no exame de um 
processo submetido à sua apreciação, podem afastar a aplicação de uma lei ou ato normativo do Poder Público por entendê-lo 
inconstitucional. 
\u25aa Pág. 456 (item 8.2) \u2013 Substituir o texto do parágrafo \u201cCabe destacar, ainda, que as...\u201d pelo seguinte: 
Ainda de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, dentre as competências constitucionalmente 
outorgadas aos tribunais de contas dos estados (art. 70) não se inclui a de atuar no âmbito de processo administrativo em que 
se discute matéria tributária. Com base nesse entendimento, o Tribunal Maior declarou a inconstitucionalidade de dispositivo 
de Constituição estadual que estabelecia que as decisões fazendárias de última instância no processo administrativo tributário, 
quando contrárias ao erário, seriam apreciadas, em grau de recurso, pelo tribunal de contas do estado.20 
CAPÍTULO 8 
\u25aa Pág. 475 (item 3.2.5) \u2013 Inserir o seguinte após o parágrafo \u201cEssa hipótese \u2013 promulgação de lei sem sanção...\u201d: 
Ademais, a sanção ao projeto de lei pelo Chefe do Executivo não impede que, ulteriormente, a lei resultante seja por 
ele impugnada perante o Poder Judiciário. Com efeito, pode o Presidente da República sancionar o projeto de lei e, mais 
tarde, questionar a validade da lei resultante mediante uma ação direta de inconstitucionalidade, por exemplo. 
\u25aa Pág. 481 (item 3.2.6) \u2013 Inserir o seguinte após o parágrafo \u201cO veto constitui ato político do Chefe...\u201d: 
O veto pode incidir sobre texto apresentado pelo próprio Chefe do Poder Executivo. Com efeito, o Presidente da 
República pode encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei versando sobre certa matéria e, posteriormente, depois da 
aprovação pelas Casas do Congresso Nacional, vetar o respectivo projeto, ainda que o veto incida, especificamente, sobre o 
texto que havia sido proposto pelo próprio Presidente da República. 
\u25aa Pág. 490 (item 7.2.1) \u2013 Inserir o seguinte após o parágrafo \u201cNesse dispositivo, foi suprimida...\u201d: 
Entretanto, havendo medidas provisórias em vigor na data de convocação extraordinária do Congresso Nacional, serão 
elas automaticamente incluídas na pauta de convocação (CF, art. 58, § 8º). 
 
18 MS 22.801, rel. Min. Carlos Alberto Menezes Direito, 17.12.2007. 
19 STF, Súmula 347: \u201cO Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do 
Poder Público.\u201d 
20 ADI 523/PR, rel. Min. Eros Grau, 03.04.2008. 
 
 
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Portanto, temos o seguinte: a edição de medida provisória nos períodos de recesso legislativo não obriga, 
necessariamente, a convocação extraordinária do Congresso Nacional; porém, caso o Congresso Nacional seja convocado 
extraordinariamente, nas hipóteses constitucionalmente previstas (art. 57, § 6º), as medidas provisórias em vigor na 
respectiva data serão automaticamente incluídas na pauta da convocação. 
\u25aa Pág. 508 (item 7.2.15) \u2013 Inserir o seguinte após o parágrafo \u201cExemplificando, suponhamos que a MP 1...\u201d: 
Em decorrência desse entendimento do Supremo Tribunal Federal \u2013 segundo o qual é possível a revogação de medida 
provisória em tramitação por outra \u2013, temos que é juridicamente viável a revogação de medida provisória que esteja 
obstruindo a pauta de uma das Casas Legislativas mediante a adoção de nova medida provisória pelo Presidente da 
República, hipótese em que teremos o afastamento do sobrestamento de pauta previsto no art. 62, § 6º, da Constituição 
Federal. 
Entretanto, é importante destacar que, também segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a matéria 
constante de medida provisória revogada não pode ser reeditada, em nova medida provisória, na mesma sessão legislativa.21 
Assim, se o Presidente da República edita a medida provisória \u201cy\u201d para revogar a medida provisória \u201cx\u201d, a matéria constante 
desta última não poderá ser objeto de nova medida provisória na mesma sessão legislativa. Logo, caso o Presidente da 
República, na mesma sessão legislativa, queira tratar da matéria que constava da medida provisória por ele revogada, deverá 
utilizar-se de projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso Nacional, hipótese em que poderá, inclusive, valer-se do 
processo legislativo sumário, solicitando às Casas Legislativas que apreciem a matéria sob o regime constitucional de 
urgência (art. 64, §§ 1º ao 4º). 
\u25aa Pág. 510 (item 7.2.16) \u2013 Inserir o seguinte após o parágrafo \u201cNa esteira dessa orientação, temos que...\u201d: 
Ainda sobre a apreciação judicial dos pressupostos de urgência e relevância, cabe-nos examinar a questão referente aos 
efeitos da conversão em lei da medida provisória sobre os eventuais vícios na sua edição. A conversão da medida provisória 
em lei, pelo Congresso Nacional, tem o condão de convalidar o vício quanto à inexistência de urgência e relevância para a 
sua edição? 
Examinando essa questão, inicialmente o Supremo Tribunal Federal havia firmado entendimento de que a conversão 
em lei da medida provisória teria o condão de superar as alegações de inocorrência de seus pressupostos constitucionais de 
urgência e relevância. Entretanto, o Tribunal Maior, posteriormente, abandonou essa orientação e passou a entender que a lei 
de conversão não convalida os vícios existentes na medida provisória, isto é, tais vícios poderão ser objeto de exame pelo 
Poder Judiciário mesmo após a conversão em lei da medida provisória.22 
Significa dizer que a Corte Suprema passou a entender que os eventuais vícios ocorridos na edição da MP, no que 
tange à eventual ausência dos requisitos de urgência e relevância, contaminam a lei de conversão, podendo acarretar a 
invalidade desta. Caso não se